Conte Sua História de São Paulo 472 anos: comecei minha carreira como arquivista

Suzana de Lourdes Silva

Ouvinte da CBN

Década de 1970. Ano de 1974 para ser mais precisa.

Meu primeiro emprego: arquivista. Foi na fábrica de violões Tranquillo Giannini — luthier italiano que imigrou para o Brasil no início do século XX. Ficava na rua Carlos Weber, na Vila Leopoldina, muito diferente de hoje com seus restaurantes badalados, cafés e prédios de alto padrão. De arquivista a supervisora de contas a pagar, passei por todas as etapas de evolução.

Lembro  de uma colega, Joana. Um arraso na datilografia. Ficávamos todos babando com a rapidez dela, movendo os dedos nos teclados e a haste de metal que trocava de linha. Na época não havia a expressão “agora a NASA vem”, mas certamente alguém teria dito, pois achávamos que a máquina levantaria voo a qualquer momento.

Os borderôs acompanhavam as faturas direto para o banco, uma papelada do caramba, levada por algum motoboy. Ops, office-boy — na época a expressão motoboy sequer existia. Também tínhamos a máquina de telex – uma esfinge que nos convidava a entender como aquela fita perfurada se transformava em mensagem em algum lugar do planeta.

Ah! E os salários pagos aos funcionários? Isso era um evento à parte. No dia do pagamento, alguns se trancavam na sala da diretoria, contavam as cédulas e moedas e, de posse dos envelopes, depositavam, lacravam e nos entregavam ao fim do dia. E, não, ninguém ficava pelado como se espalhava na época dizendo ser o único jeito de não haver desvio na contagem.

Outra que nos chamava atenção era a telefonista. Uma espécie de  DJ, comandando uma caixa com inúmeros pinos de variadas cores, conectando a ligação externa com o ramal desejado. Mais um enigma, pois não atinávamos como tudo funcionava.

Aposentei-me aos 46 anos porque na época as mulheres precisavam contribuir por apenas 30 anos. Mas nunca parei. Hoje, aos 65, sou gestora financeira de uma agência de comunicação. E posso dizer que passei e estou passando por todas as melhorias ocorridas desde à época da datilografia e da maquina do telex.

Ouça o Conte Sua História de São Paulo

Suzana de Lourdes Silva é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Participe desta série especial em homenagem aos 272 anos da nossa cidade. Envie o seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos visite meu blog miltonjung.com.br e o podcast do Conte Sua História de São Paulo.

Os empregos em alta em 2026 e a habilidade silenciosa que conecta todos eles

Photo by cottonbro studio on Pexels.com

A lista de “Empregos em Alta” do LinkedIn para 2026 confirma algo que já percebíamos nas conversas com executivos e gestores: nenhuma carreira avança sozinha. Tecnologia, finanças, saúde e relações humanas dividem o mesmo palco e a comunicação atravessa todas elas.

As funções ligadas à Inteligência Artificial ocupam o topo da lista. Engenheiros, cientistas de dados e especialistas em modelos generativos passaram de promessa a necessidade diária das empresas. No outro extremo, profissões tradicionais seguem firmes: planejamento financeiro, enfermagem, engenharia de processos e segurança industrial continuam essenciais. A economia muda, mas não abandona suas bases.

Outro destaque é o crescimento dos cargos voltados ao relacionamento. Especialistas em contas e gestores de relações corporativas viraram peças-chave. São eles que evitam ruídos, alinham expectativas e protegem reputações em ambientes mais sensíveis.

Essas três frentes — tecnologia, finanças/saúde e relações humanas — revelam o mesmo padrão: as empresas precisam de profissionais capazes de transformar complexidade em clareza.

E é aqui que a comunicação volta ao centro da conversa.

O engenheiro de IA precisa explicar riscos e limites dos modelos que cria. O planejador financeiro deve traduzir jargões em orientações compreensíveis. O técnico de enfermagem lida diariamente com situações que exigem escuta atenta e empatia. O gestor de relações corporativas sabe que uma frase mal colocada abre conflitos desnecessários.

Comunicação é habilidade transversal. Defendo isso há anos nas palestras e nos livros que escrevo.  Essa lista só reforça a tese. Não importa se você programa máquinas, trata pacientes, conduz investimentos ou negocia contratos: todos estamos sendo convocados a falar melhor, ouvir melhor e traduzir melhor.

O profissional de 2026 precisará unir técnica e clareza; análise e empatia; dados e narrativas. Vence quem conecta. Vence quem simplifica. Vence quem entende que comunicar não é só transmitir informações, mas criar sentido em meio ao barulho constante que nos atravessa.

Comunicar bem é estratégico para crescer na carreira, liderar equipes, tomar decisões inteligentes e navegar num ambiente em que a tecnologia corre à frente e nós tentamos acompanhá-la sem perder o rumo.

Mundo Corporativo: Rafael Segrera, da Schneider Electric, explica por que eletricidade 4.0 é chave para a descarbonização

Segrera em entrevista no estúdio de podcast da CBN Foto: Priscila Gubiotti/CBN

O grande desafio das nações do mundo é triplicar a porcentagem de energias renováveis, mas duplicar gestão energética. E essa combinação, essa equação é a equação perfeita. Porque o mundo mais eficiente, utilizando cada vez mais energia elétrica, esse é o verdadeiro vetor da descarbonização.
Rafael Segrera, Schneider Electric

O custo da energia, que muitas vezes aparece apenas como uma linha na planilha financeira, está no centro de uma disputa que define a competitividade das empresas e o futuro da transição energética. Em um momento em que a COP30 coloca o Brasil no mapa das negociações climáticas, cresce a pressão para provar que sustentabilidade não é apenas pauta ambiental, é modelo de negócio — sustentado por digitalização, automação e uso mais intenso de eletricidade. Esse foi o tema da entrevista de Rafael Segrera, presidente da Schneider Electric para a América do Sul, ao programa Mundo Corporativo.

Segrera parte de uma provocação direta ao empresariado: “Sustentabilidade não custa caro, é um negócio”. A frase resume a estratégia que, segundo ele, vem sendo construída há mais de duas décadas dentro da Schneider Electric. A companhia decidiu desenvolver tecnologia com três objetivos combinados: “Ajudar o planeta, fazer bem para as pessoas e, para ser sustentável no tempo, ser bom para a empresa”. Isso significa, na prática, colocar gestão de energia e eficiência energética no centro da geração de valor.

Ele explica que, em qualquer setor, a energia é componente relevante do custo operacional – de 3% a 7% em prédios comerciais, chegando a 20% ou 30% em saneamento, aço ou data centers. A partir daí, o raciocínio é simples: “Tudo o que a gente faz é para assegurar que você utiliza essa energia da melhor maneira possível, que tenha economia particularmente, e essa economia que é gerada é uma economia que tem um benefício no bottom line, na rentabilidade”.

Eletricidade 4.0, digitalização e a conta de luz

A resposta passa pela combinação de três peças: gestão de energia, automação e software. Segrera descreve a trajetória da Schneider, que saiu de uma empresa de produtos elétricos e de controle industrial para soluções integradas e, mais recentemente, para plataformas digitais. O objetivo é medir, monitorar e controlar o uso da energia em tempo real, em diferentes ambientes – de indústrias a prédios, de infraestrutura crítica a data centers.

Nesse contexto surge o conceito de eletricidade 4.0. “A junção do mundo elétrico ao mundo digital é o que a gente chama de eletricidade 4.0”, resume. A ideia é usar o poder das ferramentas digitais – incluindo inteligência artificial e realidade virtual – para redesenhar processos, simular cenários de consumo antes da implantação física, otimizar a operação e reduzir desperdícios.

Segrera destaca que o benefício mais visível da digitalização é a capacidade de enxergar o sistema como um todo: “Se você não mede, você não sabe como está se comportando”. A partir dos dados coletados, torna-se possível criar arquiteturas de informação que suportem decisões rápidas e consistentes sobre investimentos, manutenção e ajustes operacionais.

O tema dos data centers, hoje no centro da discussão sobre consumo de energia, também entra na conversa. Para ele, é preciso relativizar: “Hoje o peso do consumo elétrico dos data centers tá por 1%. A gente não pode pensar que são 20% do consumo energético, não são”. Ao mesmo tempo, ressalta que esse é um dos setores que mais pressiona fornecedores por eficiência, já que consome muita energia, água e espaço.

A inteligência artificial, vista muitas vezes apenas como nova fonte de demanda energética, vira ferramenta de ganho de eficiência: “Mais se aprende sobre o sistema e a inteligência artificial, mais nos permite ajudar a nossos clientes a serem mais eficientes. Então, é um círculo virtuoso”, define.

O lugar do Brasil na transição energética

Quando o assunto é matriz elétrica, Segrera reconhece uma vantagem importante do país. Ele lembra que o Brasil está entre as melhores posições do mundo em participação de fontes renováveis, fruto de decisões tomadas no passado e de investimentos de grandes empresas do setor.

O problema aparece do lado do consumo. “Nada serve gerar uma energia limpa, maravilhosamente limpa, se você tem problema na transmissão e tem perdas que podem chegar a ser até 40% ou mais”, afirma. Nas contas dele, o país está bem em renováveis, porém ainda distante de uma boa posição em eficiência energética.

Daí a ênfase em uma equação que ele considera determinante para o futuro: “O grande desafio das nações do mundo é triplicar a porcentagem de energias renováveis, mas duplicar gestão energética”. A combinação entre expansão de renováveis e uso mais eficiente da energia, com eletrificação crescente, é apresentada como a base de um modelo de descarbonização que não seja apenas discursivo.

O setor empresarial brasileiro, na avaliação de Segrera, caminha em duas velocidades. “O mundo brasileiro das grandes empresas, absolutamente” já compreende o tema, segundo ele, com alto nível de conscientização e adoção de práticas ligadas à eficiência e à sustentabilidade. Já as pequenas e médias empresas ainda esbarram em falta de informação e acesso às soluções disponíveis. Por isso, ele defende que as grandes companhias tenham um papel ativo de apoio, compartilhando práticas e conhecimento com a cadeia de fornecedores.

Há também um recado para conselhos de administração e lideranças: “Se elas hoje conseguem ter processos que, com eficiência energética, conseguem 10%, 12% de economia, elas devem ser mais exigentes para ter ainda mais”. E faz um alerta para quem quer competir em mercados globais: “Se o Brasil quer se tornar mais forte em um mundo cada vez mais competitivo, é com a adoção da sustentabilidade. […] A adoção de tecnologia e da inovação é a chave se você quer ser competitivo fora”.

Carreira global e convite aos executivos brasileiros

Ao fim da entrevista, Segrera abre um parêntese sobre sua própria jornada profissional. Venezuelano, começou estudando engenharia, mas trocou para administração porque precisava trabalhar à noite e não tinha como seguir o curso técnico no horário disponível. A curiosidade pela tecnologia, no entanto, permaneceu.

“Essa curiosidade, uma empresa como a Schneider me permitiu aprender muito”, conta. Em quase 30 anos de companhia, passou por Venezuela, França, China, Canadá e chegou ao Brasil, sempre em posições ligadas a negócios e liderança, não à engenharia. Essa trajetória internacional moldou sua visão sobre o potencial dos profissionais brasileiros.

Ele considera que o país tem educação sólida, cultura de inovação e capacidade humana para ocupar mais espaço no exterior. “O mercado brasileiro é tão grande que muitos decidem ficar aqui”, observa. A aposta dele é que a internacionalização pode fortalecer, inclusive, a atuação doméstica das empresas.

Por isso, deixa um convite direto: “O Brasil é um país muito bacana, o mundo também tem muitas coisas que oferecer e você pode chegar e compartilhar as coisas que você faz aqui”. Em outras palavras, ampliar a atuação para fora é parte da mesma agenda que inclui tecnologia, sustentabilidade e competitividade.

Segrera encerra com números que, segundo ele, mostram que essa estratégia não é apenas discurso. “Nossas receitas se multiplicaram por quatro, nosso benefício net (profit), bottom line, EBIT, se multiplicou por nove e a capitalização, o valor da empresa no mercado, por 12, entre 2003 e 2023”, afirma. A mensagem é que eficiência energética e sustentabilidade, quando encaradas como negócio, podem mudar o patamar de empresas de diferentes portes.

Assista ao Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves, Priscila Gubiotti e Letícia Valente.

Mundo Corporativo: Bertier Ribeiro-Neto, da UME, explica como empreender com tecnologia e supervisão humana

Bastidores da entrevista online com CTO da UME Foto: Priscila Gubiotti/CBN

“A minha visão é sempre muita tecnologia com supervisão do humano.”
Bertier Ribeiro-Neto

Empreender começa menos pelo plano de negócios e mais por um incômodo real: “O que que te incomoda? Qual o problema que você gostaria de resolver? Por que que você gostaria de resolver esse problema?” A partir dessa provocação, Bertier Ribeiro-Neto, CTO da UME, conecta a prática do empreendedorismo ao uso criterioso de tecnologia para resolver dores concretas de clientes. Esse foi um dos temas sobre os quais conversamos no Mundo Corporativo.

Tecnologia que resolve problemas (com gente no circuito)

Para Bertier, automatizar decisões é útil, mas não basta: “O resultado não é verídico, o resultado não é final, o processo precisa de supervisão.” Ele descreve a operação da UME no varejo — concessão de crédito no ponto de venda em minutos — como um arranjo que combina dados públicos, relacionamento do cliente com o lojista, informações de renda e um “motor de crédito”, isto é, “um núcleo de inteligência artificial que combina todos esses sinais e toma uma decisão de forma automatizada”.

Mesmo assim, o critério é manter controle humano sobre o que o modelo decide: “A gente treina o modelo, coloca o modelo no ar, faz uma série de testes e a gente pergunta: ‘O modelo tá tomando decisão boa ou não?’ Quando o modelo toma decisão ruim, como é que a gente para o modelo e passa a decisão para um agente humano?”

Essa postura, diz ele, vale para qualquer empreendimento que adote IA: não aplicar tecnologia “de forma cega”, mas medir impacto e qualidade continuamente. “O propósito não é usar a tecnologia. O propósito é resolver um problema que aflige o seu cliente.”

Siga o cliente, o resto é consequência

A bússola de produto segue uma regra simples aprendida nos tempos de Google: “Follow the user. All else is a consequence.” Em português: “Siga o usuário, o resto é consequência.” No contexto da UME, isso significa observar necessidades diferentes por segmento (da “super compra” de uma geladeira ao crédito atrelado a um celular com garantia via bloqueio remoto) e desenvolver produtos que façam sentido no momento da decisão.

Ao falar com quem quer empreender, Bertier volta ao princípio: antes de crescer, encontre a solução que melhora a experiência de quem usa. “Você vai criar uma solução para aquele caso de uso, se a solução for boa, as pessoas vão adotar a solução, o resto é consequência.”

Escala com estabilidade e métricas

Os desafios atuais combinam crescimento e qualidade. “Estabilidade é muito importante… o sistema não pode cair.” Em paralelo, medir resultado passa a ser obrigatório: produtividade, capacidade de atendimento “com o mesmo time” e, sobretudo, a experiência do cliente e do varejista. Se a qualidade piora, “tem um problema”.

Ao olhar adiante, a aposta é que “o futuro do crédito não está mais nos bancos… está nas empresas que têm relacionamento direto com o consumidor”. Daí iniciativas como ferramentas de CRM para que o varejista “se comunique com o cliente do crédito” e refine sua visão sobre recorrência e preferências de compra.

Assista ao Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.

Mundo Corporativo: Ana Fontes explica como transformar habilidades em negócios viáveis

Ana Fontes dá entrevista no estúdio de podcast da CBN. Foto: Priscila Gubiotti/CBN

“Propósito não paga os boletos do mês”

Ana Fontes, RME

Começar um negócio a partir do que você já sabe fazer e validar se há gente disposta a pagar por isso é a linha mestra do empreendedorismo defendida por Ana Fontes. Fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME), que conecta diariamente 3 milhões de mulheres em diferentes plataformas, ela descreve um caminho prático: combinar competências pessoais com demandas reais do mercado, criar diferenciais e buscar apoio em comunidade, mentoria e formação contínua. É sobre isso que ela fala na entrevista ao programa Mundo Corporativo.

Ana recorda sua própria trajetória, da carreira executiva ao blog que deu origem à RME, para reforçar a orientação inicial a quem deseja empreender: “Use as suas habilidades para pensar no seu próximo negócio ou para pensar no seu negócio. É a primeira coisa que eu falo.” A partir daí, vem o teste de realidade: “Procure uma oportunidade de negócio, que é a parte mais dura. […] Você tem que combinar as duas coisas, a sua habilidade que você tem com alguma coisa que as pessoas queiram comprar.”

Do propósito à validação de demanda

A combinação entre vocação e problema resolvido no mundo concreto passa, segundo ela, por abandonar romantizações. “A maioria das pessoas fala assim: ‘Ah, empreende com o seu propósito, que vai dar tudo certo’. Nem sempre. […] Propósito não paga os boletos do mês.” Na prática, isso significa investigar necessidades do bairro, da cidade, do setor; observar o que já existe; e decidir como entregar algo diferente — do tempo de atendimento ao formato do serviço.

A RME, diz Ana, opera em duas frentes: uma empresa com causa e o Instituto RME, organização sem fins lucrativos voltada a mulheres em situação de vulnerabilidade. O desenho dos programas inclui capacitação (liderança, negociação, finanças e gestão), mentoria entre pares, organização em grupos e microdoações diretas. O efeito desse arranjo aparece em histórias como a de uma empreendedora de Belém que, após formação e R$ 2.000 recebidos, comprou um carrinho de sorvete usado e aumentou o faturamento em 60% — aliviando o peso físico do trabalho e abrindo novas frentes de venda em eventos.

No financiamento, entram parcerias com marcas interessadas no impacto social do S do ESG. Programas incluem, por exemplo, o uso de inteligência artificial para melhorar a gestão dos negócios. Para quem está começando, Ana recomenda aproveitar a oferta de cursos gratuitos (RME, Sebrae e outras organizações) e buscar orientação prática: “Empreender você tem que aprender.” E isso inclui um passo que economiza “tempo, dinheiro e dor de cabeça”: mentoria.

Diversidade como motor de inovação

A presença de mulheres em espaços de decisão, afirma, tem relação direta com inovação e desempenho. “Sim, a gente precisa estar nesses espaços, não para ter o poder pelo poder, mas porque a nossa voz precisa ser ouvida, porque as mulheres têm ideias interessantes e porque as pesquisas mostram que espaços mais diversos são espaços mais inovadores.” Hoje, lembra Ana, as mulheres ainda são minoria nas altas lideranças, no Judiciário e na política — cenário que empobrece o debate e limita a capacidade de fazer diferente.

Quando compara motivações, ela diz observar respostas distintas entre gêneros nas pesquisas da rede: homens tendem a apontar “ganhar dinheiro” como objetivo imediato; mulheres costumam citar a vontade de “mudar o mundo”. O avanço, no entanto, depende de unir as duas coisas: sustentabilidade econômica e transformação social.

Na ponta, o conselho final volta ao básico: olhar para problemas concretos e estruturar o negócio com método. “Antigamente, tinha uma visão de que empreender é só você abrir um negócio que ia dar certo. Hoje não, empreender você tem que aprender.”

Assista ao Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.

Mundo Corporativo: Gabriele Carlos, da Zeiss, diz que a liderança tem de focar nas pessoas

Reprodução do vídeo da entrevista com Gabriele Carlos

“No final do dia, a gente está falando sobre gente. Não dá para fazer negócios se você não olhar para as pessoas que compõem a sua organização.”
Gabriele Carlos, Zeiss Vision Brasil

O caminho de Gabriele Carlos até a presidência da ZEISS Vision Brasil não seguiu o padrão mais comum. Formada em psicologia e com trajetória consolidada no setor de recursos humanos, ela assumiu o cargo de CEO com a convicção de que gestão e resultados só acontecem de forma consistente quando pessoas são colocadas no centro das decisões. Esse modelo de liderança foi tema da entrevista concedida por Gabriele ao programa Mundo Corporativo.

Da gestão de pessoas à presidência

Segundo a executiva, o convite para ocupar a cadeira de CEO veio acompanhado de um reconhecimento: sua inteligência emocional diferenciada. Para ela, liderar é como reger uma orquestra: “Você tem todos os músicos tendo que tocar o seu instrumento e você direcionando qual é o momento que um instrumento entra ou não.”

Ao longo de dez anos na empresa, Gabriele transformou a área de recursos humanos em uma frente estratégica, conectada aos objetivos do negócio. “O nosso propósito como empresa é ajudar as pessoas a verem o mundo de uma forma melhor. Isso não está só no produto que vendo, mas nas interações que tenho com todos os stakeholders.”

Essa mudança se consolidou por meio de práticas que envolveram todos os níveis da organização. Um exemplo foi a jornada cultural, que incorporou os valores da companhia às avaliações de desempenho, remuneração e desenvolvimento dos colaboradores.

Pessoas no centro da estratégia

A CEO reforça que o olhar para gestão de pessoas não pode estar restrito ao curto prazo: “A minha empresa tem 179 anos de existência. Eu estou aqui trabalhando para os próximos 179 que eu nem vou ver.”

Esse princípio também guiou decisões críticas, como na pandemia, quando a ZEISS aderiu ao movimento “Não Demita” e optou por preservar seus talentos. O resultado, segundo Gabriele, aparece em indicadores claros: aumento de engajamento, menor turnover, maior produtividade e inovação.

Comunicação e diversidade como pilares

Além da gestão, a comunicação tem papel central na estratégia da ZEISS. Internamente, reuniões, revistas e pesquisas de clima garantem espaço para ouvir os colaboradores. “Essa conexão precisa ser genuína, tanto do que eu vou fazer como empresa quanto daquilo que o colaborador entende que seria significativo para ele.”

Outro ponto ressaltado por Gabriele é a diversidade. Hoje, o board da empresa no Brasil tem equilíbrio de gênero. Para ampliar a representatividade, a liderança aposta em ações intencionais, como programas e processos seletivos que garantam candidatos de diferentes perfis. “A gente precisa impulsionar reflexões e abrir espaços, seja para fala, discussões ou seleção, para que a diversidade aconteça de fato.”

Educação e saúde visual

À frente da divisão de lentes oftálmicas no Brasil, Gabriele enxerga na educação do consumidor um desafio central: mostrar a importância da saúde visual e do diagnóstico precoce. Muitas vezes, observa, a escolha da armação recebe mais atenção do que a qualidade da lente. “A preocupação deveria ser primeiro com a lente, porque ela é determinante para a saúde visual.”

Para a executiva, esse esforço precisa estar atrelado também à comunicação com médicos, consultores ópticos e à sociedade em geral. O objetivo é reforçar a prevenção em vez de concentrar esforços apenas no tratamento de doenças.

Assista ao Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.

Mundo Corporativo: Thiago César, da Samsung, destaca como o marketing precisa se tornar mais humano

Reprodução do vídeo do Mundo Corporativo com Thiago César

“Não adianta mais gritar com campanhas caríssimas se você não tiver um estímulo que seja relevante para o consumidor.”
Thiago César, Samsung

A disputa pela atenção do consumidor nunca foi tão desafiadora. Cercado de telas, mensagens e estímulos, ele tem diante de si inúmeras opções de escolha, mas pouco tempo para se interessar de verdade por uma marca. Nesse cenário, ganha força a necessidade de escutar mais e falar menos. Esse foi um dos temas da conversa com Thiago César, diretor de marketing da divisão de Consumer Electronics da Samsung no Brasil, no programa Mundo Corporativo.

Escuta ativa e microcomunidades

Segundo César, as marcas já não têm o protagonismo que tinham quando bastava colocar uma campanha no ar para impactar grandes audiências. Hoje, a centralidade está no consumidor. “Ou eu escuto de fato o meu consumidor, ou não vou conseguir ser relevante. Se a marca não for relevante, ela vira paisagem.”

Esse processo passa pela análise de comportamentos em pequenos grupos. “Pensar em grandes massas hoje em dia está muito difícil. Você precisa ter claro que existem núcleos, culturas, subculturas que a marca precisa entender para poder chegar mais próximo e relevante ao consumidor.”

Na prática, isso levou a Samsung a reposicionar produtos como a TV The Frame. Mais do que um televisor, o aparelho se tornou parte da decoração da casa, dialogando com artistas e comunidades ligadas à arte. “Deixamos de falar apenas de tecnologia para conversar com microcomunidades que valorizam estética e estilo.”

Reagir rápido e com humildade

Para César, lançar uma campanha não é mais o fim do trabalho, mas o começo. “No momento em que você lança, você vai ouvir, coletar, entender e reagir.” A velocidade da resposta, afirma, pode ser um ativo criativo, já que mostra ao consumidor uma marca atenta ao diálogo.

Ele destaca ainda que admitir erros é parte do processo. “Assumir de maneira humana e visceral quando algo não sai como esperado pode ser tão potente quanto uma campanha caríssima de 60 segundos.”

Inteligência artificial como apoio

Apesar do debate sobre o impacto da inteligência artificial no marketing, César a enxerga como suporte para aprofundar a dimensão humana da comunicação. “Vejo a inteligência artificial muito mais no sentido de nos apoiar a sermos mais humanos. Quando você consegue automatizar parte de um processo de construção de marca ou de leitura de pesquisa, pode focar realmente no que importa: o comportamento das pessoas.”

Essa visão é reforçada pela experiência do executivo ao longo de mais de duas décadas de carreira, em empresas como Itaú, Netflix e, hoje, Samsung. Formado também em psicologia, ele lembra que não se trata apenas de entender dados, mas de compreender os desejos e símbolos que movem escolhas de consumo.

Assista ao Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast.

Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.

Mundo Corporativo: “Liderança não é protagonismo”, diz Rafael Mayrink, da NP Digital


“Liderança não pode se colocar como protagonista. Ela precisa ser um guia, ajudar, auxiliar.”

Rafael Mayrink, NP Digital

O sucesso das empresas hoje vai além das competências técnicas e depende, sobretudo, da maneira como as pessoas se comportam, se relacionam e aplicam a tecnologia a seu favor. Este é o alerta de Rafael Mayrink, CEO da NP Digital Brasil, que participou do programa Mundo Corporativo para discutir a importância das habilidades comportamentais, o papel transformador da liderança e o impacto crescente da inteligência artificial no ambiente corporativo.

Ao longo da conversa, Mayrink destacou que “a pessoa precisa ler, ser curiosa, correr atrás, aprender mais sobre tecnologia e inteligência artificial para que ela use isso ao seu favor”. Para ele, o pensamento crítico se torna indispensável em um contexto em que as decisões precisam ser constantemente revisadas e alinhadas ao verdadeiro objetivo do cliente ou do projeto. “Se eu não tiver senso crítico para entender, perguntar e conhecer quem está do outro lado, não vou conseguir entregar o que realmente é necessário”, afirmou.

Treinar comportamento desde cedo

Mayrink defendeu que as competências comportamentais não nascem prontas e podem — e devem — ser desenvolvidas desde a infância. “Soft skills têm que estar lá na escola, desde o momento em que a criança começa a formar frases”, explicou. Segundo ele, é nesse processo que se aprende a falar em público, ouvir com atenção, lidar com frustrações e desenvolver empatia.

Ao falar sobre liderança, o executivo enfatizou que o líder precisa abrir espaço para os outros, ouvir ativamente e atuar como um orientador. “Nem sempre a liderança tem razão, mas por ter mais experiência, vai saber ouvir e guiar as pessoas para resolverem seus próprios problemas”, pontuou.

Inteligência artificial e o novo marketing

A tecnologia e a inteligência artificial já estão profundamente integradas ao marketing digital, e Mayrink apontou que isso exige um novo olhar sobre as funções e as relações de trabalho. “A inteligência artificial vem para aumentar produtividade, dar mais tempo e permitir que as pessoas desenvolvam outras habilidades”, comentou. Ele alertou, porém, que as mudanças exigem adaptação contínua e capacidade de aprender novas funções.

No encerramento, Mayrink aconselhou os jovens profissionais a ampliarem o repertório: “Faça algo fora do seu dia a dia. Aprenda um instrumento, pratique um esporte, explore novas experiências. Isso ajuda a desenvolver criatividade e habilidades de comunicação, fundamentais para qualquer carreira.”

Assista ao Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.

Mundo Corporativo: para ter eficiência energética é preciso entender onde estão os gastos, diz Marcelo Xavier, da GreenYellow

Reproduçao do vídeo do Mundo Corporativo

“Nada resiste ao trabalho. As oportunidades vão passar na sua frente diversas vezes, então você tem que estar preparado para elas.”

Marcelo Xavier, GreenYellow

Reduzir o consumo antes de investir em novas fontes de energia. Esse é o princípio básico que deveria guiar empresas em busca de eficiência energética, mas nem sempre é o caminho seguido. “Muitas vezes, as empresas pensam em colocar um telhado fotovoltaico sem olhar para as máquinas. Você acaba superdimensionando sua necessidade de energia, sendo que poderia reduzir o consumo antes”, afirma Marcelo Xavier, diretor-presidente da GreenYellow no Brasil. A gestão eficiente da energia e a transição para fontes renováveis foram tema da entrevista ao Mundo Corporativo.

Eficiência energética: por onde começar

O conceito de eficiência energética, segundo Xavier, se divide em duas frentes principais: redução de consumo e geração de energia renovável. “O primeiro passo é fazer um diagnóstico, entender onde estão os grandes gastos e otimizar os sistemas”, explica. A empresa atua identificando pontos de desperdício em processos como iluminação, refrigeração e climatização, realizando substituições e modernizações para minimizar custos e aumentar a eficiência.

Além disso, a transição para fontes renováveis deve ser feita de forma estratégica. “Reduzimos o consumo, depois dimensionamos a necessidade de geração com fontes renováveis, como energia solar”, destaca. Modelos de geração distribuída, em que usinas solares atendem unidades consumidoras remotamente, cresceram no Brasil nos últimos anos, mas agora enfrentam desafios com a redução de incentivos. A tendência, segundo o executivo, é investir em geração próxima ao consumo e em soluções híbridas, com armazenamento de energia.

O papel da comunicação na transição energética

Além dos desafios técnicos, Xavier ressalta a importância da comunicação no processo de eficiência energética. “A maneira como o comercial transmite a informação para um cliente pode definir se uma venda será feita ou não. Clareza e objetividade são fundamentais”, afirma. Dentro da empresa, ele vê a comunicação como uma peça-chave para alinhar as equipes e garantir que as estratégias sejam implementadas de forma eficaz.

A mudança para um modelo de energia mais descentralizado e digitalizado também exige uma evolução na mentalidade do empresariado e do setor público. “O Brasil tem todo o potencial para ser líder global em transição energética, mas ainda engatinha. Falta educação corporativa sobre o tema e mais incentivos governamentais”, aponta Xavier. Ele cita o exemplo de países europeus, onde os galpões logísticos já são projetados para receber painéis solares, enquanto no Brasil ainda há resistência e barreiras estruturais.

Para os profissionais que ingressam no mercado, Xavier deixa um conselho direto: “A gente estuda algo e imagina que vai trabalhar com isso para sempre. Mas isso não vai acontecer. Oportunidades surgem o tempo todo, e você precisa estar preparado para elas”.

Ouça o Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast.

Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.

Mundo Corporativo: Caroline Marcon explica como formar equipes de alta performance

Reprodução do vídeo do Mundo Corporativo com Caroline Marcon

“O líder que faz esse trabalho de identificar bem as pessoas, compor um time forte e desenvolver esse time continuamente, ele não precisa controlar. É diferente de acompanhar.”

Caroline Marcon, consultora

As empresas que desejam resultados sustentáveis precisam investir na formação de equipes complementares e na construção de um ambiente de confiança. Essa foi a principal mensagem de Caroline Marcon, consultora organizacional e autora do livro O Poder dos Times AAA (Editora Gente), ao participar do Mundo Corporativo.

Na conversa, Caroline destacou que um líder eficaz deve ter a habilidade de selecionar as pessoas certas e garantir que elas trabalhem de forma integrada. “O líder é o grande maestro, ele faz essa sinergia entre o grupo acontecer. Ele precisa primeiro escolher as pessoas certas para compor esse time e, depois, criar um ambiente onde elas possam trabalhar bem juntas.”

A evolução da liderança: do controle à colaboração

Segundo Caroline, as empresas estão cada vez mais conscientes da necessidade de um modelo de liderança que favoreça a autonomia e a colaboração. O modelo tradicional baseado no comando e controle, que já foi amplamente adotado, tem se mostrado ineficaz para enfrentar os desafios contemporâneos. O que era competição virou colaboração.

Ela explica que o sucesso das equipes de alta performance passa pela capacidade do líder de equilibrar autonomia e acompanhamento. “Autonomia é você conseguir delegar decisões e responsabilidades para pessoas que você identifica como preparadas para isso. O primeiro passo para desenvolver autonomia é ter um time bem treinado e acompanhado, sem a necessidade de controle excessivo.”

A consultora ressaltou ainda que o desenvolvimento pessoal dos líderes é essencial para a eficácia da equipe. “Os líderes que desenvolvem uma estrutura emocional mais madura, uma comunicação mais clara e consciente, e conseguem se conectar com as pessoas, resolvem os problemas de negócio com muito mais facilidade.”

O impacto da diversidade na formação dos times

Outro ponto abordado na entrevista foi a importância da diversidade na composição das equipes. Caroline alertou para o risco de contratar apenas pessoas semelhantes ao próprio perfil do líder. “Contratar pessoas à sua imagem e semelhança é um erro comum. Quanto mais ampliamos a visão dentro de um time, mais competente ele se torna, porque diferentes perspectivas trazem soluções mais inovadoras.”

Ela citou o caso do Grupo Três Corações como um exemplo de empresa que utiliza a complementaridade de perfis para fortalecer sua gestão. “Os três irmãos que comandam o grupo têm estilos de liderança muito distintos, e isso é o que torna a empresa resiliente e bem-sucedida. Cada um foca nas áreas onde tem maior expertise, sem tentar ser o melhor em tudo.”

Caroline também falou sobre a influência dos vieses inconscientes nas decisões de liderança e como eles podem limitar a diversidade dentro das organizações. “Se você tem viés e não reconhece isso, não consegue ver oportunidades. O uso de dados nas decisões é essencial para minimizar essas distorções e construir times mais equilibrados.”

Ao abordar a equidade de gênero, a consultora reforçou que a presença feminina na liderança pode contribuir para um ambiente organizacional mais colaborativo. No entanto, ela alertou que a inclusão deve ser acompanhada por um desenvolvimento estruturado. “Não basta apenas colocar mais mulheres na gestão. É preciso garantir que elas tenham espaço para crescer e as competências necessárias para aquele negócio.”

Ouça o Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.