Conte Sua História de São Paulo: encontros marcados no Centro Velho

Por Neide de Souza Praça

Ouvinte CBN

Foto Mílton Jung

Nasci e sempre morei em São Paulo. Cresci em Itaquera, e, em 1978, quando conclui a universidade, morava na Parada Inglesa, na zona norte. Formada, comecei a trabalhar em regime de seis horas diárias com uma folga semanal. Por se tratar de uma maternidade, a folga não era fixa, variava de acordo com a escala de serviço. 

À época, o “centro velho” tinha lojas que atraíam a população, que variavam de utensílios domésticos a vestuário. Havia o Mappin, na Xavier de Toledo, logo após o Viaduto do Chá; a loja Pitter, próxima ao Teatro Municipal, com suas vitrines que expunham roupas modernas, voltadas aos jovens. Na rua São Bento havia a Mesbla, bonita loja de departamentos, a Botica Ao Veado d’Ouro, antiga farmácia de manipulação; a Casa Fretin, de materiais cirúrgicos, e muitas outras.

O movimento de pedestres era grande também nas ruas Direita, XV de Novembro, no Pátio do Colégio e nas Praças da Sé e do Patriarca. A linha azul do Metrô já havia sido inaugurada e a Estação Sé fora aberta no início daquele ano. Era por essa estação meu acesso ao Centro Velho. Após um percurso de aproximadamente 10 minutos de ônibus desde minha casa, embarcava no metrô, na estação Santana da linha azul, e viajava por aproximadamente 15 minutos até a Sé.

Eu tinha uma amiga que concluíra a faculdade na mesma turma, e que trabalhava em uma maternidade da zona sul da cidade, atuando em regime de 12 por 36, isto é, trabalhava 12 horas e tinha outras 36 de descanso. Pelo menos uma vez ao mês, sempre que nossas folgas coincidiam, agendávamos um encontro para conversar, passear e tomar um lanche.

Nosso encontro era marcado pela manhã nas escadarias da Catedral da Sé, no “Centro Velho” de São Paulo. Aquela que chegasse primeiro ao local do encontro, aguardava a companheira, esperando no topo da escadaria. Era um momento de observação do movimento de pedestres.

Permanecíamos tranquilas, sem qualquer preocupação com a segurança. As pessoas caminhando na Praça nos pareciam trabalhadores que, apressados, iam cumprir sua tarefa diária. Minha amiga vinha de ônibus do bairro da Aclimação onde morava, e descia no ponto na própria praça.

Assim que nos encontrávamos, entrávamos na Igreja, onde rezávamos por alguns minutos e agradecíamos nossa condição. A Igreja estava sempre silenciosa aquela hora da manhã. Chamava nossa atenção o número reduzido de pessoas em seu interior, rezando ajoelhadas ou sentadas em reflexão e agradecimento. O olhar distante delas nos passava a sensação de que buscavam paz interior. No entanto, permaneciam ali, silenciosas, por pouco tempo. O movimento de entra e sai de fiéis era constante.

A Igreja era pouco iluminado. A luz externa, filtrada pelos vitrais ao alto, era difusa e não suficiente para iluminar a nave. Nem mesmo a iluminação artificial dava conta da tarefa. Nós entrávamos, agradecíamos a vida que tínhamos, e alguns minutos depois saíamos para o passo seguinte de nosso encontro, quando passeávamos pelas ruas do entorno, observando as vitrines das muitas lojas.

Há vários anos, um ponto especial e bastante frequentado na rua Direita, era o das Lojas Americanas, onde se encontravam pequenos objetos para casa, mas também brinquedos e outros produtos. Ainda que sua principal porta de entrada fosse pela rua Direita, a loja era suficientemente grande para oferecer acesso, também, pela rua José Bonifácio, paralela à anterior. Nesta rua, quase em frente à anterior, localizava-se a “Nova Lojas Americanas”, mais moderna e com produtos diferenciados. As pessoas acostumadas à loja antiga, aos poucos descobriam a nova loja e era comum frequentarem ambas, já que bastava apenas atravessar uma rua para o acesso.

Após nosso encontro e prece na Catedral da Sé, e a caminhada pelas ruas próximas, minha amiga e eu dávamos continuidade ao nosso programa, indo à “Nova Lojas Americanas”. Nela, nos dirigíamos à lanchonete, que era exclusiva e cumpria seu papel de modernidade oferecendo produtos que não eram comumente encontrados na região naquele tempo.

Sentadas no balcão, sempre fazíamos os mesmos pedidos: eu solicitava um lanche “americano” e um “sunday”, enquanto minha amiga pedia um sanduiche tipo “cheese salada” e um “banana split”. Enquanto lá permanecíamos, colocávamos as notícias em dia, e trocávamos ideias sobre situações ocorridas em nossos trabalhos. Uma vez concluído o “almoço”, nos dirigíamos à Praça da Sé, onde nos despedíamos com a certeza de novo encontro no próximo mês, exatamente igual a este. Eu me dirigia à estação do Metrô e minha amiga ao ponto de ônibus que a levaria para casa.

Mantivemos estes encontros, exatamente iguais, por vários meses, até que nossa rotina de trabalho nos absorveu totalmente, e perdemos a oportunidade de fazer coincidir nossas folgas para podermos estar juntas em nosso prazeroso passeio ao Centro Velho de São Paulo, ao final da década de 1970.

Ouça aqui este episódio do Conte Sua História de São Paulo:

Neide de Souza Praça é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Daniel Mesquisa. Seja você também personagem desta cidade, escreva seu texto agora e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos da nossa cidade e ler o texto completo da Neide, visite o meu blog miltonjung.com.br e conheça o podcast do Conte Sua História de São Paulo.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: desvendando o potencial da Inteligência Artificial 

Photo by Matheus Bertelli on Pexels.com

“Não devemos ignorar a IA, muito pelo contrário, mas em gestão de marca, nossas cabeças e planos para a marca ainda são nossa mais valiosa ferramenta.”

Cecília Russo

No mundo contemporâneo, um dos temas mais discutidos é o da Inteligência Artificial (IA) e sua influência nos diversos setores da economia, e a gestão de marcas ou o branding não ficaria de fora dos impactos desta tecnologia. Com a popularização dos chatbots GPT (Generative Pre-trained Transformer), uma nova era de possibilidades se abre para aprimorar estratégias de marca. No Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Jaime Troiano e Cecília Russo exploraram as diversas maneiras pelas quais a IA pode contribuir para o branding.

IA no Branding: Uma Parceria Poderosa

A inteligência artificial oferece um vasto leque de contribuições para o branding. Ela é capaz de moldar o tom de voz da marca, criar experiências envolventes, gerar conteúdo personalizado para comunicações, realizar pesquisas de mercado precisas e segmentar audiências específicas. Possibilidades que foram elencadas pela própria IA, a partir de provocação feita pela Cecília no ChatGPT.  

O Papel Humano no Processo Criativo

Apesar de todas as vantagens da IA, é importante destacar que a criatividade humana continua sendo a peça-chave para o sucesso no branding. Na conversa estimulada pela Cecília, o próprio Chat GPT enfatiza que a assistência da IA é valiosa, mas a perspectiva humana é indispensável para garantir que os conteúdos gerados estejam alinhados com a essência da marca e suas metas futuras.

“Ou seja, uma coisa é prover respostas, a outra é o quanto essas respostas atendem à minha marca e ao que eu quero por ela” 

Cecília Russo

Surpreendendo e Encantando o Consumidor

Um dos principais desafios do branding é antecipar desejos e surpreender o consumidor, lembrou Jaime Troiano. Enquanto a IA pode auxiliar na resposta às demandas atuais, a gestão de marca requer a capacidade de oferecer algo inesperado e envolvente. Essa abordagem surpreendente é o que cria conexões emocionais e fidelidade do público. 

“São essas surpresas que geram envolvimento e fidelizam. Seja quando surpreendo com um novo produto, seja com uma comunicação totalmente fora da caixa ou com algo que nem sabíamos que queríamos, mas quando chega, é como se tivessem adivinhado seus desejos”.

Jaime Troiano

A IA como um Espelho Retrovisor

A IA se baseia em algoritmos que analisam dados passados, tornando-se um “espelho retrovisor”. Embora essas análises sejam úteis, a verdadeira gestão de marca depende da visão para o futuro, da compreensão das tendências emergentes e da coragem para inovar além do que já foi feito.

Jaime e Cecília concordam com a ideia de que o futuro do branding é uma harmoniosa colaboração entre a IA e a inteligência natural humana. A tecnologia deve ser abraçada como uma aliada poderosa, complementando as capacidades criativas dos profissionais de branding. Através dessa parceria, as marcas poderão alcançar novos patamares de sucesso ao proporcionar experiências memoráveis, relevantes e surpreendentes aos consumidores.

Mantenha-se atualizado sobre o papel da Inteligência Artificial no branding enviando suas opiniões e perguntas para marcasdesucesso@cbn.com.br. E para mais dicas sobre como tornar sua marca líder de mercado, ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, que vai ao ar aos sábados, às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN: 

Estados podem ter dificuldade de acesso à verba federal se não usarem câmeras em policiais

Foto: Reprodução/ Fabiano Rocha / Agência O Globo

O Ministério da Justiça e Segurança Pública está considerando a incorporação de câmeras nos uniformes de todas as polícias sob comando federal, incluindo a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional e a polícia penal. O programa que está em fase inicial também vai privilegiar os estados que aderirem ao sistema de câmeras. Em entrevista ao Jornal da CBN, Marivaldo Pereira, secretário de acesso à justiça do Ministério, nega que a ideia seja criar alguma restrição aos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública. Prefere falar em “prioridades”: 

“Não é restrição, é priorização de quem utilizar ou seja quem adotar essa tecnologia receberá mais recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública. São critérios que ainda estão em discussão na Secretaria Nacional de Segurança Pública e deve constar nas regras que vão disciplinar o acesso a recursos do Fundo”

Bahia é primeiro estado a aderir ao programa nacional

O plano de implementação das câmeras nas polícias estaduais está em discussão com a Secretaria Nacional de Segurança Pública, e estados como a Bahia já estão se preparando para adotar a tecnologia. A previsão é de que o acordo de cooperação com a Bahia seja concluído, e a licitação para implementação das câmeras ocorra até abril do próximo ano.

Marivaldo Pereira diz que ainda está em andamento um estudo para avaliar a demanda e a quantidade de câmeras que seriam necessárias. A intenção é que as câmeras possam ser compartilhadas por mais de um policial, permitindo o uso durante as operações.

O projeto tem como meta começar com um piloto de 200 câmeras na Polícia Rodoviária Federal ainda este ano. O objetivo é testar a tecnologia e implementar em locais onde a demanda pelo uso das câmeras é maior.

Para Governo Federal, câmeras protegem policiais

O uso das câmeras visa melhorar a qualidade da segurança pública e a transparência das operações policiais. Estudos mostram que a adoção de câmeras tem contribuído para a redução do número de policiais e civis mortos em confrontos e aprimorado os processos judiciais com a disponibilidade de imagens.

O secretário ressaltou a importância de estabelecer um protocolo padrão e certificação de equipamentos para garantir que as imagens não sejam alteradas e que apenas as autoridades competentes possam acessá-las. 

A ideia é que a Polícia Rodoviária Federal seja um modelo a ser seguido por outras instituições. A implementação começará por locais onde os índices de reclamações e problemas são mais altos.

A adoção das câmeras é vista como um passo importante para avançar na transparência e garantir a segurança tanto dos policiais quanto dos cidadãos. A tecnologia visa aprimorar a qualidade das operações policiais e agilizar os processos judiciais, tornando a justiça mais efetiva.

Ouça aqui a entrevista completa no Jornal da CBN

Se você deixar a tristeza invade até o paraíso

Por Abigail Costa

@abigailcosta

Foto de Masha Raymers

O que é a tristeza a não ser a vontade de não ser e não estar; o desejo de habitar qualquer momento que não seja o presente, de preferência como uma sombra. Num passado nem tão passado assim, vi chegar o que mais desejava na vida: tempo, sem compromisso, sem hora marcada — quase que uma dádiva! 

O tempo veio seguido da aposentadoria, o que não é motivo para reclamação. Só que … (essas duas palavrinhas quase que já anulam o parágrafo). Outras situações apareceram sem serem convocadas. A intenção era a de cuidar mais das crianças, sem considerar que elas já tinham crescido. De viajar no meio da semana, esquecendo-me que todos os demais ainda não estavam desempregados, ops!, aposentados. Filhos, marido, irmãs, amigos, todos gerindo suas vidas e eu sem saber o que fazer da minha com todo o tempo adquirido.

Eu que passei boa parte da vida cuidando das pessoas — e aqui faço a defesa delas, nunca me pediram –; eu que sempre me enfiava de alguma maneira nesse negócio de cuidar da “vida dos outros” para aliviar a carga seja lá de quem fosse (do porteiro, do entrevistado, do amigo), esqueci de colocar no calendário a chegada da menopausa. Justo eu que conversava com médicos diariamente e falava sobre a saúde da mulher, dia sim dia não, começo a me sentir meio “acho que parece que não sei”.

Devo ter desacelerado muito rapidamente do trabalho, pensei, procurando uma justificativa para a tristeza que dava um jeitinho de entrelaçar os dedos com os meus. Os meninos já estão grandes e saindo de casa, é a síndrome do ninho vazio (tenho horror a esse termo, Freud explica!) me disse um profissional da área da saúde. O marido está trabalhando demais, será que isso não te incomoda, sugeriu uma conhecida.

O curioso, avaliando depois de algum tempo, é que todas as possibilidades para detectar de onde vinha e por que vinha essa tristeza faziam sentido. Eu entendia os fatos racionalmente, só não compreendia a dor da tristeza, o que estava para além da minha inteligência.


Por um longo período, tratei a tristeza com remédios para depressão e fui tocando a vida com todo o tempo para fazer a “colher de pau e bordar o cabo”, ou seja, fazer tudo que eu desejava fazer com o tempo. Pulei do “nossa já é essa hora?” para o “ainda é essa hora?”.


Conversando com uma amiga médica, ela pediu para olhar os meus exames de contagem hormonal (hoje pra mim parece tão óbvio). Meus hormônios tinham me abandonado. Sério!  O estrogênio, a progesterona e a testosterona  não apareciam na quantidade mínima no meu organismo. Foi quandome dei conta que, além da ausência dos filhos, da chegada da aposentadoria, e de todas as razões possíveis para estar “mal” e não saber a causa, deveria ter colocado no topo da pirâmide, a menopausa e todos os seus sintomas.

Hoje, quando ouço uma mulher falando que está se sentindo triste, eu pergunto: quantos anos você tem? Esses sintomas tem relação com os seus hormônios? Seu médico conversou isso com você?


Tanto quanto procurar um profissional de saúde, é importante o autoconhecimento e entender as nossas fases e o que elas nos trazem. Faz-se necessário a gente cuidar da gente e isso não implica  ter todo o tempo do mundo. Só precisamos de  um pouco desse tempo para prestar atenção no que está e no que vai nos acontecer.


Durante algum tempo a tristeza invadiu até o meu paraíso; hoje tenho noção que foi quando me faltaram hormônios e me sobraram demônios!

Abigail Costa é jornalista, apresenta o programa “Dez Por Cento Mais”, tem MBA em Gestão de Luxo, é estudante de Psicologia na FMU, faz pós-graduação em Gerontologia, no Hospital Albert Einstein, e escreve como colaboradora a convite do Blog do Mílton Jung.

Avalanche Tricolor: vamos falar de André, o 77

Goiás 1×1 Grêmio

Brasileiro – Serrinha, Goiânia/GO

André recebe o abraço de Suárez em foto de Lucas Uebel/GrêmioFBPA

Tem nome de goleador. E não foi qualquer goleador. Vamos lembrar: André, sobrenome Catimba, foi quem marcou o gol histórico que nos deu o Campeonato Gaúcho de 1977. Rememorar aquela competição é voltar ao instante em que, ainda adolescente, tive a maior alegria que o Grêmio poderia me dar naqueles tempos. 

Aos gremistas, caros e raros que visitam esta Avalanche, é desnecessário descrever o que representou o título estadual, após amargarmos sete anos de perdas. Hoje, é óbvio, os tempos são outros. Não apenas porque passou como sempre o tempo passa, mas porque as pretensões do Grêmio são muito maiores do que apenas manter a hegemonia estadual.

O André de hoje é bem diferente daquele, também. Quando Catimba entrou para nossa história, tinha idade avançada, 31 anos. Era experiente. Rodado, como se fiz no futebol. Seu apelido era autoexplicativo. De estatura mediana, conseguia furar bloqueios com talento, raça e muita malandragem. Encarava qualquer grandalhão que se atravessasse no seu caminho.  

O de agora é um guri. Apenas 21 anos. Nem apelido tem (ao menos não que valha destaque quando está em campo). Quando muito é lembrado pelo nome composto: André Henrique. Tinha apenas passagem em clubes de pequena expressão: Capivariano, do interior de São Paulo, e os catarinenses Marcílio Dias e Hercílio Luz, onde estava quando foi surpreendido com um convite para jogar na Arena. 

”Caraca, o Grêmio, clube gigante de A” — pensou consigo mesmo, como confessou na primeira entrevista já vestindo a camisa tricolor, em abril deste ano. Até aquele momento, André analisava convites de clubes da série B, lá por Santa Catarina mesmo. 

Se jogar na A era sonho distante, imagine ser o jogador reverenciado e abraçado por um dos maiores artilheiros da história do futebol mundial. Hoje, ao marcar de cabeça, após cobrança de escanteio de Ferreirinha, aos 48 do segundo tempo, foi de Luis Suárez o primeiro e efusivo abraço que recebeu na comemoração do gol que impediu que o Grêmio fosse derrotado, no fim da rodada deste domingo. 

Para marcar seu segundo gol com a camisa do Grêmio —- para mim o terceiro e mais à frente explico o motivo —, André primeiro disputou pelo alto com o zagueiro adversário e forçou o escanteio. Na cobrança que veio da direita, estava bem colocado e subiu muito para se safar da marcação e girar a cabeça em direção a bola, em movimento clássico de quem sabe o que está fazendo, que entende do riscado. 

A primeira vez em que havia comemorado seu gol com o Grêmio foi em jogo já decidido, uma goleada contra o Coritiba, na décima segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Bem mais importante do que esse gol, porém, foi o que marcou nas cobranças de pênalti que nos valeram uma vaga à semifinal da Copa do Brasil — e esse não entra nas estatísticas, erroneamente. Depois do empate no jogo corrido e na primeira série de pênaltis, coube a André abrir a cobrança alternada. Teve segurança e categoria para superar o goleiro, estufar a rede, colocar o Grêmio à frente e jogar a pressão para o adversário. Como você deve lembrar, Gandro defendeu a última cobrança e o Grêmio está na semifinal.

André jogou pouco até aqui. Em raras partidas saiu como titular. Na maioria das vezes, entra nos minutos finais. Hoje, foi a campo aos 38 do segundo tempo quando já estávamos atrás do marcador e o empate parecia difícil diante da falta de criatividade do time. Seu esforço e talento no cabeceio nos renderam um ponto importante na disputa acirrada pelas vagas da Libertadores. 

Se alcançará os feitos de seu xará dos anos de 1970 é muito cedo para afirmar. O fato é que aos poucos parece estar se sentindo cada vez mais à vontade e confiante com a camisa do Grêmio, o “clube gigante da A”. E leva nas costas uma feliz coincidência. O número 77 do ano em que o pai dele nasceu (e essa foi a razão da escolha que fez) e do ano em que André Catimba entrou para a história do Imortal. 

Mundo Corporativo: Roberta Colleta, da Lwart, fala da solução ambiental para o óleo usado do motor do seu carro

Imagem do site da Lwart

“A gente precisa saber para onde esse óleo lubrificante vai, a gente precisa entender que ele é um tema da pauta ESG, que deveria estar lá em cima.  Se fala muito em ESG, mas a gente não tem falado sobre o óleo lubrificante usado”.

Roberta Colleta, Lwart

“Troca o óleo”. Você já deve ter feito este pedido inúmeras vezes ao chegar em um posto de combustível ou oficina mecânica. Fazer a troca é recomendável para a saúde do motor do seu carro. Os fabricantes sugerem que isso ocorra a cada 5 mil ou 10 mil quilômetros, conforme orientação do fabricante.

Agora, você parou para pensar o que acontece com o óleo que o profissional tira do motor? Se descartado no meio ambiente, esse produto é bastante prejudicial à sua saúde e ao meio ambiente.

O  Mundo Corporativo, na série ESG, foi saber quais são as soluções desenvolvidas no Brasil para atender a rígida legislação ambiental do país.  Nós entrevistamos Roberta Colleta, head de comunicação e marketing da Lwart Soluções Ambientais. A empresa trabalha com  rerrefino do óleo lubrificante e é líder nesse mercado é a nossa entrevistada.

Impactos Ambientais e de Saúde do Óleo Lubrificante Usado

O óleo lubrificante usado é aquele líquido preto que sai do motor de carros, motos, ônibus e máquinas. O produto pode causar danos significativos ao meio ambiente quando descartado incorretamente. Ele possui potencial para contaminar a água, o solo e o ar, causando sérios problemas ambientais. Apenas um litro de óleo usado pode contaminar até um milhão de litros de água, tornando-se uma fonte poluidora poderosa:

“Na água, um litro de óleo usado, de óleo lubrificante usado, é capaz de contaminar um milhão de litros de água. No solo, ele permeia e pode ter prejuízos para a plantação, água etc. E no ar, quando ele é queimado, gera resíduos  tóxicos, tanto para o ser humano quanto para a camada de ozônio. Então, é um tema que a gente precisa olhar com carinho”.

Rerrefino: A Solução Sustentável

A Lwart Soluções Ambientais é pioneira na técnica de rerrefino de óleo lubrificante usado no Brasil. Esse processo ocorre a partir do óleo básico extraído do petróleo, que é aditivado e se transforma em óleo lubrificante.

O óleo, após ser usado e extraído do motor do carro, é coletado pela empresa. que o refina novamente, eliminando contaminantes e transformando-o em óleo básico de alta qualidade. Esse processo leva a um ciclo completo, tornando-o uma solução ambientalmente correta e sustentável:

“Através de tecnologia, a gente consegue mudar a estrutura molecular desse óleo e transforma ele de novo em óleo básico. Então, perceba que é uma cadeia circular perfeita. Ele foi refinado. Ele foi usado. Ele foi rerrefinado. E ele volta para o mercado de novo depois de aditivado novamente como óleo lubrificante. E isso é infinito”. 

A empresa faz a coleta em cerca de 4 mil municípios brasileiros e concentra o produto em 18 centros de coleta, que são unidades armazenadoras espalhadas em diversas partes do país. O material é levado para a fábrica da Lwart em Lençóis Paulistas, interior de São Paulo. Lá é feito o processo de rerrefino do óleo lubrificante. Por ano, são rerrefinados cerca de 240 milhões de litros, segundo dados oficiais da Lwart.

Quem é responsável pela gestão do óleo usado

legislação brasileira é rigorosa em relação ao óleo lubrificante usado. A única destinação ambientalmente correta é a reciclagem por meio do rerrefino. Postos de combustível, concessionárias, oficinas e indústrias têm a obrigação legal de destinar corretamente o óleo usado para o refino.

“Os países de grandes extensões territoriais, como o Brasil, são grandes produtores de óleo lubrificante, e muitos deles também são grandes rerefinadores, mas outros países têm legislações diferentes. Então, posso citar para você, por exemplo, os Estados Unidos que permitem a queima do óleo lubrificante usado. O Brasil não permite, o que para nós é um uma grande conquista”. 

Roberta explica que de cada 10 litros de óleo coletado, sete e meio são rerefinados e voltam ao mercado de máquinas e motores. Outra parte dos resíduos desse processo vai para a indústria da construção civil como impermeabilizante e manta asfáltica. A água usada na operação passa por uma estação de tratamento e volta à natureza, ou gera vapor e alimenta a própria fábrica.

Desafios e Conscientização

Apesar da legislação e dos avanços na reciclagem, ainda existem desafios. Um dos principais é conscientizar as pessoas sobre a importância de destinar corretamente o óleo lubrificante usado. Muitos ainda não têm a consciência dos riscos ambientais desse produto e precisam ser sensibilizados para contribuir com a preservação do meio ambiente.

Além do Óleo Lubrificante

A Lwart Soluções Ambientais não se limita à coleta e rerrefino de óleo lubrificante usado, conforme explica Roberta Colleta. Há 50 anos no mercado, a empresa expandiu suas atividades para outras soluções ambientais. Hoje faz a gestão de resíduos sólidos, incluindo plástico, metal, madeira, papelão e águas contaminadas. Além disso, a Lwart investe em inovação e tecnologia, buscando soluções que agreguem valor aos resíduos e enfrentem desafios futuros.

O tema da coleta e reciclagem do óleo lubrificante usado é de suma importância para a sustentabilidade ambiental. E os resultados no Brasil são bastante positivos. Para Roberta, no entanto, a conscientização e a colaboração de todos são fundamentais para que esse esforço da coleta seja ainda mais significativo. Ela destaca que devemos lembrar que, ao cuidar do descarte adequado do óleo lubrificante, estamos zelando pelo planeta e pelas gerações futuras.

Assista à entrevista completa com Roberta Colleta, head de comunicação e marketing da Lwart Soluções Ambientais. O Mundo Corporativo tem as participações de Renato Barcellos, Letícia Valente, Leandro Gouveia e Débora Gonçalves.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: como Barbie vira lição para marcas longevas ao enfrentar o desafio de permanecer relevante ao longo dos anos

Foto divulgação do filme Barbie

“Para manter a relevância, marcas precisam preservar o essencial na busca do novo!”

Cecília Russo

As marcas longevas enfrentam um desafio constante: como se manter relevantes ao longo dos anos em um cenário competitivo e em constante mudança. Um exemplo emblemático é a icônica Barbie, que teve seu filme lançado há pouco mais de uma semana. A trajetória de sucesso da Barbie ao longo de mais de seis décadas é notável, mas também levanta a questão de como a marca pode evoluir e se adaptar às expectativas e aspirações das novas gerações. No Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Cecília Russo e Jaime Troiano exploraram como a Barbie tem enfrentado esse desafio e as lições valiosas que essa jornada pode oferecer a outras marcas longevas.

A Evolução da Barbie ao Longo dos Anos

A história da Barbie remonta a 1959, quando foi criada por uma empreendedora co-fundadora da Mattel. Desde então, a boneca passou por diversas transformações e representou diferentes papéis, desde astronauta até presidente dos Estados Unidos. A visão original da Barbie era permitir que as meninas se identificassem com ela e sonhassem em ser o que quisessem ser, abrindo caminho para a imaginação e a liberdade criativa. 

“Eu fui da geração da Susi, que se não me engano era da Estrela. A Barbie foi lançada em 1959 por uma empreendedora que era co-fundadora da Mattel. Segundo fontes que li, sua ideia original era criar uma boneca em que as meninas pudessem se identificar e ser o que quisessem ser”.

Cecília Russo

O Sucesso da Marca: Um Mundo Idealizado e Inspirador

A Barbie conquistou um enorme sucesso ao longo dos anos, tornando-se sinônimo de um universo feminino idealizado, repleto de fantasia e cor-de-rosa. Sua capacidade de mostrar às meninas mundos distantes da realidade cotidiana pode ser considerada um dos ingredientes-chave de sua popularidade. A marca entendeu a importância de representar aspirações e sonhos, criando um ambiente onde a imaginação pudesse florescer sem limites.

O Novo Filme da Barbie: Rebranding ou Preservação de Valores Tradicionais?

Com o lançamento do novo filme da Barbie, surge a questão se este representa um rebranding, aproximando a personagem da geração atual, ou se apenas reforça os valores e ícones tradicionais que tornaram a Barbie uma figura icônica.

Cecília, em suas reflexões, tende a acreditar que o filme não representa uma revolução completa na marca. Ela menciona elementos como a persistência do cor-de-rosa característico, a presença do Ken e uma relação entre os personagens aparentemente similar ao passado. Essas observações sugerem que a Barbie mantém sua essência intocada, o que pode ser compreendido como uma estratégia para preservar o que torna a marca tão amada por suas consumidoras.

A Importância de Preservar o Essencial na Busca do Novo

Jaime, por sua vez, destaca que marcas longevas precisam de uma abordagem equilibrada: preservar o essencial enquanto buscam a inovação. Essa convivência inteligente entre tradição e renovação é fundamental para que uma marca permaneça relevante e atenda às expectativas do público-alvo em constante evolução.

“Tem  de entender muito bem o que é essencial em sua marca e podem ser várias coisas, desde as tangíveis até coisas impalpáveis, como a personalidade de uma marca”

Jaime Troiano

Exemplos Práticos de Sucesso e Fracasso

Dois exemplos práticos, um positivo e outro negativo, de marcas brasileiras que ilustram esse conceito. A extinta marca Kichute não conseguiu se adaptar à crescente concorrência e, consequentemente, não inovou para atender às novas demandas do mercado, resultando em sua decadência. Em contraste, a Olympikus soube inovar, expandindo sua linha de produtos e aprimorando a qualidade, enquanto manteve o compromisso com esportes e sua personalidade única. Esse equilíbrio resultou em um crescimento significativo para a marca mesmo em tempos desafiadores

“Com uma linha extensa de produtos, com inovação mas preservando seu compromisso com esportes e com qualidade, a Olimpikus, na pandemia, cresceu 300%, segundo dados da empresa”

Jaime Troiano

Barbie é Uma Lição Para Marcas Longevas 

A trajetória da Barbie e outros exemplos práticos destacam uma lição essencial para marcas longevas: a busca do novo não deve comprometer a preservação daquilo que torna a marca autêntica e apreciada. A Barbie, ao longo de mais de seis décadas, soube se reinventar, mantendo sua essência de inspirar a imaginação e os sonhos das meninas. Esse equilíbrio entre preservação e inovação é a chave para que marcas perdurem no tempo e continuem relevantes para as futuras gerações, conquistando a fidelidade de seu público e se tornando verdadeiras referências no mercado. 

Ouça o comentário completo do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, apresentado por Cecília Russo e Jaime Troiano, e com a sonorização do Paschoal Júnior:

(este comentário foi ao ar no dia 15 de Julho)

Conte Sua História de São Paulo: as lembranças de infância de uma decendente croata na cidade

Por Arlete Bačić

Ouvinte da CBN

A catedral da Sé em foto de Thgusstavo Santana

Uma descendente de croatas em São Paulo.

Nasci em 1974 na maternidade do Brás — na época ainda se escrevia com Z — e sou apaixonada por São Paulo. Morei em vários bairros da zona leste, principalmente Belenzinho e Tatuapé, o que não me impediu de conhecer tantos outros.

Da minha infância, lembro com muito carinho do ônibus elétrico que saía da Praça Silvio Romero rumo ao centro; das compras no Mappin e na Mesbla; do Largo do Anhangabaú e suas fontes; da Catedral da Sé com suas iguanas escondidas na arquitetura; dos curiosos edifícios com os vidros para fora das persianas; dos belos jardins escondidos da Liberdade; do Centro Cultural onde tantas vezes fui fazer trabalhos de escola.

Tenho lembranças ótimas do Jardim Vila Formosa onde moravam meus avós; da Vila Santa Isabel com seus tradicionais tapetes de serragem nas ruas para o Corpus Christi; da Igreja São Paulo onde eram encomendadas as missas para os parentes falecidos; e de jogar taco e basquete, e andar de skate pela Rua Cantagalo, no Tatuapé.

Lembro também do Museu do Ipiranga com suas ânforas de cristal; do Parque do Tietê onde fazíamos piquenique; do CERET onde aprendi a nadar; dos peixes no Aquário de Itaquera, na Jacu-Pêssego, e do caminho saindo de São Paulo com destino a Bertioga.

São tantas lembranças que precisaria de muitas linhas para narrar todas, então me concentrei apenas nas da infância, pois são elas as mais importantes na memória afetiva que tenho da nossa maravilhosa São Paulo! 

Arlete Bačić é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Seja você também uma personagem da cidade. Escreva seu texto agora e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos da nossa cidade, viste o meu blog miltonjung.com.br ou o podcast do Conte Sua Historia de São Paulo.

Avalanche Tricolor: alucinações de um torcedor

Grêmio 0x2 Flamengo

Copa do Brasil – Arena Grêmio, Porto Alegre/RS

Reprodução de ClicRBS, foto de André Avila/Agência RBS

Um a zero no primeiro; dois a zero, no segundo tempo. E Grando resolve na cobrança de pênaltis. O roteiro para mais uma virada histórica do Imortal, no Rio de Janeiro, já está escrito no coração do torcedor gremista — aquele que lotou a Arena e cantou e cantou e cantou mesmo após o apito final de uma partida em que perdemos por dois gols de diferença e tivemos de jogar mais de meia hora com um jogador a menos contra o time mais rico e poderoso do Brasil. 

Para quem ainda precisa de mais uma pitada de alucinação, pouco antes de o jogo se iniciar, leio no ex-Twitter de Edu Cesar, titular e editor do @PapodeBola, uma frase clássica de Armindo Antonio Ranzolin, um dos maiores narradores esportivos que o rádio gaúcho já teve: eu disse que acreditassem, eu pedi que acreditassem, eu nunca deixei de acreditar” — o grito do locutor foi proferido ao fim do título da Libertadores da América, em 1983, e virou estrofe de música dos Engenheiros do Hawaii.

Quem me convence de que deparar com essa lembrança em um tuíte (ou agora se chama “xiste”?) sem pretensão, escrito sei lá por qual motivo, não seja um sinal dos céus para apaziguar o coração angustiado deste torcedor que lhe escreve, caro e cada vez mais raro leitor desta Avalanche. 

Acabo de ver meu time ser derrotado em casa,  sair atrás na decisão da vaga à final da Copa do Brasil e perder seu principal zagueiro e capitão, Kannemann, por “duplo” cartão amarelo — aplicado por um árbitro que foi pouco criterioso na distribuição das punições —, no início do segundo tempo, o que lhe tira da próxima partida, no Maracanã. Tudo isso acontecendo em uma noite na qual o futebol gremista pouco apareceu, com exceção dos 20 primeiros minutos de jogo quando Suarez tentou mais uma vez aquele gol antológico à longa distância e Villasanti desperdiçou um gol frente a frente do goleiro quando o placar ainda estava zerado. 

A persistirem os sintomas de alucinação desta Avalanche, pode começar a levantar uma estátua para Gabriel Grando, porque iremos agradecer muito a ele por ter defendido um pênalti ainda no primeiro tempo do jogo de hoje. Será graças aquela defesa que nos habilitaremos a cometer mais um desvario no futebol brasileiro, nos classificando à final contra todos os prognósticos e crenças.

Volta às aulas: comportamento e sentimentos de alunos, pais e professores

Por mIA Codegeist  

Foto de Max Fischer


A volta às aulas é um momento aguardado por alunos, pais e professores após as férias de inverno. Um período importante para refletirmos sobre os diversos comportamentos e sentimentos que permeiam essa retomada do calendário escolar, bem como a importância do acolhimento e colaboração para uma adaptação bem-sucedida.

Comportamento e Sentimentos dos Alunos


Após as férias de inverno, os alunos retornam à escola com uma mistura de emoções. Alguns estão animados e ansiosos para reencontrar amigos e professores, além de mergulhar em novos conteúdos e atividades escolares. Outros podem sentir resistência, devido à quebra da rotina descontraída das férias. É essencial entender essas variações de comportamento para promover uma integração harmoniosa.

O Papel dos Pais na Adaptação


Os pais desempenham um papel crucial na adaptação dos filhos à volta às aulas. Alguns se sentem aliviados por retomar a rotina escolar, mas outros podem estar preocupados com a adaptação dos filhos e suas dificuldades acadêmicas. A comunicação aberta entre pais e educadores é essencial para oferecer suporte aos alunos e garantir uma transição tranquila.

O Desafio dos Professores


Para os professores, a retomada após as Férias de Inverno pode ser um desafio, mas também uma oportunidade. Preparar-se para o restante do ano letivo, inovar nas estratégias pedagógicas e engajar os alunos são metas importantes. Entender a diversidade de reações dos estudantes ajuda os educadores a criar um ambiente estimulante e inclusivo.

A Importância de um Ambiente Acolhedor


Para que a volta às aulas seja bem-sucedida, a escola deve proporcionar um ambiente acolhedor para todos. Atividades de integração entre os alunos fortalecem os laços e facilitam a adaptação. Além disso, a parceria entre pais e professores é fundamental para apoiar o desenvolvimento acadêmico e emocional dos estudantes.


A volta às aulas após as férias de inverno é um momento repleto de emoções e comportamentos variados. Compreender e respeitar os sentimentos de alunos, pais e professores é essencial para criar um ambiente saudável e propício ao aprendizado. A colaboração entre todos os envolvidos na jornada educacional é a chave para garantir uma adaptação positiva e enriquecedora para a comunidade escolar.

mIA Codegeist abusa da inteligência artificial para compartilhar conhecimento sobre temas relevantes à sociedade (e alguns nem tão relevantes assim).