Foto-ouvinte: Desrespeito oficial 2

O Placa Azul, de novo

O Placa Azul voltou a atacar e a medida que as pesquisas avançam descobrimos alguns hábitos bastante comuns e a preferência desses OTNI – Objetos Terrestres Não-Identificados. Não podem ver uma calçada livre e arrumada, principalmente na avenida Paulista, que logo se aproximam. E quando o pedestre menos espera, eles invadem a área e se apoderam, sem nenhum temor pois, aparentemente, não tem predadores no Planeta Terra. Pelo menos não o tem em São Paulo, onde podem cometer todo o tipo de irregularidades.

O flagrante deste ataque é de Allan Reisler, ouvinte-internauta que tem se especializado em OTNI. Este é o segundo que ele flagra no mesmo ponto, muito próximo do Masp. E por entender que nenhuma autoridade vai tomar qualquer atitude em relação a este desrespeito, Allan sugere: “pintem uma faixa amarela na calçada e coloquem uma placa alertando que ali é estacionamento particular de carros do corpo consular”.

Em tempo: Apesar da placa de identificação do veículo estar aparente, nenhuma autoridade no estado de São Paulo, nem mesmo o governador José Serra, parece ter a lista com o nome dos proprietários desses veículos, e por isso podem ser considerados da espécie OTNI.

Nota de ouvinte-internauta (27/02, 19h53)

“A partir de janeiro de 2009, carros diplomáticos serão registrados no Renavam”, reportagem do jornal Correio Brasiliense publicada em dezembro de 2008, sugerida pelo ouvinte-internauta Edson Rocha

Civilidade

Por Fernando Gallo

Um filósofo – não sei qual – disse certa vez que o grau de civilidade de uma cidade pode ser medido pela largura de suas calçadas.

A largura de suas calçadas, quem poderia imaginar?, e no entanto faz tanto sentido, mais espaço para as pessoas, menos para as máquinas, abrir lugares para os calçados, que barulho não fazem, ou fazem menos do que motores, engrenagens, e toda sorte de componentes ruidosos que se põem a invadir os nossos ouvidos, mal não haverá em mais dignidade ao trânsito dos pedestres, tão alijados do processo de ir e vir nessas calçadas estreitas, a desviar uns dos outros, dos postes, a transitar pelo meio-fio, o risco de cair na pista e lhe passarem as rodas por cima a qualquer momento.

A largura das calçadas deveria integrar um índice de civilidade, mais ou menos nos moldes desse que chamamos IDH, utilizado pelas Nações Unidas para auferir o desenvolvimento humano nos países, alvissareiro que pensadores bem intencionados tenham conseguido estabelecer alguma humanidade e ciência nisso que temos chamado economia, e que trata tudo tão vagamente, o mercado, o crescimento e tantas outras palavras que de exatas nada têm, mas nos perdemos um pouco quando falávamos de nosso IDH, ou melhor, de nosso IC, Índice de Civilidade, este muito menos complexo do que aquele, sem fórmulas matemáticas nem metodologias tão acuradas, vamos nos valer apenas de nossa observância, nossa vivência, disso que alguns chamarão empirismo.

Estando certo que o ponto de partida de nosso índice serão as calçadas, podemos passar sem grande dificuldade para os outros componentes, mais difícil é começar, usaremos este chavão para deixar claro que as palavras têm esse poder de por em ordem os raciocínios, que os pensamentos vão se encadeando à medida que os vamos imprimindo no papel, embora papel disséssemos na época das máquinas de escrever, agora deveríamos dizer LCD, sigla anglófona para as telas modernas de computador, veja o leitor que dizíamos que os pensamentos vão se encadeando à medida que o texto vai saindo – diremos assim para simplificar – e acabamos por nos dispersar.

Vamos logo, então, Machado dizia que o leitor tem pressa, embora a pena corra devagar, não é o nosso caso, blogs, ao contrário dos livros, não devem se prestar a longas divagações.

Pois passaremos logo às nossas outras proposituras: todos os assentos do transporte público serão preferenciais, assim tentaremos corrigir o bem intencionado erro do cidadão que instituiu os bancos exclusivos, e acabou por excluir dos idosos, das grávidas, das pessoas com deficiência e congêneres a preferência que lhes devemos em todo e qualquer assento. Também temos profunda crença em que toda e qualquer pessoa nascida do sexo masculino deverá ceder seu assento para toda e qualquer pessoa nascida do sexo feminino, acalmem-se as feministas, não estamos a tratar de fragilidades, temos tido, aliás, provas cabais de qual é o verdadeiro sexo forte, dizíamos, porém, que não é de fragilidades que se trata, mas de gentileza, costume que inadvertidamente começamos a abandonar tão logo queimaram o primeiro sutiã.

Gostaríamos de ver dobrado o tempo em que permanecem abertos os faróis de pedestres, mal eles têm permitido que nós cruzemos as ruas, que dirá os mais sedentários, as velhinhas, as pessoas com restrição de mobilidade, essas gentes para quem pouco serve esse sistema de governo a que nos habituamos chamar de democracia, talvez devêssemos chamá-lo oligocracia, pouco tem servido à maioria, que dirá às minorias.

Continuar lendo

Foto-ouvinte: De grão em grão

padaria calçada

Primeiro um puxadinho. Depois uma rampinha. Amanhã, colocamos os banquinhos para os clientes ficarem confortáveis. E a calçada, área pública de passeio, é tomada aos poucos pelo dono desta padaria na esquina da rua Otávio Tarquinio de Souza e avenida Barão do Rego Barros, no bairro do Campo Belo. A imagem é do ouvinte-internauta Michel Brotodo que já fez queixa na subprefeitura da região, mas não obteve retorno.

Foto-ouvinte: Estação sujeira

Sujeira no Tucuruvi A calçada ocupada pelo lixo é rotina no entorno da estação Tucuruvi do Metrô que fica a cerca de 200 metros da subprefeitura responsável pelo local. Segundo o ouvinte-internauta Evaldo Pinto de Camargo, autor da foto, o lixo seria de responsabilidade dos comerciantes locais. Apesar da coleta ocorrer, a maneira como o material fica jogado prejudica a passagem de pedestres.

Agora o outro lado

A Secretaria Municipal das Subprefeituras enviou a seguinte resposta: 

“Informamos que a coleta de lixo na Av. Tucuruvi e Antonio Maria de Laet, próximo à estação Tucuruvi do metrô, é realizada três vezes por semana, no período noturno, sendo que o lixo domiciliar pode ser depositado na via pública a partir das 18h. Salientamos que as orientações com relação aos horários de coleta e depósito do lixo, bem como acondicionamento e demais informações pertinentes ao serviço foram transmitidas pela empresa prestadora de serviço, através de folhetos distribuídos porta a porta, sendo que a última orientação foi realizada em Outubro/2008. Como providências, a Subprefeitura acionará a empresa para a realização de nova ação educativa na região, além de solicitar a fiscalização para autuar os munícipes que porventura estejam depositando lixo na via pública antes do horário estabelecido por lei. A Subprefeitura convidará, ainda, os comerciantes do entorno da estação Tucuruvi do Metrô, onde o problema foi detectado, para uma reunião com o objetivo de sanar o problema.”

Liberdade, não para caminhar

Liberdade sem calçada

O pedestre tem de se esforçar muito para passear nas calçadas do bairro da Liberdade. São postes, postinhos e os mais diferentes obstáculos que tem de ser driblados pelo cidadão. A encrenca é tal que a nossa colega de blog Maria Lucia Solla não resistiu e registrou as imagens para compartilhar com você. Ao clicar na imagem aí de cima, você encotrará mais duas fotos do mesmo local. Preste atenção na barreira que foi colocada para quem pretende atravessar a rua na faixa de segurança.

Subprefeitura responde reclamações de ouvintes-internautas da CBN

Problemas nas calçadas, ocupação ilegal do espaço público, carros estacionados de maneira indevida. Foram algumas das reclamações de cidadãos paulistanos feitas no ar pelo CBN São Paulo. Neste início de semana, o secretário de Coordenação das Subprefeituras Andrea Matarazzo enviou mensagem prestando conta das ações que foram realizadas para fiscalizar as irregularidades  apontadas pelos ouvintes-internautas.

Além disso, divulgou o endereço eletrônico dele para quem quiser encaminhar as reclamações diretamente ao secretário ( amatarazzo@prefeitura.sp.gov.br ).

 Leia a resposta de Matarazzo:

 “Primeiramente gostaria de agradecer as denúncias veiculadas no CBN São Paulo. Como você mesmo disse, os moradores desta cidade são sim os nossos maiores fiscais e trabalhamos para melhorar a qualidade de vida de cada um. Uma das grandes preocupações da Prefeitura é promover a acessibilidade dos pedestres. Por isso, com a Lei Mara Gabrilli e o trabalho das 31 subprefeituras, hoje a cidade conta com mais de 400 quilômetros de calcadas renovadas – como a Paulista, por exemplo, que tornou-se modelo de acessibilidade na América Latina.

Portanto, respondendo pontualmente os e-mails de ouvintes com informações das Subprefeituras responsáveis, informo:

 – Que, em relação ao mau acabamento das calçadas da avenida Rio Bonito, informado por Nikita George, a subprefeitura Capela do Socorro enviará um engenheiro para verificar o assentamento do passeio público e as condições de acessibilidade e, se necessário, a empresa que executou o serviço fará a reforma;

– À Senhora Laura, que os bares que possuem autorização em dia da Subprefeitura podem colocar mesas e cadeiras nas calçadas, desde que deixem 1,10 m de passagem livre para os pedestres e que elas sejam retiradas até o fechamento do bar, ou seja, à 1 hora. O proprietário que não cumprir o que a legislação prevê está sujeito à multa, cassação da licença pelo período de um ano e apreensão dos objetos;

– Respondendo às queixas da Dona Olga Schuak, que em vistoria realizada na rua Maria Antônia pela subprefeitura Sé, foi constatado apenas um estabelecimento com mesas excedentes. O dono do local recebeu orientação e fez as remoções na hora. Mesmo assim, as equipes continuarão a fazer fiscalizações de rotina para que se mantenha a ordem nos passeios da região;

 – Que nos dias 9, 10 e 13 deste mês um agente vistor da subprefeitura de Pinheiros esteve na rua Paes de Araújo, conforme pediu o ouvinte Alberto Penteado, e, no momento da vistoria, verificou que os veículos estavam estacionados apenas no recuo, e não no passeio. Além disso, uma placa publicitária irregular instalada em uma lixeira foi removida do local. Pedimos nos informar sempre que voltar a notar estas irregularidades;

Continuar lendo

Foto-ouvinte: E dizem que tá legal

Calçada ilegal

Esta calçada está de acordo com a lei. Você acredita nesta informação ? Foi o que o autor desta foto ouviu quando foi reclamar na subprefeitura da impossibilidade de uma mãe passar com o carrinho de bebê, por exemplo. Nosso colaborador enviou esta mensagem após ouvir entrevista, nesta semana, com representante da prefeitura que falou sobre o esforço da administração municipal para que o passeio público esteja livre. Esta calçada fica na rua Japão, no bairro do Itaim-Bibi, em São Paulo.

E você termina de ler este post e pergunta: Quem é o autor da foto, Milton ? Inicialmente havia publicado que era o ouvinte-internauta João Arnaldo Jordon que, prontamente, me escreveu para chamar atenção para a confusão que eu havia feito. Ele nos mandou outra imagem que será divulgada, neste sábado, aqui no blog. Vou ficar devendo o nome do cidadão que tem reclamado pela falta de acessibilidade na calçada da rua Japão.

(São 23:26 de sexta, estou sentando diante do meu computador, pensando nas pautas do programa deste sábado e não é que surge o arquivo com o nome do autor da foto. Antes tarde do que nunca, João Montani Netto)

Opinião de Ouvinte: Calçadas são “roubadas” por bares e restaurantes

José Luiz Pinto da Fonseca
Ouvinte-internauta do CBN SP

“Ouvi com muita atenção a sua matéria com a procuradora Dra. Cláudia Maria a respeito da situação das “calçadas” na nossa cidade de São Paulo, pois como munícipe atento também estou engajado nisso desde 2.003, quando proliferaram de maneira enorme bares, restaurantes, pizzarias, lanchonetes e até açougues nos bairros de Perdizes, Pompéia, Vila Romana e Lapa, que estão fazendo as nossas calçadas de segurança como seus  salões de refeições e bebidas.Fiz inúmeras denúncias à subprefeitura da Lapa nesse período, inclusive através dos jornais de bairro, nos quais houve muitas reclamações de outros moradores indignados como eu com os abusos cometidos constantemente.

A lei 12.202 de 1.996, da autoria do então vereador Said Murad (hoje deputado estadual) e promulgada pelo então prefeito Paulo Maluf, nefasta para a nossa Cidade na minha opinião, não é cumprida quanto aos seus tópicos de aplicação como deveriam, e a fiscalização embora recolha mesas e cadeiras, não faz com que os estabelecimentos que apresentaram seus projetos de uso do espaço público para aprovação passem a cumprir o que determina essa lei.

Exemplos disso, são as elevações/patamares em alvenaria feitos para “aplainar” as calçadas (geralmente deixando espaço exíguo de menos de 1 metro para a passagem dos pedestres), colocação de toldos quase até a beirada afixados no chão por ganchos chumbados e que ficam à mostra no piso e que podem provocar tropeções e quedas, especialmente em idosos, grades chumbadas na parede do estabelecimento para “enquadrar” os espaços ocupados, cadeiras e mesas colocados junto a equipamentos públicos como postes, orelhões, caixas de correio e árvores (alguns até retiram as árvores para obter mais espaço), churrasqueiras/fornos de todos os tamanhos até a beirada da calçada exalando fumaça até a noite (gostem ou não de carne os vizinhos), além, é claro, dos equipamentos dos tais valets (guarda-sóis, bancada e bancos), inclusive no meio fio da calçada, e do barulho noturno a céu aberto feito pelos frequentadores, pois depois da 3a. cerveja “ninguém é de ninguém”, como diz o título e a letra de uma famosa música brasileira. Inclusive, depois das mesas ocupadas, as pessoas ficam em pé nas calçadas com seus copos nas mãos, tomando totalmente o espaço destinado para que os pedestres circulem, e aí o jeito é passar pelo meio das ruas junto ao trânsito de carros, arriscando-se a um atropelamento.

Caro jornalista Milton, além de todas essas coisas praticadas fora do texto da lei, existe o fato concreto do péssimo exemplo que está sendo dado às crianças e jovens adolescentes quanto ao consumo de bebida alcoólica, pois o que está sendo feito em público nesses estabelecimentos que usam as nossas calçadas de circulação em segurança, é uma indução direta para que também frequentem esses locais, já que a fiscalização quanto a venda de bebibas é muito precária e não cobre toda a Cidade.

Continuar lendo

Ex-vereador de olho no prefeito Kassab

Fora da Câmara, desde dezembro, José Rolim se esforça para ver dois dos projetos de lei dele serem sancionados pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM) e executados pela prefeitura de São Paulo. Ex-vereador do PSDB, Rolim conseguiu aprovar na Câmara proposta para que os postos de combustível fixem o número do Disque-Denúncia, assim como já ocorre nos ônibus da capital. Em outro projeto, os bancos ficam obrigados a criar estacionamento para carro forte, “pois hoje todos param nas vias principais nos horários de pico: às 9 e meia, abastecendo os caixas; as quatro e meia da tarde, fazendo a coleta”- explicou Rolim.

O tucano que não se reelegeu é “gato escaldado”. Já havia aprovado lei que obriga a construção de calçadas com piso drenante em determinadas situações na cidade, e a viu engavetada pelo prefeito “para ajustes”.