Lojistas de shopping criam feira-butique para estimular negócios em franquias

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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A ALSHOP — Associação Brasileira de Lojistas de Shopping  inaugurou um novo formato de feira para o setor de franquias. Quarta-feira, na casa Petra, em Moema, São Paulo, 43 expositores e mais de 60 marcas — entre franqueadores, shopping centers e serviços ao varejo — se encontraram com franqueados potenciais, agendados antecipadamente.

 

O conceito foi reunir os agentes necessários para a escolha de uma marca ou de um franqueado que atendesse aos requisitos de excelência em todos os aspectos empresariais — otimizando custos e resultados no menor tempo possível com conforto e eficácia. Para isso, a pequena área de 500 m2 utilizada e o reduzido preço para ocupar um espaço no valor de R$ 2 mil foram fundamentais para facilitar a visita do franqueado e atrair o franqueador.

 

A presença de empresas de serviços como consultorias de administração e finanças, expansão, sistemas e controles de contratos, assim como shoppings, completaram a cadeia produtiva do varejo. O pacote estava completo e com a alcunha de VIP, pois o atendimento personalizado e exclusivo ficou evidenciado.

 

Com isso cria-se uma nova modalidade de feira de franquia. A feira-butique vem fortalecer o tradicional esquema vigente com as grandes feiras mantendo a importância que sempre tiveram. O setor se enriquece ao segmentar, afinal segmentação pode ser separação para ampliação.

 

O fato dessa inovação, resultante da necessidade de alternativas para o enfrentamento da economia brasileira que demora a deslanchar, demonstra mais uma vez que a dificuldade pode alavancar soluções inéditas e positivas. Assim como a volta ao atendimento personalizado é sempre bem-vindo.

 

Quem gosta de ser VIP — Very Important Profissional — que se habilite.

As próximas Feiras-Butiques BRASIL SHOP:

 

Curitiba 10/julho
São Paulo II 20/agosto
Belo Horizonte 25/setembro
Recife 16/outubro

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Dia das mães: informações sem técnica

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

Manchetes

 

Segunda-feira, poucas horas após o dia das mães, parte da mídia apresentou dados sem a mínima técnica estatística e jornalística.

 

Algumas manchetes:

 

“Shopping tem pior dia das mães em sete anos” ALSHOP
“O crescimento ficará entre 0,5% e 1% nos 800 shoppings e 100 mil lojas” ALSHOP
“O preço médio dos presentes foi de R$ 57 contra R$ 65 de 2014, sem descontar a inflação” FECOMÉRCIO.
“Vendas do Dia das Mães têm primeira queda em 13 anos” Serasa
“Comércio reclama, mas vendas do dia das mães crescem 18% em 2015”. Priscila Peres, Campo Grande News.

 

A ALSHOP precisaria explicar como chegou aos dados que foram divulgados na manhã de segunda-feira antes da abertura das lojas.

 

O preço médio dos presentes apresentado pela FECOMÉRCIO deve ter sido calculado através de metodologia que precisaria estar contida nas matérias.

 

O SERASA não tem dado de venda, mas de consulta, o que não é a mesma coisa. Portanto, a chamada não condiz.

 

O dia das mães, por ser a data mais importante do calendário do varejo no primeiro semestre e a segunda de todo o ano, requer informação mais precisa. É exatamente pela sua proeminência que está mais sujeita a interferências, que necessita de mais profissionalismo por parte das fontes e dos jornalistas. E, neste ponto, ressaltamos mais a função do jornalista, pois cabe a ele se aprofundar nas informações, para evitar maniqueísmos e manipulações. Afinal de contas o jornalismo serve bem quando produz para nortear e não desnortear o leitor, seu consumidor.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.