Conte Sua História de São Paulo: a jabuticabeira do Seu Oseas e dos passarinhos do Campo Limpo.

Oseas Pereira Campos

Ouvinte da CBN

Seu Oseas e a jabuticabeira em foto de arquivo pessoal

Tenho  77 anos. Sou viúvo. Moro no condomínio Interclube, no Jardim Umuarama, no Campo Limpo, zona Sul da cidade. Cheguei em São Paulo em 1972. Cinco anos depois, eu e minha esposa ganhamos uma muda de jabuticaba. Eu plantei em um vaso e continuamos a regá-la durante 15 anos.

Quando chegou 2018, plantei a jabuticaba no pomar do condomínio que moro e já está dando frutos.

Fico muito alegre de ver os sabiás, os bem-te-vis, o casal de João de Barros, pardais que comem os frutos todos os dias. Minha felicidade é enorme ao ver que o plantar da árvore frutífera alimenta os pássaros. E a mim, também. 

Gostaria mesmo que minha esposa estivesse aqui para ver a jabuticabeira, como está linda e como atrai os passarinhos do bairro. 

Oseas Pereira Campos é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também a sua história, envie seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos da nossa cidade ouça o meu blog miltonjung.com.br ou o podcast do Conte Sua História de São Paulo.

Conte Sua História de São Paulo: Na escola de Sznick

 

Cristian Snick

No Conte Sua História de São Paulo, as lembranças do ouvinte-internauta Christian de Mello Sznick. Nascido no Jardim Bonfiglioli, na zona oeste da cidade, ele se tornou professor da rede pública e hoje leciona no Campo Limpo, na zona sul. Aos 31 anos, Christian tem boas recordações da região do Butantã, que não era tão cheia de comércio e de trânsito, poucas décadas atrás. Ele também lembra que a USP mantinha a Cidade Universitária aberta para a comunidade.

Ouça o depoimento de Cristian Snik gravado pelo Museu da Pessoa e sonorizado por Cláudio Antônio.

O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar, sábados, às 10 e meia da manhã, no CBN SP. Você participa enviando texto ou agendando entrevista no site do Museu da Pessoa. Conte mais um capítulo da nossa cidade.

Quem não lê, encolhe

 

Por Devanir Amâncio
ONG Educa SP

A Estrada de Itapecerica,altura do número 1.530, região do Campo Limpo , Zona Sul, tem um dos grafites mais provocativos da Cidade: O “Leia Mais ! Gente Muda” , que retrata uma figura humana  encolhida  – parecida com extraterrestre –  olhando um livro aberto.  Não é possível identificar o autor da obra de arte. Seu nome foi manchado pela pichação.

Conte Sua História de São Paulo: A memória do Kobra

 

Muralismo-

Da pichação sem sentido ao desenho que nos faz recordar; da cultura americana à visão paulistana. O artista gráfico Eduardo Kobra rodou por todas estas expressões até ter seu trabalho reconhecido – inclusive por seus pais. Foram eles, os primeiros a tentar reprimir o menino de 12 anos que saía do Campo Limpo, na zona sul, empunhando tubos de tinta ao lado dos amigos para sujar a cidade. Tinham medo do que podia acontecer com o filho que por duas vezes já havia sido detido por policiais.

Hoje, Kobra tem consciência do comportamento impróprio da época e sabe que foi, em parte, aquele o motivo para os familiares terem tanta dificuldade para compreender o que ele realmente fazia quando passou a usar os muros de São Paulo para recuperar nossa memória.

Com o nome escrito na vida cultura da cidade, Kobra hoje pode subir a 40 metros de altura ou estender sua obra por quilômetros de paredes sem que a polícia o incomode (às vezes, ainda tem quem confunda as coisas). Mesmo só tendo entrado em uma galeria de arte pela primeira vez aos 26 anos, atualmente é um artista respeitado. Seu trabalho é visto com interesse no exterior, também.

Eduardo Kobra foi personagem do Conte Sua História de São Paulo, em homenagem aos 457 anos da nossa cidade.

Ouça o depoimento dele ao CBN SP

‘Cidadão é bem atendido’, diz diretor do Hospital Campo Limpo

A constatação de que pacientes que necessitavam ser transferidos para a UTI não encontravam vagas, crianças com problemas respiratórios estavam em observação em macas colocadas no corredor, um equipamento de tomografia está quebrado há mais de seis meses e há falta de médicos para atender a demanda de uma das regiões mais populosas de São Paulo não foram suficientes para o diretor do Hospital Campo Limpo admitir que o cidadão é mal atendido. Para o doutor Marcelo Gusmão, os cerca de 1 milhão de moradores da região, na zona sul de São Paulo, recebem um bom serviço na unidade de saúde do município.

O mesmo não pensa parte da Comissão de Saúde da Câmara Municipal que esteve na instituição, na manhã de quarta-feira, e encontrou problemas no atendimento aos pacientes. A presidente da Comissão, vereadora Juliana Cardoso (PT), disse que levará a situação deste e outros hospitais mantidos pelo município para discussão na Câmara Municipal, quarta-feira que vem, quando o grupo se reúne.

Ouça a entrevista da vereadora de São Paulo Juliana Cardoso (PT), presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal, ao CBN SP

Ouça a entrevista do diretor técnico do Hospital Campo Limpo, dr. Marcelo Gusmão, ao CBN SP