Mundo Corporativo: Cristiane Correa conta a história de quatro dos maiores empresário brasileiros

 

 

Brasileiro pensa que por ser empreendedor vai ficar rico da noite para o dia, mas não é assim, isso aconteceu com Mark Zuckerberg, no Facebook, uma exceção. Em geral, para as coisas darem certo, são necessárias décadas de trabalho muito duro. Essa é uma das lições que se aprende ao conhecermos as histórias de quatro dos maiores empresários brasileiros, contadas pela jornalista Cristiane Correa. Ela é autora dos livros “Sonho Grande”, no qual escreve sobre o trio Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, da AbInbev, e “Abílio”, que traz a trajetória de Abilio Diniz, ex-Pão de Açúcar e um dos mais importantes empresários do varejo global.

 

Em entrevista ao Mundo Corporativo, da rádio CBN, Cristiane Correa mostra que poucos serão capazes de construir impérios como eles construíram, mas todos podem aprender a partir da forma como esses empresários administram seus negócios e enfrentam seus desafios. Lemann, Telles e Sicupira acreditam na meritocracia, simplicidade e busca constante por redução de custos; enquanto Diniz além de determinado e ambicioso, se destaca por sua resiliência.

 

O Mundo Corporativo, apresentado por Mílton Jung, pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site cbn.com.br. O quadro é reproduzido aos sábados no Jornal da CBN e tem a colaboração de Alessandra Dias, Wagner Magalhães e Débora Gonçalves.

Serviço público: procuram-se talentos

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

A evidência da diferença entre os setores público e privado se comprova na dificuldade em que os talentos privados têm para obter sucesso na área pública e vice-versa. Bloomberg na prefeitura de New York, Meirelles no Banco Central do Brasil são bons exemplos de executivos de sucesso que tiveram êxito na vida pública. Exceções à regra. Provavelmente! O que, é um pouco desconcertante, pois temos hoje um punhado de empresas brasileiras no topo do mercado global, dirigidas por competentes executivos nacionais. Cujos talentos poderiam servir no governo das nossas cidades, estados, municípios e mesmo do país.

 

As páginas amarelas da Veja, que me trouxeram a essas ponderações, sinalizam através da entrevista com Abílio Diniz um conhecimento do público através da ótica do privado que não podemos prescindir. Até mesmo para não transgredir com a nação, pela simplicidade e pela objetividade. Diniz lembra que sugeriu à Presidenta Dilma reduzir o ministério, que tinha 37 membros. Hoje são 40. O aconselhável de acordo com as melhores práticas de administração, é que um dirigente tenha no máximo 12 subordinados. Número também adotado por Abílio. Defensor da Reforma Tributária, Diniz dá hoje preferência à Reforma Política em função do potencial de corrupção que o financiamento das eleições oferece.

 

Considerando que a gestão moderna foca processos e pessoas, não admite a morosidade do governo. Fato que o faz considerar 10 anos perdidos quando participou do CMN Conselho Monetário Nacional. Como sequestrado que foi não deixou de observar o sistema penal brasileiro, levando-o a sugerir a segmentação da legislação do menor em três faixas específicas: 16 anos, 16 a 18 e 18 a 21.

 

Se as ações dos dirigentes privados não garantem o resultado no setor público, ao menos a sua visão precisa ser considerada. Estas considerações, compartilhadas certamente por um punhado de brasileiros ficam esperando pela ação do setor público. A habilitação terá que ser dada na votação. Quando, não sabemos. Talvez nas próximas eleições?

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.