A esperança é pouca para quem mora na Ilha do Bororé e arredores. É o que constato após ouvir o subprefeito da Capela do Socorro Valdir Ferreira falar das carências não apenas do local, mas de todo o bairro do Grajau, extremo sul de São Paulo. Sem verba e sem poder, tem pouco o que fazer – foi o que deixou claro na entrevista ao CBN SP. Se o assunto for creche municipal, iluminação pública, construção de vias para acesso entre outras melhorias necessárias, os moradores terão de esperar uma decisão da prefeitura.
Ouça a entrevista com o subprefeito de capela do Socorro, Valdir Ferreira.
Sobre a varrição, Valdir Ferreira disse que só é feita em vias com calçamento. E no Bororé existe apenas uma. O restante da Ilha tem serviço de limpeza mas sem a frequência que a região exige, principalmente por ser uma área de preservação.
Nem mesmo o número de moradores é conhecido pelos administradores. O subprefeito diz que devem ser 7 mil pessoas por lá, mas confessa ser difícil acompanhar o crescimento por ser área de grande adensamento. Tem muitos locais ocupados irregularmente e, segundo Ferreira, isto atrapalha as negociações para construção de creche, escola e equipamentos públicos.
Não concorda que os moradores do Bororé estejam abandonados. O Grajau, está. Não por esta administração, tenta nos convencer. Foram anos sem investimento, comenta.
E a creche ?
Ainda depende da secretaria de educação – diz o sub
E o calçamento da estrada que dá acesso à Ilha ?
Ainda depende da Secretaria do Verde – diz o sub
E as pessoas ?
Estamos conversando – diz o sub
E a Bororé?
Vai continuar esperando – digo eu.

