Pra mim sempre foi brincadeira de criança. Ou para criança, pois boa parte das vezes era meu pai quem fazia a dobradura com apuro e lançava o avião de papel pelos ares. Sem medo, eu garanto: ele era craque. Meus filhos até hoje esperam a chegada dele na cidade para vê-lo arremessando o “aeroplano” o mais distante possível.
Aí chega uma multinacional que se esforça para atrelar a marca a modalidades arrojadas e diferentes e transforma a coisa em um belo negócio de marketing promovendo o Paperwings World Final ou Campeonato Mundial de Avião de Papel, que neste ano foi disputado na Austrália e teve um brasileiro em destaque.
O paulistano Leonard Ang, estudante de engenharia da USP, sagrou-se o melhor piloto do mundo na categoria tempo de voo com a marca de 11,66 segundos. Pelas imagens de divulgação é preciso estar preparado fisicamente além de “pesquisar e trabalhar muito” – foi o que disse o campeão – seja lá o que isso signifique para a modalidade.
Fosse um pouco mais jovem, escreveria meu pai na próxima edição. Feio ele não iria fazer, pode ter certeza.
