Conte Sua História de São Paulo: será que eu ainda gosto da Paulista?

 

Por Betty Boguchwal
Ouvinte da CBN

 

 

Paulista: trata-se de uma avenida tão conhecida que assim mesmo é chamada: “A Paulista”.

 

Pois é, eu retornava de uma reunião no ABC, num carro da Secretaria da Saúde e, ao chegar ali, 13h de uma 4ª. feira, cinzenta, de final de setembro, eis que Paulo, o condutor, para em meio a um grande congestionamento e exclama:
– Não sei por que tanta gente gosta disso aqui, tira foto, envia cartão postal. Eu só vejo um monte de prédio alto, é concreto por toda a parte.
– Ah, Paulo, mas a Paulista é um grande símbolo da cidade.
Mas, já que ele a vê assim, seria então um convite para repensar isso, agora que a eleição para prefeito se aproxima, e eu pronta a transferir meu título de eleitor daqui!

 

A conversa me fez pensar:
Em tempo, será que eu ainda gosto tanto assim da Paulista?

 

Ora, indo lá para trás, a minha relação com esta avenida teve início nos meados dos anos 60, quando a minha família montava apartamento aqui numa das paralelas, a Rua São Carlos do Pinhal. Nossa, era toda glamorosa, daí que me remeto aos flashes das marcas dos trilhos dos bondes que carimbavam o chão! Puxa, eu as avistava logo que a minha mãe, sob o embalo daquele fusquinha bege, 1964, terminava a subida da rampa do túnel da Nove de Julho, e desembocávamos bem ali próximo ao MASP e Parque Trianon.

 

Nem bem mudamos e passei a interagir com este pedaço da cidade. Então me lembro de que no novo colégio, digo na 1ª. série do antigo ginásio, a professora citou esta avenida como o ponto mais alto da cidade: 830m. A partir daí volto-me à janela do quarto, no 10° andar, onde morávamos e da qual avistávamos o prédio da Gazeta, ainda não ocupado. Puxa, de lá saíram três cinemas, um teatro, a Faculdade Cásper Líbero, Rádio e TV Gazeta, e mais tarde o Cursinho Pré Vestibular Objetivo, de onde derivou um colégio e uma universidade.

 

É também foi aqui que peguei ônibus, sozinha, pela primeira vez, o Lapa—Vila Mariana, da Viação Translapa, que me levava à escola. Incrível, naquela época era uma prática usual: pré-adolescentes irem sozinhos à escola de ônibus, o que dava uma puta sensação de independência. Pois ali nas esquinas com a Brigadeiro Luís Antônio e com a Rua Augusta eram e permanecem locais que concentram muitas linhas de transporte coletivo.

 

Já do terraço da frente, ao retornar das viagens, eu terminava os filmes de slides fotografando a avenida: são dados históricos das mudanças desta via, onde inclusive tinha um requintado prédio residencial que foi transformado em comercial, em cuja parte inferior foi inaugurado o primeiro Mac Donald’s da cidade, e que até hoje lá permanece.

 

Evoluindo para a adolescência, aqui eu adquiri o gosto pelo cinema: tinha o finado Luxor, na Brigadeiro, que também não vingou como Biarritz. Mais adiante, nesta mesma via, inaugurou o Paulistano com “Um convidado Trapalhão para Jantar” estrelado por Peter Sellers. Mais tarde, já na Paulista, o dois Gemine. Na sequência, no Conjunto Nacional, marco da avenida e projetado pelo arquiteto David Libeskind, estavam o Astor, onde assisti “Se meu Fusca Falasse”, e o Cine Rio. E logo em frente, no Center Três, inauguraram o Bristol e Liberty, que incendiaram e depois foram recuperados. Nossa esta lista finalizava logo atrás na virada da esquina com as Consolações no Cine Belas Artes, naquela época com três grandes salas: Aleijadinho, Portinari e Vila Lobos.

 

Além disto, havia inúmeras mansões, com destaque para a da tradicional família Matarazzo, com seus imensos jardins. Mais adiante grandes magazines com roupas e acessórios diferenciados, como a Vogue na esquina com a Peixoto Gomide e a Sloper, entre a Augusta e Hadook Lobo.

 

Já em 1974 foi inaugurada a primeira linha de metrô da cidade, a hoje Azul, outrora Santana Jabaquara, e claro que tinha a Paraíso, uma estação na continuação da Av. Paulista.

 

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Conte Sua História de São Paulo: faltavam os lírios do canteiro da Avenida Paulista

 

Por Elza Conte
Ouvinte da rádio CBN

 

 

 

A Av. Paulista é há muitos anos meu espaço de caminhadas e reflexão. Ela é sem dúvida a imagem de São Paulo. Estamos no verão, todavia a exuberância dos seus prédios faz com que a qualquer momento do dia, haja em seus quarteirões uma suave brisa e uma sombra reconfortante. Caminhar pela Paulista passa a ser refrescante.

 

Há lindas histórias que tenho gravadas em mente, presenciadas nesta importante via de São Paulo, não faz muito tempo um dos inúmeros moradores de rua que lá habitam, e que fazem parte do cenário, tinha um cartaz do seu lado:

 

-

- Eu e meu cachorro estamos com fome, você nos ajuda a almoçar?

 

Parei diante dele e indaguei:

 

— Convença-me a ajudá-lo. Por que você e seu cachorro?
Prontamente o morador disse-me:

 

— Eu prefiro morrer de fome a ver meu companheiro sofrer. O almoço será dividido com ele.

 

Eu convencida daquele amor puro e inocente, paguei a eles e desejado almoço.

 

Hoje outro morador de rua, com uma bandeja de presunto, alimentava seu cão-companheiro, fatia a fatia, delicadamente servida ao animal. Não resisti e perguntei-lhe:

 

-

- Por que você não come também o presunto?
No que ele respondeu:

 

— Eu já comi um lanche de queijo, o presunto alimenta melhor o Rei —- sim, era Rei, o nome do cachorro.

 

Comovente….

 

Outra história antiga vivida na Avenida Paulista é sobre um charmoso bêbado que vivia nos arredores. Era meu caminho para a faculdade na época. Todas as vezes que encontrava com ele, respeitosamente ele dizia:

 

— Boa noite Madame! Ao qual eu sempre retribuía com muito carinho…

 

Uma dessas noites, porque estava muito cansada, fui de ônibus para a faculdade. A Paulista sempre com o trânsito congestionado, estava estranha. Faltavam os lírios amarelos dos canteiros centrais. Para surpresa de todos, no final da Paulista o charmoso bêbado estava com um enorme maço de lírios amarelos nos braços, fazendo graça com todas as moças que passavam:

 

— Boa noite Madame! — dizia de forma agradável.

 

E a cada oferecimento, um enorme aplauso, que se ouvia de todos os transeuntes e pessoas presas no trânsito. Ao qual ele respondia com um não menos charmoso agradecimento, curvando seu corpo tênue e fraco, maltratado pela bebida. Confesso que me arrependi infinitamente por não ter ido a pé naquele dia, e ter ganhado um lírio amarelo, colhido da Av. Paulista.

 

Essa imagem, como dos moradores de rua e seus cachorros, são cenários da vida real vivida na Paulista, onde tudo é possível. Nenhum destes momentos tenho coragem de fotografar porque são de beleza rara e impossíveis de serem registrados. São mágicos e divinos. Apenas histórias de São Paulo.

 

Elza Conte é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Participe desta homenagem à nossa cidade: envie seu texto agora para contesuahistoria@cbn.com.br

Conte Sua História de São Paulo: o relógio perdido no Parque do Ibirapuera

 

Por Marina Zarvos Ramos de Oliveira
Ouvinte da CBN

 

 

Minhas mais remotas memórias confundem-se com dois marcos de São Paulo: o Parque Ibirapuera e a Avenida Paulista.

 

O Parque e eu: ambos nascemos em 1954. Ele em agosto, eu em maio. Eu no interior, ele no coração da capital paulista. Nos encontramos em nossa primeira primavera. Eu, bebê de colo, não ousava ainda os primeiros passos; ele, verdinho em folha, ostentava já as primeiras flores.

 

À época, conta-se que as senhoras vestiam suas melhores roupas para circular no recém-inaugurado espaço paulistano, onde Niemeyer se apresentava em todo seu esplendor em cada linha, em cada curva do trajeto… e no qual o lago completava o ar bucólico.

 

O relógio marca o tempo que passa. Um relógio nos une.

 

Cresci ouvindo a história do passeio com minha mãe numa manhã de dezembro de 1954. Ela — quem sabe atenta comigo, quem sabe distraída com a beleza do parque — perde seu relógio de pulso, ganho dias antes. Uma das muitas histórias ao longo desses 63 anos.

 

Anualmente, minha família vinha à capital e o passeio pelo Parque era obrigatório. Obrigatória também era a visita ao nosso tio e patriarca da família. Tio reverenciado por ter vencido os desafios da imigração — da leva de imigrantes do início do século 20 — e “feito a América”, literalmente. Tio Nicolau trabalhou na estrada de ferro Noroeste; vendeu jornal; comercializou café e algodão. Acabou se tornando um dos mais respeitados e influentes homens da República e conhecido como ”Rei do Café”, nas décadas de 1930/1940, conquistando o direito de privar da amizade e da vizinhança de outro imigrante célebre: Francisco Matarazzo.

 

Pois bem, lá íamos nós, vestidos com nossas melhores roupas, percorrer a elegante Avenida Paulista, com seus casarões dos livros de histórias da nossa infância. Programa repetido por uma década.

 

Nos anos de 1960, mudamo-nos para a capital e o anual virou habitual. Passamos a frequentar o parque e a avenida.

 

Parque e eu em fase de adolescência. Barquinhos deslizavam no lago, pessoas remavam em divertidos passeios, num cenário que se transformava ao cair da tarde… carros ao redor do lago, casais apaixonados e… polícia rondando.

 

A Avenida Paulista, adulta imponente vinda lá do século 19, já aprendia, àquela altura, a ser mais democrática. A São Silvestre, a Fundação Casper Líbero, o MASP são testemunhas de tal transformação.

 

Avancemos o relógio do tempo: década de 1970/80 /90.

 

No Parque, carros circulam livremente, disputando espaço com as bicicletas — a maioria alugada do Maisena. A sede da prefeitura é transferida para o Palácio do Comércio, dando mais espaço aos frequentadores, entre eles meus filhos, que cresceram nesse agradável quintal, próximo de casa. O lago vai, pouco a pouco, perdendo a alegria. Somem os peixes. Desaparecem os barquinhos. O perfume da grama e das flores começa a se misturar com um odor desagradável.

 

Na Avenida-símbolo, brotam os conhecidos “espigões da Paulista”, que se alastram regados pela fúria do progresso e passam a compor o “high line” da cidade.

 

Avançando… virada do novo século. Virada de fase.

 

O povo ocupa o espaço, outrora privilégio da minoria aristocrática. A Paulista ganha metrô, vira palco das grandes festas, comemorações, manifestações políticas, paradas Gay… acolhendo a diversidade de povos e pessoas, de causas e ideais. É a centenária e aristocrática avenida abraçando, definitivamente, a democracia. E assim se une ao meu contemporâneo e sempre democrático Ibirapuera, que se faz, hoje, ponto de encontro para as muitas caminhadas cívicas até a Paulista.

 

O Ibirapuera continua seu destino de espaço aberto a atletas e personal trainers, bebês e babás, famílias e pets, idosos e seus cuidadores. Idosos com suas lembranças recentes se desvanecendo… as memórias remotas vivas, vivíssimas… assim como as de minha mãe que até o fim insistia em encontrar o relógio ali perdido.

 

O relógio e seu tiquetaquear incessante.

 

Marca do tempo que passa, marca de lembranças que não passam, marca do progresso que transforma nossas vidas e a cidade.

 

Marina Zarvos Ramos de Oliveira é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte mais um capitulo da nossa cidade: escreva para milton@cbn.com.br. Para ouvir outras histórias de São Paulo, viste agora o meu blog miltonjung.com.br

Conte Sua História de SP: os sons e sensações da Avenida Paulista

 

 

Por Francisco Wanderley Midei
Ouvinte-internauta da rádio CBN

 

 

 

 

 

No Conte Sua História de São Paulo, o texto do ouvinte-internauta Francisco Wanderley Midei, que, cego, descreve o passeio ao lado da filha, Daniela, na avenida Paulista:

 

 

 

Sou paulista, da tribo Paulistano Paulista. E urbano. E como paulista que procura o que fazer num domingo de sol antes que a chuva forte chegue, estive na mais paulistana das avenidas, a Paulista.

 

 

Todas as tribos estiveram por lá neste domingo. Movimento de público nas ruas e nos bares. E com policiamento severo. Até o prefeito João Dória Junior apareceu por lá no meio da tarde. Soube por causa da agitação por onde ele passava. Espero que ele não tenha tocado nenhum instrumento.

 

 

Ele pode não ter tocado, mas um cantor mostrou todo o seu desafino, enfrentando a multidão nas cercanias do Parque Trianon. E não se acanhou, tocando até Raul Seixas, que, com certeza, deve ter se mexido no túmulo. Tão desafinado que o cantor cantou até Desafinado.

 

 

Andei pela Avenida em meio à multidão. Estive no Degás, o restaurante do MASP, mas não almocei lá. Era muito caro e um pouco barulhento. Passamos pela FIESP e descobri que lá não tem restaurante e não havia atividades porque estão de férias.

 

 

Paramos, eu e minha filha Daniela, para muitos selfs, inclusive um que mostrava, atrás de nós as bandeiras do Brasil e de São Paulo, a bandeira de treze listas, paulista como eu.

 

 

Para finalizar, fomos ao Conjunto Nacional e tomamos um icecream, assim mesmo, em inglês, porque estávamos no centro econômico do País e não ficaria bem tomar um sorvete de milho verde.

 

 

E como bom “paulista paulistano” voltamos correndo, temendo que a chuva nos impedisse de entrar em casa.

 

 

Foi bom.

 

 

Ouvi barulhos de skates, bicicletas e de cães que latiam aos montes acompanhados de seus donos. Ainda não sei se quem leva o cão é o dono ou o dono é quem leva o cão. Também não quero saber porque não vai ajudar em nada a minha cultura, já que tenho pavor de cachorro, inclusive os humanos.

 

 

Francisco Wanderley Midei é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Claudio Antonio. Conte você também a sua história: escreve um texto para milton@cbn.com.br.

Conte Sua História de SP: à Avenida Paulista, com amor!

 


Por Samuel Leonardo
Ouvinte-internauta da Rádio CBN

 

 

Avenida Paulista, também poderia ser Avenida Baiana, Avenida Mineira, Avenida Gaúcha, ou simplesmente Avenida Brasileira. Avenida de todos, generosa que bem conhece a arte de acolher de toda maneira.

 

Um dia reduto do senhor do café e dos barões dos magníficos casarões, hoje tem o senhor dos valores, o senhor anônimo, tem os doutores, tem até senhoras da reza, em um ponto a Catarina Santa, em outro o Luís que é no colégio um santo que se preza.

 

E se queres ir mais longe ainda, em busca de milagres, ela nos direciona para São Judas santo de fé e de Nossa Senhora de Fátima, lá no Sumaré.

 

Avenida da vida, avenida da diva, da exuberância. Passarela de moças bonitas e de rapazes elegantes, da mulher bela e do homem sério que transborda em importância.
Corredor da corrida do ouro, da corrida diária, da corrida de São Silvestre e também da corrida de todas as cores, das cores de todos os arco-íris.

 

Templo da festa de ano bom e da festa dos campeões. Campo de protestos legítimos e de infundadas manifestações De um lado Cerqueira César, o Trianon e os Jardins, do outro tem o MASP e que Bela Vista tem o centro ao longe lá nos confins.

 

Avenida musa esguia, desejada mesmo sem as curvas insinuantes, causa inveja às mulheres, se duvidas pergunte então à Mariana ou a Angélica que ao longe só observam essa dama tão admirada. Tem ainda a Ana Rosa que só tem prosa, mas sequer da sua beleza se aproxima, e a Madalena está distante, é bonita apenas.

 

Avenida que a Augusta o caminho cruzou, mas não a abalou e que o Brigadeiro com despeito só o fez por abuso de poder, já que patente merece prudência e respeito.
Avenida símbolo dos paulistanos, dos edifícios inteligentes, das torres e das antenas, dos teatros, das finanças. Espigão com seu trânsito e muita gente em andanças, segue o seu destino com altivez, absoluto, embaixo circula o metrô em sua pujança, enquanto em cima pode ver, não se rende a nenhum viaduto.

 

Avenida de aparência moderna, corpo estrutural e de alma terna. Tem uma magia, que ampara e que conforta o coração como que querendo dizer: se não atingires o Paraíso, com certeza terás a Consolação.

 

Avenida Paulista, quando eu a vi pela primeira vez confesso que enamorado fiquei, agora que eu a conheço, não por inteira, porque assim como toda mulher carrega um ar de mistério que ninguém vê, permita essa homenagem de um admirador do grande ABC.

 


Samuel de Leonardo é o personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Você participa com histórias enviadas para o e-mail milton@cbn.com.br.

Conte Sua História de SP: o Amarelinho da CET que ajudou meu filho nascer

 

Por Marcelo Parra Vallone
Ouvinte-internauta da CBN

 

O Amarelinho que nos ajudou no dia do nascimento de meu Filho.

 

Após três anos de casados, eu e minha esposa resolvemos ter um filho. E após nove meses de gestação, no dia 16 de fevereiro de 2001, minha esposa acordou com dores. Ligamos para o médico e ele disse que a hora havia chegado. Fomos às pressas para o hospital. Apressados mas cuidadosos. Morávamos em Mauá. Precavido, eu já havia feito todo o percurso até o hospital, o Santa Joana, na avenida Paulista, algumas vezes. A malinha do bebê já estava pronta a um mês. Acontece que meu filho resolveu dar sinais que ia nascer às sete da manhã de uma sexta-feira: hora do maior trânsito em São Paulo. Na avenida Vergueiro o tráfego parou de vez. Minha esposa sentindo aquela dor que só mulher sabe como é. Os carros não andavam. Eu buzinava com esperança de alguém abrir caminho. Não adiantava. Quando parecia não haver mais horizonte à minha frente, dei uma olhada no retrovisor e avistei um carro amarelinho, aqueles da CET. Não tive dúvidas, esperei a viatura ficar ao meu lado, desci o vidro e pedi ajuda ao senhor que estava na direção. Foi quando ele gritou: “vem atrás de mim, vou te ajudar”. Ligou a sirene, sai atrás dele e o caminho se abriu até o hospital. Coisa de dez minutos já estávamos na porta do Santa Joana. Agradeci ao moço da CET, abri a porta, peguei a malinha, dei entrada com minha esposa na maternidade e … Ufa, que sufoco! … meu filho nasceu lindo como o pai e a mãe e com muita saúde. Obrigado, Amarelinho da CET.

 

 

Marcelo Parra Vallone é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade: agende entrevista em áudio e video no Museu da Pessoa pelo e-mail contesuahistoria@museudapessoa.net. Ou envie seu texto para milton@cbn.com.br. Ouça outras histórias de São Paulo no meu Blog, o Blog do Mílton Jung.