Encontro do Adote um Vereador

Uma conversa de amigos na mesa do bar. Sem cerveja, mas com cafezinho. Sem futebol (ou quase), mas com muita política. Todo segundo sábado do mês, entre duas ou três da tarde, alguns dos participantes da versão paulistana do Adote um Vereador se reúnem para falar do que fazem ou não conseguem fazer na tarefa de acompanhar seus “afilhados” na Câmara Municipal de São Paulo. Neste sábado, não foi diferente.

Sérgio Mendes ainda espera pelo dia em que a vereadora Marta Costa do DEM aceitará responder a um e-mail pelo menos. Pede explicações, tenta tirar dúvidas ou quer saber como ela votou em plenário, mas o silêncio persiste. Não chega a ser novidade, com a CBN o comportamento da vereadora é o mesmo. Logo que teve as contas da campanha eleitoral divulgadas soube-se que gastou do bolso dela mais do que havia declarado ter de patrimônio. Até hoje não explicou como isso é possível.

Cláudio Vieira não tem este problema. Foi atendido e respondido por Marco Aurélio Cunha, também do DEM. Nem sempre ouviu o que gostaria, mesmo porque quer muito, pede muito, reclama muito. Usa como poucos o direito de reivindicar. E conquistas já foram alcançadas. Está consciente que este trabalho não para na Câmara e, por isso, tem acionado a subprefeitura, conselho de segurança e ONGs.

Mário César Gonzales controla o vereador Aurélio Miguel do PR. Mas controla muito mais do que isso. Já tem deputados estaduais e senadores na mira. Assim que soube pelo CBN SP, semana passada, aderiu ao Cidade Democrática e apresentou a proposta de criação de lei que obrigue todo cidadão a plantar uma árvore em frente a sua propriedade. Descobriu que a cidade tem a lei 14.023/2005 que obriga a Eletropaulo a enterrar a fiação e substituir cada poste retirado por uma árvore.

Michelle Abílio apesar de acompanhar Dalto Silvano do PSDB está incomodada com a falta de tempo para atualizar as informações no blog. Este é um problema que boa parte dos participantes do Adote um Vereador enfrenta. Mesmo de olho no parlamentar que escolheram, manter o blog nem sempre é fácil.

Desde o lançamento do Adote, sou adepto da ideia de que o blog seria a melhor ferramenta para controlarmos o trabalho dos vereadores, pois se transforma em espécie de documento das ações e não-ações do parlamentar que pode ser consultado por qualquer eleitor, principalmente no momento de escolher seu representante na próxima eleição.

A conversa durou pouco mais de uma hora, rodeada por gente estudando, navegando na internet, falando das coisas da vida e aproveitando o espaço democrático que a cidade de São Paulo oferece no centro cultural.

Papo revigorante e a certeza de que é preciso mobilizar muita mais gente e ficar cada vez mais atento no que se faz na Câmara de Vereadores. De São Paulo e de todas as demais cidades.

Estudantes adotaram dois vereadores de São Paulo

 

Os alunos da Escola Estadual Martim Francisco adotaram dois vereadores da capital paulista, dentro de projeto pedagógico que tem a intenção de incentivar a participação da sociedade no legislativo. O grupo de alunos, capitaneado pelo professor Eugênio Carvalho, esteve na Câmara, semana passada, e ouviu os vereadores Roberto Tripolli (PV) e Eliseu Gabriel (PSB), escolhidos para serem monitorados nesta etapa do trabalho.

Para chegar até aqui, eles pesquisaram os problemas que a cidade enfrenta em sete áreas: Saúde, Educação, Meio Ambiente, Criança e Adolescente, Transporte, Habitação e Direitos Humanos. Divididos por temas, selecionaram asinformações mais relevantes e se prepararam para questionar os parlamentares. De acordo com o professor Eugênio, em breve outros vereadores serão incluídos na lista dos estudantes da rede pública e será divulgado um boletim informativo para que a população tenha acesso ao comportamento dos parlamentares.

A Martim Francisco é escola que teve sua sede na Vila Nova Conceição ameaçada de ser derrubada, em 1997, mas que se manteve em pé devido a mobilização da sociedade, em especial moradores da região e comunidade escolar. 

Leia mais sobre o projeto acessando aqui

Conheça e participe do Adote um vereador 

Fotógrafo flagra vereador votando pelo colega

 

No flagra

Sequência do flagra

Foi o repórter fotográfico Celso Lima, do jornal ABC Repórter, que flagrou o vereador Marcelo Lima (PPS) votando em lugar do colega Estevão Camolesi (PTdoB) durante discussão sobre projeto de lei que trata do uso de prédio público por uma entidade social. No momento da votação havia apenas nove parlamentares em plenário, mas foram registrados 10 votos. O milagre da multiplicação teria ocorrido a pedido de Camolesi que, por telefone, orientou Marcelo Lima a votar no lugar dele. Na foto principal, Lima aparece com a mão dentro da gaveta do espaço reservado para cada um dos vereadores, onde estão os botões usados para registrar o voto.

Na primeira foto, a reprodução da capa do jornal ABC Repórter com o flagrante. Em seguida, a sequência de imagens, publicada também pelo jornal, na qual o vereador aparece ao telefone no instante em que olha para o painel eletrônico; depois ele se estica até a gaveta e retorna ao seu lugar. Vinte minutos após o “vereador fanstasma” aparece e toma seu lugar.

Vereador ‘fantasma’ flagrado na Câmara de São Bernardo

 

Voto fantasma e parlamentar pianista, são expressões que voltaram ao noticiário político em São Bernardo, desde que o vererador Marcelo Lima (PPS) foi flagrado por fotos votando pelo vereador Estevão Camolesi (PTdoB), que não estava no plenário. Em 1998, fato semelhante ocorreu com os deputados federais José Borba (PTB-PR) e Valdomiro Meger (PFL-PR), na Câmara dos Deputados, com o primeiro tendo sido gravado apertado os botões de votação eletrônica no plenário em lugar do colega.

De acordo com o jornal eletrônico Repórter Diário, em reportagem de Leandro Amaral, Lima decidiu esperar o andar das investigações em vez de admitir o crime, apesar das evidências. Com isso, o vereador segue conselho da bancada que o apóia e deixa de lado recomendação da área jurídica da Câmara Municipal de São Bernardo. Com o gesto, ele livraria, também, o vereador fantasma Camolesi de punição – pelo menos por enquanto. Na avaliação interna da bancada de sustentação, ser um réu confesso complicaria ainda mais o andamento da apuração, diz o jornal.

Marcelo Lima teria ligado para Camolesi na hora da votação, no intuito de avisá-lo da deliberação. Como resposta, Camolesi teria solicitado ao companheiro que votasse por ele. Os dois integram a base de apoio da administração de Luis Marinho (PT)

Vereador tenta negar fim do Cidade Limpa para eleição

 

Pelo Twitter, o vereador Floriano Pesaro (PSDB-SP) passou a quinta tentando convencer seus seguidores de que a imprensa “errou ou agiu de má-fé” ao informar que a Câmara Municipal de São Paulo havia aprovado projeto que permite a propaganda eleitoral em muros e fachadas de prédios. Para o tucano, a revogação da lei 14.806/08, de autoria de Domingos Dissei (DEM), não é suficiente para autorizar o que está sendo chamado de “pichação eleitoral”.

Regina Monteiro, da Emurb, que desenhou a lei Cidade Limpa, discorda de Pesaro. E está extremamente incomodada com a decisão da Câmara Municipal. Ela me explicou que ao consultar a legislação em vigor, no ano passado, sobre o que seria permitido em campanha eleitoral ficou claro que seria necessário lei mais restritiva no município, o que levou os vereadores a apoiarem o projeto de Dissei. Resultado: tivemos das campanhas mais limpas que a cidade já assistiu (pelo menos do ponto de vista da publicidade externa). O que, aliás, teria beneficiado os vereadores que concorreram a reeleição.

Um dos autores do projeto de lei que abre espaço para a propaganda eleitoral nos muros da capital é o presidente da Câmara, Antônio Carlos Rodrigues (PR), que ano passado pintou muro e colocou placas a revelia da lei, na região da Paraisópolis, conforme mostrou este blog. Assinam a lei ao lado dele os petebistas Farah e Celso Jatene.

Sem a proteção, a sujeira voltará sob a justificativa de que os candidatos a deputado estadual e federal com base em São Paulo seriam prejudicados na concorrência com os do interior, pois lá eles podem pintar muro. Ou seja, os políticos continuam achando que construir sua imagem na comunidade ainda depende desta sujeira na época da eleição. Trabalhassem mais, não precisariam disso.

Muro com pichação política e fretado com restrição

 

Uma quarta-feira de tirar o fôlego na Câmara Municipal de São Paulo que se encerrou apenas às dez da noite com a aprovação do projeto de lei que mantém restrições a circulação de ônibus fretados na capital. Durante o dia, porém, temas polêmicos também geraram debate em plenário e nas galerias. Um deles abre exceção à Lei Cidade Limpa para a propaganda eleitoral nos muros da cidade; e outro aumenta o teto salarial do funcionalismo.

Houve, também troca de acusações entre os vereadores Ítalo Cardoso do PT e Floriano Pesaro do PSDB. O plenário estava lotado de manifestantes da Guarda Civil Metropolitana, que pedem gratificação equivalente a paga pela Prefeitura aos policiais militares. A discussão começou quando tucanos e petistas passaram a debater que o governo atendeu mais reivindicações da categoria. Durante o bate-boca, a bancada do PT, que tinha aceitado votar a favor da lei que trata do teto salarial na Prefeitura de São Paulo, ameaçou deixar o plenário. A sessão foi suspensa duas vezes. Ao final, Ítalo Cardoso e Floriano Pesaro pediram desculpas um ao outro. Ninguém se desculpou para o pessoal da GCM.

A repórter Cristina Coghi esteve na Câmara Municipal de São Paulo:

Ouça reportagem sobre projeto que autoriza pichação política em muros da cidade

Ouça a reportagem sobre projeto de lei que restringe os fretados em São Paulo

Informe-se sobre a posição do seu vereador a propósito destes projetos e publique esta informação em blogs, envie para milton@cbn.com.br, ou apenas conte para o amigo mais próximo. O importante é fiscalizar a ação do parlamentar. Conheça a campanha Adote um Vereador.

Saiba como seu vereador se comporta na Câmara

 

No início do mês, o jornal Diário de São Paulo fez levantamento sobre o desempenho dos vereadores da capital paulista no primeiro semestre do ano. É possível saber quais os principais projetos apresentados e votados, além dos gastos nos gabinetes. Todo este material está à sua disposição no site do jornal e você pode acessar clicando aqui. Aproveite as informações para avaliar melhor como seu representa se comporta no parlamento e não deixe de contar para ele, por e-mail ou telefone, o que achou do trabalho desenvolvido na primeira metade do ano.

Sugiro, também, que os dados sejam postados nos blogs que fazem parte da campanha Adote um Vereador.

Adote um Vereador ganha ‘padrinho’ em São Paulo

 

Gustavo Arruda, ouvinte-internauta, escolheu entre os 55 vereadores da Câmara Municipal de São Paulo, o tucano  Carlos Alberto Bezerra Jr (PSDB) e vai fiscalizar o trabalho do parlamentar. Na estreia do blog publicou três perguntas sobre a restrição dos ônibus fretados na capital que foram enviadas por e-mail ao vereador, mas que até esta quarta-feira não haviam sido respondidas.

Abrir diálogo com o vereador e o gabinete dele é sempre importante para que se possa ter uma ideia mais clara sobre o comportamento do parlamentar, mas não é definitivo.

Ou seja, mesmo que as respostas não cheguem, temos diferentes caminhos para monitorar o vereador a medida que o trabalho na Câmara tem cobertura da imprensa, tem acompanhamento de entidades como Voto Consciente, Movimento Nossa São Paulo e Instituto Ágora (todos com link entre meus favoritos). Além disso, podemos fazer buscas na internet para identificar citações feitas em blogs e sites de política.

Veja o que acontece com Sérgio Mendes que adotou a vereadora Marta Costa (DEM). Desde fevereiro aguarda uma explicação para o fato dela ter investido na própria campanha eleitoral mais do que declarou ter de bens ao TRE-SP. A vereadora não falou para ele nem se dignou a responder aos pedidos da produção do CBN SP. Isto, porém, não impede que seja cobrada e tenha suas ações fiscalizadas.

Mais sorte tem Cláudio Vieira, que apesar de já ter sido ameaçado de processo por um vereador paulistano, segue atento ao que acontece no parlamento. Adotou Marco Aurélio Cunha (DEM) e ainda esta semana obteve resposta dele para algumas questões importantes da cidade. Leia o resultado da conversa por e-mail entre ele e o vereador.

Os vereadores de São Paulo e os ônibus fretados

 

Bolsão de Fretados na Cidade Jardim

Saber o que pensa o seu vereador é importante principalmente em relação aos grandes temas da cidade. Ou, aos mais polêmicos. Henrique Boney foi à internet e levantou a opinião dos parlamentares sobre a restrição aos ônibus fretados na capital, tema de projeto de lei aprovado em primeira votação. Ele comparou a opinião dos parlamentares publicada no site Rede Brasil Atual com o voto dos vereadores.

Projetos para serem transformados em lei, além de passarem por comissões temáticas (constituição, finanças, etc), precisam ser aprovados em dois turnos no plenário. É comum os vereadores apoiarem o projeto na primeira votação com o compromisso de que emendas (sugestões) serão apresentadas e discutidas antes da segunda votação.

Chamo atenção ainda para o trabalho do Boney (fonte do post sobre as ciclovias na capital) que usa as mesmas ferramentas que temos em mãos para levantar informação dos vereadores: a internet. Explorar este recurso em favor do cidadão é um dos pontos que norteiam o trabalho do Adote um Vereador.

Acompanhe a pesquisa de Henrique Boney sobre o que pensam alguns dos 55 vereadores da cidade de São Paulo sobre a restrição dos ônibus fretados. Se algum dos vereadores não citados neste levantamento tiver interesse em publicar sua informação, por favor use o espaço reservado aos comentários pois daremos publicidade, em seguida. Se alguma das informações publicadas não estiver de acordo com o que pensam, não se acanhem, também.

Continuar lendo

Cinco perguntas para o seu vereador, em São Paulo

 

O “padrinho” Cláudio Vieira que adotou o vereador Marco Aurélio Cunha, em primeiro mandato, esteve no gabinete do parlamentar e deixou cinco perguntas para serem respondidas por e-mail. Mesmo que você não participe diretamente da campanha Adote um Vereador, são boas sugestões para saber como seu representante (?) se comporta na Câmara Municipal de São Paulo.

Os temas propostos estão relacionados a capital paulista, lógico, mas se você mora em outra cidade inspira-se no trabalho de Vieira e cobre do seu parlamentar. Visitar o blog dele pode ser uma boa iniciativa, também.

As perguntas foram as seguintes:

1- O que o senhor pensa à respeito dos fretados?

2- O que o senhor pensa à respeito dos mototáxis?

3- O que o senhor tem a dizer sobre a Lei Antifumo no estado de São Paulo?

4- O senhor é contra ou à favor do recesso no meio do ano na Câmara Municipal?

5- O que o senhor acha desse acompanhamento que o Adote um Vereador faz do senhor na Câmara?