Por Marcelo Locci
Ouvinte-internauta da rádio CBN
O ano era 1973. Eu tinha dez anos. Meu pai, palmeirense de quatro costados, me levou ao meu primeiro clássico no antigo Parque Antarctica: Palmeiras versus Corinthians. No timaço do Palmeiras (a segunda Academia) jogavam Ademir da Guia, Dudu, Leivinha, Luis Pereira, Leão, Cesar Maluco, enfim uma verdadeira seleção. Conosco, foram primos de meu pai, corintianos. Minha mãe me fez uma bandeira enorme, verde e branca, e estava com uma camisa do Palmeiras, com o número oito às costas, número do Leivinha, meu ídolo maior. O Palmeiras terminou o primeiro tempo perdendo de 1 a 0. Durante o intervalo, recebi algumas bolinhas de papel, alguns copos e outros objetos, pois apesar de ser palmeirense, estava mais ou menos próximo da torcida do Corinthians. Nada de muito relevante.
Na volta do intervalo, o técnico do Palmeiras tirou o Cesar Maluco e colocou em campo o reserva, com uma estrela formidável, o finado Fedatto. Assim, logo o Palmeiras empatou o jogo, para nossa alegria e felicidade. Eis que, de repente, algum louco tirou um revólver no meio da torcida, e começou um corre-corre infernal. Meu pai, tentando me proteger, me levou até o beiral da arquibancada. O Parque Antarctica era conhecido como Jardim Suspenso, pois o campo ficava acima do nível do chão. Meu pai, apavorado com a situação, olhou para baixo e viu um homem enorme vestido com a camisa do Corinthians. Ele gritou para que o sujeito me segurasse e me jogou para baixo. Nessa hora eu imaginei que estava frito, pois eu com a camisa do Palmeiras nunca seria seguro por aquele homem com a camisa do Corinthians. Para minha surpresa, não só ele me segurou, como me colocou atrás dele, nitidamente me protegendo da bagunça. Quando olhei para os lados, vi ainda que ele estava protegendo mais umas três crianças do meu tamanho. Meu pai deve ter demorado ainda uns 20 minutos para chegar até onde estava, mas o sujeito corintiano me protegeu até meu pai conseguir chegar. Assim que ele chegou, agradeceu ao sujeito, e tentou dar uma gratificação a ele. Para minha surpresa maior ainda, ele recusou, dizendo que estava fazendo o trabalho de Deus. Depois disso, ainda tivemos que pular as grades da piscina, e sair pelo outro lado do estádio. Terminou tudo bem, mas eu nunca mais me esqueci daquele homem que salvou, literalmente, a minha vida.
Eu espero que ele esteja vivo, e que tenha curtido as conquistas de seu time. Ele merece.
Marcelo Locci é o personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Você pode contar outros capítulos da nossa cidade aqui na CBN: envie seu texto para milton@cbn.com.br. Ou agende entrevista no Museu da Pessoa pelo e-mail contesuahistoria@museudapessoa.net. Você vai lá, grava o depoimento e ainda ganha um DVD com suas memórias registradas.
O aumento do estresse financeiro prejudica o desempenho profissional do colaborador, situação que já foi comprovada em inúmeras pesquisas e tem levado as empresas a criem programas que ajudam seus funcionários a lidar com o seu dinheiro. De acordo com Aline Rabelo, coordenadora da Investmania, rede social do mercado financeiro, aumentar o salário dos empregados não soluciona o problema, é preciso ensiná-los a controlar o orçamento doméstico e poupar recursos. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN, Aline Rabelo mostra algumas estratégias que têm sido desenvolvidas para transformar colaboradores em investidores.
Você participa do Mundo Corporativo assistindo ao programa, ao vivo, toda quarta-feira, às 11 horas, no site da rádio CBN e faz perguntas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.
Por Ricardo Ojeda Marins

A grife americana Tiffany & Co. abriu, há apenas algumas semanas, sua nova flagship store (loja conceito) em Paris. O local? A prestigiada e ícone do luxo no mundo, a Avenida Champs Elysées. Com três andares luxuosamente decorados em um espaço com mais de 900 metros quadrados, a nova flagship parisiense da marca disponibiliza produtos de joalheria como pulseiras, anéis, brincos, prataria, e acessórios como óculos de sol, agendas e outros. A loja conceito conta ainda com uma coleção exclusiva de itens da alta joalheria.
A abertura na Champs Elysées representa um novo marco na relação da Tiffany com a capital francesa, que começou em 1850, ano em que estabeleceu sua primeira loja ali. Na Feira Mundial de Paris , em 1867, Tiffany tornou-se a primeira empresa americana a ser premiada pela excelência de sua prataria. Em 1999, a marca voltou a Paris com uma loja na rue de la Paix e agora com sua loja conceito na avenida que reúne algumas das mais importantes grifes de luxo internacionais.

Uma das marcas mais desejadas do mundo, de acordo com a empresa de pesquisa Digital Luxury Group, a Tiffany possui uma seletiva política de distribuição ao redor do mundo, apostando em lojas em locais renomados. Com uma variedade de coleções, a marca atinge tanto consumidores do luxo inacessível, intermediário e acessível, uma vez que também disponibiliza produtos de entrada em suas lojas, considerados acessíveis, como seus chaveiros, agendas, capa para passaporte e óculos de sol.
Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.
Por Milton Ferretti Jung
Esta é,se não me engano,a segunda vez que vou me valer de um texto de Claudia Tajes,minha sobrinha escritora,publicado na revista Donna,que recebo encartada na edição dominical de Zero Hora. Em um desses domingos já um tanto distantes,ela usou uma palavra que,embora minha conhecida,jamais havia utilizado:procrastinar. A propósito,graças a ela,Claudia,recuperei um álbum de fotografias que,no mínimo,estará completando 78 anos em outubro. Tem a minha idade. Fui,como primeiro rebento do casal Aldo e Ione,protagonista desse álbum. O meu pai tinha uma Agfa,máquina fotográfica das melhores na sua época. E não poupou me fotografar desde a mais tenra idade.
Se alguém está lendo este texto,talvez pergunte o que a Claudia e o verbo procrastinar têm a ver com o meu assunto desta quinta-feira. Explico,no seu texto,ela conta que parou de procrastinar e resolveu mexer num movelzinho com muitas fotografias que estavam atiradas. Minha sobrinha,corroída pelo remorso ao ver as fotos bagunçadas,percebeu que essas acabariam se estragando caso não voltassem a ser mais bem cuidadas. Ao ler o que ela havia escrito,mandei-lhe um e-mail perguntando se,em meio a fotos,algumas já amareladas,outras ainda em bom estado,não haveria um álbum. Pois não é que havia? O documentário antigo,como apelidei a relíquia,tinha ficado,enquanto esta viveu, com a minha irmã Mirian,mãe de Cláudia. O álbum voltou para as minhas mãos sem mais procrastinações. Na edição de Donna,do dia 16 de março,Claudia ilustrou o seu texto com fotografias antigas. Numa dessas ilustrações está uma foto do casamento dos meus pais.Em outra,a de um aniversário de primeiro ano. Nessa vê-se Ruth,minha falecida mulher,com Jacqueline,minha filha mais velha,no seu colo.Creio que,contando a história do retorno do álbum às minhas mãos,é mais um agradecimento que faço à Claudinha por ter vencido a procrastinação.
Passo,agora,ao meu texto desta quinta,aproveitando o que Claudia escreveu para Donna do último domingo,intitulado “Reclamar é preciso”. Neste,ela se refere às audiências no Juizado Especial Cível de Porto Alegre,local em que clientes de operadoras de telefonia e televisão,lojas, etc.,se queixam de todo tipo de empresas que não age corretamente com os seus clientes. Ela conta,por exemplo,o ocorrido com a sua mãe que,em uma loja,aguardava para ter o crediário aprovado,quando ouviu a atendente gritar:”a dona Mirian está no SPC. Mania que vocês têm de comprar o que não podem”.Minha irmã e mãe da Claudia entrou no Pequenas Causas e ganhou uma reparação.
Eu nunca fui ofendido em público por uma atendente cretina. Fui agredido,isso sim, de maneira sutil por uma “empresa” que vendia eletrodomésticos online,sediada em Ribeirão Preto. Comprei uma máquina fotográfica de boa marca e por preço mais baixo do que o de outras do mesmo tipo. Não lembro qual era o tempo do prazo de entrega do produto. Quando esse venceu,passei a telefonar para o número do vendedor. Inicialmente,ouvi desculpas pelo atraso. Como o tempo passasse e a minha compra não aparecesse,dei-me conta de que havia sido ludibriado. Tratava-se de uma loja fictícia. Um colega meu,funcionário de uma secretaria estadual, cedido ao PROCON,levou-me ao diretor da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor,onde fui muito bem atendido.Prestei a minha queixa,preenchi-a com o relato do ocorrido e,de cara,o diretor me disse que,provavelmente,não havia como rastrear empresas safadas do tipo da EURONOTE Comércio de Produtos Eletrônicos,cujo nome nunca esqueci.
Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai.Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)
Por Antônio Augusto Mayer dos Santos
Na semana passada, o Tribunal Superior Eleitoral ratificou a Resolução n° 23.389/2013 redefinindo a distribuição do número de deputados federais por estado e, com isso, via de consequência, a composição das Assembleias Legislativas e da Câmara Distrital. Na prática, com a decisão do TSE, oito estados (AL, ES, PE, PR, RJ, RS, PB e PI) perderam representatividade na Câmara dos Deputados e cinco (AM, CE, MG, SC e PA) adquiriram. O Pará é o estado cuja bancada mais cresceria na próxima legislatura, com quatro cadeiras a mais (de 17 para 21). Ceará e Minas Gerais teriam mais duas vagas cada um (passando, respectivamente, de 22 para 24 e de 53 para 55 deputados). Amazonas e Santa Catarina aumentariam suas bancadas em um deputado federal cada um (o Amazonas passaria de 8 para 9 cadeiras e Santa Catarina de 16 para 17). Já a Paraíba e o Piauí sofreriam a maior redução, cada um perdendo dois deputados federais (passando de 12 para 10 e de 10 para 8, respectivamente). Pernambuco (25), Paraná (30), Rio de Janeiro (46), Espírito Santo (10), Alagoas (9) e Rio Grande do Sul (31) perderiam um deputado na próxima legislatura.
Esta divergência acerca do número de parlamentares teve início em abril de 2013, quando o TSE aprovou a resolução recalculando o tamanho das bancadas estaduais. Naquela oportunidade, o Tribunal levou em conta o censo do IBGE de 2010 para efetivar o recálculo a partir da população de cada estado. Porém, esta medida foi rechaçada pelos congressistas através da aprovação de um Decreto Legislativo tornando a decisão do TSE sem efeito.
Este é apenas um dos ângulos que a matéria comporta. A par do confronto estabelecido pelo TSE relativamente à Câmara dos Deputados – que através de sua Mesa Diretora reagiu ingressando com Ação Direta de Inconstitucionalidade junto ao Supremo Tribunal Federal – a desproporcionalidade que vigora nas representações regionais é uma anomalia histórica e tolerada sem qualquer esboço de reação, nem mesmo por aquelas mais prejudicadas.
Não obstante as tímidas tentativas de ajuste ou correção pela via legislativa, os 20 estados que formam as regiões Norte (7), Nordeste (9) e Centro-Oeste (4) do país, embora reunindo menos da metade da população brasileira (43%), seguem monopolizando expressivos 74% das 81 cadeiras do Senado Federal. Na Câmara dos Deputados a situação não é diversa quando estas mesmas bancadas controlam 50,1% das cadeiras (257), enquanto que os deputados oriundos dos 7 Estados que formam as regiões Sul (3) e Sudeste (4), sabidamente as mais industrializadas e populosas do país segundo o IBGE, preenchem 49,9% (256).
Sob o viés normativo, tanto a sobre-representação das primeiras quanto a sub-representação das demais foram introduzidas pelo Código Eleitoral de 1932 e incrementadas a partir da Constituição Federal de 1934. De lá para cá, a situação se consolidou. É indisfarçável que estes dois diplomas sacramentaram uma federação mutilada e parlamentarmente deformada, onde a representação de várias unidades federativas goza de um peso extra que se reflete sob a forma de desigualdades na formação de comissões, em votações, etc. No entanto, conforme recentemente lembrou Laurentino Gomes (2013, p. 106), tais distorções são enraizadas e tem suas origens ainda no Império, quando “os conservadores tinham representação mais forte nas províncias do Nordeste e, em geral, favoreciam a centralização do poder imperial, enquanto os liberais representavam as províncias do Sul e do Sudeste – especialmente São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul – e defendiam uma maior descentralização em favor da economia regional”.
Esta afronta à representação parlamentar configura uma temática que pelo fato de distorcer a federação e a própria soberania popular, merece prioridade pelos congressistas a serem eleitos em 2014.
Antônio Augusto Mayer dos Santos é advogado especialista em direito eleitoral, professor e autor dos livros “Prefeitos de Porto Alegre – Cotidiano e Administração da Capital Gaúcha entre 1889 e 2012” (Editora Verbo Jurídico), “Vereança e Câmaras Municipais – questões legais e constitucionais” (Editora Verbo Jurídico) e “Reforma Política – inércia e controvérsias” (Editora Age). Às segundas, escreve no Blog do Mílton Jung.

Como você deve saber, caro e raro leitor deste Blog, esta nona rodada marca a interrupção do Campeonato Brasileiro para que todas as atenções se voltem à Copa do Mundo. Apesar do mau humor que se percebe em relação à competição que será sediada pelo Brasil, devido ao desperdício de dinheiro público e obras inacabadas, sabe-se que a medida que o Mundial se aproxima aumenta a expectativa dos torcedores da mesma forma que a programação de rádio e TV é tomada por programas especiais. Jornais e revistas também entram nesta onda, de olho no retorno publicitário que o evento pode trazer. Assistimos todos os dias à uma espécie de esquenta para o Mundial com documentários e reportagens destacando momentos marcantes, relembrando vitórias e derrotas, entrevistando jogadores do passado, técnicos que deixam saudades e torcedores que revelam suas loucuras em verde e amarelo. Não escapamos das tradicionais matérias com representantes das colônias dos países que disputarão a Copa por aqui, a maioria das quais o máximo que se aproveita é uma boa receita da culinária exótica. Como minhas habilidades na cozinha não vão além de um café no bule e do omelete pela manhã, me atento mais as histórias que destacam os valores humanos de personagens da bola. A série com os jogadores da seleção brasileira, que está no ar no Jornal Nacional, é especial. Tino Marcos tem contado curiosidades dos atletas que estão distante dos nossos olhos quando os vemos em campo, e que têm me oferecido cada vez mais subsídios para torcer pela equipe de Luis Felipe Scolari.
Hoje, no início da tarde, antes de a partida do Grêmio se iniciar, assisti na HBO Latin America ao documentário “Seleção Brasileira – Paixão De Um Povo”, que no episódio reproduzido neste domingo se dedicou a nossa derrota na final de 1998 para a França, após a polêmica sobre o mal-estar de Ronaldo. Em meio a depoimentos dos protagonistas daquele acontecimento, havia declarações de jornalistas, escritores e artistas sobre o Mundial no Brasil. Um dos produtores, o cineasta Luis Carlos Barreto, entrevistou o cantor Gilberto Gil que, a partir de uma retórica complexa, tentou mostrar os motivos de o Brasil ter aceitado receber a Copa do Mundo. Confesso que até entendi a lógica dele, mas não seria capaz de repeti-la nesse espaço, mesmo porque o que mais me interessou foi o trecho final de seu depoimento quando relacionou os times pelos quais torce no Brasil, lista da qual faz parte o nosso Grêmio. O curioso foi saber que o cantor baiano esteve no estádio Olímpico para assistir à final do Campeonato Gaúcho de 1977, quando encerramos uma série de sete anos sem conquistas. Ele lembrou que ao ser perguntado por jornalistas por que torcia para o Grêmio, olhou para o céu que ainda estava azul, viu a lua que já dava suas caras naquele início de noite e justificou: “o céu é azul, a luz é branca e eu sou preto, portanto sou tricolor do Grêmio”.
Neste domingo sem gols, no qual voltamos a desperdiçar as poucas oportunidades e os raros lances de criatividade, tivemos de agradecer ao árbitro por nos livrar de uma derrota, e encerramos esta etapa inicial fora da zona de classificação para a Libertadores, o prazer de ouvir Gilberto Gil descrevendo sua admiração pelo Grêmio foi, sem dúvida, o momento mais marcante para este gremista.
Grêmio, até a volta (e aproveite bem esta parada) !
Vagner Osmar Boneto
Ouvinte-internauta da CBN
Tudo acontecia na época de férias do Grupo Escolar. Eu nasci em Valinhos, interior, e até hoje estou por aqui. Porém durante as férias, e isso foi na década de 1960, eu passava férias da metade do ano na casa da minha tia Floripes, que morava no prédio “Treme Treme” ao lado do Mercadão, na rua Pagé e, também, na Paula Souza.
Minha tia tinha um filho, Álvaro, mas ele não gostava de andar a pé, e isso era o que eu mais fazia nas férias em São Paulo. Com idade entre oito e 12 anos cheguei a passar horas andando pelo Parque Dom Pedro sozinho e sem nenhuma preocupação. O transito para quem morava no interior era fantasticamente “pesado”. Eu andava muito pela cidade sem ao menos ter ideia onde estava, mas fazia isso sempre marcando pontos de referência para poder voltar. Me perdi várias vezes, mas bastava perguntar: onde fica o Mercadão? E já me davam todas as direções.
Me lembro em 1962, a seleção jogava naquele dia e eu estava pelo parque Dom Pedro seguido um balão verde e branco formato Santos Dumont que estava caindo. Me parecia logo ali e não havia ninguém por perto. Corri desesperado achando que iria pegar o balão, mas de repente o balão se escondeu por trás de um prédio e desapareceu. Hoje eu sei que a noção de distância dentro de uma cidade grande faz muita diferença.
Dentro do Mercadão eu passava um bom tempo, era conhecido por alguns vendedores, pois meu pai transportava figo de Valinhos direto para a Mercadão. O cheiro característico ainda está na minha memória e quando ainda hoje passo por lá, vem à tona toda uma doce lembrança.
Na rua Pagé, minha tia morava no décimo andar do edifício, se não me engano no número 106, e, às vezes, eu ficava só no apartamento e, claro, na janela observando todo o charme da cidade. Por vezes fazia avião de papel e jogava lá de cima. Um dia descobri uma coleção de gibis do
meu primo e comecei a fazer um avião atrás do outro e soltar para ver qual iria mais longe. Depois de algum tempo quando olhei lá embaixo a rua com muitos papéis me assustei, fechei as janelas e passei o resto da tarde com muito medo. Achava que alguém viria reclamar para minha
tia e ela não me deixaria passar mais as férias ali. Ainda bem que nada aconteceu de ruim.
Quando minha tia morava perto da gravadora RCA Victor, na Paula Souza, cheguei a ver os membros do conjunto The Fivers subindo a rua correndo. Nossa! Como fã da Jovem Guarda me senti super feliz. No interior ver um artista de perto nunca aconteceria. Foi um momento do qual eu fazia parte e muito gratificante. Boas lembranças sem dúvidas.
Vagner Osmar Boneto é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Quem sabe você conta a sua história aqui na CBN. Escreva para milton@cbn.com.br. Pode, também, registrar tudo isso no Museu da Pessoa, em áudio e vídeo. Marque pelo e-mail contesuahistoria@museudapessoa.net e depois você ainda ganha um DVD com tudo gravado.
No desenvolvimento de talentos, as empresas têm papel fundamental e devem criar ambientes que incentivem à formação de seus executivos com planos de capacitação e carreira. É o que defende Luiz Gustavo Mariano, sócio da Flow Executive Finder, consultoria de seleção de executivos, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Mariano fala das estratégias que estão sendo usadas pelas corporações para melhorar a performance de seus profissionais.
O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas da manhã, ao vivo, no site da Rádio CBN (www.cbn.com.br), e você pode participar com perguntas no e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelos Twitters @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.
Por Ricardo Ojeda Marins

O hotel Trump SoHo, um dos mais luxuosos de Nova York, acaba de lançar oito novas suítes de cobertura, sendo agora o hotel com o maior número de coberturas com dois quartos em Manhattan. Vistas deslumbrantes da cidade, conforto e elegância, e localização privilegiada são apenas algumas das experiências inesquecíveis que se pode vivenciar da cidade, em especial no charmoso bairro do SoHo.
Por ser hotel-condomínio, o Trump SoHo oferece a oportunidade de atender a hóspedes como também a compradores de apartamentos em seu prédio de 46 andares, todo revestido em vidro prateado, localizado na Spring Street, no coração do sofisticado SoHo. Há opções de quartos (studios), suítes e coberturas incríveis. Essas últimas são, sem dúvida, sonho de consumo para os mais abastados. Variam de 74 a 216 metros quadrados. Nas coberturas do 43º andar, por exemplo, os clientes podem escolher vistas para o pôr do sol no rio Hudson, ou a paisagem urbana de Manhattan, ou ainda, aproveitar a vista do Empire State Building da banheira da suíte face norte.

Ter um apartamento ou uma cobertura no Trump SoHo pode representar experiências que vão muito além do luxo, conforto e sofisticação de um hotel prestigiado. Um apartamento ali costuma ser a segunda (terceira, quarta…) residência de muitos clientes, principalmente pelo fato de poderem usar o imóvel por até 120 dias por ano e assim sentirem-se vivendo em Nova York, de pertencerem à cidade, celebrarem ocasiões especiais, oferecerem jantares em família ou com amigos. É possível ainda usufruir da estrutura do hotel e experimentar coquetéis no The Library, refugiar-se no Bar d’Eau com seu deck de piscina ao ar livre, ou apreciar as criações da gastronomia japonesa no Restaurante Koi – uma forma de vivenciar experiências inesquecíveis, retrato do luxo contemporâneo. O investimento mais baixo para se ter um apartamento no Trump SoHo é de USD 1,2 milhões, enquanto o valor de se concretizar este sonho é inestimável.
Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.