Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: os segredos de marcas centenárias, no Brasil

Uma das fábricas da Suzano que completou 100 anos Foto: divulgação

“Marcas não chegam aos 100 anos por acaso. Há muito compromisso e suor por trás da história”

Cecília Russo

Em um mercado no qual poucas alcançam, a Suzano celebra um século de atividade, em 2024. Esse feito é mais do que um número, é uma lição sobre sustentabilidade, qualidade e propósito. A história da indústria de papel e celulose, criada pelo imigrante ucraniano Leon Feffer, foi a referência usada por Jaime Troiano e Cecília Russo, em Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, na CBN, na busca de lições para explicar o que torna uma marca não apenas sobrevivente, mas vigorosa e relevante após 100 anos.

Cecília pondera sobre a possibilidade de outras empresas e ouvintes atingirem essa marca, ressaltando o orgulho que o país deve ter de abrigar marcas centenárias. Além da própria Suzano, lembrou a Tramontina, que de uma pequena ferraria fundada por Valentin e Elisa Tramontina, em 1911, no Rio Grande do Sul, deu origem a um grupo que hoje conta com nove fábricas no Brasil. 

“Eu acho que o que está por trás dessa longevidade da Suzano são os princípios da marca. É um compromisso autêntico com sustentabilidade que faz ela ser tão admirada”

Cecília Russo

A preocupação com a continuidade, característica de empresas familiares, é, para Cecília, um dos ingredientes para essa durabilidade. 

“As empresas familiares tendem a ter menos rupturas, menos quebras numa linha mestra da gestão, diferentemente de empresas com executivos que muitas vezes sentam por pouco tempo nas cadeiras e cada um direciona a empresa para um lado”.

Cecília Russo

Jaime identifica mais três aspectos para explicar a permanência dessas empresas por tanto tempo. A começar pela ideia de que “marca forte não resiste a produto medíocre”:

“Suzano e Tramontina, por exemplo, são muito comprometidas com entregas de qualidade. Tudo parte de uma qualificação de produto, sem isso as marcas são promessas vazias”. 

Jaime Troiano

Ele  também destaca a comunicação como vital para o sucesso de longo prazo, pois manter um diálogo constante com a sociedade é fundamental. Lembra não apenas a presença nas mídias como rádio, jornal e TV mas o fato de a marca entender que existem outros meios para criar conexão como os patrocínios esportivos — caso específico da Tramontina que mantém  o time de futsal da cidade gaúcha de Carlos Barbosa.

A terceira característica, citada por Jaime, é ser fiel a um propósito:

“Há uma razão de ser. E aqui a Suzano é mestre, faz um trabalho belíssimo trazendo a questão da sustentabilidade não como um discurso vazio, retórica apenas, mas como prática reconhecida mundialmente”. 

Jaime Troiano

A marca do ‘Sua Marca’

A lição que essas empresas centenárias ensinam é clara: atingir um século de existência exige mais do que sorte; exige dedicação constante e uma genuína conexão com os valores corporativos e sociais. As novas marcas podem olhar para Suzano e Tramontina e ver modelos de compromisso e adaptação, fundamentais para quem aspira a uma história tão rica e duradoura.

Ouça o “Sua Marca Vai Ser Um Sucesso”

O “Sua Marca Vai Ser Um Sucesso” vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo e a sonorização é do Paschoal Júnior:

Avalanche Tricolor: uma carta ao guri do Hepta de 68

Grêmio 3×1 Juventude

Gaúcho – Arena do Grêmio, Porto Alegre/RS

João Severiano entrega o troféu do Hepta a Geromel Foto: Lucas Uebel/GrêmioFBPA

Meu Guri,

Vivi emoções que poucos vivenciaram, neste sábado. Comemorar o Heptacampeonato gaúcho é coisa rara de se sentir. Tu ainda eras guri de calça curta lá em Porto Alegre, tinhas cinco anos, quando ganhamos nosso primeiro Hepta. Vivias na Saldanha, pertinho do Olímpico. Não existia a perimetral nem a praça do Papa. Tu sujarias teus sapatos ortopédicos de pó e lama para passar pelo beco entre nossa casa e o estádio.

Escrevo para ti porque quando o sábado amanheceu pensava comigo aqui em São Paulo se ainda havia lembranças na sua memória daquele 1968 em que o Grêmio empatara com o mesmo adversário de agora para conquistar o título inédito. Remoí o pensamento e vasculhei o coração sem encontrar nada por lá.

Curioso é que na volta ao tempo, consegui retroagir minhas lembranças sobre ti apenas até o ano seguinte ao Hepta. E a gente sabe o motivo. Não posso dizer que só nós dois sabemos porque, desculpe-me, já confidenciei aquela história para os caros e cada vez mais raros viventes desta Avalanche. Foi quando fomos forjados gremistas pela mão disciplinadora do pai, após uma brincadeira ingrata de um dos primos que usurpou da sua ingenuidade e o induziu a tremular a bandeirinha encarnada e cantarolar uma música que não tinhas ideia do que significava — e tu pensando que era só uma homenagem ao (nosso) papai que era maior.

Alguns anos antes de morrer, o pai até disse que se arrependia daquele gesto mais ríspido. Sabendo que é nas derrotas que aprendemos, eu o agradeci em teu nome. Foi lição para a vida! Se hoje me emociono com o título conquistado da forma como me emociono tem muito a ver com aquele passado, em 1969, um ano após o Hepta inédito. 

Dos anos anteriores, porém, o vazio é preenchido pelas muitas histórias que o pai contava e pelos jogadores que ele fazia questão de te apresentar nos anos seguintes, quando a presença no estádio passou a ser  frequente. Cruzavas pelo Áureo e o pai lembrava: “foi Hepta!”. Encontravas o Altemir: “o lateral do Hepta”. Alcindo? “Goleador do Hepta”. Joãozinho, que ele fazia questão de chamar com nome e sobrenome: “esse é o João Severiano, tu tinhas que ver o que jogava  essa rapaz do Hepta!”. 

Bah, guri! E não é que o João Severiano estava em campo neste sábado?!? Que homenagem linda que o Grêmio fez ao tê-lo na cerimônia de entrega do troféu deste segundo Hepta que conquistamos na história. Chorei emocionado porque tu me fizeste lembrar de todas aquelas referências que o pai fazia desses jogadores que vestiram nossa camisa. Para coisa ficar ainda mais sentimental, Joãozinho passou a taça às mãos de Geromel. 

E aí, me dá licença guri: a partir daqui as lembranças são todas minhas.

Por amadurecido que estou, assisti à trajetória do Hepta, desde o campeonato de 2018. E essa memória levarei para sempre comigo até o dia de partir. O privilégio de ver Geromel e Kannemann erguendo cada um dos oito troféus gaúchos é incrível. Como espero aquele beijo duplo que virou clássico de nossas conquistas. Por estarem em campo desde o primeiro título da série, são o símbolo maior desse Hepta. 

Injustiça não citar outros tantos que estiveram com a gente nesses tempos recentes de vitórias. E para não esquecer nenhum deles, os torno redivivos na imagem de Luan, dos maiores craques que vestiram nossa camisa. Sem contar que seremos únicos neste Brasil todo a lembrar que na caminhada do Hepta tivemos Luiz Suárez a fazer gols decisivos.

Do time atual, além da dupla Geromel e Kannemann, há Villasanti, volante incontestável e incansável na arte de desarmar e de armar nossos ataques. Tem Cristaldo, com um talento que passa despercebido por muitos e se expressa de forma contundente no instante decisivo da jogada; tem Gustavo Nunes e Pavón com dribles que desconsertam a marcação; e tem Diego Costa, nosso Alcindo dos tempos modernos. 

Tem tanta outra gente que mereceria ser lembrada nestes sete anos de hegemonia, mas quero mesmo é focar na lembrança que tenho de ti, meu guri. Para te agradecer pelo que fostes e passastes naqueles anos iniciais de nossas vidas. Graças a ti sou o que sou hoje. E te agradeço, oferecendo a memória eterna deste Hepta de 2024!

Com carinho e saudades,

Mílton Jung, o ex-guri

Mundo Corporativo: se você não se reinventa todo dia, você morre, diz Janyck Daudet, do Club Med

CEO do Club Med em entrevista ao Mundo Corporativo Foto de Priscila Gubiotti

“Hoje em dia, não é mais ‘management top down’. São eles embaixo que mandam. A gente ouve muito eles. Mas a exemplaridade é essencial neste tipo de trabalho”.

Janick Doudet, CEO Club Med na América do Sul

Freundlichkeit,, gentillesse ou kindness. Seja em qual for a língua, gentileza deve fazer parte do vocabulário dos funcionários que atuam nos 26 países em que existem unidades do Club Med. Os integrantes da equipe dos resorts, não por acaso, são chamados G.O — Gentis Organizadores. Para Janyck Daudet, CEO do Club Med para a América do Sul, entrevistado no Mundo Corporativo, da CBN, exercitar a gentileza é essencial para que se ofereça a melhor experiência possível aos clientes.

“(gentileza) é importante e faz parte dos valores do Club. Como todas as empresas, o Club Med tem vários valores: responsabilidade, pioneirismo, etc, etc, etc e gentileza. Porque no final, nosso cliente quer passar férias inesquecíveis”. 

No Brasil, Janyck está à frente das operações de três resorts: em Rio das Pedras (RJ), Trancoso (BA) e Mogi das Cruzes (SP). No ano que vem, será entregue uma quarta unidade, em Gramado, na serra do Rio Grande do Sul. A convivência harmônica e produtiva entre colaboradores de cerca de 25 nacionalidades diferentes é um dos desafios do executivo. Ele enfatiza a importância de criar um ambiente de trabalho que respeite e celebre essa diversidade cultural, criando uma “família” corporativa unida não por laços sanguíneos, mas por valores compartilhados e objetivos comuns.

“A noção de respeito para mim é muito importante. Quando você dirige uma empresa, você tem de respeitar a cultura de cada um e estar sempre ouvindo as pessoas.” 

Inovação constante: a chave para o futuro

Num mundo em constante transformação, onde a inteligência artificial e a globalização redesenham os contornos do mercado de trabalho e do lazer, Janyck traz luz sobre como liderar com sucesso em um setor tão dinâmico como o turismo. Em um trecho impactante de sua fala, este francês de nascença, que está na empresa há 40 anos e no Brasil, desde 1996, sem jamais perder o sotaque de origem alerta:

“Se você não se reinventa todo dia, você vai morrer, porque o mundo já passa muito rapidamente e a inteligência artificial, hoje, faz com que a coisa acelere ainda mais. Então, você tem de se reinventar todos os dias”. 

Essa necessidade de inovação constante é particularmente crítica no turismo, um setor altamente competitivo e afetado por mudanças rápidas em tecnologia e comportamento do consumidor. A pandemia do COVID-19, por exemplo, foi um lembrete brutal da fragilidade do mercado; apenas aqueles prontos para adaptar-se e inovar poderiam esperar sobreviver e prosperar. Para Janick, adaptar-se é mais do que uma estratégia; é uma filosofia de vida que ele instila em sua equipe, garantindo que o Club Med continue a ser um líder no setor de turismo global.

Ouça o Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.

Na entrevista, Janick Doudet também falou sobre o momento do turismo brasileiro, as barreiras para o crescimento do setor no Brasil, a sustentabilidade nos negócios, os novos projetos da empresa e o seu desenvolvimento na carreira:

Conte Sua História de São Paulo: aos 8 anos, tive certeza que conquistaria a cidade

Rosana Pinheiro da Silva

Ouvinte da CBN

Photo by fabianoshow4 on Pexels.com

Minha história com São Paulo começa em 1974. Vim para cá pela primeira vez com oito anos de idade. Estávamos a caminho de Santos para as festas de fim de ano quando precisamos parar na capital paulista para consertar um dos pneus do carro que havia furado na estrada.

Pneu consertado, antes de deixar a cidade passamos por baixo da avenida Paulista — soube recentemente que é onde fica o Túnel José Roberto Fanganiello Melhem que faz parte do Complexo Viário Paulista. O que me chamou atenção foi aquele paredão do início da avenida Doutor Arnaldo. Uma parede de concreto que me impressionou e de maneira inexplicável me veio a certeza de que um dia eu conquistaria a metrópole.

Voltei à Sampa, em 1988, durante minhas férias da faculdade, para aproveitar uma semana na casa de uma tia. Foi quando decidi explorar a avenida Paulista e entender essa cidade que estava envolta em uma aura de mistério na minha memória. Minha mãe alertava que São Paulo era muito perigosa e qualquer coisa poderia acontecer com pessoas ingênuas. Isso me desafiou a compreender um pouco mais a capital paulista.

Quase dez anos depois, em 1997, após uma demissão inesperada na cidade de Bauru, interior paulistano, o destino me propôs escolher entre voltar a casa de meus pais ou desbravar a capital, em busca de uma recolocação. Minhas lembranças de infância falaram mais alto e eis que cheguei aqui de mudança. 

Desde então, há 27 anos, vivo uma relação de amor com São Paulo e pretendo comemorar bodas de ouro com essa cidade que me conquistou lá de pequenininha, aos oito anos, e me proporcionou encontrar meu grande parceiro de vida.

Ouça o Conte Sua História de São Paulo

Rosana Pinheiro da Silva é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Seja você também uma personagem desta cidade. Escreva seu texto agora e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para conhecer outros capítulos, visite agora o meu blog miltonjung.com.br ou o podcast do Conte Sua História de São Paulo.

Avalanche Tricolor: antes do Tetra, foco no Hepta!

The Strongest 2×0 Grêmio

Libertadores – Estádio Hernando Siles, La Paz, Bolívia

Foto Lucas Uebel/GrêmioFBPA

Era de se esperar pouco, considerando as condições que nos propusemos. Jogar a mais de 3 mil e 600 metros de altura por si só é complicado e poucos chegaram lá no alto e saíram com os três pontos – o que não significa que não seríamos mais um entre esses poucos se estivéssemos com time completo e mobilizado.

“Condenados” a disputar mais uma final de estadual quando deveríamos estar com as energias voltadas a Libertadores, fomos às alturas com time descaracterizado e sem sintonia. 

Desta vez, é injusto culpar o treinador pela decisão. Alguém se atreveria a correr o risco de expor os titulares ao cansaço, desgaste físico e até lesões estando a um passo do Heptacampeonato Gaúcho? Talvez quem goste de palpitar do conforto de seu sofá (calma, eu também sou palpiteiro de sofá).

Àqueles que estão no comando da equipe cabe a responsabilidade de equilibrar o elenco diante dos compromissos assumidos. E avaliar o impacto que esse esforço de jogar duas partidas decisivas no Brasil e mais um desafio de Libertadores na extrema altura pode ter nos atletas, não apenas para esses jogos mas para o restante temporada. 

Já perdemos jogadores importantes no início deste ano e não podemos nos dar ao luxo de deixá-los fora das demais partidas que vem pela frente. Lembrando que depois do Gaúcho, além da Libertadores, tem Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil.

A despeito disso tudo, e da baixa expectativa, a impressão que ficou é que o time desajustado de ontem à noite, poderia ter tido mais sorte. Surgiram algumas chances para empatar a partida, o que seria lucro. Porém, a defesa mal posicionada, o meio de campo pouco articulado e o ataque sem precisão nos puniram e impediram de somar ao menos um ponto nesta estreia. Recuperar-se nas próximas rodadas será fundamental para reduzir os riscos de não avançar na Libertadores, o que seria um desastre. Antes, porém, de pensar no Tetra vamos focar no Hepta!

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: o que faz uma marca ser inesquecível para você?

“Há marcas que são importantes em nossas vidas porque mostram aquilo que o dia a dia não tem. Outras, que são importantes porque são leais parceiros de viagem”.

Jaime Troiano 

Existem marcas que transcendem o efêmero, esta característica de muitas das relações que mantemos na vida diante da velocidade com que as coisas acontecem. Entender o que as tornam inesquecíveis foi parte da nossa conversa em Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, com Jaime Troiano e Cecília Russo.

A partir de suas próprias lembranças, Jaime e Cecília ressaltam que se manter viva na memória das pessoas é algo que vai além da própria qualidade ou do serviço oferecido pela marca. Tem a ver com a capacidade de conectar-se emocionalmente com os indivíduos. 

Ouça o Sua Marca e o áudio de comerciais de marcas inesquecíveis

Jaime recorre à infância. Lembra dos doces Confiança, marca que aparecia em destaque e em letras cursivas no furgão verde que estacionava na rua da Consolação, próximo de onde morou em São Paulo. 

“Confiança era um break na minha alimentação caseira, que apesar de muito bem feita, era repetitiva”.

Jaime Troiano

Dentre tantas coisas boas que Jaime vivenciou na infância Confiança tornou-se inesquecível porque marcas fortes quebram a rotina e mostram cenários novos. O inverso é verdadeiro, como prova outra referência que acompanhou os primeiros passos de Jaime, nas idas e vindas da escola: os sapatos Vulcabras:

“Ao contrário de Confiança que quebrava a rotina, Vulcabras era expressão de segurança, de saber que ele me levaria e traria de volta”

Jaime Troiano

Memórias afetivas tornam marcas inesquecíveis

Cecília Russo, por sua vez, enfatiza a conexão emocional e afetiva que algumas marcas estabelecem com seus consumidores. Lembra do Lanche Mirabel que dividia com o irmão na escola, um carinho servido pela mãe:

“Tinha um conteúdo afetivo que transcendia o próprio sabor. Já comi e continuo comendo muita coisa gostosa depois disso. Mas são gostosas em si, sem esse laço maternal”.

Cecília Russo

Da adolescência, Cecília traz na memória as visitas com as colegas de escola ao Jack in The Box, uma das primeiras lanchonetes “fast food”, de São Paulo. Era para lá que ela corria nos intervalos das aulas, algumas vezes durante o período da própria aula: 

“.. porque era uma deliciosa transgressão, um ato de pura rebeldia, que nossos pais não queriam que fizéssemos”.

Cecília Russo

 A marca do Sua Marca

A memória afetiva e as experiências pessoais influenciam a percepção das marcas, tornando-as inesquecíveis. As marcas que quebram a rotina ou fornecem um senso de continuidade, como ilustrado por Jaime, ou aquelas que carregam um significado emocional profundo, exemplificado por Cecília, revelam o verdadeiro poder do branding: criar conexões profundas e duradouras.

Este comentário sublinha que, mais do que simplesmente reconhecer uma marca, as lembranças afetivas associadas a ela são o que verdadeiramente definem sua eternidade.

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo. A sonorização é do Paschoal Júnior:

Avalanche Tricolor: isso é bom demais!

Juventude 0x0 Grêmio

Gaúcho – estádio Alfredo Jaconi, Caxias do Sul/RS

Diego Costa em destaque na foto de Lucas Uebel/GrêmioFBPA

Foi ruim, mas foi bom. 

Foi ruim tecnicamente o jogo que assistimos na tarde deste sábado, em Caxias. 

Foi bom sair de lá com um empate quase sem sofrência e saber que a decisão agora é em casa, diante da nossa gente, repetindo aqui expressão usada por Soteldo assim que deixara o gramado.

Foi ruim a troca de passes, especialmente no primeiro tempo. No segundo, parecia haver um pouco mais de espaço, mesmo assim os caminhos até a área estavam congestionados e não soubemos aproveitar bem as poucas oportunidades. 

Foi boa a marcação gremista desde a saída de bola do adversário, a forma aguerrida imposta pelos nossos jogadores no meio de campo, e a presença de Caíque nas vezes que fomos ameaçados. 

Foi ruim não contar com Geromel na zaga que é, sem nenhuma dúvida, o melhor companheiro para Kannemann que o Grêmio ainda tem no plantel. Seria excelente vê-lo de volta na final em Porto Alegre, seja pela marca histórica que os dois juntos podem alcançar seja porque é neles que a torcida confia. 

Foi bom ver que Soteldo está de volta, mesmo que apenas em condições de entrar no segundo tempo. O atacante venezuelano, nesse momento, é ótima alternativa para colocar fogo na partida, sem que precisemos abrir mão da impetuosidade de Gustavo Martins, que pode ser deslocado para o lado direito, se necessário.

O que não tem nada de ruim, ao contrário, só coisa boa e a comemorar é que torcemos para um time que na próxima semana além de estrear em sua vigésima-terceira Copa Libertadores ainda pode conquistar o seu sétimo título estadual consecutivo. E isso é bom demais!

Mundo Corporativo: Vinícius Mendes, da Besouro, prega a transformação social por meio do empreendedorismo

Vinicius Mendes em foto de Priscila Gubiotti

“Não bastava trabalhar, não bastava ter boa vontade de correr e ter uma boa ideia; e, sim, também, de educação.”

Vinícius Mendes, Besouro de Fomento Social

Imagine começar um negócio do zero antes mesmo de ter uma ideia do que você pode oferecer ou criar. Esse é o desafio que Vinícius Mendes lança às pessoas que vivem nas comunidades mais carentes do país, a partir do trabalho que realiza na Besouro de Fomento Social, empresa que reúne um instituto sem fins lucrativos e uma agência que busca o lucro, criada, em Porto Alegre, em 2009. No programa Mundo Corporativo da CBN, ele compartilha como transcendeu as dificuldades iniciais para impulsionar outros a empreender, revelando que o sucesso vai além da mera inovação ou esforço – é fundamentalmente ancorado na educação.

A educação como alicerce para o empreendedorismo

Vinícius Mendes enfatiza que, para realmente prosperar e transformar uma ideia em um empreendimento de sucesso, é essencial possuir não apenas a visão ou o ímpeto, mas uma sólida compreensão dos fundamentos de negócios e uma educação empreendedora.

“O empreendedor tem muita chance de dar certo, tem riscos, mas tem muita chance mais rápido de dar certo”. 

Ele ilustra essa perspectiva com sua trajetória, desde as primeiras experiências vendendo crepes na frente de escolas, passando pela criação de uma empresa de eventos, até a fundação da Besouro de Fomento Social. Sua história é um testemunho da transformação que a educação empreendedora pode engendrar, especialmente em comunidades vulneráveis.

O empreendedorismo como vetor de transformação social

A atuação da Besouro no campo da educação empreendedora visa, sobretudo, capacitar indivíduos em situação de vulnerabilidade social, oferecendo-lhes as ferramentas necessárias para identificar oportunidades de mercado e transformá-las em negócios sustentáveis. A pesquisa realizada por Mendes, tanto na Rocinha quanto em favelas da Argentina, revelou que o conhecimento específico em gestão de negócios e estratégias de mercado é crucial para o sucesso empreendedor, mesmo (ou especialmente) em contextos de recursos limitados.

“Não tenho dúvida de que o empreendedorismo já faz a diferença no nosso país e fará ainda mais quando estas pessoas compreenderem o poder que têm delas serem empresárias e empreendedoras”. 

A Besouro de Fomento Social desenvolveu uma metodologia que considera as particularidades de cada indivíduo e comunidade, focando na criação de oportunidades reais de negócios que podem gerar renda sustentável e, consequentemente, promover o desenvolvimento local.

A abordagem da Besouro, ao capacitar pessoas a partir de suas próprias casas e realidades, demonstra que o empreendedorismo pode ser um caminho viável para a autonomia financeira e o empoderamento. Vinícius reflete sobre o impacto dessa capacitação na vida das pessoas, destacando que a educação empreendedora não apenas alimenta sonhos, mas os torna tangíveis e realizáveis.

“O empreendedor tem muita chance de dar certo, tem riscos, mas tem muita chance mais rápido de dar certo. Quando a gente expõe isso para quem precisa o hiperfoco toma conta e a chance de dar certo é enorme”. 

Assista ao Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você ouve, também, em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves, Priscila Gubiotti e Letícia Valente.

Conte Sua História de São Paulo: teu povo deseja andar

Marcia Lourenço

Ouvinte da CBN

Photo by Toni Ferreira on Pexels.com

Minha querida São Paulo,

Tens o porte de nação.

De grandeza, imponente!!

És o Gigante em ação.

O cintilar de tuas luzes,

Fazendo adorno ao luar,

Quando anoitece parece

Um mar imenso a brilhar.

Na tua história, firmeza,

De um povo que se supera.

O passado te fez forte.

Hoje, avança e prospera.

O descanso não conheces,

De uma jornada constante.

O trabalho te espera,

Vai sempre… segue adiante.

Tens recebido a muitos

Que respeitam esse chão,

Fazem parte integrante

Desse grande coração.

Alicerçado em justiça,

Teu povo deseja andar.

Com fé em Deus e trabalho,

Assim, essa Terra honrar.

Ouça o Conte Sua História de São Paulo

Márcia Lourenço é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Claudio Antonio. Seja você também uma personagem da nossa cidade. Escreva seu texto agora e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos visite o meu blog miltonjung.com.br ou ouça o podcast do Conte Sua História de São Paulo.

Fernando Gabeira: “As ideias brigam, as pessoas não”

Cássia Godoy e eu entrevistamos Fernando Gabeira, na edição desta quinta-feira do Jornal da CBN, para refletir sobre os 60 anos do Golpe Militar. Ele era um jovem jornalista, em 1964, quando a ditadura se iniciou no Brasil. Na época, deixou a redação pela luta armada, participou do sequestro do embaixador americano, foi preso e exilado. Hoje, com mais de 83 anos, é um dos jornalistas mais importantes do país e um exímio pensador do comportamento político e social. 

Compartilho com você um dos momentos da entrevista – a última resposta para ser preciso. A sensibilidade das palavras de Gabeira sobre o desafio que temos diante das divergências que assistimos na sociedade expressa uma das ideias que defendemos sempre que tratamos do tema da comunicação: “as ideias brigam, as pessoas não”