Avalanche Tricolor: a alegria de Thaciano é a alegria da gente

 

 

Grêmio 3×1 Goiás
Copa do Brasil – Arena Grêmio

 

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A emoção de Thaciano registrada na lente de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA

 

Na história do futebol, a partida desta noite na Arena ficará apenas para as estatísticas. Se conseguirmos chegar ao Hexa da Copa do Brasil, poderá ter algum destaque e os gols de Alisson e Thaciano aparecerão no DVD do título — aliás, ainda produzem este material ou nos contentamos com o que está publicado no You Tube? Pergunto porque sou do tempo em que o legal era ter no arquivo o disco com os gols, produzidos pela Rádio Guaíba (mantenho vários deles aqui em casa).

 

O Grêmio já havia garantido a classificação às quartas-de-final no primeiro jogo quando venceu por 2 a 0 na casa do adversário. Nesta noite, teria apenas de confirmar a passagem e por isso Renato preferiu investir no time alternativo. O próprio adversário não via muitas chances de recuperação e também entrou em campo com seus reservas.

 

O público de pouco mais de 12,5 mil pessoas sinalizava a importância desta partida em meio a tantos outros jogos decisivos que estão na nossa agenda.

 

Mesmo com a pouca relevância da partida, ver Cícero, na posição de segundo volante, meter bola dentro da área no pé de Alisson, como no primeiro e terceiro gols do jogo, é alvissareiro. A temporada congestionada de jogos exigirá muito do elenco, e jogadores que estão no banco terão de ser usados com maior frequência se pretendemos nos manter vivos em todas as competições que disputamos.

 

Cícero já tem seu lugar na história com o gol que nos encaminhou o título da Libertadores, em 2017. Alisson é o 12º titular a ponto de já ser um dos goleadores do time, mesmo entrando sempre no segundo tempo. Com a possibilidade de sair jogando e demonstrando tremenda agilidade em campo — como hoje — fez dois gols e deu assistência para outro.

 

E é sobre o outro gol que quero falar com você, caro e raro leitor desta Avalanche — o gol de Thaciano, marcado aos 30 minutos do segundo tempo, quando a classificação já estava confirmada. A jogada foi bonita, sim, com a bola sendo conduzida por Alisson até a entrada da área e sendo passada por trás dos zagueiros. Foi tanta precisão que havia não um, mas dois jogadores em condições de chutar.

 

Quem chutou foi Thaciano — um garoto de 22 anos, prestes a completar 23, no próximo sábado. Com nome estranho, Thaciano Mickael da Silva, nasceu em Campina Grande, na Paraíba, estado muito bem representado por seu sotaque, como foi possível ouvir na entrevista pós-jogo. Começou no Porto de Pernambuco, foi parar no Boa Esporte, em Minas, time ao qual pertence até hoje —- ele está emprestado ao Grêmio.

 

Thaciano chegou a jogar no início da temporada no time de jovens que representou o Grêmio em boa parte da fase de classificação do Campeonato Gaúcho. Fez pouco, como fez pouco quase todo aquele time. Desde lá, ficou treinando entre os reservas e nunca mais havia tido oportunidade entre os titulares.

 

Hoje saiu no banco e foi chamado por Renato para substituir Lima, aos 26 do segundo tempo, quando a partida ainda estava empatada. Em quatro minutos apareceu dentro da área, recebeu a bola de Alisson, fez um giro sobre a própria perna e marcou seu primeiro gol com a camisa do Grêmio.

 

O desequilíbrio provocado pelo chute a gol o deixou de joelhos para comemorar. Os olhos se fecharam e a expressão no rosto, registrada pelas câmeras da televisão, revelava sua emoção. Ensaiou um choro pela alegria do gol. E foi retribuído pelo abraço dos colegas que perceberam o que representava aquele momento para o jovem atacante.

 

Mesmo que a partida de hoje, frente a tantas apresentações magistrais registradas pelo time de Renato neste ano, fique apenas nas estatísticas e, tomara, no roteiro do Hexa da Copa do Brasil, ver a emoção de Thaciano deu uma relevância especial para o jogo desta noite, na Arena.

 

A alegria dele é a alegria dos garotos da pelada que um dia sonharam jogar em um time grande — é a alegria que eu sonhei ter um dia na minha vida.

Avalanche Tricolor: a alegria de um gol

 

Grêmio 3×0 Nova Hamburgo
Gaúcho – Arena Grêmio

 

 

Era importante a vitória na noite desse sábado, em Porto Alegre. Os três pontos tiram o Grêmio da zona de rebaixamento tanto quanto o aproxima da faixa de classificação, que está logo ali.

 

Valeram, também, porque deixa o time mais confortável para as competições que realmente interessam, especialmente a Libertadores, que começa na terça-feira. E, por tabela, afasta os muxoxos em meio a festa do título da Recopa Sul-Americana.

 

Três pontos que vieram depois de três importantes gols.

 

Um muito rápido. De tão rápido, virou recorde: 23, 24 ou 25 segundos dependendo de quem registrou no cronômetro (conta que o juiz roubou um ou dois segundos, rsrsrs). É o mais rápido já feito na Arena. E nos ajudou a descobrir Thonny Anderson, 20 anos, que atuou a altura do número que estampou sua camisa: o 10. Dribla curto, dribla bem e chuta a gol. Tem destino. Que seja no Grêmio.

 

O segundo gol, ainda no primeiro tempo, foi importante porque deu tranquilidade a um time que vinha se deixando surpreender nos últimos jogos do Gaúcho. Thonny não marcou mas brilhou dentro da área ao se desvencilhar dos adversários com mais um drible e encontrar Jael correndo por trás da defesa para dar assistência a Michel. Nosso volante chegou livre para marcar, como costumam aparecer nossos defensores neste futebol moderno que nos tem dado tantas alegrias.

 

O terceiro seria apenas para as estatísticas. Foi de pênalti e aos 39 do segundo tempo quando o adversário sinalizava estar abatido e os três importantes pontos na tabela estavam garantidos. Mas esse foi para mim e tenho certeza que para boa parte da torcida gremista o mais importante de todos.

 

Foi o gol do sorriso, da alegria, da satisfação de jogar futebol.

 

Foi gol de Jael que havia ouvido a torcida gritar seu nome mesmo quando perdeu um gol de cabeça, já no segundo tempo. Torcida que o aplaudiu apesar das cobranças de falta terem parado nas mãos do goleiro ou distante de seu destino. Que entendeu seu esforço apesar de os chutes a gol terem ido para a linha de fundo. E se fez tudo isso é porque enxerga nele o desejo de ser um vencedor. Um atacante que teima em não aceitar suas limitações e veste 110% a camisa do Grêmio.

 

Foi Jael quem deu o passe para sermos campeões da Libertadores e foi ele quem brigou pela bola que foi parar nos pés de Everton para o gol que nos levou à final do Mundial.

 

Foi Jael quem deu carrinho sempre que necessário para impedir o avanço de nossos adversários.

 

E não esqueça, foi Jael quem bateu com perfeição um dos pênaltis que nos garantiram a Recopa Sul-americana. Como foi perfeita a cobrança para o terceiro e definito gol do Grêmio na vitória desse sábado.

 

Jael comemorou seu gol, aos 29 anos, como o menino que disputa uma pelada na calçada perto de casa ou no campinho de areia lá do bairro. Alegria que contaminou todos em campo e fora dele como se viu nas imagens captadas pela televisão e na bela foto registrada por Lucas Uebel que estampa este post.

 

A alegria de Jael foi a nossa alegria. De quando conseguimos no trabalho, na família ou na vida um grande feito. A alegria de saber que independentemente daqueles que atravancam o nosso caminho estaremos sempre dispostos a lutar e acreditando que seremos maiores. A alegria de quem sabe que por mais que nos cerquem intempéries, injustiças e ignorância um dia nós faremos o nosso gol, o gol de Jael.

 

Pela alegria do gol, obrigado, Jael!

Avalanche Tricolor: boa noite, Campeão!

 

Grêmio 0 (5)x(4) 0 Independiente ARG
Recopa – Arena Grêmio

 

 

 

Lá se foram muitas horas desde a cena final da nossa saga na Recopa Sul-Americana. Somente agora à noite, consigo sentar diante do computador para registrar meu sentimento diante de mais uma conquista do Grêmio. Foi um dia intenso de trabalho, discussões e emoções, regados ao pouco tempo de sono que tive. Foi pouco mais foi feliz. Muito feliz!

 

Era início da madrugada desta quinta-feira quando o time comemorou, sob chuva de papel picado, o título conquistado na defesa de Marcelo Grohe. A imagem de nosso goleiro com os dedos apontados para o alto e um sorriso no rosto, ainda deitado na grama em que se atirou para impedir que a última das cinco cobranças de pênaltis dos argentinos fosse convertida, permanece na memória.

 

Guardo também a frase de Renato ainda em êxtase e comemorando com a torcida, diante de um insistente repórter, como aliás devem ser os repórteres: “o Grêmio aprendeu a ganhar”. Mais uma vez nosso técnico tem razão. E aprendemos a ganhar, perdendo, empatando, sofrendo, sendo injustiçado, sangrando. Aprendemos a ganhar, lutando, se superando, fazendo o impossível e trabalhando unido como aqueles jogadores abraçados ao lado do campo à espera do pênalti decisivo.

 

Muitas cenas ainda guardo da memória, a esta altura embaralhadas pela emoção e cansaço. As tentativas de Everton, o esforço do capitão Michael em sacudir seus colegas, a bola sendo carregada pelos pés de Luan e as bolas despachadas por Geromel e Kannemann, essa incrível dupla de zaga, que já merecem um capítulo só para eles na história do Imortal.

 

De todas, porém, nenhuma imagem está tão viva e me tocou tanto quanto o abraço que recebi de meu filho mais velho, o Gregório, ao fim da sequência de pênaltis. Muito mais alto do que eu, saltei sobre ele como se tivesse sido o autor de um gol e nos seus braços fiquei preso por algum tempo, enquanto compartilhávamos a alegria de mais um título que comemoramos juntos.

 

Nosso abraço foi o último ato de um fim de noite e início de madrugada que vivenciamos lado a lado. Eu, calejado pelo passado, tentei conter minha ansiedade até onde pude. Ele, sem vergonha de ser jovem, pulava sobre o sofá; praguejava nossos atacantes e suas bolas jogadas para fora do gol; descrevia em voz alta como deveria ser o chute que desperdiçamos; e clamava por Deus toda vez que nossos jogadores corriam para a bola para cobrar o penalti.

 

Sofremos juntos, como sofrem os gremistas. Vibramos juntos, como vibram os campeões. E nos abraços e nos beijamos como só pais e filhos, que se unem em torno de uma paixão, são capazes de fazer.

 

No último instante da festa, enquanto Michael dividia o troféu da Recopa com Geromel, em mais um momento que revela a dimensão do grupo formado por Renato, eu e meu filho dividimos o prazer de desejar um ao outro: boa noite, Campeão!

Avalanche Tricolor: vai dar samba!

 

Grêmio 0x1 Cruzeiro
Gaúcho – Arena Grêmio

Gremio x Cruzeiro

Everton ganha chance no time titular (Foto LUCAS UEBEL/GrêmioFBPA)

 

Impressão minha ou o único chute no nosso gol foi no pênalti? Parece-me que sim. No primeiro tempo a única tentativa séria do adversário foi-se embora pela linha de fundo. O resto do jogo fomos nós tocando bola, trocando passes e posição, dando cavadinha, procurando o espaço livre, cabeceando no poste, para fora e para o lado, chutando de um lado e o goleiro deles despachando pelo outro.

 

O time titular do Grêmio – ou quase – esteve de volta aos gramados depois de uma curta pré-temporada. Retorno que se precipitou devido aos resultados abaixo das expectativas do time de transição. A vitória virou obrigação para uma equipe ainda com a perna presa pelos trabalhos de musculação e fora do tempo para dar o passe, acertar a passada e se deslocar. Sem direito à adaptação pagou caro diante do futebol apresentado. Merecia resultado melhor.

 

O DNA do futebol gremista que nos encantou e conquistou o tri da Libertadores em 2017, porém, apareceu em muitos momentos da partida, apesar do resultado negativo. Houve boas tentativas de deslocamento, passes colocando o colega mais próximo do gol, dribles capazes de limpar a jogada e pressão o tempo todo.

 

Renato ensaiou um time, testou mudanças de posição e deu chances a novos jogadores. Sabe que precisa de tempo para que os velhos conhecidos voltem a atuar com harmonia e muito mais tempo para que os recém-chegados se encontrem dentro de campo. Precisa também da volta de Artur, que se transformou no maestro desta equipe com a posse de bola segura e a armação de jogo precisa.

 

Quarta-feira, o Grêmio volta a campo em busca da primeira vitória no Campeonato Gaúcho, novamente na Arena. Não tem como garantir que os pênaltis a seu favor sejam marcados – o do jogo de hoje não foi -, mas vai se esforçar para não depender deles.

 

Sabe que os três pontos o aproximará da zona de classificação e colocarão as coisas no seu devido lugar. Serão importantes, também, na preparação para a primeira decisão do ano: a Recopa, que começa a ser disputada na semana seguinte. Sim, o Grêmio mal começa o ano e já tem título a disputar. E pelo que assisti hoje, mesmo com a falta de gols e a derrota, acredito que na final contra os argentinos, vai dar samba! 

Avalanche Tricolor: Grêmio ganha de virada, segura a ansiedade e conta os dias

 

Grêmio 3×1 Flamengo
Brasileiro – Arena Grêmio

 

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Comemoração do gol na foto de LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

 

Ansiedade é o mal da sociedade moderna me disse ainda nessa semana Jairo Bouer, colega psicólogo que trabalha no meu programa de rádio. É resultado da maneira como encaramos nossas tarefas e desafios, profissionais ou pessoais. Queremos acelerar mais do que o tempo permite. Esperamos para agora resposta para algo que só poderá ser respondido amanhã. Impossível de ser alcançado. Pois tudo tem o seu momento certo.

 

Os torcedores gremistas, desde quarta-feira passada, temos percebido essa sensação de maneira ainda mais exarcebada. Queremos que o tempo voe, os dias se acabem, a semana passe e o 22 de novembro chegue o mais rapidamente possível. Tivéssemos esse poder, daríamos um salto no calendário para o 29 de novembro, data da última partida da Libertadores, quando esperamos (toc-toc-toc) estejamos todos comemorando o TRI.

 

O problema é que daqui até lá teremos longa espera e partidas intermináveis pelo Campeonato Brasileiro. Como a desta tarde de domingo, em Porto Alegre. Um jogo que para muitos sequer precisaria ter acontecido.

 

Dá pra deixar do jeito que dá?

 

Não, não dá!

 

E Renato está consciente disso. Até porque o tempo é seu melhor companheiro neste momento. Sabe da necessidade de decidir-se por este ou aquele jogador no time titular. Precisa recuperar fisicamente os mais desgastados e, principalmente, os lesionados, como Barrios, nosso comandante no ataque. Tem chance de testar jogadas ensaiadas, arriscar variações na forma de atacar e posicionar da melhor maneira possível nossa defesa, adaptando-se ao adversário da final.

 

Luan é o melhor exemplo. Depois de mais de 50 dias lesionado, voltou aos poucos, viu sua performance melhorar partida a partida e, como demonstrou hoje, está em plena ascensão. Voltou a marcar gol aparecendo como homem mais adiantado do time e por trás dos zagueiros. Da mesma maneira que na primeira partida da semifinal da Libertadores. Vai chegar à decisão nos trinques, expressão que costumava ouvir do Tio Ernesto, personagem que já lhe apresentei, caro e raro leitor, nesta Avalanche.

 

O tempo ajudará Renato a decidir-se, por exemplo, por Fernandinho ou Everton no time titular, apesar de eu ser adepto da ideia de que ambos foram feitos para entrar com a bola rolando – e não me pergunte porque eles têm essa característica.

 

Os dois gols da virada de hoje confirmaram o bom momento do menino que joga com sorriso no rosto e cara de “cebolinha” – perdão, já soube que ele pediu para que esquecêssemos seu apelido. Esqueceremos em breve. Quem sabe depois do dia 29. Everton dá mais velocidade, mas nem sempre mantém a performance quando sai jogando. Até para isso Renato terá tempo para testar.

 

Falei em gol da virada: eis aí mais uma boa notícia desta tarde.

 

Apesar de sairmos atrás do placar, mantivemos a mesma calma no toque de bola, na busca dos espaços e na tentativa de chegar ao gol. O que para muitos de nós às vezes é irritante, pois queremos ver aquela avalanche de chutes a gol. Somos ansiosos, eu sei. O time não foi, seguiu jogando seu futebol, dono da bola e contou com astúcia do seu técnico que encontrou no banco de reservas as duas soluções que faltavam para alcançar a vitória: Beto da Silva e Everton.

 

Disse tudo isso até aqui, elogiei a calma gremista e a tranquilidade do nosso técnico no planejamento para a final, estou consciente que devemos controlar nossa ansiedade e dar tempo ao tempo, mas, confesso, enquanto assistia à partida pelo Brasileiro, não saia da minha cabeça a festa que estamos preparando para receber o Grêmio na Arena, no dia 22 de novembro.

 

Só faltam 17 dias! Ainda faltam 17 dias!

Avalanche Tricolor: o dia em que redescobri aquele guri do Olímpico

 

Grêmio 0 (3) x (1) 1 Barcelona Guayaquil
Libertadores – Arena Grêmio

 

 


 

 

Escrevo de dentro do avião que me leva de volta a São Paulo. Da janela vejo do lado direito a imponência da arquitetura que dá desenho a Arena do Grêmio. Exuberante, pulsante. Imagem que dá ponto final (ou quase) a incrível experiência vivida por mim nestas últimas 24 horas.

 

Ainda sinto no corpo e na alma (na voz, também) as emoções as quais fui submetido desde que cheguei neste mesmo aeroporto, na tarde de quarta-feira. Do Salgado Filho fui, acompanhado de meu irmão, até a Arena. Melhor nas cercanias da Arena. Fui recepcionado por uma quantidade enorme de torcedores que já se reuniam à frente da casa batizada Largo dos Campeões, nome do coletivo de gremistas que aluga e mantém o espaço a uma quadra do estádio.

 

Lá dentro, em uma pequena sala, a decoração é carregada de adereços, relíquias e memórias do Grêmio. O espaço recebe também alguns barris de chopp, devidamente gelados, e um DJ que no comando de sua picape toca rock and roll pra animar a festa.

 

Lá fora, embaixo de um toldo com as cores do Grêmio, do lado e ao longo da praça, um amontoado de torcedores a espera da costela que assa em fogo de chão, no mais típico dos churrascos gaúchos. A fumaça toma conta do local quando o vento bate para refrescar a turma – trago o cheiro entranhado na mala de viagem. O som alto da música se mistura a uma série de sotaques do Brasil: Mato Grosso, Santa Catarina, Ceará, Distrito Federal e São Paulo estão representados. O gauchês prevalece. Nem poderia ser diferente.

 

Foi no “Largo dos Campeões” – nome que relembra o espaço onde estavam os arcos dos portões de entrada do saudoso estádio Olímpico -, que participei do esquenta para a partida que garantiria a presença do Grêmio na sua quinta final de Libertadores. Fui a convite de um amigo de infância: Marcelo Quadros. Somos filhos de jornalistas, que foram colegas de rádio, e desde muito pequeno assistíamos às partidas do Grêmio no Olímpico ou por onde o Grêmio estivesse, no interior do Rio Grande do Sul.

 

Fazia mais de 30 anos que não nos víamos, apesar da troca constante de mensagens no último ano, desde que ele se mudou de Buenos Aires para São Paulo. Finalmente nos encontramos e o momento não poderia ser mais especial.

 

Cercado de gremistas. De entusiasmados gremistas. Cada um contava um pouco de sua história, todos relembravam momentos vividos, jogos inesquecíveis, jogadores memoráveis. Muitos faziam reverência ao meu pai, Milton Gol-Gol-Gol Jung, que narrava futebol com precisão e emoção e jamais escondeu sua torcida pelo Grêmio. E ao Lauro, pai do Marcelo.

 

Somos de uma época em que as conquistas regionais eram o ápice de nossa satisfação. Somente mais tarde passamos a nos acostumar com as vitórias nacionais. Foi, também, quando o sonho da Libertadores se iniciou. Já eram os anos de 1980.

 

Tanto tempo depois de nosso último encontro, lá estávamos nós de volta.

 

Camisa do Grêmio vestida, bandeira nas costas, sorriso no rosto, confiança exagerada. Um quase deslumbramento. Semelhante aos dos tempos em que éramos guris e das cadeiras de ferro azuis do Olímpico transmitíamos nossa certeza na vitória – nem sempre atendida com o desempenho em campo, o que, inevitavelmente, me levava às lágrimas. Chorei muito quando era criança, no Olímpico.

 

As lágrimas voltaram a correr no rosto quando entramos na Arena. Éramos, Marcelo, eu e mais 51 mil gremistas alucinados com a possibilidade de estarmos mais uma vez em uma final de Libertadores, esta competição pela qual aprendemos a jogar e nos apaixonar. O choro viria a se revelar novamente no fim da partida quando a classificação estava garantida e a torcida cantava alto seu orgulho de ser gremista.

 

Ao longo do jogo, sofri com o gol adversário, aplaudi o carrinho bem dado, a roubada de bola inesperada, o drible encantador e os ataques frustrados. Xinguei o juiz. Xinguei quando ele não tinha razão e muitas vezes quando ele tinha, também. Desculpe-me, seu juiz, mas estava vivendo um momento muito especial da minha vida: voltava a ser aquele guri gremista do estádio Olímpico.

 

Assistí à partida no círculo mais alto da Arena, nas cadeiras sobre a Geral, atrás do gol defendido por Marcelo Grohe no segundo tempo, aquele em que a bola deles tocou o poste – e eu tenho certeza que ajudei a desviá-la para fora. Ouvi torcedor reclamando de Cícero, lamentando que Cortez não chegou à linha de fundo, que o drible de Fernandinho não deu certo, que Luan poderia ter entrado mais duro, batido mais forte, feito o gol de empate, da virada, o da goleada … pô, Luan! Vi esses mesmos torcedores aplaudindo a todos eles.

 

A gente quando torce é assim mesmo. Distorce as coisas. Não relativiza.

 

Em campo, o Grêmio foi “copero” como só os grandes times sulamericanos sabem ser. Mesmo diante da pressão de um adversário precisando descontar os gols tomados no Equador soube cadenciar, catimbar, chutar a bola para fora, segurar a bola do lado de fora quando necessário. Valorizava a trombada recebida, esticava o tempo de recuperação caído no gramado e chegava forte sempre que exigido. Deu-se o direito de fazer o jogo da desconstrução já que havia construído o resultado na casa do adversário, uma semana antes. Porque assim é a Libertadores. E poucos no Brasil sabem jogá-la tão bem quanto nós.

 

Retorno a São Paulo e foi ter de me recompor. Voltar a ser o adulto que deixe para trás quando desembarquei na cidade. O cara responsável que a profissão exige e a família precisa. Chego com a garganta arranhada, com dores nas costas e pernas cansadas. Essas coisas que amanhã ou depois estarão recuperadas e esquecidas. O que nunca mais sairá do meu corpo e da minha memória foi a experiência vivida nessas 24 horas, em Porto Alegre.

 

Valeu, Marcelo! Valeu, Grêmio! Até a final!

Avalanche Tricolor: que faça uma ótima viagem!

 

 

 

Grêmio 1×3 Palmeiras
Brasileiro – Arena Grêmio

 

 

Luan

Luan aproveitou partida para ajustar a passada rumo a Libertadores

 

 

É quarta. É no Equador. É contra o Barcelona. É para lá que se volta o pensamento de todo o gremista que se preza. O time embarca na madrugada dessa segunda-feira para a cidade onde começa decidir a vaga à final da Libertadores da América.

 

 

E se alguém esticar o olho com desconfiança para o que pode nos acontecer lá fora, impactado pela tarde deste domingo, que me perdoe: tá na hora de rever os seus conceitos. Como dizia Tio Ernesto, que já foi personagem desta Avalanche outras vezes, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

 

 

Você acredita mesmo que algum jogador entrará cabisbaixo no Equador porque os reservas perderam aqui no Brasileiro?

 

 

Gente, os caras estão babando pelo título sul-americano, acordam e dormem pensando na possibilidade de chegar ao Mundial mais uma vez (título que muita gente grande por aí não tem, não é mesmo?). Trocam facilmente o placar de hoje, que terá lugar reservado apenas para as estatísticas, pela possibilidade de conquistarem um lugar na história do clube.

 

 

Nesta temporada, desperdicei pouco tempo para discutir as escolhas de Renato e comissão técnica na escalação de titulares, reservas ou alternativos. E prometo que não irei além de algumas linhas. Sei que tem gente que só fala disso e busca aí a explicação para este ou aquele resultado nas competições disputadas até agora. E já sabe até quem atacar se alguma frustração surgir.

 

 

Vamos pensar juntos, caro e raro leitor desta Avalanche.

 

 

Só em uma competição nós estamos pagando o preço por alternar o time: é o Brasileiro. Mesmo assim, sempre estivemos entre os quatro primeiros colocados e ocupando por boa parte do tempo a vice-liderança. Sem contar que alguns dos pontos que nos separam do líder foram perdidos quando os titulares estavam escalados.

 

 

Abrir mão de titulares não foi o motivo que nos tirou da Copa do Brasil, por exemplo. Essa Copa jogamos com que havia de melhor, ao menos com o que tínhamos de inteiro até a semi-final, quando perdemos para aquele que seria o campeão da competição.

 

 

Na Libertadores, exceção daquele jogo muito bem calculado na fase de grupos, contra o Guaraní do Paraguai, estivemos com nossos principais jogadores e somos o único time brasileiro, vou repetir, somos o único time do Brasil com chance de ser campeão. Todos esses outros que estão por aí se engalfinhando no Brasileiro ou nem se classificaram para a Libertadores ou ficaram pelo caminho.

 

 

Contra o Barcelona, o time vai com o que tiver de melhor. Renato escalará o supra-sumo do seu grupo. Terá inclusive Luan e Michel, que aproveitaram a partida deste domingo para ganhar ritmo e se preparar para o meio de semana. E ele arrancará 110% de cada um dos seus jogadores, pois é para isso que estamos jogando a temporada de 2017. É isso que sonhamos conquistar neste ano, mais uma vez. É isso que nossos jogadores sonharão em conquistar enquanto dormem no avião a caminho do Equador.

 

 

Na mala que está sendo preparada para a viagem não haverá espaço para choramingo, mimimi e rabugice de torcedor. Nossa bagagem, além do melhor futebol que já apresentamos neste ano, só tem lugar para o sonho e o desejo de cada um de nós gremistas.

 

 

Que o Grêmio faça uma ótima viagem a caminho do nosso sonho!

Avalanche Tricolor: vamos com fé!

 

Grêmio 0x1 Cruzeiro
Brasileiro – Arena Grêmio

 

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Imagem do Santuário, em São Leopoldo no RS

 

A quinta-feira iniciou-se com o sino da Igreja, aqui ao lado, tocando mais forte e fora do horário normal. Anuncia, já sob o forte sol desta primavera, que os católicos vivemos data especial, pois, neste 12 de outubro, comemoram-se três séculos desde o surgimento da imagem da santa negra nas águas do Rio Paraíba. Aquela que ficou conhecida por Nossa Senhora Aparecida. Soube pelas notícias do rádio (é, caro e raro leitor desta Avalanche, ainda ligo o meu radinho logo cedo, mesmo quando estou de folga), que milhares de romeiros já se aglomeram na Basílica, em Aparecida, interior de São Paulo. Outros tantos viajantes estão parados em congestionamentos nas rodovias – uma parte a caminho da Santa e o restante doidos para aproveitar o santo feriado.

 

Curiosamente e com todo o respeito, se acordei com Nossa Senhora em mente, fui dormir com a imagem de outro santo … perdão, porque ao pé da letra ele ainda não pode ser considerado santo, pois está a espera do longo processo de beatificação que se desenrola lá no Vaticano. Apesar dos trâmites terem se iniciado em 1953 é possível que ainda tenhamos pela frente muita tarefa burocrática e minuciosa até a beatificação do Padre Reus. Paciência!

 

Sim, foi Padre Reus quem apareceu na minha mente, ontem, quase meia-noite, quando já havia se encerrado a partida do Grêmio por mais uma rodada deste, também, interminável, Campeonato Brasileiro. Aproveitando-me do fato de o feriado de Nossa Senhora ser motivo de folga para mim no dia seguinte, fiquei sentado no sofá até mais tarde e pensando sobre o que havíamos acabado de assistir em campo.

 

A primeira impressão era de angústia por causas mal resolvidas como aquele toque de bola incapaz de entrar na defesa adversária e abrir espaço para nossos atacantes terem alguma chance verdadeira de gol. Houve apreensão, também, após ver o nosso melhor jogador na atualidade – e me refiro aos que estão disponíveis para jogar – dividir uma bola no meio de campo e cair no gramado contorcendo-se de dor. Substituído em seguida, Arthur saiu manquitolando e deixou dúvida na cabeça do torcedor: aquele dedão dolorido seria suficiente para afastá-lo do jogo que realmente nos interessa? Que os Deuses do Futebol o mantenha firme e forte para a decisão.

 

No turbilhão de emoções e sentimentos que um jogo de futebol – especialmente quando somos derrotados – provoca, houve um momento da minha reflexão em que surgiu um alívio. Afinal, aquele resultado ruim talvez eliminasse de vez quaisquer resquícios de sonho e possibilidades de ficarmos com o título do Brasileiro. Ou seja, acabaria pressão e passaríamos a encarar cada uma dessas partidas restantes como treinos de luxo para algo realmente importante.

 

Nosso histórico recente não tem sido animador. Os gols escassearam, nos distanciamos das vitórias, perdemos posição, jogadores cruciais seguem com problemas físicos, Douglas que seria uma esperança não volta este ano, Pedro Rocha não volta nunca mais e Luan, o insubstituível, está sendo preservado: terá ritmo de jogo para a decisão?

 

Ei, calma lá: sobre quais resultados estou falando?

 

Porque naquilo que nós gostamos, vai tudo bem obrigado! Aliás, só nós vamos bem, aqui no Brasil, como único representante do País na semifinal da Libertadores. Mas quem somos nós? Aquele time que luta como ninguém, encanta até mesmo o adversário e está a quatro jogos do título sul-americano? Ou somos o time que caiu para quarto lugar no Brasileiro, sem inspiração, sem brilho e sem desejo?

 

Tenho fé em Renato e creio que ele e sua comissão estejam cuidando de cada detalhe. Ao fim da partida, não escondeu que muitos jogadores entraram para jogar o Brasileiro mas não param de pensar na Libertadores. E sem foco no que se faz, é claro que o resultado não aparece.

 

Sim, tenho fé em Renato, mas lembrei-me mesmo foi de Padre Reus. Ess padre que chegou da Baviera e se estabeleceu em São Leopoldo. Lá fez suas obras e descreveu suas visões. Passou a ser considerado milagreiro por fiéis e hoje tem seus restos mortais enterrados no Santuário Sagrado Coração de Jesus, principal ponto turístico da cidade gaúcha. Estive lá ao lado do meu pai na última vez em que fui ao Rio Grande do Sul. Ele é devoto de Reus e mantém em sua mão uma imagem do Padre sempre que assiste aos jogos do Grêmio. Quando somos atacados, aperta mais forte como se querendo lembrar ao nosso santo que está na hora dele intervir. Sempre que o gol sai, agradece com um beijo na imagem.

 

Já falei ao caro e raro leitor desta Avalanche que costumo não misturar religião e futebol. Cada coisa com sua crença, ou melhor, cada crença com sua coisa. Mas diante da proximidade da semifinal na Libertadores e dos tropeços recentes no Brasileiro, foi a lembrança do Padre Reus quem apaziguou minha mente na noite passada. Independentemente do futebol e jogadores recuperados, sei que a imagem dele estará acompanhando o pai no dia 25 de outubro.

 

Vamos com fé, pai!

Avalanche Tricolor: véspera de pouco, dia de muito ou vice e versa

 

Grêmio 0x1 Chapecoense
Brasileiro – Arena Grêmio

 

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“Dia de muito, véspera de pouco” era ditado que ouvia muito da boca de minha mãe quando ainda era pequeno. Confesso, já não lembro mais em que momentos da minha infância a tal frase tinha serventia. Ficou na memória. E como todas as coisas na minha memória são passíveis de confusão. Troco nome de amigos assim como mudo frases populares e seu sentido. Essa em especial sempre me soou invertida e, na vida adulta, sempre foi usada para consolar-me naqueles dias em que nada costuma dar certo ou imaginamos que não tenha dado certo. Quem souber da sua origem que me ajude.

 

Há quem a use para alertar-nos da necessidade de equilibrarmos nossos bens e sentimentos, impedindo assim a euforia da vitória ou o desalento da derrota. Euforia e vitória andam de mãos dadas e geram ilusões que tendem a nos levar ao mesmo resultado lá na frente: ruim. Estão aí para provar que a busca tem de ser pelo caminho da mediação entre a excitação e a infelicidade.

 

Já ouvi quem repetisse o dito popular como forma de condenar o desperdício que cometemos nas épocas de fartura. Chamar nossa atenção para a necessidade de guardamos o que ganhamos hoje para o período das vacas magras. Como que querendo dizer que é preciso economizar agora para não faltar amanhã. Mas nesse caso, o ditado não teria de ser outro? Véspera de muito, dia de nada?

 

Sei lá! Só sei que foi a primeira frase que me veio a cabeça quando percebi que o Grêmio repetiria, neste domingo à tarde, o desempenho das últimas partidas quando apesar de ser o dono da bola, faltou-lhe capacidade de furar o bloqueio adversário. Comandou a partida e entregou os pontos. Teve muita bola no pé e pouca criação. Dominou o jogo mas não transformou essa supremacia em gols.

 

Que esta véspera de decisão da Libertadores, com pouca inspiração e nenhum gol, se transforme em um dia – no caso, uma quarta-feira –  de  futebol bem jogado e muita alegria para todos nós gremistas.

Avalanche Tricolor: sol, família e goleada

 

Grêmio 5×0 Sport
Brasileiro – Arena Grêmio

 

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O desabafo de Edilson (reprodução SporTV)

 

Um sabadão daqueles de dar gosto de viver. Depois de semana corrida e viajada, estava em família, tranquilo e em casa. Lá fora sol e temperatura agradáveis. Aqui dentro, o Grêmio na tela da TV com a possibilidade de ficar mais próximo da liderança do Brasileiro.

 

Tudo bem que o adversário era aquele que nos tirou os primeiros três pontos do campeonato quando já estávamos nos dedicando a Libertadores e estreamos o time reserva na competição nacional. E agora com um técnico respeitado pela torcida. Havia, também, o fato de a escalação estar com alguns desfalques: Luan e Barrios servem à seleção; Geromel e Maicon ao departamento médico; e Pedro Rocha às finanças do clube.

 

Bastou, porém, a bola rolar para percebermos que se o Grêmio não tinha os melhores à disposição, nós tínhamos o melhor do Grêmio em campo. A marcação era precisa, com a dupla de zaga se destacando e Bressan ratificando a aposta de Renato. O meio de campo dominava o jogo com toque de bola veloz e criativo e o ataque apresentava com mobilidade suficiente para atordoar o adversário.

 

Registre-se: quando falo em marcação, lembro-me da atuação dos atacantes, também que voltam para fechar o espaço; quando falo em meio de campo, incluo a chegada forte dos laterais; quando falo em ataque, lembro-me do volume enorme de jogadores que chegam a área vindo das mais diferentes posições.

 

Assim é o Grêmio de Renato. Time moderno no qual os jogadores invertem de lado, fazem a transição com tranquilidade e são capazes de se reinventar independentemente da posição que estejam escalados. Um time com personalidade para superar o impacto da desclassificação na Copa do Brasil.

 

Aliás, o adversário deste sábado à tarde, lamento, pagou caro seja pelo que fez no começo do Brasileiro seja pela perda que tivemos na Copa. E isso ficou evidente na forma como Edilson jogou: endiabrado. O primeiro gol que explodiu na rede e sua comemoração sinalizavam a raiva de alguém que não engoliu o desperdício do título e do pênalti, em Belo Horizonte. E ficou clara na fala dele ao fim do primeiro tempo quando lembrou do poder de recuperação do time mesmo sem que o repórter o tenha provocado a tratar do tema.

 

Edilson foi perfeito. Mas não só Edilson. Arthur segue carregando a bola com uma intimidade de dar inveja. Everton, que completou em gol a dupla meia lua de nosso lateral, também fez seu show lá na frente. Ramiro voltou a ser o batalhador de sempre, roubando bola, distribuindo jogo, sendo incisivo no ataque, provocando o pênalti e servindo seus companheiros. Fernandinho, goleador e melhor cobrador de pênalti da equipe, confirma-se como substituto natural de Pedro Rocha.

 

Faltando 16 jogos, tendo 48 pontos em disputa, o Grêmio está com 65% de aproveitamento no campeonato, tem disparado o melhor ataque com 40 gols, tomou conta do segundo lugar da competição e se aproxima do líder. Imagine se estivéssemos levando a sério este Campeonato.