Avalanche Tricolores: a esperança tem limites

Grêmio 2×2 Palmeiras

Brasileiro – Alfredo Jaconi, Caxias do Sul/RS

Sinceridade? A expectativa era zero. A esperança, essa, sim, sempre bate forte no ritmo de nosso coração e não me falta. Esperança que se fortaleceu no serelepe Gustavo Nunes, que serviu Pavón para abrir o placar em pouco mais de dois minutos de partida. 

Esperança era o que movia nossos defensores, a cada ataque adversário. De que o drible saísse errado, de que o passe fosse desviado, de que nos anteciparíamos a cada jogada e, se nada disso funcionasse, que Deus nos salvasse. 

Rodrigo Ely e Kannemann juntos levaram nossa esperança ao extremo, enquanto estiveram lado a lado no gramado. Marchesin também se encheu deste sentimento nas bolas que desviou com o olhar, e nas que, com agilidade, impediu de entrar. 

Quando parecíamos perder força, a esperança voltou a jogar. Nos proporcionou um pênalti que, até hoje, só aceito comemorar após ver o gol no placar. Com a bola de um lado e o goleiro de outro, Cristaldo me fez sonhar. 

Mas houve quem quisesse esgarçar nossa esperança. E acreditar em alguém que sequer acredita em si mesmo. 

Diante das escolhas de nosso treinador, só esperançar não é suficiente. Às vezes, por mais que a torcida acredite, que os cânticos ecoem pelo estádio, a realidade se impõe. Há limites para a esperança, e eles são traçados pelo esforço, pela preparação e pela competência. Pune quem detém a prepotência de desafiá-la.

Não se pode esperar vitória eterna se não houver dedicação e melhoria constante. A esperança pode nos levar longe, mas não pode nos carregar sozinha até o final.

“Menu kids” não é só para criança, entenda

Por Rodolfo Estevam Correa Gibrail

Com as férias escolares, um programa comum entre as famílias nesse período é ir a restaurantes e, normalmente, estes oferecem em uma sessão do cardápio opções direcionadas ao público infantil, geralmente chamando essa parte de menu kids.

Repercutiu na mídia o caso da estadunidense Vanessa, que pediu um dos pratos ofertados no cardápio infantil do hotel em que estava hospedada. Em postagem na sua conta do TikTok, ela relatou que a garota que levou o pedido até o quarto, ao chegar, à perguntou onde estava a criança.

Afirmou a hóspede que pediu o prato infantil pois gostava da estética das porções preparadas para crianças no Japão e não via problema em um adulto escolher as opções do cardápio kids.

No caso de Vanessa, ocorreu apenas a reação da funcionária do hotel, entretanto, na sessão de comentários, uma usuária relatou sua experiência com cardápio infantil, na qual o restaurante se negou a vender um prato do menu kids para a sua filha de 13 anos, que preferia os pratos para crianças.

Alguns restaurantes determinam qual a idade permitida para o consumo dos itens do cardápio infantil, porém ela pode variar. De acordo com o artigo 2° do Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei nº 8069, promulgada em 1990, “considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade”.

Tendo em vista a idade legal para ser considerado criança, os restaurantes podem proibir a venda de pratos determinados pelo cardápio kids para os consumidores que tiverem doze anos completos ou mais?

O Código de Defesa do Consumidor, Lei nº 8078, promulgada em 1990, considera a conduta descrita anteriormente como prática abusiva, pois o restaurante não pode se negar a vender qualquer produto que seja ofertado a quem se disponha a pagar, muito menos baseado em usos e costumes, conforme dispõe a lei:

Art 39 É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas:

II – recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas disponibilidades de estoque, e, ainda, de conformidade com os usos e costumes;

IX – recusar a venda de bens ou a prestação de serviços, diretamente a quem se disponha a adquiri-los mediante pronto pagamento, ressalvados os casos de intermediação regulados em leis especiais.

Acerca do tema, as passagens do livro Código de Defesa do Consumidor Interpretado elucidam a aplicação das normas:

“Como já visto, a oferta vincula o fornecedor e integra o contrato. Logo, um anúncio, um panfleto, ou mesmo a exibição em uma prateleira. Constituem formas de ofertas que vinculam o fornecedor e outorgam ao consumidor o direito de aceitação (e o consequente direito de realização do negócio), independentemente de qualquer outro aspecto.

Deste modo, o dispositivo, em primeiro lugar, proíbe a recusa de venda com fundamento em pretextos discriminatórios de qualquer espécie. Traduz, portanto, a aplicação do preceito isonômico em sede de relações de consumo”. (SERRANO; ALVES, 2018, p. 200) “A recusa de venda de bens ou a prestação de serviços foi alçada à condição de prática abusiva.

Nesse ponto, a finalidade do dispositivo está em sintonia com os propósitos da Lei Antitruste e com a Lei de Crimes contra a Economia Popular. O fornecedor, possuindo mercadoria em estoque, não pode recusar-se a vendê-la a quem disponha a comprá-la mediante pronto pagamento. O dispositivo, no entanto, ressalva os casos de intermediação regulados em lei especial, como algumas espécies de corretagem”. (SERRANO; ALVES, 2018, p. 202).

Sendo assim, observando os dispositivos legais e a interpretação dos autores, concluímos que o restaurante não pode negar a venda de itens do cardápio infantil nem ao adolescente que tenha acabado de completar 12 anos, ou ao adulto com mais de 40 anos que não está com tanta fome, por exemplo, pois, a partir do momento que o fornecedor oferta algo no cardápio, ele deve vender para quem estiver disposto a pagar.

Rodolfo Estevam Correa Gibrail é estudante de Direito e estagiário da Defensoria Pública de SP

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: as lições aprendidas na parceira entre Havaianas e Dolce & Gabbana 

A recente parceria entre duas marcas de origens e públicos distintos, Havaianas e Dolce & Gabbana, ilustra bem como essa estratégia pode ser explorada com resultados bastante positivos. Para Jaime Troiano e Cecília Russo, o acerto da colaboração ou da ‘collab’, nesse caso, pode ser medido pela forma como os consumidores aderiram à ideia e pelo sucesso de vendas.

No Sua Marca Vai Ser um sucesso, Cecília destacou que os quatro modelos criados pelas duas marcas esgotaram no mesmo dia, mesmo diante de um preço alto, se considerarmos que estamos falando de uma sandália de borracha — o par de Havaianas com a assinatura da Dolce & Gabbana custava em torno de R$ 350,00.

O fato é que a fusão do despojamento brasileiro com o luxo italiano criou um produto cobiçado, demonstrando o poder das alianças estratégicas no mercado. Para Cecília, dois motivos podem ter sido fundamentais para esse resultado: o primeiro, a possibilidade de consumidores que não costumam comprar produtos de luxo terem acesso a marca Dolce & Gabbana. O segundo, se relaciona ao que se considera “bem posicional”: 

“A (collab) Havaianas e Dolce & Gabbana me posicionam no mundo de um jeito diferente, como alguém que tem acesso a coisas que poucos têm”, comentou Cecília. 

O efeito do “eu consegui”

Jaime destaca que essa também “é uma forma das marcas criarem um fato novo no mundo sedento por novidades.”. Além disso, com a sedução das redes sociais, hoje, mais do que comprar, as pessoas querem mostrar. E uma sandália Havaiana com a marca Dolce & Gabbana tem forte apelo neste sentido. Quanto mais difícil for para obter o produto, mas os consumidores têm o desejo de dizer, publicamente, que “eu consegui”

A Marca do Sua Marca

A principal marca do “Sua Marca” foi a análise da força das colaborações para ampliar o alcance e o desejo dos consumidores. A união de marcas tão distintas mostra que, ao combinar suas essências, podem gerar produtos que transcendem suas identidades originais, capturando a imaginação do público. Uma experiência que pode suscitar as mais diversas parcerias, como lembra Jaime Troiano: “pode ser um ingresso para um show disputadíssimo, conseguir a reserva de uma mesa na Casa do Porco, em São Paulo, ou um par de sandálias da Havaianas/Dolce &Gabbana. 

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso**

O “Sua Marca Vai Ser Um Sucesso” vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo.

Avalanche Tricolor: saudade de ti!

Grêmio 1×0 Fluminense

Brasileiro – Centenário, Caxias do Sul/RS

Gustavo Nunes abraçado pelo time no gol da vitórai. Foto de Lucas Uebel/GrêmioFBPA

Estávamos de volta ao Rio Grande do Sul. Ainda não era a nossa Arena, mas era a nossa gente. Não que nossa gente tenha nos faltado nestas duras semanas que o futebol nos proporcionou. Esteve presente em especial no Couto Pereira, em Curitiba, casa que adotamos diante da condição de desalojados que as enchentes nos impuseram. 

Não era na Arena, mas já era no Rio Grande. E no Rio Grande raiz. Do interior. Com campo maltratado, grama rala e bola quicando desgovernada. Para o clima ficar ainda mais apropriado, os termômetros marcavam aquém dos 10 graus. Tiveram de levar aquecedor a gás para o vestiário, enrolar-se em cobertor na casamata e vestir luvas. Aquele Rio Grande que nos forjou campeões do mundo.

Foi neste ambiente que conquistamos nossa primeira vitória nas últimas oito rodadas no Campeonato Brasileiro. A última vez que havíamos vencido na competição ainda estávamos no mês de abril, período pré-diluviano. De lá para cá havíamos somado seis derrotas e um empate, o que nos colocou naquela zona … aquela-que-não-deve-ser-nomeada.

Contra um adversário tradicional e ferido como nós, diante dos maus resultados, vencer era preciso. E o Grêmio venceu. Antes de chegar à vitória, mostrou intensidade na marcação, roubou bola no meio de campo, movimentou-se pelos dois lados e se aproximou da área. A carestia de centroavante, porém, seguia nos punindo. Mesmo quando estávamos perto do gol, a falta de cacoete, às vezes de tranquilidade e às vezes de talento, nos levavam a desperdiçar os ataques.

Tínhamos a impressão de que novamente seríamos punidos pelo pecado de não termos um centroavante de ofício. Até que no momento mais improvável, já no segundo tempo, em que o adversário começava a se assanhar, um jogada pelo lado direito nos fez chegar ao gol. 

Pavón, que se fez presente na maior parte dos nossos ataques, apesar da imprecisão nos chutes, deu um passe precioso para João Pedro, ala que tem se revelado um dos melhores e mais equilibrados jogadores do Grêmio. Da linha de fundo, onde recebeu a bola, João Pedro cruzou para a entrada da pequena área. Havia cinco jogadores gremistas entrando para atacar o gol. Gustavo Nunes foi quem aproveitou a oportunidade e estufou a rede com um chute de primeira. Gol merecido para um guri que tem mostrado futebol qualificado e muito superior a maioria de seus colegas.

Desde a semana passada quando empatamos no Brasileiro, tenho a impressão de que a sorte está se amasiando com o Grêmio. Em tempos recentes, chutes como o de Gustavo Nunes se espraiavam para o alto e além. Na melhor das hipóteses encontrariam o travessão. Desta vez, não. Foi certeiro. No ângulo. Gol! Gol da vitória, porque dali para a frente, contamos com a imposição da nossa defesa e marcação que impediram qualquer risco maior. O que, convenhamos, foi outro mérito que nos diferenciou das partidas anteriores.

Na tarde desse domingo, matamos a saudade do Rio Grande. Mas saudade mesmo eu estava sentido é de ti, vitória!

Mundo Corporativo: Bruna Soares, da Moët Hennessy, fala de estratégias de luxo e liderança feminina

Bruna Soares no estúdio do Mundo Corporativo. Foto: Priscila Gubiotti

“Onde você quer chegar? Que histórias você quer contar? Pelo que você quer que a sua marca seja lembrada?”

Bruna Soares, Moët Hennessy

Construir uma marca memorável requer estratégias específicas e uma conexão emocional profunda, especialmente em um mercado no qual a atenção do consumidor é o recurso mais valioso. Esse foi um dos assuntos da entrevista com Bruna Soares, gerente de marca da Moët Hennessy, no programa Mundo Corporativo. Bruna compartilhou suas experiências e ideias sobre como gerir uma marca de luxo, o papel da liderança feminina e os desafios e oportunidades no setor de bebidas premium.

“A gente ocupa uma posição de as pessoas olharem para as marcas e verem o que elas estão fazendo,” afirmou Bruna. “Nós temos muito esse papel e essa missão de ocupar esse lugar de privilégio para fomentar debates e discussões de temas importantes para a sociedade.”

O desafio de gerir uma marca de luxo

Bruna destacou que o principal ativo do consumidor de luxo é o tempo. “Proporcionar experiências que sejam memoráveis e criem uma conexão verdadeira é essencial,” disse. Ela enfatizou a importância de manter a autenticidade e a elegância, não apenas na aparência, mas também nas atitudes e no relacionamento com clientes e colaboradores.

A Moët Hennessy, com suas marcas icônicas como Moët & Chandon e Veuve Clicquot, busca estar presente nos momentos de celebração dos consumidores. Bruna destacou a relevância crescente do mercado brasileiro para a empresa, especialmente após a pandemia, quando os consumidores passaram a valorizar mais as pequenas celebrações do dia a dia.

“Quando a gente fala de marcas, a gente fala sobre como você se diferencia em um mundo super vasto de outras marcas,” observou Bruna. “É sobre ter um olhar estratégico claro sobre onde você quer chegar e que histórias você quer contar.”

Liderança feminina e fortalecimento

A trajetória de Madame Clicquot, fundadora da Veuve Clicquot, serve como uma grande inspiração para Bruna e muitas outras mulheres na empresa. “Ela foi uma mulher muito à frente do seu tempo, enfrentando inúmeras barreiras,” comentou Bruna. “Estar à frente dessa marca no Brasil é um privilégio e uma responsabilidade para fazer jus a esse legado.”

Bruna também abordou a importância de incentivar o empreendedorismo feminino através de projetos como Bold by Veuve Clicquot, que promove a visibilidade de mulheres empreendedoras. Em 2022, a casa de champanhe conduziu o “Barômetro do Empreendedorismo Feminino”, um estudo com foco nas empresárias brasileiras em que mais de 2 mil mulheres foram entrevistadas: “A principal barreira que aprendemos no estudo é o medo do julgamento e do risco,” explicou Bruna. “Isso já existe por uma questão cultural e é sobre você se desvencilhar dessas amarras e dessas barreiras psicológicas para ousar e correr atrás dos objetivos.”

Ela ressaltou a necessidade de criar redes de apoio e troca entre mulheres para que possam aprender e crescer juntas. “Eu vejo um futuro promissor e positivo para o empreendedorismo feminino, graças às mulheres que abriram caminho superando medos e barreiras.”

Ouça o Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.

Conte Sua História de São Paulo: “na terra da garoa namorei, escrevi, descansei …”

Por Wilson Jesus Thomaz Dutra
Ouvinte da CBN

Photo by Caio on Pexels.com

Na minha infância querida:

Na terra da garoa vi e colhi 

chá, café, goiabas, ameixas… Delicias!

Brinquei de pega-pega, esconde-esconde, 

taco, futebol, carrinho de rolimã … Alegrias!

Estudei o primário, ginásio,

científico, faculdade… Maravilhas!

Na minha juventude querida:

Na terra da garoa trabalhei 

Na indústria, comércio, banco… Labutas!

Namorei garotas brancas, 

negras, orientais… Beldades!

Na minha velhice querida:

Na terra da garoa namorei, escrevi, 

descansei e espero morrer… Infinito!

Isto meus irmãos paulistanos 

é a minha São Paulo querida! 

Terra que proporcionou tudo isso 

a mim e a muitos outros! 

Hoje, vejo-a arruinada! 

Com uma infância sem alegria, 

parte da juventude se drogando, 

e da velhice sem sonhos e lugares para descanso e morrer

Portanto, peço a todos, que façamos uma corrente de orações,

para que os nossos governantes cuidem melhor de nossa cidade querida! 

Ouça o Conte Sua História de São Paulo

Wilson Jesus Thomaz Dutra é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Você também pode ser personagem da nossa cidade. Escreva agora o seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outras histórias, visite o meu blog miltonjung.com.br e o podcast do Conte Sua História de São Paulo.

Avalanche Tricolor: que sorte!

Atlético GO 1×1 Grêmio

Brasileiro – Antônio Accioly, Goiânia/GO

Reinaldo comemora gol de empate, em foto de Lucas Uebel/Grêmio FBPA

O chute de Reinaldo foi forte, convicto e na direção do gol. Provavelmente, explodiria no peito do goleiro e se perderia pela linha de fundo ou em meio a área para ser despachada pelos zagueiros adversários. Sei lá por qual força do destino ou luz divina que se fizeram presentes, porém, uma perna apareceu no meio do caminho e fez com que a bola desviasse, fulminante, em direção às redes.

Ao fim da partida, nosso lateral esquerdo insinuou que a sorte estaria mudando de lado, após seis derrotas seguidas, algumas das quais com gols desperdiçados que calaram fundo na alma do torcedor. Reinaldo tem razão. Diante da situação que estamos enfrentando na competição, saber que, ao menos em um instante, o desvio da bola nos favoreceu é motivo de comemoração. Constrangida comemoração, afinal, mesmo com a sorte se revelando em campo, tudo que tinha a nos oferecer era um gol de empate e contra um dos times de pior campanha da competição. 

A sorte, esse elemento imprevisível que permeia nossas vidas, às vezes parece brincar conosco. Para um time que sofreu derrotas consecutivas, o empate pode até ser percebido como um sinal de mudança. É como uma brisa suave anunciando uma tempestade que finalmente passou. A sorte, caprichosa como é, parece estar redirecionando seu olhar para aqueles que insistem em lutar, mesmo diante de adversidades persistentes. 

Assim como na vida, no futebol, perseverar é o primeiro passo para transformar o azar em uma oportunidade inesperada. Talvez, apenas talvez, a maré esteja começando a virar, trazendo consigo um vislumbre de esperança e renovação para quem jamais desistiu de acreditar.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: sete fontes de inspiração para posicionar sua marca

Photo by Burak The Weekender on Pexels.com

“Branding é uma mistura de ciência, arte e intuição”

Cecília Russo

Ideias que moldam o posicionamento e a identidade das marcas podem surgir de diversas fontes. Esse foi o tema do comentário de Jaime Troiano e Cecília Russo em Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, no Jornal da CBN. Eles discutiram como a observação atenta e a escuta ativa são fundamentais para identificar essas ideias.

Cada marca está apoiada numa ideia que representa o seu posicionamento no mercado, explicou Cecília Russo, destacando a importância de manter os sentidos sempre atentos às múltiplas fontes de inspiração. Dentre essas fontes, Cecília mencionou as ideias trazidas pelos próprios clientes, a experiência acumulada e as pesquisas constantes. “Os clientes convivem com a marca o tempo inteiro”, afirmou ela, ressaltando a riqueza que vem diretamente do diálogo com os anunciantes.

Jaime Troiano complementou com um exemplo prático, contando a história de uma campanha publicitária para uma marca de amaciante. Durante uma discussão em grupo, uma mãe comentou: “Quando o meu filho vai para um acampamento, eu tenho vontade de ir junto dentro da mala.” Esse comentário inspirou a ideia de um amaciante que transmite o cuidado materno. “Isso nos deu um clique,” disse Jaime, ilustrando como a observação atenta pode transformar simples interações em campanhas poderosas.

As fontes de inspiração para as marcas

  • Ideias trazidas pelos próprios clientes: Os clientes, que convivem com a marca o tempo inteiro, são uma fonte rica de ideias.
  • Experiência acumulada: Ideias que surgiram para algumas marcas no passado e não foram usadas podem ser úteis para outras marcas no futuro.
  • Pesquisas realizadas pela própria empresa: Estudos constantes trazem repertórios valiosos para o desenvolvimento de novas ideias.
  • Pesquisas feitas por outras empresas: Estudos publicados por outras empresas, como rankings de valor de marcas, podem ser utilizados para ilustrar e inspirar.
  • Observações em ambientes públicos: Comentários espontâneos captados em ambientes como metrô, ônibus, bares e festas podem ser preciosos.
  • Literatura em geral: Obras literárias, como os poemas de Fernando Pessoa, podem oferecer inspirações profundas e inesperadas.
  • Literatura técnica de branding: Livros de autores renomados na área de branding, como David Aaker e Kevin Keller, são fontes riquíssimas de ideias.

“Quando  eu li O Espelho-esboço sobre uma nova teoria da alma fiquei em transe. É uma aula sobre até que ponto marcas podem ocultar a personalidade original de uma e pessoa servir de uma nova identidade que você cola ao seu corpo”.

Jaime Troiano

A marca do Sua Marca

O principal ponto do comentário é a combinação de ciência, arte e intuição. Cecília Russo sintetizou bem essa ideia: “prestar atenção, escutar com atenção e humildade.” As diversas fontes mencionadas, desde experiências práticas até a literatura técnica e clássica, destacam a importância de um olhar amplo e atento para a criação e manutenção de marcas relevantes e significativas.

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo. A sonorização é do Paschoal Júnior.

Avalanche Tricolor: memórias e emoções de um guri, em Curitiba

Grêmio 0x1 Inter

Brasileiro – Couto Pereira, Curitiba/PR

A fumaça recepciona o time no Couto Pereira em foto Lucas Uebel/GrêmioFBPA

Passavam das 11 da noite e um guri descia a escada rolante do hotel em que fiquei hospedado, neste fim de semana, em Curitiba. Por coincidência, o mesmo que a delegação gremista havia usado como concentração para o clássico de sábado. Chamou-me a atenção o fato dele ostentar a camiseta branca, de dimensões muito maiores do que seu corpo, que faz parte do segundo uniforme do Grêmio Parecia orgulhoso pelo troféu que, provavelmente, havia conquistado minutos antes das mãos de um dos nossos jogadores. Desconfio que tenha sido Rodrigo Ely quem fez a alegria daquele menino. Ao menos, era esse o nome estampado nas costas.

Vi o guri e lembrei dos muitos outros que havia encontrado mais cedo no trajeto que fiz até o estádio Couto Pereira, na capital paranaense. Nem todos vestiam tricolor. Alguns poucos estavam de encarnado. A maioria andava de mãos dadas ou ao lado de seus pais e mães, talvez tios e tias,  avôs e avós. Estavam prestes a vivenciar um dos maiores clássicos do futebol brasileiro.

Diante do acontecido, que a essa altura já é de conhecimento do caro e cada vez mais raro leitor desta Avalanche, nem todos tiveram a satisfação do grito de gol. Tenho certeza, porém, que experimentaram momentos que poucas atrações na vida proporcionam. A atmosfera do estádio, com a vibração das torcidas, os cantos e gritos de incentivo, a fumaça que toma conta do campo para recepcionar a entrada dos times, cria um ambiente contagiante e mágico.

Guris e gurias que presenciam essa energia coletiva sentem-se parte de algo grandioso, criando um senso de pertencimento e companheirismo. A observação dos jogadores em campo com suas habilidades (nem todos, né), estratégias (dos times que as têm) e trabalho em equipe (às vezes em falta), serve como uma aula prática de esportividade, determinação e cooperação.

A experiência vai além do jogo em si. A emoção de torcer para um time, a tensão das jogadas decisivas e a celebração dos gols (quando ocorrem) proporcionam uma montanha-russa de sentimentos que ensina a lidar com vitórias e derrotas. Assistir a um jogo ao vivo também promove momentos inesquecíveis de conexão entre pais e filhos, amigos e familiares, fortalecendo laços e criando memórias que serão guardadas para a vida toda.

Muitas dessas lembranças, emoções e sentimentos vivenciei ao lado do meu pai. E, por graça e obra do Grêmio, os compartilhei com os meus filhos. No sábado, o mais velho estava ao meu lado. Foi ele quem, sabendo de minhas memórias afetivas, me alertou para um dos rostos estampados em um dos muros do estádio do Coritiba: era uma homenagem a Ênio Andrade, campeão brasileiro pelo time paranaense em 1985. 

Seu Ênio foi de suma importância para minha formação. Ajudou-me na relação com meu pai. Deu-me lições de vida, a partir das perguntas que me fazia e do carinho com que me tratava. Adotei-o como padrinho, mesmo que ele nunca tenha sabido disso em vida. Tinha consciência, porém, de seu papel educador diante daquele guri que frequentava o Olímpico quase sempre ao lado do pai.

Foi aquele menino, alertado pelo filho mais velho, que correu até o muro verde em que estava a imagem do Seu Ênio, deu-lhe um abraço, registrado em foto, e se emocionou como uma criança diante de seu ídolo. Instantes que usufruí com a mesma alegria que conduzia o guri na escada rolante vestindo a camisa de um jogador de futebol e de todos os outros que estiveram no estádio Couto Pereira, neste sábado. E o fiz porque só o futebol tem a capacidade de me levar de volta a um tempo de inocência e alegria genuína.

Conte Sua História de São Paulo: as árvores do Morro do Cruzeiro

Fatima Magalhães de Oliveira

Ouvinte da CBN

Passeio ecológico no Morro da Cruz. Foto: site da prefeitura de SP

Nasci em 25 de março de 1968, em Xique Xique, na Bahia. Cheguei a São Paulo aos nove meses de vida, no bairro Jardim Santo André, onde até hoje resido. Sou graduada em pedagogia e geografia. Já lecionei em todas as escolas estaduais do nosso bairro. 

Um fato marcante que vivenciei foi em setembro de 2016. Um crime ambiental aconteceu em uma área próxima ao Morro do Cruzeiro que é um dos maiores picos da cidade, com 998 metros de altura, no limite entre as cidades de São Paulo e Mauá, no Jardim Santo André, na zona leste. Lá próximo do parque do Morro, também conhecido por Pico do Votussununga, tinham sido cortadas aproximadamente 350 árvores. 

Diante do ocorrido, constitui o coletivo S.O.S Morro do Cruzeiro para defender este patrimônio. Conseguimos realizar cinco ações e reflorestar o local com umas 380 árvores nativas da Mata Atlântica.

Nossas atividades, nos deram autoridade e fomos contempladas pela Jornada do Patrimônio, o que nos permitiu em, novembro de 2021, a entregar um abaixo assinado, com dois mil apoiadores, solicitando a implantação do Parque Natural do Morro do Cruzeiro. 

Em agosto do ano seguinte, a Secretaria do Verde e Meio Ambiente, da cidade de São Paulo, instalou mais de dez placas no percurso onde será criado o parque. 

Eu me sinto muito feliz em fazer parte desta história em defesa da nossa mini Amazônia da zona leste que é o Morro do Cruzeiro. 

Ouça o Conte Sua História de São Paulo

Fatima Magalhães de Oliveira é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Você também pode ser personagem da nossa cidade. Escreva agora o seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outras histórias, visite o meu blog miltonjung.com.br e o podcast do Conte Sua História de São Paulo.