Sua Marca: riscos e vantagens de associar seu produto ao nome de celebridades

“Fique sempre muito atento ao vincular um nome, seja o seu ou de uma celebridade, à sua marca. As vantagens são grandes, mas qualquer deslize na vida do CPF pode “respingar” na história do CNPJ” — Cecília Russo. 

No mercado existe uma série de experiências de marcas que associaram seu nome aos de celebridades, assim como celebridades transformaram seu nome em uma marca. Artistas como Drew Barrymore, Rihanna, Lady Gaga e Kim Kardashiam já lançaram suas linhas de maquiagem e roupas. Aqui no Brasil, Ana Hickmann, com sua linha de esmalte, a atriz Giovanni Antonelli, que assina joias da Rommanel, e o narrador Galvão Bueno que tem seu nome no rótulo de vinho, são outras boas referências.

No Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Jaime Troiano e Cecília Russo conversaram com Mílton Jung, sobre essa estratégia que pode ser adotada, mas merece cuidado especial.

“O que essas celebridades fazem é o que conhecemos por extensão de marca; é levar o ativo que elas tem, o nome que é forte no mercado artístico para outros cenários”, explica Cecília.

Construir uma marca custa caro e essas figuras públicas que souberam administrar bem suas carreiras têm um nome artístico com forte apelo de mercado. Por isso, faz sentido levarem a credibilidade que construíram no cenário cultural para produtos e serviços.

Jaime, no entanto, faz algumas alertas para quem estuda investir nesta estratégia de branding. A escolha do nome que será associado à marca deve ser muito bem balanceada e levar em consideração a história pregressa da celebridade

“Por se tratar de pessoas públicas, qualquer escorregão pode afetar diretamente a percepção que as pessoas têm sobre a marca —- há formas de se contornar algumas crises, mas a tendência é que uma coisa contamine a outra”

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55 da manhã, no Jornal da CBN.

Conte Sua História de São Paulo: meu dia de artista na TV

 

Por Eduardo Ráscio
Ouvinte da CBN

 

 

Em nove de fevereiro de 1969, portanto já se passaram mais de  50 anos, minha mãe nos levou a participar do programa infantil mais popular da época: o “Pullman Jr”, da TV Record de São Paulo.

 

Fomos de táxi —- eu, meus irmãos, Raymundo e Ronald, e meus primos-irmãos, Renzo e Telma. Logo que chegamos, ainda na portaria da emissora, nos chamou atenção a presença de Jô Soares —- passou correndo pela gente, atravessou a rua e entrou em uma padaria, sumindo das nossas vistas.

 

O programa era apresentado de um estúdio no antigo bairro Aeroporto, hoje Moema. As crianças ficavam sentadas em várias mesas redondas. E eram entrevistadas pelo ator Durval de Souza. Para umas, pedia apenas o nome e a idade. Para outras, fazia várias perguntas. Serviam guaraná e bolo da marca Pulmann, o patrocinador do programa. As conversar ocorriam entre desenhos animados e brincadeiras comandadas pelo apresentador.

 

Durante o programa, chamou atenção de Durval de Souza o porte físico do meu irmão Raymundo, que não quis sentar-se a mesa e ficou em pé, recostado em uma das paredes do estúdio. Durval aproximou-se dele e perguntou: “você é o Apollo?” — comparando a altura dele ao foguete Apollo que levou o homem à Lua. Constrangido, meu irmão respondeu apenas com uma risadinha.

 

No fim do programa, outra surpresa: foi sorteada uma corbelha de flores que por obra do acaso, ou de Deus, quem ganhou foi meu primo Renzo — por coincidência era o dia em que a mãe dele, a Dadá, minha tia e madrinha de batismo, completava 39 anos de vida. Na entrega do prêmio, instruído pela minha mãe, Durval de Souza, mencionou a data de aniversário da Tia Dadá,

 

No dia seguinte, na portaria da escola, outro motivo de orgulho para mim: fui abordado por um colega de classe, o Wilson Carbone, que disse ter me visto no programa “Pullman Jr”.

 

O tempo passou e para mim esse episódio —- o meu dia de artista — permanece claro, como água cristalina, em minha lembrança.

 

A saudade sepulta o coração em vida!

 

Eduardo Ráscio é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade: envie seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br

Uma obra “grávida de pintura”

 

Por Julio Tannus

 

Tenho me referido aqui a questões institucionais, políticas, sociais e artísticas. E também a vivências pessoais. Não poderia deixar de me referir ao trabalho artístico da Camila.

 

 

Gianni Nappa, crítico italiano, assim escreveu sobre o trabalho de Camila Tannus, para uma exposição na cidade de Roma/Itália:

L’emotivo segno di un ricordo filtrato dal tempo si evidenzia in forma reale come segni di una natura incontaminata, una pittura istintiva che segue l’eco di un sogno evocativo e pieno di suggestioni. Essenza cromatica espressa per toni e colori primordiali con labili segni di una vita tutta da ricostruire, rifondare su basi più pure, non aggredite da un reale sconosciuto. La natura e il sogno di una pittrice che richiama a se le forze di una purezza formale che sappia dialogare con la purezza dei cuori.

Tradução livre:

O emotivo aceno de uma lembrança filtrada pelo tempo se evidencia como sinal de uma natureza não contaminada, uma pintura instintiva que segue o eco de um sonho evocativo e pleno de sugestões. Essência cromática expressa por tons e cores primordiais com delicados sinais de uma vida toda a reconstruir, refundar sobre bases mais puras, não agredidas por um real desconhecido. A natureza e o sonho de uma pintora que reclama a si as forças de uma pureza formal que saiba dialogar com a pureza dos corações.

 

João Frayze, membro da Associação Brasileira de Críticos da Arte (ABCA) e da Association Internationale des Critiques d’Art (AICA), assim se refere a ela:

 

Camila Tannus é uma pintora talentosa. No contexto da arte contemporânea, sua produção pode ser vista como bastante corajosa, sobretudo se pensarmos que na arte dessas últimas décadas tem se tornado um lugar comum trabalhos que tematizam questões relacionadas ao feio e à morte.

 

Bastaria lembrar que a noção psicanalítica de trauma, segundo alguns críticos influentes, tornou-se significativa para interpretar tal tendência artística contemporânea que apresenta ao espectador objetos não-simbolizados, imagens que envolvem violência e abjeção.

 

Nas quatro últimas décadas do século XX, com efeito, pode-se verificar que o imaginário artístico exacerbou essa tendência cruel para denunciar as formas sinistras da finitude humana.

 

Representariam tais manifestações um indicativo da perda do sentido do belo numa época desesperada em que a existência humana tornou-se cada vez mais marcada pelo horror?

 

Essa é uma interpretação possível. No entanto, é bom lembrar que, desde o segundo pós-guerra, alguns artistas circulam pelo mundo, trabalhando plasticamente também em outras direções.

 

A pintura de Camila Tannus situa-se, precisamente, no campo contrário ao dessa tendência mortífera.

 

São construções plásticas que emocionam a visão, mas que, ao mesmo tempo, encantam o pensamento e transmitem certa inquietação.

 


Para conhecer o trabalho da artista, visite o site de Camilla Tannus


Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada e co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier). Às terças-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung.

Foto-ouvinte: Arte no tapume mostra história da Paulista

 

Tapumes com arte

Os tapumes de um empreendimento na Paulista se transformaram em telas gigantes para desenhistas da cidade que estão reproduzindo cenas dos 120 anos da história da avenida. Entre as ruas Pamplona e São Carlos do Pinhal é possível ver parte do trabalho realizado pelos artistas da ONG Revolucionarte que contará com a imagem de bondes e veículos do passado, silhuetas de pessoas pintadas em cores, além do Masp, estações do Metrô e outros marcos do local. Lek, um dos instrutores do projeto, destaca que os tapumes estão oferecendo visibilidade para o talento de vários desses artistas da ONG, que tem como objetivo oferecer cursos profissionalizantes de pintura artística para jovens de comunidades carentes. Eles aplicam a técnica da aerografia com o uso de tinta e compressores de ar, o que exige precisão e habilidade nos traços. A iniciativa é da CCDI e Cyrela, responsáveis pela construção da torre comercial na avenida Paulista