Avalanche Tricolor: Salve, salve, Monsalve!

Athletico PR 0x2 Grêmio

Brasileiro – Ligga Arena, Curitiba/PR

Gremio x Athletico
Miguel Monsalve comemora o gol na estreia em foto de LucasUebel/GrêmioFBPA

A falta que abriu caminho para o primeiro gol foi em Miguel Monsalve, e o segundo gol, que definiu o placar, foi dele. O meio-campista colombiano, recém-contratado, chegou a marcar um segundo gol, com um belo chute de fora da área, que foi anulado porque cometeu falta na tentativa de se proteger da forte marcação do zagueiro. 

O jovem de 20 anos fez uma estreia que talvez nem ele próprio imaginasse. Mesmo ao lado de um time alternativo e contra um adversário que costuma ser forte em sua casa, Monsalve teve personalidade para aparecer em um ataque pouco acionado, considerando as circunstâncias do jogo. 

De tão bem posicionado, enganou até os comentaristas da televisão, que o identificaram como o centroavante que o Grêmio busca para compor o ataque. Monsalve não é camisa 9 como disseram. É camisa 10, número que vestia no Independiente de Medellín, onde surgiu, e na seleção colombiana Sub-20, onde disputou o Mundial. No Grêmio, nesta tarde de domingo, vestiu a 11 e mostrou que sabe jogar centralizado e atacar a defesa adversária. Também apareceu pelo lado do campo. 

Independentemente da camisa que veste deu sinais de que chega para ser protagonista, sempre que as oportunidades surgirem. Havia surpreendido logo que se apresentou ao clube, ao pedir orientação para melhorar sua performance física com treinos extras  e demonstrar interesse em conhecer as características do time adversário que enfrentaria. Comportamento que condiz com as informações de que ele era um líder dentro da seleção de seu país e um jogador inteligente.

Se Monsalve confirmará toda a expectativa que criou no torcedor somente o tempo dirá. Certeza é que a presença dele no gramado sintético, em Curitiba, fez toda a diferença para o Grêmio vencer o seu adversário com gols marcados em um período de apenas três minutos. O dele foi aos 20 minutos, resultado da marcação alta que o time fazia e da pressão sobre o goleiro adversário. 

O placar havia sido aberto três minutos antes: Gustavo Martins, que está às vésperas de completar 22 anos, foi oportunista ao aproveitar duas vezes o rebote do goleiro, depois da cobrança de falta de Edenilson. O zagueiro apareceu bem na frente e apresentou-se melhor ainda lá atrás. Demonstrou segurança na marcação ao lado de outro garoto, Natã Felipe, que recém-completou 23 anos. Os dois, reforçados por laterais  mais fixos, e um meio de campo recuado, impediram que o adversário transformasse o domínio da bola em riscos de gol,

Mesmo tendo aceitado a pressão, quando deveria ter tentado ficar um pouco mais com a bola e talvez até ampliado o placar, no contra-ataque, o Grêmio demonstrou maturidade para controlar a partida e sair com a vitória importantíssima para nos afastar daquela zona-que-você-sabe-qual-é. Resultado que oferece tranquilidade para a decisão que teremos no meio da semana pela Copa do Brasil, também em Curitiba. 

Em tempo: ao contrário do que estão escrevendo por aí, esta não foi a primeira vitória do Grêmio fora de casa, no Campeonato Brasileiro. Esquecem os cronistas — e o próprio Gustavo Martins como se ouviu na entrevista ao fim da partida — que o Grêmio desde abril só joga fora de casa. E apesar dessa condição que persistirá por mais algumas semanas, havíamos vencido Fluminense, Vitória e Vasco, antes do Athletico. 

Avalanche Tricolor: vamos ter de ganhar a Libertadores, fazer o quê?!?

 

Athletico 2×0 Grêmio
Copa do Brasil — Arena da Baixada/PR

 

 

Gremio x Athletico-PR

Geromel em campo, em foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA

 

 

Havia enorme expectativa de uma disputa regional do fim da Copa do Brasil, mas logo no início da noite o Grêmio não cumpriu a sua parte. Jogou menos do que costuma, abaixo de suas qualidades e aquém do necessário. Mesmo assim, segurou o resultado negativo possível até o fim, apesar de ter perdido um de seus principais jogadores no começo do segundo tempo. E de estar diante de um adversário competente, competitivo e empurrado por seus torcedores

 

 

Teria tido a oportunidade de mudar a história da decisão se, nos primeiros minutos de partida, o árbitro não tivesse tido sua visão embasada pela prepotência. Ao não ter visto em campo o pênalti que favoreceria o Grêmio, foi forçado a olhar a tela do VAR. E mesmo que a cena se repetisse várias vezes diante dos seus olhos, com a bola sendo desviada pelo braço do marcador dentro da área, insistiu no erro. Nenhum dos comentaristas de árbitro que ouvi na TV e no rádio foi capaz de concordar com ele.

 

 

Prejuízo anotado, temos consciência de que o futebol gremista não foi aquele que nos levou a sequência de títulos nestes últimos três anos. Mesmo assim, o destino nos ofereceu a oportunidade de mudar a história dessa semifinal na cobrança de pênaltis. Em uma série na qual os cobradores demonstraram muita qualidade. Alguém haveria de errar. Erramos nós. 

 

 

É hora de deixar a ferida secar, recolher os trapos e se concentrar no próximo desafio. Eis aí  uma vantagem de ser torcedor do Grêmio: estamos sempre prestes a mais uma decisão.

 

 

Fora da Copa do Brasil, o que vamos fazer? Ganhar a Libertadores, ué! A gente pode,.

 

Bola pra frente!

 

Avalanche Tricolor: Luan voltou a sorrir

 

Grêmio 2×1 Athletico PR
Brasileiro — Arena Grêmio

 

 

Gremio x Athletico-PR

Luan comemora, em foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA

 

Eita, coisa estranha esse campeonato! Dia desses falei com você, caro e raro leitor desta Avalanche, que ainda me acostumava com o fato de ter de assistir a alguns jogos em horários diferentes, como o do sábado passado que foi às nove da noite, além de termos partidas disputadas quase todos os dias da semana. Não é que nesta 16a rodada do Brasileiro, descobri que também passamos a ter jogos sábado pela manhã?!? Ainda bem que não era o do Grêmio.

 

A rodada mal começou e deparei com outra novidade: jogo de bola só na internet —- exclusiva no site GloboEsporte.com. Por falta de atenção minha, passei a correr as centenas de canais disponíveis na televisão e nada de aparecer a partida do Grêmio. Clica aqui, corre canal ali, acessa o PPV —- aquele que eu pago para ver, mas não tive direito de ver —- e só depois de a bola já ter começado a correr na Arena lembrei que o adversário dessa tarde tem um imbróglio qualquer com a emissora que detém os direitos de transmissão (ou quase todos) do campeonato.

 

Corri no computador e conectei na TV tão rápido quanto pude. E logo descobri que o ataque do Grêmio foi bem mais rápido do que eu e em três minutos já havia aberto o placar, depois de pressionar a defesa adversária, provocar o erro, Luciano roubar a bola e deixar Luan na cara do gol. Ainda bem que a mesma internet logo tinha à disposição o gol gremista para ver e rever quantas vezes eu quisesse. E gostei muito de ver Luan marcando e comemorando aquele gol que o consolida como goleador da Arena e o coloca na privilegiada posição de já ter mais gols com a camisa do Grêmio do que o próprio Renato.

 

Dizem que Luan pode ir embora. Dizia-se o mesmo há exatos dois anos quando o meio-campista estava no auge de sua performance. Ele preferiu ficar, mesmo com as ótimas propostas que surgiam. Quis ser campeão mais vezes pelo Grêmio, conquistar a Libertadores, ser o Rei da América, disputar o Mundial e deixar seu nome na história. Luan conseguiu.

 

Neste ano, seu desempenho ficou abaixo de sua capacidade. Foi para o banco, entendeu que o momento não era dele. Treinou muito, recuperou-se fisicamente e tem se esforçado além da conta em toda a oportunidade que recebe. “Titular” do time alternativo, Luan enfrenta a dificuldade imposta por uma equipe que não tem o mesmo entrosamento da principal. Mas sabe que precisa passar por esse momento para voltar a ser o jogador que aprendemos a admirar em campo.

 

Se esses serão os últimos dias de Luan com a camisa do Grêmio, saberemos em breve. Se realmente o forem, o jogo deste sábado já valeu a pena, pois fiquei feliz em ver o sorriso dele na festa que fez pelo gol marcado e na festa que recebeu da torcida pelo jogo jogado. E mais uma vez Renato foi genial ao sacá-lo do time minutos antes de a partida se encerrar dando-lhe o direito de ouvir seu nome ser gritado pelos torcedores enquanto deixava o gramado.

 

Valeu, Luan!