Conte Sua História de São Paulo: minha disputa com a máquina de fliperama

Por Jose Vicente Martins

Ouvinte da CBN

Imagem criada pelo Dall-E

 – Ô Vicente! A Dona Dayse quer que você leve esse envelope lá na rua Boa Vista. Mas é pra voltar antes do almoço.

Respondi que tudo bem. Mas já eram dez horas, não daria tempo de voltar antes do almoço. O certo era almoçar no refeitório da rua Boa Vista e voltar na parte da tarde. 

Fui pro banheiro trocar de roupa. Não dava pra andar pela rua com aquele uniforme. Calça de tergal azul marinho, camisa branca com o logotipo do Banco Itaú bordado no bolso e a gravata azul marinho. Afinal, eu aceitava o trabalho pra poder comprar minhas roupas. Minha identidade Black Power era formada na calça Levi’s, tênis All Star, cinto de couro e a camiseta com o Bob Marley. Era a capa do disco Kaya estampada em Silk Screen. 

Isso era São Paulo, 1979. A camiseta achada numa das galerias da rua Augusta. Saindo da Paulista, cortando por dentro do Conjunto Nacional,  descendo sentido Alameda Lorena, do lado esquerdo. No mesmo corredor em que comprei a bolsa de couro que eu usava atravessada no peito. Um cara, com sotaque de gringo, lá no décimo quarto andar da avenida Paulista ,1948 me perguntou: 

— Quem é o habitante da sua camiseta? 

— Ô Vicente, não vai demorar! Esse menino só faz dois serviços por dia, um de manhã e outro a tarde! 

Era o Ulisses,  meu chefe. Ele não era bem um chefe, era contínuo como eu. Era mais velho e trabalhava na diretoria há muito tempo. Não queria envelhecer como Office Boy, mas adorava flanar pelas ruas da cidade. 

Desci o elevador maquinando a estratégia.

Naqueles tempos, eu andava numa disputa com uma máquina do fliperama, Space Invaders. Ficava de olho fixo na tela vendo aqueles monstrinhos descendo enquanto tentava eliminar a maioria deles. Movimento nas mãos.

Velocidade,  tempo e espaço. Eu era bom nisso… Mas aquela máquina sempre me vencia. Acho que era aquele gosto amargo que vinha na boca, o coração disparava e eu ficava perdido… game over!

Saí do prédio do Banco, desci a Frei Caneca, virei a esquerda na Luís Coelho e entrei na Augusta sentido centro. O trólebus vinha chegando no ponto, deixei passar. Apertei o passo e fui descendo a Augusta. A jogada era essa. Economizava no dinheiro da passagem e jogava Space Invaders. Eu estava melhorando meu jogo. Antônio Carlos, Peixoto Gomide e fui tocando pro centro. O envelope na pasta e a pasta bem segura na mão.  Sempre um risco. Um vacilo e algum trombadinha pode querer levar minha pasta.  

A malandragem de rua estava sempre do olho nas pastas dos Office Boys. Eu já vi um cara de terno e gravata, no apertado do trólebus mexendo e fuçando na bolsa de uma dona. Martins Fontes. Na Xavier de Toledo, olhei nas vitrines do Mappin e namorei um relógio. Era um Porsche,  preto. Eu olhava no Mappin e comprava na Galeria Pajé. Cortei o Largo do Paissandu, ganhei a rua Antonio de Godoy e atravessei o Viaduto Santa Efigênia. 

Primeiro entregar o envelope e almoçar na Boa Vista, na volta eu passava no fliperama da rua Cristóvão Colombo. Uma vez cheguei no fliperama, coloquei a pasta em cima da máquina e gastei umas quatro fichas. Um boy me cutucou nas costas e disse que enquanto eu jogava, um cara pegou minha pasta e mexeu. Como não tinha nada dentro colocou de volta e saiu. Cruzei o Largo São Bento e já estava na rua Boa Vista. Eu andava rápido. Dava tempo de entregar o envelope e jogar uma antes do almoço.   

José Vicente Martins é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Seja você também um personagem da nossa cidade. Escreva seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos, visite agora meu blog miltonjung.com.br ou o podcast do Conte Sua História de São Paulo.

Mundo Corporativo: Kelly Lopes, do IOS, defende que a educação digital transforma a vida de jovens e pessoas com deficiência

Foto de fauxels

“É a capacitação técnica que abre a porta para esse jovem entrar na empresa, mas é a responsabilidade comportamental, o engajamento, a responsabilidade dele, que o faz brilhar, que abre para ele as oportunidades de carreira — inclusive para as pessoas com deficiência”.

Kelly Lopres, Instituto de Oportunidade Social

A necessidade de educação digital se tornou evidente ao longo dos anos, à medida que a sociedade avançou tecnologicamente. Estar mais bem preparado para atender a essa demanda pode ser o grande diferencial para jovens e pessoas com deficiência que buscam espaço nas empresas. De olho nessa oportunidade foi que surgiu o Instituto de Oportunidade Social que tem como superintendente Kelly Lopes, entrevistada do Mundo Corporativo da CBN.

Instituto promove formação profissional

Kelly diz que o IOS tem desempenhado um papel fundamental na formação profissional e na empregabilidade de jovens entre 15 e 29 anos e pessoas com deficiência, a partir de 16 anos. Um aspecto que ela destaca é a ênfase na formação tecnológica. O Instituto aborda esse desafio fornecendo formação profissional extracurricular em tecnologia, que pode ser realizada simultaneamente ou após a conclusão do ensino médio. O objetivo é capacitar os jovens a conquistarem seu primeiro emprego ou obterem uma recolocação profissional no mercado de trabalho formal.

O Instituto, que completa 25 anos de existência, teve sua origem em uma iniciativa da empresa Totvs, que segue sendo sua principal mantenedora. No entanto, ao longo dos anos, o IOS estabeleceu parcerias com outras empresas, como Dell e 3M no Brasil, além de colaborar com órgãos governamentais municipais e estaduais em São Paulo e Minas Gerais, por meio de projetos de incentivo fiscal e fundos de defesa das crianças e adolescentes.

O desafio de jovens e pessoas com deficiência

Um dos principais desafios enfrentados pelos jovens na busca por emprego é a falta de preparação do ambiente escolar para o mercado de trabalho. A educação básica não costuma abordar as habilidades técnicas e comportamentais necessárias no mundo corporativo, avalia Kelly . Além disso, a maioria dos jovens não recebe orientação sobre suas opções de carreira ou mentoria. Por outro lado, as empresas enfrentam desafios relacionados à digitalização do processo seletivo, que pode tornar difícil identificar os verdadeiros talentos entre os candidatos. 

“O nosso jovem brasileiro, ele é o jovem do corre, ele é o jovem que faz as coisas acontecer. Está faltando para ele referência, mentoria, cuidado e acolhimento. Principalmente, agora no pós-pandemia. No Instituto, a gente faz esse complemento, esse atendimento niversal do indivíduo. E aí é quase uma mágica”. 

Taxa de desemprego entre jovens é enorme

Kelly enfatiza que o IOS se preocupa em promover a educação digital, preparando os jovens para lidar com as ferramentas tecnológicas usadas no ambiente corporativo. Muitos jovens estão conectados digitalmente, mas não possuem as habilidades necessárias para se destacarem no mercado de trabalho.

O público-alvo do IOS são jovens de 15 a 29 anos, com a maioria situada na faixa etária de 15 a 21 anos. Esses jovens frequentemente enfrentam altas taxas de desemprego, mesmo com incentivos existentes. Kelly destaca a importância de proporcionar oportunidades de capacitação e emprego para essa faixa etária.

Desafio é maior entre pessoas com deficiência

Quando se trata de pessoas com deficiência, a situação é ainda mais desafiadora. Muitas vezes, elas enfrentam dificuldades não apenas na educação formal, mas também no acesso à tecnologia e no entendimento do mundo corporativo. A falta de acesso à educação inclusiva e a falta de apoio adequado contribuem para a exclusão dessas pessoas do mercado de trabalho formal.

No entanto, o IOS está fazendo a diferença na vida dessas pessoas, oferecendo formação profissional e apoio psicossocial sob demanda, diz Kelly. Os resultados são impressionantes, com uma média de 65% de empregabilidade bem-sucedida para os jovens formados pelo Instituto e até 80% para pessoas com deficiência.

O IOS não se limita apenas à capacitação. Também trabalha com empresas para sensibilizá-las sobre a importância da diversidade e inclusão, ajudando a criar oportunidades para jovens e pessoas com deficiência. Além disso, o Instituto auxilia na preparação das empresas para receberem esses profissionais e promove a conscientização e o treinamento de lideranças sobre como apoiar e incluir esses colaboradores. 

“É importante a gente também mostrar para as empresas que a gente pode apoiá-las na questão da diversidade, porque o nosso jovem é diverso. Estou atendendo jovem da escola pública, muitos em situação de vulnerabilidade, pessoas negras, pessoas com deficiência, o público LGBTQIA+. É um público diverso que a gente está atendendo e isso também traz valor para a empresa”. 

Uma história inspiradora

Kelly compartilha uma história inspiradora de uma jovem chamada Beatriz, que superou desafios e encontrou sucesso profissional após participar dos cursos do IOS. Beatriz, uma jovem negra da periferia de Diadema, ingressou no Instituto, fez cursos de tecnologia e gestão empresarial e conseguiu se destacar em um processo seletivo em uma grande multinacional de tecnologia. Sua jornada de superação demonstra o potencial dos jovens quando recebem oportunidades adequadas.

No Brasil, a educação técnica de nível médio ainda é subutilizada, com apenas 11% dos jovens tendo acesso a esse tipo de formação. Kelly enfatiza a importância de levar a capacitação técnica para dentro das escolas, capacitando professores e promovendo o voluntariado corporativo para ampliar as oportunidades para os jovens.

Ao final da entrevista, Kelly destacou que a tecnologia não deve ser apenas uma ferramenta, mas também um meio para empoderar jovens e pessoas com deficiência. A capacitação e o desenvolvimento de habilidades comportamentais são essenciais para abrir portas para esses indivíduos no mercado de trabalho.

Assista à entrevista completa com Kelly Lopes no Mundo Corporativo

O  Mundo Corporativo da CBN pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no canal da CBN No You Tube. O programa tem a colaboração de Renato Barcellos, Larissa Machado, Priscila Gubiotti e Rafael Furugen.

Avalanche Tricolor: a vitória do Grêmio Copeiro!

Grêmio 1×0 Palmeiras

Brasileiro — Arena do Grêmio, Porto Alegre/RS

Foto de Lucas Uebel/GrêmioFBPA

Era jogo de Brasileiro e o Grêmio o transformou em jogo de Copa. Tipo mata-mata. Em que se não mata morre. Que não interessa o quanto se joga mas o quanto se sabe sofrer. Do pragmatismo e da bola para o mato. Do suor correndo no peito e o sangue lavando a testa. 

Era uma partida daquelas que não se busca a melhor performance, o que se quer é o resultado. E o resultado se fez logo cedo, aos 10 minutos do primeiro tempo, na clássica jogada da bola passando de pé em pé até estufar a rede. E foi o pé direito de João Pedro que marcou aquele que seria o único gol do jogo após receber o toque precioso de Luis Suárez, o goleador e mais talentoso garçom da nossa equipe.

Villasanti também fez parte da triangulação do gol. Fez muito mais do que isso. Foi gigante na marcação, fechou todos os espaços e não perdeu dividida de bola. Encarou a cara feia do adversário. Irritou o atacante e se sacrificou em campo quando percebeu que o risco do empate era iminente. Deu a vida, foi expulso e saiu aplaudido pelo torcedor que encontrou no desempenho de nosso volante o Grêmio copeiro que andava escondido em algum armário no vestiário.

O Grêmio não foi melhor. Foi apenas maior. E era isso que eu mais esperava do meu time, há algum tempo, para que o coração resignado que me batia fraco no peito voltasse a pulsar no ritmo da raça de um Imortal.

Ao tomar a frente do placar, o Grêmio que assistimos hoje na Arena decretou que ninguém mais seria capaz de nos roubar a conquista alcançada. E em nome dela assumiu a postura do guerreiro que não teme o tranco do adversário, não tem vergonha do chutão e faz da catimba estratégia de jogo. Foi assim que chegamos às maiores das nossas vitórias nos 120 anos de vida e foi assim que superamos depois de sete anos, em casa, o adversário desta noite. 

O Grêmio, desta vez, foi Copeiro em pleno Campeonato Brasileiro! Que assim seja para todo e sempre.

Dez Por Cento Mais: o caminho para relações interpessoais e tomada de decisões conscientes

Foto de Pixabay

A tomada de decisões em um mundo marcado pela incerteza é um desafio que se impõe diante de todos nós, seja na vida pessoal seja no âmbito corporativo. Luciano Salamacha, consultor, empresário, mentor de executivos e presidentes, falou ao programa Dez Por Cento Mais, no You Tube, sobre como as emoções desempenham um papel fundamental em nossas escolhas e comportamentos. 

Na entrevista à jornalista Abigail Costa e à psicóloga Simone Domingues, Luciano mergulha na relevância do autoconhecimento e da autogestão. Em sua análise, destaca quatro etapas essenciais para aprimorar nossas interações humanas:

  • Autoconhecimento
  • Autogestão
  • Interrelação
  • Ação.

As seis emoções básicas que precisamos identificar

O consultor ainda detalha as seis emoções básicas – tristeza, raiva, desprezo (ou nojo), medo, surpresa e alegria – e a partir de suas descrições desvenda como essas emoções podem moldar nossa conduta. Por exemplo, ressalta que a tristeza pode nos levar ao isolamento, enquanto outras emoções podem desencadear reações impulsivas.

Além disso, Luciano explora o conceito de controle inibitório e como ele pode facilitar decisões mais ponderadas e sensatas. Ele observa que o autocontrole é uma habilidade valiosa a ser cultivada.

A diferença de decisões instintivas e intuitivas

Na entrevista, com base na experiência que adquiriu orientando grandes executivos nas tomadas de decisão, lembra da importância de discernir entre decisões instintivas e intuitivas. Enfatiza que as decisões instintivas frequentemente estão enraizadas em emoções intensas, resultando em impulsividade, ao passo que as decisões intuitivas buscam um equilíbrio emocional, levando em conta o bem a longo prazo.

No ambiente corporativo, Luciano sublinha a necessidade de manter um equilíbrio entre proximidade nas relações profissionais e a preservação do profissionalismo. O excesso de intimidade, adverte Salamacha, pode comprometer a dinâmica profissional.

Use a razão para promover o bem

Esta entrevista nos oferece uma compreensão profunda da influência das emoções e do autocontrole na tomada de decisões, iluminando o mundo corporativo e as relações pessoais. Luciano Salamacha nos lembra que a razão não deve apenas guiar nossas decisões, mas também ser aplicada de maneira construtiva para promover o bem, tanto em ambientes de trabalho quanto nas esferas pessoais. Ele enfatiza a necessidade de reconhecer e regular nossas emoções ao tomar decisões, impedindo que elas obscureçam nosso discernimento.

Além disso, Salamacha discute a ideia intrigante de que as decisões podem ter diferentes prazos de validade, dependendo das circunstâncias, e ressalta a importância de considerar quem detém o poder de negociação ao determinar o tempo disponível para a tomada de decisão.

Dica 10% Mais

Luciano também compartilha uma valiosa dica: reserve 10% do seu tempo para o silêncio e a reflexão. Ele destaca como o silêncio pode ser uma ferramenta poderosa para encontrar clareza e aprimorar o desempenho, oferecendo um caminho para uma vida mais consciente e relacionamentos mais harmoniosos.

O programa Dez Por Cento Mais apresenta, toda quarta-feira, às 20 horas, uma entrevista inédita com temas como comportamento e saúde mental, no You Tube. 

Assista à entrevista completa com Luciano Salamacha

Avalanche Tricolor: alguma coisa acontece no meu coração!

Corinthians 4×4 Grêmio

Brasileiro — Neo Química Arena, SP/SP

Suárez comemora o quarto gol em foto de Lucas Uebel/GrêmioFBPA

Um jogo maluco! Um jogo incrível! Um jogo histórico! É o que ouço na transmissão da partida desta noite. O narrador, o comentarista e o repórter repetem essas expressões aos borbotões. O jogador entra na onda e usufrui do adjetivo alheio para explicar o placar de oitos gols e dois vira-viras. Nas redes sociais, não faltarão torcedores repetindo os elogios a esse confronto fora de data — imagine que a partida desta noite se refere a décima-quinta rodada do campeonato quando a competição já está na sua vigésima-terceira. 

Há quem queira animar o público e arrisque a pergunta que será feita no futuro: “onde você estava naquele empate de 4 a 4?”. Eu responderei, se a memória ainda me permitir: sentado no sofá, diante da televisão e resignado. 

Alguma coisa acontece no meu coração!

No passado, estaria alucinado diante de uma partida como esta que se encerrou agora há pouco. Nesses últimos tempos, porém, tenho assistido aos jogos do Grêmio sem a ilusão dos apaixonados que sempre me moveu como torcedor. 

Perdi o êxtase do gol. Comemoro desconfiado. Seja porque imagino que o árbitro vai anular seja porque temo a sensação da frustração a seguir. Fazemos um, fazemos dois gols. E ainda assim ponho em dúvida a vitória. 

A dinâmica da partida de hoje certifica esse sentimento. Vejo o adversário avançar e tenho certeza de que o revés se aproxima. A virada que tomamos no primeiro tempo apenas reafirma meu temor.

O segundo tempo começou e o que veio na sequência confirmou minha intuição, a despeito de no peito bater o desejo de que eu estivesse profundamente enganado. Mesmo que a bola role de pé em pé; o talento surja no passe, no toque e no chute a gol; e nos mostremos capazes de recuperar a vitória que havia sido perdida, ainda assim desconfio. 

Temo o resultado tanto quanto temo estar sendo injusto com quem sempre me seduziu. E lá vem a realidade acolher meus maus presságios. Para que não reste dúvidas, não basta ver o empate se realizar depois de estar duas vezes a frente do placar, ainda sou obrigado a assistir a mais um lance de pênalti crasso não marcado pelo árbitro e sequer alertado pelo VAR.

Um jogo maluco! Um jogo incrível! Um jogo histórico! Repetirão por aí. Para mim, mais um jogo em que desperdiçamos a oportunidade de conquistar três pontos e fomos prejudicados pela falta de critério e coragem dos árbitros brasileiros. 

Que tudo isso que sinto hoje seja breve e o Grêmio reascenda a paixão enrustida em algum lugar do meu coração e acabe com essa minha resignação! 

Cidade prateada: um em cada cinco é 60+ em SP; e você está pronto para esta fase da vida?

Por Martin Henkel

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) ainda não apresentou o restante dos dados do Censo 2022 com um recorte, por exemplo, da população por faixa etária. Mas a SeniorLab Mercado & Consumo 60+ , que há quase dez anos atua exclusivamente neste segmento, mergulha nos números para projetar o cenário atual no Brasil.

Cruzamos dados do Censo IBGE total por cidades com dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que atualiza mensalmente a quantidade de pessoas vivas na sua base e encontramos o seguinte:

  • No Brasil, 17% da população é 60+
  • No Estado de SP, 21% é 60+
  • Na cidade de São Paulo, 20% é 60+
  • Da população 60+ da cidade de São Paulo, 59% são de mulheres
  • Da população total com 79 anos ou mais, as mulheres são 62%

Ao associar os números com a observação das pessoas interagindo na cidade fica mais fácil entender o motivo de vermos tantos grisalhos em todo o lugar e com comportamentos de consumo bem distintos dos 60+ de dez ou 20 anos atrás.

Esse consumidor que começa a ser mais disputado pelo mercado é um desafio para marcas, produtos e serviços que ainda estão entendendo e aprendendo a como se relacionar com o multivariado grupo etário que, segundo o levantamento realizado pela SeniorLab, teve uma renda total de R$ 1,3 tri no ano passado, no Brasil.

Relação de planejamento financeiro e felicidade

Na “Trilha da Longevidade Brasileira”, que consolida 29 anos da mais duradoura pesquisa de corte populacional sobre o tema no Brasil, conduzida pelo Instituto Moriguchi, um dos 14 platôs de importância para alcançar a vida longa, plena e feliz é a organização financeira

Desde manter um padrão de vida mais próximo possível da época que possuía os maiores rendimentos, passando pelos custos do envelhecimento no que diz respeito ao atendimento médico, hospitalar, medicamentos para controle de doenças comuns aos longevos e, por fim, o cuidado assistido. 

Perceber, pensar nisso, planejar-se e fazer reservas para esta fase é determinante no nível de felicidade que será alcançado.

Vale destacar que um estudo, em mais de 80 países, identificou que a sensação de felicidade das pessoas com 60 anos ou mais é bem superior a das pessoas com 30 ou 40 anos. 

A soma de toda sabedoria, do entendimento de como as coisas funcionam na vida, de ver seus filhos e netos crescendo nas suas carreiras e vidas acaba sendo a grande razão da vida. 

A nota de zero a dez que sua sensação de felicidade vai receber quando tiver seus 60, 70 anos, precisa começar a ser planejada agora. 

Conheça a Trilha da Longevidade Brasileira

Martin Henkel é  CEO da SeniorLab mercado & consumo 60+ e cofundador do Terra da Longevidade Produtos e Negócios. Escreveu este texto especialmente para o Blog do Mílton Jung.

Avalanche Tricolor: 120 anos de vida!

Vista aérea da Arena no dia dos 120 anos em foto de Diego Vara/GrêmioFBPA

Saí da Igreja, agora há pouco — vou à missa todos os domingos —, e encontrei o Romano, conterrâneo e gremista desgarrado aqui em São Paulo, assim como eu. Migramos da saudação de paz a comentários sobre nosso time tão rapidamente quanto fazemos o sinal da cruz. Ele disse que não havia lido minha “coluna” mas já imaginava o que eu teria escrito sobre a partida da quinta-feira à noite. Sim, Romano está entre os caros e raros leitores desta Avalanche.

Não leu porque não escrevi. Coisa rara nesses mais de 15 anos desde que criei esse espaço em que usufrui do nome de uma das comemorações mais loucas que a torcida gremista já proporcionou — saudade da geral do Olímpico. E não escrevi porque o futebol jogado no interior paulista, na retomada do Campeonato Brasileiro, após a Data Fifa, além de se encerrar tarde, pouco me inspirou e o conteúdo de minha escrita não seria justo com os 120 anos de fundação que o Grêmio comemoraria no dia seguinte. 

Aniversário do nosso time gostamos de festejar. E consta que a comemoração foi linda lá pelas bandas da Arena com famílias reunidas, torcedores entusiasmados, homenagens merecidas a craques como Tarcisio, o Flecha Negra, música e shows para todos os gostos. Além de boa comida e bebida. Quando a data é redonda, os festejos são ainda mais especiais.

Recentemente completei 60 anos de vida e esse arredondar de datas me permitiu perceber que metade da história gremista acompanhei em vida. Verdade que lá no início dos meus tempos sequer sabia o que era futebol, mas meu pai deve ter comemorado vitórias me abraçando ainda bebê, colocando a bandeira sobre meu berço e compartilhando seu sorriso ao chegar em casa após as partidas disputadas no Olímpico, que, aliás, ficava na vizinhança da casa em que morei criança. Lembre-mos que nasci em meio às conquistas que nos levaram ao Heptacampeonato Gaúcho (1962 – 1968).

A primeira experiência sentida na pele que tive com o futebol foi aos seis anos. Já contei aqui essa história familiar pouco recomendada aos pais modernos.

Um primo de segundo grau usufruiu da minha ingenuidade e me fez vestir uma camisa do adversário e erguer uma bandeirola encarnada, no dia em que desperdiçamos a oportunidade de sermos Octacampeões Gaúchos. Meu pai me bateu com o pau da bandeira para que eu aprendesse definitivamente minha missão em vida: ser gremista eternamente. Muito anos depois, ele próprio disse ter se arrependido da atitude, no que eu fiz questão de agradecer pela boa lição que aprendi.

De lá pra frente, minha relação com o Grêmio se fez mais íntima. Passei a frequentar o Olímpico, joguei na escolinha de futebol, migrei para o basquete, fui mascote desses de entrar de mãos dadas com os jogadores, fui gandula e pombo-correio do Seu Ênio Andrade, a quem assumi como meu padrinho, chorei nas arquibancadas e no vestiário fui consolado por alguns dos nossos ídolos. Entrei em campo para festejar conquistas e tive de sair correndo de dentro dele para não sermos atingidos por foguetes arremessados por torcedores frustrados com a derrota.

O Grêmio faz parte da minha vida e ajudou a construir meu caráter. Devo muito aos aprendizados que tive lá dentro e sou grato pelas alegrias e sofrimentos que me forjaram como pessoa.

Foi importante para tornar mais próxima e verdadeira a relação que tive com meu pai e de tão significativo, mesmo quando a doença já não permitia que ele se expressasse de forma clara, eram os símbolos do Grêmio, sua cor, sua camisa e as imagens na televisão, nossos pontos de conexão. Fiz questão de passar tudo isso aos meus filhos que hoje são gremistas apesar de terem nascido longe de Porto Alegre e nesta terra, São Paulo, de tantos clubes grandes e sedutores. 

O significado deste clube foi gigante e aproveito esses 120 anos de fundação para agradecer por tudo que o Grêmio fez por mim, expressando aqui um sentimento que talvez estivesse enevoado, após o resultado frustrante na véspera de nosso aniversário.  

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: a infidelidade das marcas

Gravação do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso em foto de Priscila Gubiotti

“Fidelidade é bom, funciona e é um valor cultivado quando é alguma coisa recíproca”

Jaime Troiano

Marcas sonham em conquistar a fidelidade dos clientes, criam estratégias mirabolantes e investem um enorme esforço nesse sentido. Muitas, porém, esquecem que essa relação só persistirá se elas próprias souberem ser fiéis aos clientes. Jaime Troiano e Cecília Russo convidaram os ouvintes a refletirem sobre o tema, no mais recente episódio do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso. A discussão trouxe à tona experiências pessoais e reflexões sobre como as empresas conquistam e, às vezes, perdem a lealdade de seus clientes.

Um exemplo foi a experiência de Jaime em um restaurante próximo ao seu local de trabalho, em São Paulo. Durante os primeiros dois meses, o restaurante oferecia sobremesa de graça, e abruptamente encerrou essa prática. O garçom confessou que a sobremesa gratuita era apenas um artifício para atrair clientes. Jaime expressou sua decepção com essa quebra de confiança, destacando que a infidelidade de uma marca é uma das piores demonstrações de falta de compromisso: 

“Fiquei chocado com essa quebra do compromisso, porque a pior demonstração de infidelidade é trair a confiança, não é? Lógico. Eu tive a sensação de ter caído em uma ratoeira, fui atraído como um ratinho pelo queijo e quiseram me agarrar com a sobremesa”.

Jaime Troiano

Marcas se esquecem de agradar antigos clientes

O fato é que fidelidade do cliente deve ser baseada na reciprocidade, onde ambas as partes se beneficiam. Cecília mencionou casos em que empresas oferecem vantagens a clientes novos, enquanto ignoram aqueles que permanecem fiéis ao longo dos anos, causando frustração. Um dos exemplos são empresas de TV por assinatura ou telefonia que criam planos especiais para novos clientes e passam a pagar mais barato do que os clientes mais antigos. A fidelidade do cliente não deve ser vista como um mero instrumento de captura, mas sim como um relacionamento de longo prazo baseado na confiança e no valor mútuo.

“Programa de fidelidade não é um laço para te agarrar, um anzol para te fisgar, ou, como o Jaime falou, um queijinho para te amarrar.”

Cecília Russo

Marcas que traem o cliente pagam caro

Histórias de traição costumam ter um final infeliz, lembra Jaime, que usa a arte para ilustrar esse seu pensamento. Há casos valiosos sobre traição e suspeita de infidelidade em obras como o filme “Atração Fatal” ou o livro “Dom Casmurro” ilustrando as complexidades dessas questões. 

Em tempo: no caso do restaurante do Jaime, a sugestão dos nossos comentaristas para que não fosse gerada essa sensação de traição, o proprietário poderia se comprometer a manter a sobremesa de graça para clientes frequentes.

Ouça a seguir, o comentário completo de Jaime Troiano e Cecília Russo, no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso e se você tem uma história similar de fidelidade ou infidelidade com uma marca, compartilhe conosco enviando um e-mail para marcasdesucesso@cbn.com.br ou deixe registrada essa história aqui mesmo no blog.

Mundo Corporativo: André Luis Soares Pereira, empresário e consultor, destaca que a excelência no atendimento é reflexo da felicidade no trabalho

“Uma empresa só funciona bem se todos tiverem consciência do que tem que fazer e estiverem engajados com o propósito da empresa”

André Luis Soares Pereira, empresário

Criar ambientes saudáveis no trabalho é um dos desafios das empresas interessadas em engajar seus funcionários, melhorar a performance dos colaboradores, aumentar a produtividade e gerar novas conexões com os parceiros de negócio. Para André Luis Soares Pereira, fundador do Grupo Soares Pereira, entrevistado no programa Mundo Corporativo, da CBN, apesar de algumas empresas já terem desenvolvido, há algum tempo, práticas nesse sentido, houve uma mudança significativa por influência da pandemia e fica evidente que agora um maior número de organizações revela preocupação em proporcionar um ambiente mais amistoso para seus colaboradores.

A felicidade e o bem-estar no trabalho, porém, não são apenas de responsabilidade da empresa, mas também do indivíduo. André Luis ressalta a importância de cuidarmos da mente, corpo e espírito para garantir um ambiente de trabalho positivo.

“Se você não trabalhar internamente a sua pessoa — mente, corpo e espírito —, você acaba chegando, às vezes, no ambiente de trabalho que, por melhor que ele seja, você não vai dar o resultado, você não vai fazer com que essa esse trabalho seja bem feito”

A Satisfação Profissional nos Resultados de Vendas no Varejo

O Grupo Soares Pereira, fundado em 1995, atua no setor de consultoria e serviços empresariais com a expansão de marcas no segmento de shoppings e franquias. Diante da experiência na área, André Luis lembra que no setor de varejo, onde o contato direto com os clientes é fundamental, a satisfação dos colaboradores desempenha um papel crucial nos resultados de vendas. Ele chama atenção para o fato de a felicidade no trabalho afetar a experiência do cliente.  

“Você ter um produto bom é obrigatório, hoje. Não adianta você entrar na concorrência, se você não tem um produto satisfatório. Então, para você poder oferecer e se diferenciar no mercado tem que ter cada vez mais uma excelência no atendimento e essa excelência do atendimento é reflexo da de você ser feliz do trabalho”.

Fatores que Influenciam o Bem-Estar no Trabalho

Pesquisa realizada pela consultoria Robert Half, no Brasil, neste ano, mostra que 89% das companhias reconhecem que bons resultados estão diretamente ligados à motivação e à felicidade dos colaboradores. E existem cinco principais fatores que promovem esse sentimento:  

Gostar muito da profissão (69%)  

Bom equilíbrio entre vida pessoal e profissional (62%)  

Ser tratado com igualdade e respeito (58%)  

Sentir orgulho da organização (53%) 

Sentir-se realizado com o trabalho (51%) 

Como se percebe, a maior parte desses argumentos que geram satisfação está relacionada à sintonia entre o propósito das empresas e dos seus funcionários. André Luiz enfatiza a necessidade de uma comunicação interna eficaz e como o entendimento do propósito da empresa é fundamental para inspirar e engajar a equipe. Ele salienta a necessidade de se estabelecer claramente a missão, visão e valores da organização:

“Todo mundo precisa de dinheiro. A gente precisa vender, a gente precisa ter resultado. Mas se a gente focar só no resultado e não pensar na estrutura como um todo, você não vai chegar nesse resultado, entendeu? Então, são coisas que tem que caminhar juntas e a gente aqui faz muita questão de pregar isso diariamente no nosso cotidiano”. 

Identificando Problemas de Saúde Mental no Trabalho 

André Luis reconhece que o mercado de trabalho pode ser uma fonte de problemas de saúde mental, como burnout, ansiedade e depressão. Ele enfatiza a importância de se administrar a carga de trabalho e dar pausas quando necessário para evitar sobrecarregar os funcionários. Para isso é preciso estar muito atento ao comportamento das pessoas e aberto a ouvi-las. Por isso, ao discutir os erros comuns na gestão de empresas, André Luis aponta os papeis da liderança eficaz, comunicação transparente e valorização da equipe. Ele alerta contra líderes que não dão feedback ou que focam apenas em seus próprios interesses, destacando a necessidade de um ambiente colaborativo.

Flexibilidade no Ambiente de Trabalho

A flexibilidade no ambiente de trabalho precisa ser debatida internamente, a medida que pesquisas demonstram que esse é um fator relevante para os funcionários. No Grupo Soares Pereira, após a pandemia, os colaboradores retornaram ao trabalho presencial, ao passo que a maioria dos clientes prefere um contato direto. Porém, André Luis diz que há casos e situações específicas em que o ideal é que o funcionário possa trabalhar em casa. Deu o exemplo de uma colega que está grávida e se sentia mais confortável no home-office neste momento.

Investimento em Treinamento e Desenvolvimento

A criação de uma escola de negócios é um dos investimentos do Grupo Soares Pereira para o desenvolvimento contínuo dos colaboradores. André Luiz ressalta a importância do treinamento para o sucesso da empresa.

“A gente tem filosofia de treinar, treinar e treinar. Se você não treinar as pessoas você nunca evolui, você nunca melhora os resultados”

André Luiz recomenda os líderes empresariais a fazerem o que se ama, a manter atitude, entusiasmo, movimento e vibração para promover a felicidade no ambiente de trabalho. 

Assista ao vídeo completo do Mundo Corporativo que tem as colaborações de Renato Barcellos, Letícia Valente, Priscila Gubiotti, Débora Gonçalves e Rafael Furugen:

Conte Sua História de São Paulo: descobrindo as flores do asfalto

Por Valéria Dantas Machado do Nascimento

Ouvinte da CBN

Photo by Manoel Junior on Pexels.com

Quando penso em São Paulo, afirmo: logo eu existo.

Nasci e cresci aqui, então me sinto parte deste todo, deste mundão.

Hoje quase cinquentona, tenho muitas histórias pra contar.

Na infância, a Praça da Árvore foi meu berço, lá nasci, mas aos dois anos de idade fui para Vila Gumercindo.

De mãos dadas éramos quatro — papai, mamãe, maninho e eu — e hoje somos mais: irmãos, cunhada, sobrinho e afilhada. O ritmo é este: crescer, conhecer, surpreender-se com esta São Paulo.

Passeios com mãos dadas, os primeiros passos, a natureza no asfalto. Mamãe de Salvador e papai do interior de Jaboticabal,  já aqui afeiçoados, nos ensinavam que havia sim flor neste asfalto. Seja no Zoo, no Ibirapuera, no Horto ou na Cantareira, e até no ponto zero, na Praça da Sé, onde alimentar pombos era prazer de casa aos domingos.

Aqui vemos de tudo, e tudo com potência máxima. Do caos, ao crime, a paz, a evolução. Sim, São Paulo tem e é a pura satisfação. E quem aqui não nasce se torna cidadão de coração. Como destino ou de passagem, quem passa por São Paulo, leva consigo esperança, agito e o acreditar!

De manhã em oração quem me acompanha são as maritacas, os beija-flores que se reúnem em cima dos fios e dos postes de eletricidade. Totalmente adaptados à cidade grande. Vão e vem sem casa fixa, transformam seus ninhos em momentos de paz neste caos.

E é no Museu do Ipiranga que acontece a magia, a conexão com a natureza! No jardim frontal onde as palmeiras se transformam nas primeiras horas do dia, em pés de pássaros. Os jardins enchem nossos olhos e nos dão a impressão de simetria nem sempre percebida por pessoas que na pressão cumprem suas metas sem se dar conta da vida ao redor.

Na pista de cooper as folhas, os galhos, os diversos cantos e os passos de corredores anônimos marcam o início de mais um dia. 

No “story” registro o momento em que carros param, buzinas cessam e me conecto com a natureza em meio ao agito. Por instantes, a pressão se torna calmaria, o tempo não marca as horas, o agito se acalma dentro de nós.

Ao voltar para casa, meus pés pisam no asfalto da avenida, um carro freia, o pedestre reclama e o ciclista diante de tudo isso continua seu trajeto. Mas algo dentro de mim mudou, renovou e percebo que ao voltar não integralmente mais a mesma dentro de mim ainda me conecto aos minutos vividos  e sei que tudo já deu certo!

Nas estações que se mesclam e não seguem o calendário, já aprendi que reclamar do tempo é como se queixar da previsão não assertiva dos meteorologistas. Então, é assim viver aqui, rezar para ir e voltar, agradecer e acreditar que amanhã será ainda mais bonito do que hoje. E de geração para geração, a CBN faz parte do meu dia a dia.

Viva a vida em São Paulo. Viva a flor no asfalto.

Valéria Dantas, filha da Dona Selene, nossa ouvinte querida, é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Seja você também personagem da nossa cidade. Escreva seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos, visite o meu blog miltonjung.com.br ou o podcast do Conte Sua História de São Paulo.