Quintanares: O cisne

 

 

Poesia de Mário Quintana
Interpretação de Milton Ferretti Jung

 

O cisne que estava imóvel sobre o piano
desliza agora sobre as águas negras
ao som da valsa
que eu tocava a quatro mão
uma menina Gertrudes
se fosse ao menos uma Gertrudes Stein

 

o nome da valsa não me lembro
seria o cúmulo se fosse aquela sobre as ondas
que se tocava tanto no fim do mundo
e o pior de tudo
é que as visitas aplaudiam sinceramente
que menino inteligente

 

oh, tempos
oh, gente
a menina Gertrudes era enjoada e pretensiosa
como suas calças de babado.
e olhava-me com ares de quem sabia coisas
de que eu não entendia nada
é que as meninas sabem mais do que sabem

 

e havia um velho
que me parecia mais velho do que todos os retratos da sala
e que dizia sempre naquela sua voz de molas de relógio
ai, que Catitas,
ai, que catitas

 

e com as palmas das visitas
nem se ouvia o rumor das águas infinitas
que vinham subindo, subindo

 

 

Quintanares foi ao ar, originalmente, na rádio Guaíba de Porto Alegre

Conte Sua História de SP: a saga deste povo soteropaulistano

 

Por José Dilson Cavalcanti

 

 

Viemos de longe, somos Pernambucanos, Paraibanos, Cearenses, Alagoanos, somos todos Nordestinos. Mas, em São Paulo, somos Baianos.

 

Lá , na terra natal, muitas vezes e a maioria das vezes, nem conhecemos nossa Capital, por isso, adotamos essa cidade como símbolo de adoração e respeito. E a tratamos como Capital do Nordeste, pois ela serve para todo mundo que nasceu lá.

 

Para trás, deixamos famílias, amores, sonhos perdidos e parte da alma natal.
Viemos buscar, nessa serra pelada de concreto e automóveis, a chance que ficou no caminho, por causa da falta d’água e do trabalho.

 

Buscamos, no final desse arco-íris, o pote de ouro prometido.

 

Viemos para ajudar nesse desenvolvimento, construindo estradas, escolas, casas, prédios, metrô, pontes e criar avenidas. Foi isso que nos coube quando chegamos, pouco estudo, vontade de trabalhar, essa mão-de-obra rápida e barata, e ajudar os que ficaram lá. Ainda assim, tínhamos que agradecer, pois tirávamos o sustento.

 

Ajudamos a construir essa cidade, inquieta, exigente, transformadora e moderna.
Trouxemos a comida, os costumes, as crenças e a musicalidade, que são a energia necessária para misturar à cultura paulista e dar sentido à nossa vida nessa cidade, que tem potencial de País.

 

Somos todos lutando por uma única causa, a causa maior e mais justa das causas, a Felicidade. Esta cidade nos acolheu, do jeito que deu, não podemos dizer que foi fácil, deu oportunidade e certa dignidade.

 

Tivemos que ser bravos e perseverantes, para podermos educar os filhos e alimentá-los. No total não dá para se queixar, caso contrário, não estaríamos aqui a viver, se emocionar, a amar.

 

Não pensamos em agradecimento, em nenhum momento, pensamos somente em sermos lembrados, uma espécie de crédito por produção.

 

Fizemos dessa Terra Prometida nossa Canaã, outra espécie de nação de alma e coração, pois foi construída com sangue, suor, determinação e amor dos nossos irmãos.

 

Somos os carpinteiros, pedreiros, serventes, peões, cozinheiras, empregadas domésticas, jogadores de futebol, músicos, atores, pessoas comuns etc…

 

Só temos a agradecer por essa cidade existir e existirmos juntos, nessa cidade.
Somos filhos dos filhos.
Somos filhos dos Baianos.
Somos todos “soteropaulistanos”

 

O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar aos sábados, logo após às 10h30, no CBN SP. Tem sonorização do Claudio Antonio e narração de Mílton Jung

Mundo Corporativo: Nancy Assad fala de como usar o marketing de conteúdo

 

 

“Quando você faz propaganda é meio que você está empurrando para o teu consumidor, o teu produto o teu serviço; quando você faz o marketing de conteúdo é como se fosse um namoro, então você se aproxima, você envolve, você engaja, é você presta um serviço, você dá alguma coisa que ele precisa, então é muito mais respeitoso”. A opinião é de Nancy Assad, especialista em comunicação corporativa, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Ela é empresária na área de comunicação, diretora da N.A. Comunicação e Marketing e autora do livro “Marketing de Conteúdo – como fazer sua empresa decolar no meio digital”.

 

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, no site http://www.cbn.com.br, quartas-feiras, 11 horas, e também na página da CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e tem a colaboração de Alessandra Dias, Carlos Mesquita e Débora Gonçalves.

“Stranger Things”: um terror, uma declaração de amor e está no Netflix

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“Stranger Things”
Uma série original Netflix dirigida pelos Duffer Brothers
Gênero: Terror/suspense,drama
País:USA

 

Quatro garotos, no melhor estilo ”Goonies”, são amigos inseparáveis. Um belo dia, um deles som, e estranhos acontecimentos assustam moradores da cidade. Um detetive determinado a resolver o caso misterioso envolvendo uma importante central de pesquisa nos conduz a uma trama inteligente .

 

Por que ver:

 

A série é uma declaração de amor à decada de 80, além de evidentes referências cinematográficas e literárias da época como Stephen King, Spilberg ,Amazing Stories, Conta Comigo e, provavelmente, outras que eu  não tenha “pescado”.

 

O elenco é muito carismático, bem dirigido e as atuações muito dignas de nota, em especial a menina que faz o papel da “Eleven”.  Ela se chama Millie Bobby. Que loucura os tempos de interpretação desta criança! Perfeita, maravilhosa! Corro o risco de dizer que é a mini Meryl Streep!

 

O roteiro sem monotonia cativa do primeiro minuto ao último.

 

Como ver:

 

À noite, no melhor clima “terror”possível. Não é aquela pegada “O Exorcista” que envolve espíritos na trama, pois aí eu não teria visto: morro de medo!

 

Quando não ver:

 

Não recomendo para crianças. As chances de pesadelo são enormes!

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Dá dicas de filmes e séries aqui no Blog do Mílton Jung

 

Markun propõe “gabinete hacker” para cidadão adotar vereador, em São Paulo

 

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O hacker Pedro Markun se candidatou pela Rede, como independente, uma oportunidade aberta pelo partido, nesta eleição municipal. Apesar de não ter conseguido votos suficientes para se eleger – pouco mais de 4 mil -, quer aproveitar a plataforma que havia proposto nas eleições para incentivar outros cidadãos a acompanhar e fiscalizar o trabalho dos vereadores eleitos.

 

Hoje, em entrevista para Fabíola Cidral, no CBN SP, da qual participei, Markun propôs a implantação do Gabinete 56, em alusão aos 55 gabinetes dos vereadores de São Paulo. O projeto pretende que cada um dos usuários adote um vereador e crie um processo comum de fiscalização, baseado nas tecnologias e redes sociais.

 

Segundo Markun, a ideia é que exista uma plataforma onde a pessoa possa escolher o vereador que quer adotar e, a partir daí, receba ferramentas que ajudem a acompanhar o mandato e um espaço para publicar essas informações.

 

Pedro Markun também vai participar pessoalmente do projeto. Ele disse que gostaria de escolher um vereador que tenha sido beneficiado com a sobra de votos da Rede, que recebeu 70 mil votos e não atingiu o quociente eleitoral.

 

A entrevista completa, você acompanha aqui:

 

 

O trabalho de Markun e demais “ativistas digitais” pode dar novo impulso e sustenção ao projeto do Adote um Vereador, que se iniciou em 2008, com a intenção de motivar o cidadão a se aproximar e interferir na política da sua cidade.

 

A propósito: neste sábado, voluntários do Adote um Vereador estarão no café do Pateo do Colégio, no centro de São Paulo, das 14h às 16h, no encontro presencial que realizam mensalmente.

Avalanche Tricolor: nem tão heróico nem tão histórico, mas vencemos!

 

Vitória 0x1 Grêmio
Brasileiro – Arena Fonte Nova

 

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Jailson e Walace comemoram o gol em foro do Grêmio.Net

 

Foi heróico, quase histórico!

 

Ok, sem exagero. Estou apenas excitado pela tensão do jogo.

 

Não foi exatamente, heróico. Foi sofrido.

 

E sofremos porque tivemos de suportar a pressão de um time disposto a ficar longe da Segunda Divisão – alguns de vocês aí no Rio Grande do Sul sabem bem o que isso significa.

 

E sofremos porque a bola que chegava na nossa área era despachada aos chutões para frente. Às vezes para o lado, outras pra trás. E até de rosca, se preciso fosse. Ou se errássemos o taco, como erramos.

 

E sofremos porque nas muitas chances criadas para abrir o placar, desde os primeiros minutos de jogo, novamente fomos assombrados pelo Monstro do Desperdício (vide a Avalanche anterior). Incrível, como perdemos gols. Sinal que criamos, diria o otimista. É verdade. Mas precisa perder tantos?

 

Não foi exatamente histórico. Foi raro apenas.

 

E a raridade está no fato de vencermos fora de casa. Apenas a terceira vez que conquistamos este feito em toda a competição. A última, lembrou o locutor da TV, foi contra o mesmo técnico de hoje, que, na época, comandava você-sabe-quem.

 

E a raridade também se fez presente no gol marcado. Uma bola alçada para área, a espera que alguns dos nossos a empurrasse para dentro. Nesta temporada toda aproveitamos pouco as cobranças de falta ou de escanteio – lances de bola parada, como costumam definir os comentaristas de futebol. Hoje não apenas deu certo, como havia quatro chegando na linha de frente.

 

O jogo, que nem foi tão heróico nem tão histórico assim, deixou-me excitado de verdade pela disposição mostrada pela equipe. Tinha um pouco de ansiedade em cada chute torto, passe errado ou bico pra longe, mas, também, tinha um desejo de conquistar a vitória e sustentá-la a qualquer custo, o que sempre me anima.

 

Além disso, o jogo de hoje, nem tão heróico nem tão histórico assim, também serviu para mostrar que não desistimos do Campeonato Brasileiro. E a Libertadores pode estar mais próxima do que imaginávamos.

Roupa usada: bom para comprar, bom para vender

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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O mercado de roupas usadas, ainda que guarde esporádicas conotações vintage, ou a antiquada denominação de brechó, e algum preconceito, é um segmento da moda em expansão com imenso potencial futuro.

 

Os aspectos econômico, sociológico e ecológico inerentes ao sistema de reuso das roupas e acessórios de vestuário são altamente positivos.

 

A evolução do sistema da moda no segmento de luxo tende a enriquecer mais e mais os produtos, tornando-os mais caros e acessíveis apenas aos mais ricos. Logo abaixo deste mercado, as marcas Premium seguem o mesmo processo de atualização e sofisticação. Ao mesmo tempo o fast-fashion desatualiza mais rapidamente os produtos.

 

Em todos os segmentos, o aproveitamento da roupa usada, que rapidamente fica fora de moda gera um fator positivo na cadeia econômica, social e ecológica.

 

O caminho reverso da cadeia produtiva já foi iniciado por vários setores como pneus, lâmpadas e eletrônicos.

 

No caso da moda, alguns países mais desenvolvidos já despertaram e observaram o gigantismo deste mercado.

 

No Brasil, os números ainda não são expressivos, mas a evolução e a variedade de especializações apresentam uma estrutura completa. Lojas físicas, virtuais, de luxo, Premium, fast fashion, masculinas, femininas, infantis, plus size. Lojas com conceito vintage, brechó e contemporâneo. Há de tudo.

 

Há cinco anos, a advogada Angela Machado, reunida com 15 amigas para trocas de produtos que não usavam mais, um hábito de rotina para elas, ficou com uma peça Jimmy Choo sobrando e não tinha mais nada para trocar. Uma amiga que a desejava resolveu comprar por 50% do preço original. Daí em diante decidiu montar a “Madame Recicla” com os mil artigos cedidos pelas mesmas 15 amigas.

 

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Já a Denise Pini, graduada em Letras pela USP e apaixonada por moda, abandonou a carreira inicial, fez curso na FAAP de moda e fundou, em 1991, a “Capricho à toa”. Hoje o filho se prepara em pós-graduação para levar a loja física para a internet. Espera repetir o sucesso, obtido pela relevância que deu à moda no trato da operação, pela aposta em equipe preparada tecnicamente e pelo “pulo do gato” ao pagar à vista. Acrescenta ainda sua decisão de aumentar as compras ao iniciar a crise.

 

A administradora Cátia Freire por sua vez, criou há 20 anos a “Grifes Stock” onde vende ao lado de Prada, Chanel, Gucci e Dior, Animale, Ellus, Daslu, etc. Tudo seminovo com descontos de 40% no mínimo.

 

A opinião nestes 50 anos que Angela, Denise e Cátia somam de experiência é que suas clientes ficam felizes em vender e comprar, num mercado em que a divulgação ainda é pequena e o preconceito poderia ser menor.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Depois da escolher o candidato na urna, é hora de escolher o vereador na Câmara

 

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Urnas abertas, votos digitados e calculados, e nomes definidos. Algumas cidades voltarão ao segundo turno. Outras resolveram a parada na primeira rodada. Nesta segunda-feira, porém, com certeza todos já saberemos que são os vereadores que elegemos (ou que não conseguimos eleger).

 

É provável que você e muitos de nós sequer consigamos identificar quem são os candidatos eleitos para as câmaras municipais, teremos nomes desconhecidos. Podemos ter também nomes que conhecemos muito bem e, por isso mesmo, não somos capazes de entender como conquistaram uma vaga.

 

A campanha com tempo e dinheiro mais curtos não é o único motivo desta sensação. Historicamente, temos pouca proximidade com o Legislativo e menos ainda ideia da importância deste voto para garantir as políticas públicas das nossas cidades. Culpa também da atuação desses legisladores que preferem ações paroquiais às discussões municipais que impactem os cidadãos como um todo.

 

Muitos dos vereadores se travestem de assistentes sociais e muitos dos cidadãos cobram deles esta postura, quando a responsabilidade que têm passa longe desta função. Assistência social é dever do Estado – no caso, da prefeitura e seus órgãos – enquanto aos vereadores cabe a elaboração de leis e a fiscalização do ato do Executivo.

 

Por exemplo, em lugar de dar casa, comida e cadeira de roda, os vereadores devem garantir as políticas de assistência, cobrando do prefeito a execução das verbas destinadas a área e discutir no plenário a aprovação de projetos que beneficiem o setor.

 

Se você olhou a lista de vereadores da sua cidade e não enxergou o nome do candidato que você votou (você votou?), bem-vindo ao clube. Geralmente é isso que acontece com o eleitor. Com variações de uma cidade para outra, em média, de cada 10 eleitores apenas três conseguem emplacar o seu candidato. Isso faz com que muitos não se sintam representados no Legislativo.

 

Apesar disso, é bom saber que eles e elas que lá estão são nossos representantes. Portanto, depois de escolher um candidato na urna, chegou a hora de escolher um vereador na Câmara. Dê uma olhada nos nomes, identifique aquele que mais se aproxima das suas ideias, ou procure alguém que você questiona a atuação e o pensamento ideológico. E adote este vereador.

 

Sim, estou aqui para reforçar convite que fizemos a primeira vez em 2008.

 

Não ter conseguido eleger o seu candidato, não significa que você tenha de voltar para casa, guardar o título de eleitor e esperar mais dois ou quatro anos para exercer sua cidadania. Temos a obrigação cívica de acompanhar o trabalho dos vereadores, cobrando discussões de interesse público e não de seus interesses privados e fiscalizando a forma como usam o nosso dinheiro para manter seus gabinetes e mandatos.

 

Portanto, escolha um nome e assuma o compromisso de monitorar, fiscalizar e controlar o mandato do vereador. Aproveite as informações levantadas e leve para suas páginas nas redes sociais contando aos seus amigos e seguidores o que encontrou e o que pensa sobre o assunto. É uma forma de levar esta mensagem para mais pessoas e compartilhar um conhecimento que pode ser muito útil à sociedade e à formação política nas nossas cidades.

 

Acesse aqui e conheça parte do trabalho realizado por voluntários do Adote um Vereador.

Quintanares: A surpresa de ser

 

 

Poesia de Mário Quintana
Interpretação de Milton Ferretti Jung

 

A florzinha
Crescendo
Subia
Subia
Direito
Pro céu
Como na história de Joãozinho e o Pé de Feijão.
Joãozinho era eu
Na relva estendido
Atento ao mistério das formigas que trabalhavam tanto…
E as nuvens, no alto, pasmadas, olhavam…
E as torres, imóveis de espanto, entre vôos ariscos
Olhavam, olhavam…
E a água do arroio arregalava bolhas atônitas
Em torno de cada pedra que encontrava…
Porque todas as coisas que estavam dentro do balão
Azul daquela hora
Eram curiosas e ingênuas como a flor qua nascia
E cheias do tímido encantamento de se encontrarem juntas,
Olhando-se

 

Quintanares foi quadro apresentado originalmente na rádio Guaíba de Porto Alegre e os arquivos reproduzidos no blog são do narrador

Avalanche Tricolor: tem de combater o Monstro do Desperdício

 

Cruzeiro 1×0 Grêmio
Brasileiro – Mineirão/Belo Horizonte-MG

 

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Renato comanda o Grêmio (Foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA no Flickr)

 

Lá na redação onde trabalho, tem cartazes espalhados por todos os cantos e adesivos colados em pontos estratégicos nos quais a imagem que se destaca é a de um monstro em sua pior versão. Uma imagem horrível e desfigurada, a ponto de ser cômica.

 

O material faz parte dessas campanhas que as empresas costumam realizar periodicamente com o objetivo de incentivar os funcionários a controlarem o desperdício. Dizem que custos é como unha, tem de se cortar a toda hora, pois não param de crescer.

 

A ideia é chamar atenção para a necessidade de se combater o “Monstro do Desperdício” – nome que deram à figura horrenda – evitando gastos com energia elétrica, água, material de escritório e outros quetais.

 

Pois não é que o “Monstro do Desperdício” entrou em campo nesse início de noite de sábado, no Mineirão? E não bastasse estar lá, ainda vestiu a camisa do Grêmio.

 

Aos 2 minutos de jogo, na casa do adversário, que estava amedrontado por outro monstro, o da Segunda Divisão, iniciamos jogada com Wallace Oliveira, que encontrou Ramiro, que passou para Luan, que enfiou a bola para Pedro Rocha. Nosso atacante recebeu a bola em posição legal e por trás da defesa, sem marcação. Bastava ajeitar e bater para o gol. Desajeitou e desperdiçou o primeiro gol.

 

Aos 4 minutos, a bola veio lá de trás, dos pés de Geromel, que acionou Luan, que correu livre em direção ao gol. Ele chegou a driblar o primeiro marcador que apareceu, mas deixou a bola correr para as mãos do goleiro.

 

Aos 10, o adversário sai errado, Luan fica com a bola, tabela com Wallace Oliveira e, mais uma vez, jogamos fora a chance de abrir o placar e escrever de forma diferente a história do jogo.

 

E como o “Monstro do Desperdício” não perdoa, passamos a ser atacados, nossas chances diminuíram e, no fim, pagamos caro com a perde de três pontos que poderiam nos colocar mais próximo do grupo de cima.

 

Assim como o Monstro que nos amedronta lá nas paredes da rádio, no Mineirão privilegiamos a pior versão … no caso a pior versão do futebol proposto por Renato: o chutão – aquele que pode salvar uma defesa, como na partida anterior, mas que em excesso faz sumir qualquer chance de organização no ataque.

 

E como o tema aqui é combater o desperdício. Por favor, não caíamos na tentação de acreditar que o caminho mais curto para a Libertadores é a Copa do Brasil. Nesta, disputamos contra oito clubes uma só chance. No Brasileiro, a possibilidade de estarmos no G5 ainda existe … basta combater o “Monstro do Desperdício”.