Grêmio 2 x 0 Botafogo – RJ
Brasileiro – Olímpico Monumental
A camisa nova tem desenho diferente sobre os ombros, dá a impressão que tem um capote pendurado atrás a espera para cobrir a cabeça dos jogadores, mas não perde a tradição das listras que fazem parte da história do tricolor. Ao lado do campo, o técnico novo é mais comedido do que os anteriores, grita pouco, não gesticula como muitos, parece preferir o cochicho tático ao grito estérico, mas não abre mão da escalação que fez do Grêmio a melhor campanha da Libertadores.
Do uniforme vou falar pouco, ressalto apenas ser mais bonito do que aquele que nos vestiu no vice-campeonato brasileiro do ano passado. Deixo o resto para que você dê a sua opinião.
Do time, apesar de estar com os mesmos jogadores, exceção a presença de Tulio que substituiu Adílson, suspenso, havia um comportamento diferente em campo. A defesa esteve mais consistente e só levou susto quando o ataque veio de longe, na cobrança de falta. E que cobrança !?
No meio, Souza segue o melhor e Douglas Costa é serelepe quando entra, mas a boa notícia é que Tcheco está de volta ao jogo. Nosso capitão recebeu autorização para criar, driblar, passar e chutar de vez em quando, e de preferência fazer tudo isso próximo da área do adversário.
No ataque, Maxi demonstra talento (você viu o passe para que Fábio Santos marcasse o segundo gol ?) e Jonas parece que vai resistir a todos os preconceitos que sofrem os jogadores baratos e pouco badalados pela mídia marcando um gol atrás do outro. Já foram 11 ou 12 neste ano. Ele é o goleador. Que assim continue !
Autuori precisou apenas de cinco dias de treino para deixar sua digital no time. Na quarta-feira, contra o Caracas, na Venezuela, é a vez do Grêmio mostrar a ele que seja qual for o desenho da camisa, seja qual for a escalação em campo, este clube quando disputa vaga na Libertadores não pode abrir mão da alma dos Imortais que construíram nossa história.

