Drácula, a história nunca contada: é de perder o apetite!

 

FILME DA SEMANA:
“Drácula, a história nunca contada”
Um filme de Gary Shore.
Gênero: Aventura/Horror/Fantasia
País:USA

 

 

Vlad é um príncipe da Transilvânia que prima por paz. Quando criança, foi levado pelo sultão turco como escravo junto com outros mil meninos e criado para ser guerreiro. Logo virou um guerreiro temido e famoso por empalar pessoas. Vlad, então, passa 10 anos em liberdade governando suas terras em paz até que, o filho do sultão, exige o mesmo que seu pai: quer mil garotos para tê-los como servos. Dentre as crianças está o filho de Vlad. Como o príncipe não concorda com estes termos, começa uma batalha. E Vlad recorre às forças do mal afim de se tornar um vampiro poderoso para proteger sua família e seu povo.

 

Por que ver: Bran Stoker foi quem criou a literatura do horror com seu livro “Drácula “ em 1897. O que poucos sabem é de onde este brilhante escritor tirou a inspiração para tal. A história real parece tão assustadora quanto o ficcional e o filme permeia estes fatos tão intrigantes e reais.
O filme conta como Drácula virou vampiro…

 

Agora um resumo da história real na qual foi inspirado o livro original e o filme atual: o principe Vlad, um nobre da corte Romena, lutou para manter turcos e mulçumanos otomanos fora de seu país. Ele não era nada bonzinho. Governou seu reino militarizado da Valáquia, sul da Romênia, com muito derramamento de sangue. Era conhecido como Vlad, o empalador (empalar, significa introduzir uma lança comprida pelo anus ou vagina, e fincar na terra de modo que esta lança saisse pelo pescoço/costas da pessoa que muitas vezes agonizava por dias nesta posição antes da morte, MEDA!!!). À menor desconfiança que alguém pudesse traí-lo, ele empalava esta pessoa. Chegou a se tornar um assasino em massa criando uma floresta de pessoas espetadas entorno de suas terras. Muitos historiadores o descrevem com várias facetas, erudito, assasino em massa, brilhante intelectualmente, político, bem educado quando lhe era interessante, falava várias linguas como romeno, turco, latim e alemão e brilhante estrategista militar. Ele é tido como herói na Romênia apesar de ter sido tão sanguinário. Morreu defendendo seu povo em 1476 e existem até estátuas em sua homenagem.

 

Como ver: Depois de ter comido, ou correrá um sério risco de perder o apetite.

 

Quando não ver: verifique a censura e não veja com seu filho caso a mesma não permita.O filme, apesar de ficcional é forte.

 


Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. E escreve aqui no Blog do Mílton Jung

Avalanche Tricolor: calma, o domingo vem aí!

 

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Campeonato Gaúcho – Arena Grêmio

 

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Três jogos seguidos na Arena e nenhuma vitória (pior, duas derrotas). Sete jogos jogados no Campeonato Gaúcho e apenas um oitavo lugar na competição, o que mal-e-mal nos assegura entre os classificados à próxima fase. Todos esses malogros são resultado de coisas ruins que têm marcado nosso desempenho dentro de campo. Defesa desarrumada, risco de gol a todo ataque adversário, falta de objetividade no avanço do time e produção pífia no ataque é o que assistimos à cada partida, independentemente do time escalado. E tentativas do técnico para encontrar o time certo não faltaram: é lateral de zagueiro e meio-campo na lateral; volante mais à frente, um dia com mais um ao seu lado na função e no outro com mais dois. Sem contar a turma do nosso ataque que muda para direita, muda para esquerda, muda a dupla, vende a dupla e, tanto faz uma dupla ou outra, nada acontece. Tem ainda as cobranças de escanteio que não encontram a cabeça dos nossos homens na área e as de falta que não encontram destino algum.

 

Justiça seja feita, mesmo diante dessa lista de horrores, ontem à noite, ainda se ensaiou um futebol um pouquinho melhor, especialmente no segundo tempo. Troca de bola mais curta e mais rápida e um razoável esforço para que as coisas deem certo, o que sempre gera esperança. Houve momentos em que até acreditei que a bola entraria, mesmo que empurrada, por insistência nossa ou falha deles. Passou perto uma, duas vezes. E nada de gol. Jogaram a bola para dentro da área e na falta de alguém melhor para colocar para dentro acabava sempre nas mãos do goleiro adversário. Na última bola, mais uma esperança. Agora vai! Alguém mete o pé e desvia para a gente comemorar uma sofrida vitória? Bem que se tentou, mas, os pés se atrapalharam. Bola para fora, de novo.

 

O futebol não dá certo, as mudanças não dão certo, os chutes e o cruzamento também não. Nada está dando certo! Quando parece que vai dar certo, lá vem a China! E cadê o diabo da nossa Imortalidade? Foi então que encontrei o fio de esperança que sempre me move mesmo nos piores momentos do Grêmio: domingo tem Gre-Nal.É isso! Se nada está dando certo até aqui é por que algo melhor estão nos reservando. Só pode ser isso. É a nossa penitência na busca da felicidade suprema. Eu sempre tenho no que acreditar. E é nisso que resolvi acreditar.

 

E você? Vamos acreditar juntos e até domingo!

 

A foto que ilustra este post é do álbum do Grêmio Oficial no Flickr

Conte Sua História de São Paulo: Sampa City, minha cidade!

 

Por Fran Girão
 


 

 

Tem a igreja de Santa Cecília, onde fui batizado, batizei minha afilhada e fiz a primeira comunhão. Vi os Harlem Globetrotters, o Real Madrid, a seleção brasileira de futebol, de vôlei, de handebol.

 

 
Empolguei-me com o Cirque du Soleil e com a sinfônica da cidade no Teatro Municipal. 
Frequentei trupes de teatro em Pinheiros. Matei uma tarde no Ibira e outra no Museu da Língua Portuguesa.

 

 
Cruzei a Ipiranga e a avenida São João – e pude ver que, sim, alguma coisa acontece.
No alto do edifício do Banespa, colhi uma fruta no pomar e olhei para o fim do mundo.

 

 
Comprei um quimono na Liberdade, um narguilé no Bom Retiro e muambei na Vinte e Cinco. Almocei numa churrascaria porteña e, depois de uma peça no Sergio Cardoso, fui a uma cantina no Bixiga. Tudo, tudo, no mesmo dia.
 

 

Juro: voltei para casa numa noite e vi duas meninas se beijando no metrô, sem causar espanto. Quando saí da estação, vi um piano (!) deixado no meio da praça, com um cartaz convidativo: “Toque-me”. Alguns passos adiante, uma jovem vestida de branco, olhos fechados e braços abertos, segurando uma vela. Entre os três acontecimentos, menos de dez minutos.
 

 

Um momento marcante da minha vida, em algum lugar especial de São Paulo?
 

 

Ôrra, meu.
 

 


Fran Girão é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Você participa com textos enviados para milton@cbn.com.br

Mundo Corporativo: Conrado Schlochauer da Affero Lab fala da importância da educação corporativa

 

 

Ao ouvir quatro mil jovens que assumiam pela primeira vez a função de liderança dentro de uma empresa, a consultoria Affero Lab identificou que 85% deles estavam despreparados para o cargo e para desenvolver seus liderados. Percebeu, também, que o autoconhecimento, fundamental para quem pretende comandar equipes não está entre os principais desafios considerados por esses novos líderes. O problema é que o autoconhecimento é a chave para você desenvolver todas as demais habilidades que permitirão seu crescimento profissional, ressalta Conrado Schlochauer, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Schlochauer apresenta estratégias de educação corporativa que vão ajudar trabalhadores a crescer na carreira e as empresas a apresentarem melhores resultados.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site da rádio CBN (www.cbn.com.br) e o programa é reproduzido, aos sábados, no Jornal da CBN. A participação é do Paulo Rodolfo, Carlos Mesquita e Ernesto Foschi.

Aproveite que o ano começa agora e encontre seus objetivos!

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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É incrível! A frase pronta “O Brasil só começa depois do Carnaval” é cada vez mais levada a sério em nosso país. Ainda que este ano o Carnaval aconteceu no meio de fevereiro, o que nos leva a começar o ano antes de março. O feriado do Carnaval, assim como os de fim de ano, são os mais desejados pelos brasileiros, tanto que as diárias de hotéis e bilhetes aéreos têm seus preços multiplicados, tornando-se até abusivos. Ir para o Rio de Janeiro, por exemplo, fica mais caro do que passar alguns dias (em alto estilo) em Paris. Lei de oferta e procura? Sim! Também não podemos negar que o Brasil é um país que encanta e não apenas aos brasileiros. Vêm estrangeiros de diversas partes do Mundo.E isso tem seu preço!

 

Fora essa questão, há um aspecto moral bem interessante: após o Carnaval, as pessoas começam a (tentar) por em prática suas promessas, aquelas feitas durante o Ano Novo: fazer dieta, encontrar o amor da vida, trocar de emprego…enfim, inúmeros desejos que somente poderão ser almejados com muito esforço da própria pessoa. Profissionalmente, como coach, ou apenas pela curiosidade que tenho no ser humano, faço muitas análises e observações. E aproveito o texto de hoje para comentar algo que tem me feito pensar nestes últimos dias.

 

Estamos cada vez mais apegados a modismos e, por exemplo, adoramos as soluções propostas por sucos detox (que eu tomo, frequentemente). Não percebemos ainda que o necessário é um “detox” interno. Autorreflexão, autoconhecimento, análise do valores de vida e o questionamento desses valores, a busca por se tornar uma pessoa melhor … e, principalmente, se convencer de que não bastam reclamar e prometer mudanças. É necessário ser coerente consigo mesmo. Tantas pessoas se dizem tão abertas para o que buscam, mas não basta buscar. É essencial identificar suas qualidades e, também, seus pontos de melhoria. É necessário agir como seus pensamentos, ir ao encontro de seus objetivos e, se não souber quais são eles, procurar a ajuda de um profissional. Dependendo do nível da questão, pode ser um terapeuta, um coach, um profissional de consultoria ou mentoring. Pessoas que vão ajudá-lo nessa caminhada, agora que o ano começou no Brasil!

 

O luxo no mundo contemporâneo é cuidar do SER, com muito mais valor que o TER.

 

Agora sim: Feliz 2015!

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Goonies: desde 1985, agradando crianças e seus pais

 

FILME DA SEMANA:
“Goonies”
Um filme de Richard Donner – escrito por Steven Spilberg.
Gênero: Aventura
País:USA

 

 

Para salvar suas casas de serem desapropriadas uma turma de crianças acha um mapa do tesouro e saem a sua procura. Entre vários perigos, nos divertimos com esta criançada super descolada.

 

Por que ver: Não dá para perder um filme tão bem feito e puro como este. Apesar de ser um filme de 1985, tem um ritmo bacana e vai cativar até a criança mais “internética”. Meu filho ficou maluco com aquele japinha que constrói tractanas mirabolantes e, no dia seguinte, não esqueceu de nada e quis fazer brincadeiras fingindo estar no filme. FOI DEMAIS!

 

Como ver: Com seu filho/a, as 18:00 horas depois da praia, churrasco e caipirinha…Ufa, só um filme incrível como este pode dar uma brecada nestas crianças.

 

Quando não ver: Caso você tenha preguiça de ler as legendas para os pequenos…Não achei nenhuma versão dublada. Alguém tem alguma dica?

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos.

Avalanche Tricolor: solidariedade e meu fusca cor de vinho

 

Passo Fundo 0 x 2 Grêmio
Campeonato Gaúcho – Vermelhão da Serra/RS

 

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Vermelhão da Serra era o apelido de um fusca que comprei depois que Fernando Collor roubou meu dinheiro da poupança. Acabara de vender um carro e a grana desapareceu. O que restou só dava pra comprar aquele que acabou sendo meu primeiro e único fusquinha na vida, apesar de intergrar uma família de fusqueiros. Meu pai sempre curtiu um e agora se atualizou com o Novo Fusca e meu irmão, o Christian, é o autor do mais famoso blog sobre o tema no Rio Grande do Sul, o MacFuca. O fusca era vermelho, mas por motivos que você, caro e raro leitor desta Avalanche, já pode imaginar, eu o apresentava como sendo cor de vinho. Era fusca, era vermelho manchado e era velhinho, mas resolveu bem meu problema. Conseguia ir e voltar para o trabalho, passeava com as namoradas e dava carona para os amigos. Nada que tenha gerado cenas memoráveis. Deu para o gasto, como costumam dizer por aí. Mais ou menos como nossa vitória ontem à noite, no estádio Vermelhão da Serra.

 

Ganhar por 2 a 0 do Passo Fundo, pelo Campeonato Gaúcho não chega a ser nada de especial, apesar da urgência do resultado. A posição na tabela era apavorante tanto quanto a atuação do time na maior parte das partidas. Diferentemente do que havíamos assistido até aqui, ontem o time, mesmo tendo sido pressionado pelo adversário, resistiu na defesa – Marcelo Grohe, voltou! – e acabou com o sufoco no ataque ao marcar logo cedo, com 15 minutos de jogo. E marcou após cobrança de escanteio. E marcou de cabeça, com Erazo! Coisas raras nestes tempos magros. O segundo gol também veio em excelente hora, pois aos 5 do segundo tempo se derruba a motivação que o adversário trouxe do vestiário e se mata as chances de reação. Trouxe ainda outra boa surpresa, Pedro Rocha que saiu jogando, mostrou personalidade e estava no lugar certo para fazer o gol.

 

Como disse, uma vitória que ajuda neste momento em que o time precisa se reencontrar, mas ainda é preciso melhorar muito para conquistar confiança e o título, que afinal de contas é o que queremos. Por isso, o que mais gostei mesmo na partida de ontem foram as duas demonstrações de solidariedade: do time com o técnico (ele merece); e da torcida com o time (nós merecemos). Mesmo com o desempenho frágil na competição, muitos gremistas estiveram no estádio e fizeram a festa no Vermelhão da Serra, que não é o meu fusca, mas deu para o gasto!

Falta de educação: o tênis no Ibirapuera e o Carnaval na Vila Madalena

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

Sábado no ginásio do Ibirapuera, o tenista italiano Luca Vanni, que disputou uma emocionante semifinal com o brasileiro João Souza (Feijão), foi visivelmente prejudicado em determinados momentos pela má educação de alguns torcedores. Menos mal que venceu a partida.

 

Domingo e segunda, os brasileiros moradores da Vila Madalena foram enormemente perturbados por conterrâneos.

 

Em comum, a falta de educação!

 

No jogo de tênis, menos pela exigência de alto custo para a sua prática e mais pelo necessário silêncio para sua boa execução, a pretensão de massificação fica necessariamente descartada. Embora em grandes partidas sempre há a possibilidade da importação de público não habilitado ao esporte.

 

No bairro da Vila Madalena, tradicional pela vocação artística e pela mistura de residências, lojas, restaurantes e bares, tão defendida por alguns urbanistas que buscam a redução da mobilidade, o tumulto prova, ao menos, que tal modelo urbano não exporta mas importa mobilidade.

 

Para o tênis a sugestão é melhorar o sistema de controle do espectador com câmeras e pessoal treinado.

 

Para a Vila Madalena, as câmeras e a polícia deveriam resolver o problema. O que devemos temer é que a Prefeitura faça o que sempre tem feito. Quando a degradação começa, ao invés de coibir, regulariza.

 

Assim tem sido quando se trata de zoneamento. A nova lei pretendida não só vai regularizar o que foi degradado como criará potenciais zonas em locais que hoje são ilhas de conforto e qualidade de vida. Se duvida, visite a Avenida Morumbi em trechos ainda totalmente residenciais e, principalmente, a Alameda das Begônias. Ambas com proposta de corredor comercial.

 

Talvez tenha sido uma boa esta arruaça carnavalesca da Vila, se servir de alerta à Proposta de Zoneamento que será votada em breve.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

 

O vídeo que ilustra este post foi gravado pelo SOSego Vila Madalena. O grupo que incita à violência é o bloco Anti-Acadêmicos do Baixo Pinheiros.

Avalanche Tricolor: só um pouco de esperança, pode ser?

 

Grêmio 0 x 1 Veranópolis
Campeonato Gaúcho – Arena Grêmio

 

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Lá se foram algumas horas, uma noite inteira e a manhã de domingo já se iniciou antes de começar a escrever este texto que costumo entregar após as partidas do Grêmio. O jogo foi ontem ao fim da tarde, em pleno Sábado de Carnaval, o que, ainda bem, motivou apenas 9 mil torcedores a ir ao estádio. Ninguém merecia passar pelo que eles passaram. Alguns, como eu, interromperam suas atividades, para sentar diante da televisão e acompanhar a mais uma partida pelo Campeonato Gaúcho. Além de torcer, por razões que não preciso explicar neste espaço, vejo os jogos na busca de um bom gancho – como os jornalistas se referem aos assuntos que os inspiram em um texto – para a Avalanche que teimo em escrever. Pode ser uma jogada bacana cometida por alguns dos nossos. Pode ser uma bela defesa que impediu o gol matador. A abnegação dos que suam a camisa e se entregam como eu faria se estivesse dentro de campo. No meu caso, me entregaria de corpo e alma, mesmo porque futebol não teria muito para entregar. Gosto também de encontrar na reação do torcedor o tema para o texto. Os closes que a câmera flagra durante a transmissão às vezes são simbólicos: a mão no rosto demonstrando sofreguidão, o casal de namorados que nos revela que tem coisa mais importante na vida do que a bola rolando, ou a criança entusiasmada de estar em um estádio de futebol, apesar de os jogadores terem esquecido de levar o futebol para o estádio.

 

Começo a me preocupar mesmo é quando a partida está chegando ao fim e quase nada encontro que valha a pena uma escrita. Pior ainda: quando o que assisto dá raiva e me leva a praguejar contra Deus e todo mundo (leia isso apenas como uma expressão, por favor!). Será que terei de fazer uma Avalanche cheia de ódio neste coração tricolor? E quem será o alvo deste ódio? Os jogadores que estão ali tentando se entender um com o outro? O veterano que, com a bola no pé, tenta encontrar alguém solto para recebê-la? Os guris que mal saíram de casa e já se exige personalidade de líder e decisão de gente grande? Coitados, são todos promessas de um bom futebol, mas que podem desaparecer no emaranhado da mediocridade. Quem sabe falo mal do técnico que escalou a todos? Mas ele escalou o que tinha para escalar, pois mais não encontrou no elenco. Poderia começar, então, pelos diretores que fizeram do clube uma feira livre, onde quem chegar com dinheiro no bolso leva. Mas eles, pelo que parece até aqui, também são vítimas deste cenário triste que estamos passando, pois tentam acertar as contas que foram corroídas nas gestões anteriores. Eu digo a você que não sei bem quem as corroeu, pois se tem coisa que detesto no futebol é prestar atenção no jogo da cartolagem que, pelo que já percebi, está cheio de torcedor envolvido.

 

Confesso que se desgosto do desempenho do time que está em campo, gosto menos ainda de ficar esculachando todo mundo. Sempre tento acreditar que alguma coisa acontecerá para reverter a situação. Quem sabe um desses jogadores que são sempre apresentados como esperança de bom futebol, deixem de ser apenas uma esperança e passem a jogar futebol de verdade? Ou o atacante que está há alguns anos no banco de reserva a espera de sua chance, sem nunca ter mostrado nada que lhe fizesse merecê-la, de repente desembesta, acerta o pé e todas a bolas que costumam ir para fora tomem a direção do gol? Fico a espera que o cobrador de faltas, aquele que, é o que dizem, fazia gol nos times em que jogou antes de vestir a camisa do Grêmio, consiga concluir em gol as cobranças de falta. E que o zagueiro que disputou a Copa do Mundo como titular consiga ao menos não tropeçar na bola. Minha torcida, como você percebe, sequer é por performances arrebatadoras. Resultados brilhantes. E vitórias heróicas. Quero pouco, muito pouco. Só um pouco de esperança! E se vier com futebol, melhor!

 

Em tempo: quando vejo que até o redator do ClicRBS tropeça feio na língua portuguesa ao flexionar o verbo haver para dizer que não existiram cartões vermelhos no jogo, percebo que a vida não está fácil para ninguém ….

 

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A foto do alto deste post é do álbum do Grêmio no Flickr

Conte Sua História de SP: Meu pai, seu Geremias, o mecânico dos multiplus instrumentos

 

Por José Geremias Caetano

 

 

Corria a década de l940 e chegava a cidade de São Paulo, vindo da pequena Santa Lúcia na região de Araraquara, o senhor Geremias Caetano.

 

Como tantos, ele trazia na bagagem, sonhos, ilusões e o que mais coubesse. A “Terra da Garoa” logo mostrava a esse homem simples, que a vida por aqui não seria simples, mas ele estava disposto a mostrar a que veio e lutar era com ele mesmo , pois para quem vendia pamonha pelas ruas de São Carlos,na infância,(0 slogam era “olha a pamonha quente, quem não come fica doente” e nem pensar em trabalho de exploração infantil) cidade pela qual ele passou antes de se mudar em definitivo para São Paulo, a luta era só um item da vida e do dia a dia. Faço a ressalva que as pamonhas eram feitas pela minha avó, dona Benta. Consta que minha avó, dona Benta, chegou a enfrentar até uma pequena onça, com a pequena espingarda confiada a ela pelo meu avô Benedito. Por falar na família, não posso me esquecer da avó Rosalina, mãe de dona Yolanda, minha mãe. . .mulheres de fibra e de muito valor!

 

Voltando ao nosso personagem principal, já deu para percebeu que ele se casou, no inicio da década de 50, com dona Yolanda, minha mãe.

 

Se a vida já era difícil, os anos 50 se mostram bastante duros e nessa época, nosso personagem já começava a ao título fazer lastro, ao titulo acima, pois ele já trabalhava como mecânico em duas oficinas, na Secretaria da Educação de São Paulo e em uma transportadora que tinha por nome Nova União Portuguesa. Tudo isso durante o dia, pois a noite, meu Pai tocava seu saxofone e também a clarineta, vez por outra arranhava também o violão, nos bailes populares da época conhecidos como “gafieiras”. Imaginem vocês que meu Pai chegou a fazer parte de uma famosa orquestra da época, conhecida como Orquestra do Bem(um maestro muito popular nessa época em que era muito comum se copiar as “big bands ” americanas.). Papai chegou até a tocar com o conhecido maestro Erlon Chaves(sem querer ser maldoso, cada vez que o carro do maestro dava algum probleminha, lá vinha ele atrás de papai, não pelo seu lado musical, mas pelo seu lado mecânico!).Dinheiro ?! Só para se ter uma idéia, eram comuns os “bate bocas” no carnaval, pois mamãe queria papai em casa nessa época e ele afirmava que o carnaval “era o l3º do músico” e lá ia ele “pelos bailes da vida”ganhar o “seu 13º” ! São Carlos, Rio Claro, Araraquara e até outros estados, eram seus destinos frequentes na época do carnaval. Aliás esse bailes eram “empresariados” pelo tio João Francisco, que era de São Carlos e não se deixou seduzir pelo sonho da vinda a São Paulo Capital, e olhem, a qualidade de vida do tio João Francisco, foi bem melhor do que a de papai, que veio para São Paulo Capital, mas isso é uma outra história que vamos deixar para outra ocasião.

 

E a vida seguia seu curso, Na época do material escolar, tanto meus quanto de meus irmãos, papai se desdobrava nos seus múltiplos empregos e lá vinha ele com o dinheiro para comprarmos o material escolar!

 

As queixas de mamãe, tomavam vulto, mas papai não ficava em casa, tocando nos bailes, nem no Natal, Ano Novo ou aniversários tanto nossos como de casamento ! Nós não entendiamos que ele não poderia falta aos bailes, pois a concorrência era cada vez maior.

 

Mas, a vida e as tragédias não se desligam umas das outras. . .em um dos salões que papai tocava na época, o “28”, houve um grande incêndio em que dezenas de pessoas perderam a vida !

 

A romaria de pessoas em casa não cessava, , , elas vinham prestar solidariedade e saber notícias, já que alguns dos mortos eram músicos da orquestra !

 

Mas. . . As pessoas eram recebidas por um sorridente Geremias Caetano, que resolveu nesse dia, atender aos reclamos de dona Yolanda, não indo trabalhar e ficando com a família !

 

O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar aos sábados, logo após às 10 e meia da manhã, no programa CBN SP. A sonorização é do Cláudio Antonio. Você pode participar com textos enviados ao e-mail milton@cbn.com.br ou agendando entrevista no Museu da Pessoa no e-mail contesuahistoria@museudapessoa.net