Cuidado:motorista flagrado três vezes bêbado está livre

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Já faz algum tempo que não escrevo neste blog sobre um assunto que abordei inúmeras vezes neste espaço,ou seja,trânsito. Há 60 anos possuo carteira nacional de habilitação,já dirigi automóveis no exterior,jamais tive o documento habilitador apreendido,raríssimas vez fui multado e há muito,sempre que chega a hora de pagar o IPVA,ganho o desconto de bom motorista. Sou fanático por direção defensiva,algo cada vez mais fundamental se levarmos em conta que o número de veículos que circulam, tanto nas cidades quanto nas rodovias, é cada vez maior,isso graças aos financiamentos tentadores oferecidos pelas revendas. Lembro-me com saudade dos tempos em que eu me sentia feliz conduzindo um automóvel em Porto Alegre,minha cidade e,também,viajando pelo interior do Rio Grande do Sul e até por outros estados do Brasil a serviço da rádio em que então trabalhava cobrindo futebol. Hoje,confesso lisamente,tenho um certo medo de dirigir aqui ou ir,pela freeway, além de Tramandaí, balneário gaúcho onde temos casa de veraneio. Aliás,é a propósito do que ocorreu nessa rodovia que vou manifestar a minha opinião e a minha revolta.

 

“Motorista é preso ao dirigir bêbado e pela contramão”

 

A manchete é do jornal Zero Hora. Ao me deparar com ela na 27ª página do periódico,imaginei que não havia razão para sequer divulgar informação do tipo dessa,eis que motoristas dirigindo sob efeitos de álcool não têm nada de incomum. Bem pelo contrário:trata-se,hoje em dia, de fato corriqueiro. Ah,mas Zero Hora tinha sobradas razões para dar destaque à notícia. Se já se tornou um tanto comum para as polícias rodoviárias estaduais e federais pegar em flagrante caras que dirigem embriagados,prender o mesmo sujeito,na mesma rodovia – a freeway – conduzindo,etilizado, o seu automóvel,na contramão, no mínimo,chega a espantar. Lucio Mario Borba – relata a repórter Letícia Costa – foi flagrado pela terceira vez,na freeway, com “sinais de embriaguês ao volante. Antes disso,na mesma rodovia,Borba,agora com 41 anos,havia sido flagrado,em condições semelhantes. Os episódios etílicos de Borba aconteceram em 2012,2013 e culminaram com o do dia 13 de abril de 2014. Neste,dirigindo um Ônix por cerca de seis quilômetros,acabou colidindo com um Gol,que capotou.

 

Perguntem-me agora o que aconteceu com este contumaz infrator? Ah,já esteve no Presídio Central de Porto Alegre. E daí?O sujeito segue soltinho da silva.Não duvidem que voltará não apenas a dirigir,mas novamente na contramão e pondo em perigo a vida de motoristas bem comportados que se arriscam a vê-lo guiando impunemente,quando deveria ter a carteira de habilitação rasgada em pedacinhos. Justiça leniente não é justiça,mas quase perdão. Esta é a minha opinião.

 


Milton Ferretti Jung é radialista, jornalista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Foto-ouvinte: motoqueiro movido à álcool

 

Motoqueiro bêbado

 

Na imagem e no texto, a colaboração de Devanir Amâncio, sempre atento aos flagrantes da cidade:

 

“Um motoqueiro completamente embriagado caiu debaixo da própria moto e foi socorrido por um pedestre, na esquina da rua Conselheiro Ramalho com a rua Fortaleza, na Bela Vista, região central da cidade, sábado, 2/6, por volta das 16 horas. Sem ferimentos, levantou dizendo que caiu sozinho e estava ‘sentimentalmente’ estressado. O homem não aceitou ajuda para chegar em casa e a Polícia Militar foi acionada pelo 190 às 16h20. Não se sabe o desfecho dessa história”

“Sou cachaceiro … nunca peguei, isso é com os grandes”

Por Willian Porto
Movimento Voto Consciente

Por conta de uma reportagem que denunciava a venda de pontos para ambulantes por parte da fiscalização municipal que atua na Lapa, foi convocado a comparecer perante a Comissão de Finanças da Câmara Municipal de São Paulo, o agente da Subprefeitura da Lapa envolvido.

Em resposta às perguntas sobre o ocorrido, o funcionário público municipal concursado e carreira estável respondeu singelamente: “- Ah, era cunversa di cachacero! Eu tava travado i aí bêbado fala qualqué coisa,sabe né! Eu tava lá nu buteco tomando umas, tava comemorandu u jogu e já tinha tomado todas. ..Mais eu nunca peguei nada isso é com os grande lá.”

Os aturdidos vereadores ainda tentaram dar alguma seqüência razoável, perguntando sobre suas funções e qualificações, detalhes sobre o ocorrido, se ele foi beneficiado por algum camelô e se havia algum superior hierárquico que tivesse vantagens financeiras na fiscalização.  A partir de determinado ponto entretanto parte da vereança sucumbiu ao clima de ópera bufa e não resistiu ao levantar questões como:

“-O senhor é palmeirense ou são-paulino?”
“…Velho Barreiro, hein? E gosta de cachaça da boa, 51 nem pensar!” (em comentário à resposta do servidor sobre o que tinha bebido no boteco)
“- O senhor tem carro? (Não)Nem bicicleta? (Não)”

De causar pena também foi constatar na sessão da Comissão de Finanças a falta completa de dignidade e auto-estima quando o funcionário referiu-se a si mesmo como “Cachaceiro” e “Bebum” que falava demais, numa patética tentativa imagino de causar alguma simpatia naquele ambiente que a ele provavelmente intimidava.

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