Conte Sua História de São Paulo: o carioca que ama a cidade onde nunca iria morar

Andre Luiz Marques
Ouvinte da CBN

Foto de Carlos Eduardo on Pexels.com

Sou um carioca de 54 anos. Minha relação com São Paulo começou ainda pequeno, nas décadas de 1970 e 1980. Meus bisavós italianos migraram para cá no início do século XX. Dos irmãos, apenas minha avó decidiu viver na cidade do Rio de Janeiro. Por isso, com alguma regularidade, visitávamos nossos parentes em São Paulo.

Lembro, inclusive, de ter vindo em uma dessas viagens no antigo Trem de Prata, que ligava a Estação Barão de Mauá, no Rio, à Barra Funda, em São Paulo. Também estava na cidade quando soube das mortes de Elis Regina, em 1982, e do zagueiro Daniel González, do meu Vasco, em 1984.

Na juventude, essa relação se intensificou, mas de maneira diferente. Entre 1993 e 1999, fiz diversas viagens para o Sul do país, sempre passando por São Paulo. Eu seguia pela Dutra para acessar a Régis Bittencourt. Não existia Rodoanel, a Marginal era mais estreita e o trânsito, muito pesado. Perdíamos horas apenas atravessando a cidade. Foi nesse período que prometi a mim mesmo que nunca moraria em São Paulo.

O “nunca”, porém, decidiu se vingar. Por causa do meu emprego, fui transferido para São Paulo no início de 2000. Vim já casado, com minha esposa, que é de Fortaleza. Aqui moramos até 2009. Nesse período nasceram nossas três filhas e vivi um momento de grande crescimento profissional. Foi uma fase marcante das nossas vidas.

Em 2009, tentei “fazer as pazes com o nunca”. Surgiu a oportunidade de voltar ao Rio e fizemos a mudança com tranquilidade, já que as meninas ainda eram pequenas. Aproveitamos bastante aqueles anos em que o Rio vivia um ciclo otimista, pré-Copa e pré-Olimpíadas, com o Cristo estampando a capa da revista The Economist, em 2009.

Alguns anos depois, o país e o Rio entraram em um período difícil. A mudança de clima foi simbolizada, novamente, pela Economist, agora com o Cristo despencando. E o “nunca” reapareceu. Em 2017, fui convidado a trabalhar outra vez em São Paulo. Aqui estou desde então, agora com filhas se formando e construindo suas vidas nesta cidade que nunca para.

Os cariocas não costumam ser fãs de São Paulo. Guardo meu saudosismo do Rio, é claro. Reconheço, porém, que a cidade e os paulistanos me acolheram muito bem. Depois de tantos anos, aprendi a lidar com essa metrópole intensa e complexa, cheia de possibilidades. Hoje sou feliz aqui e não tenho motivos para pensar em sair.

Só que, desta vez, prometo não dizer mais “nunca”. Vai que ele resolve se vingar de novo.

André Luiz Marques é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Seja você também personagem da nossa cidade. Envie o seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos visite meu blog miltonjung.com.br e o podcast do Conte Sua História de São Paulo.

Sua Marca: o que faz uma marca ser a preferida do consumidor

 

“A qualidade de uma marca é aquilo que sempre puxa a avaliação” —- Cecília Russo

A pesquisa Marcas dos Cariocas chegou a sua décima edição, tempo suficiente para que se tenha uma visão muito clara sobre os aspectos mais relevantes para que empresas, produtos e serviços se destaquem no trabalho encomendado pelo jornal O Globo e realizado pela TroianoBranding. No quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, da CBN, Jaime Troiano e Cecília Russo explicaram que a pesquisa é realizada em duas etapas, ouve cerca de 3 mil pessoas e identifica as marcas preferidas em 40 categorias. O desempenho das marcas é avaliado em cinco itens: evolução, identidade com o consumidor, custo-benefício, respeito ao consumidor e qualidade.

“Não existe marca forte que resista a produtos ou serviço ruins. Elas precisam ter qualidade, consistência e continuidade” — Jaime Troiano

Se qualidade ainda aparece em primeiro lugar no momento do consumidor decidir-se por uma marca, o item preço (custo-benefício) é o ponto de desempate na escolha do produto ou serviço. As últimas edições da pesquisa mostrou que tem aumentado de maneira significativa o peso do tema identidade com o consumidor (combina comigo?).

 

Acesse aqui para conhecer o resultado completo da pesquisa Marcas dos Cariocas.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: “não existe marca forte com produto ruim”

 

 

Empresas que souberam gerir suas marcas de forma organizada e levaram uma proposta de valor relevante aos seus consumidores se destacaram na oitava edição da pesquisa que mede a preferência dos cariocas. Essa é a constatação da Jaime Troiano e Cecília Russo que apresentaram no quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso o resumo da pesquisa “Marcas dos Cariocas”, divulgada nessa semana, em parceria do jornal O Globo e da TroianoBranging.

 

Uma das curiosidades da lista é que marcas digitais já superam as de agências de turismo tradicionais. O fenômeno foi constatado pelo segundo ano consecutivo com a Trivago alcançando o topo da lista na categoria Empresas de Turismo. No ano passado, a Decolar havia ocupado este posto desbancando a CVC. A Uber, seguida de 99 Taxi e Metro Rio/MetroFacil, lideraram a categoria Aplicativo de Mobilidade Urbana, que foi medida pela primeira vez, neste edição.

 

Foram cinco mil entrevistas nas quais os cariocas listaram os produtos e serviços com os quais mais se identificaram, em 40 categorias. Para medir de forma mais precisa a preferência do público, foram feitas análises a partir de cinco dimensões:

 

1. Qualidade: oferece produto e serviço de qualidade
2. Preço: vale o que custa
3. Respeito: respeita o consumidor
4. Identidade: combina comigo
5. Evolução: está sempre se renovando

 

Diante do resultado alcançado, Cecília Russo é taxativa: “não existe marca forte com produto ruim”