Foto-ouvinte: Olhar próprio

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O olhar do publicitário Ailton Tenório se mistura aos da artista plástica Rita Henzkes e do jornalista Omar Matsumoto na exposição Eu vi! Você viu ? Olhares e Possibilidades da Fotografia. “Meus quase 20 anos de profissão estarão representados por 25 fotos”, conta Tenório, orgulhoso de fazer parte da primeira mostra fotográfica sediada pela Pinacoteca Municipal de São Caetano, na região metropolitana de São Paulo.

Morre Zé Rodrix de muitas letras e criatividade

Zé Rodrix em imagem do álbum de Silvio Tanaka, no FlickrDesde cedo, as rádios e a TV reproduzem “Casa no Campo” para homenagear Zé Rodrix, morto esta madrugada, em São Paulo. É pouco para lembrar a trajetória musical deste carioca que tinha São Paulo como casa. Vamos ouvir, também,  Mestre Jonas ou Soy Latino Americano, música que, aliás, abriu o CBN SP, desta sexta-feira. Talvez você ainda lembre do célebre jingle da Pepsi, que transtornou a Ditadura Militar.

Zé era criativo, sim. E por isso não pode ter sua obra restrita a esta ou aquela letra. E, por isso, desde o início da manhã, ouvintes-internautas do CBN SP tem enviado suas lembranças e suas preferidas. Sérgio Lopes da Rocha, por exemplo, destacou o que considera ter sido uma das mais lindas canções da MPB, Muito Triste (do LP de 1974 “Quem Sabe Sabe Quem Não Sabe Não Precisa Saber”, de Zé Rodrix & A Agência de Mágicos). E para comprovar, nos envia a letra:

Tá todo mundo muito triste
Cantando músicas tristes
E cada dia fica mais
Ninguém consegue mais se espantar
Com esse jeito tão comum de cantar
E eu posso falar, eu tiro os outros por mim

Tá todo mundo muito triste
Tentando ver os claros da vida
E cada dia fica mais mais difícil
Não se ver a escuridão

Ninguém consegue olhar mais ninguém de frente
Ninguém consegue mais se entregar contente
Ninguém consegue mais abrir as portas do coração

Tá todo mundo muito triste
Como se fosse quarta-feira de cinzas
De um carnaval antigo

Tá todo mundo muito triste
Cantando músicas tristes
E cada dia fica mais fácil cantar assim

Eu tiro os outros por mim
Eu tiro os outros por mim

Foto-ouvinte: Carros velhos nem sempre anônimos

Kombi HeródotoEm São Paulo, existem 2 milhões de carros circulando irregularmente e em condições precárias. fato lembrado nesta semana pelo secretário municipal do Verde e Meio Ambiente Eduardo Jorge. A informação faz parte da justificativa da prefeitura para explicar porque apenas os carros fabricados a partir de 2003 estão obrigados a fazer a inspeção veicular ambiental. A maioria dos ilegais é mais antiga e, portanto, não passaria pelos centros de análise de poluentes na capital.

Chama atenção, também, para a necessidade de que se desenvolva estrutura de fiscalização capaz de identificar estes veículos que são um risco a vida e a saúde da população.

Há cacarecos que ao rodarem pelas vias de São Paulo escancaram a falta de controle à frota na capital. Poderiam, quem sabe, se transformar em peça de museu como ocorre com esta kombi, totalmente desmontada, que expõe suas vísceras, compondo instalação no terceiro andar do Tate Modern Gallery, em Londres, na Inglaterra.

Foi o ouvinte-internauta Antonio Athayde quem descobriu esta “obra de arte” na galeria britânica e lembrou não dos carros velhos e anônimos que andam em São Paulo: “ Veja na foto anexa o valor insuspeitado que tem a Kombi de nosso amigo Heródoto Barbeiro!”

A obra que vemos é de Joseph Beuys (1921 – 1986), batizada The Pack e datada de 1969