Cantinas, sempre uma atração

Por Ailin Aleixo
Epoca SP na CBN

Originale Trattoria

Joaquim Almeida, o Canjica; João Rocha Sales, o João da Praia; Getúlio Silva Souza, Antônio Almeida e Jefferson Pupo, o Fininho. Os cinco amigos, que já foram garçons e gerentes de diversas cantinas na cidade, resolveram abrir, há cerca de um ano e meio, o próprio negócio. O grande salão tem aquele clima de casa da nonna, com garrafas de vinhos penduras pelas paredes (também repletas de fotos antigas de famosos nos restaurantes aonde os proprietários já trabalharam). O atendimento, hiper simpático, facilita a escolha no imenso cardápio, com opções de massas caseiras, carnes, risotos, peixes e até paella– e todos os pratos, todos mesmo, servem tranquilamente duas pessoas. Para começar, peça a mega-porção de bruschetta de gorgonzola. Para manter-se no clima cantineiro, vá de lasagna de mussarela e carne à madalena (molho de alcaparras com mussarela de búfala e manjericão) ou um generoso filé à parmegiana.

Rua Original, 123 – Vila Madalena – São Paulo – SP

3816-4884 e 3895-4289

Cantina do magrão

Luiz Antonio Sampaio, o Magrão, já era famoso pelas bandas do Ipiranga com o Bar do Magrão, que funciona ao lado. Durante o dia, Mônica, sua mulher, usava a cozinha para fazer massas frescas e vender na rotisseria. Mas a clientela do bairro pedia uma cerveja e, em vez de levar os raviólis para casa, comia a pasta ali mesmo, em mesas improvisadas na calçada. Não deu outra: virou restaurante. O cardápio segue a linha cantineira com opções de massas frescas e secas para combinar com o molho à escolha. O ravioli di nonna vem recheado de mussarela e salsinha e o pavoni leva damasco e queijo brie. Todos os pratos servem duas pessoas. De sobremesa, a gostosa panacotta perde o brilho por causa da calda exageradamente doce. O serviço, um tanto displicente, precisa melhorarR. Agostinho Gomes, 2996 – Ipiranga – São Paulo – SP

6161-6649

Cantina Roperto

Decoração simples à moda antiga, garçons formais e atenciosos, pratos clássicos, baratos e bem servidos que sempre dão para dois. Aos 82 anos, a cantina, uma das mais famosas da Bela Vista, felizmente não se rendeu a certas modernidades. E encanta justamente por isso. O cardápio permite ao cliente combinar a massa (algumas são feitas lá) e o molho a seu gosto. No capítulo das carnes, a perna de cabrito com batatas e brócolis é um best seller, sobretudo nas mesas numerosas de sábado, embaladas pela música ao vivo. Não deixe, porém, de experimentar o excelente polpetone da casa, que lá ganha o apelido de ropertone – quem pede a versão mini se arrepende. Para compensar a saudade, vá com tudo na sobremesa e peça uma pêra ao vinho com sorvete de creme.

R. 13 de Maio, 634 – Bela Vista – São Paulo – SP

3288-2573 / 3284-2987