Mundo Corporativo: Lucia Rodrigues, da Microsoft, explica como a IA pode impulsionar sua carreira

Reprodução do vídeo da entrevista do Mundo Corporativo

“Um profissional curioso é um profissional que se mantém mais relevante no mundo de hoje, onde as coisas mudam muito rápido.” 

Lucia Rodrigues, Microsoft

A inteligência artificial (IA) não é apenas uma ferramenta avançada, mas um divisor de águas no mercado de trabalho. Enquanto algumas funções desaparecem, novas surgem em ritmo acelerado. A questão não é mais se a IA afetará a carreira dos profissionais, mas como eles podem usá-la a seu favor. Esse foi o tema discutido no programa Mundo Corporativo, que recebeu Lucia Rodrigues, diretora de capacitação e inteligência artificial da Microsoft Brasil.

O temor de que a IA substitua profissionais é compreensível, mas a história mostra que grandes inovações tecnológicas costumam reconfigurar o mercado de trabalho, e não apenas eliminar vagas. Segundo Lucia Rodrigues, o relatório O Futuro do Trabalho, do Fórum Econômico Mundial, estima que 92 milhões de empregos serão eliminados até 2030. “Mas ele também traz um dado de que 170 milhões de novos empregos serão criados por conta da IA”, destacou. O saldo, portanto, é positivo, mas o caminho não será igual para todos.

A diferença entre um profissional que se adapta às novas exigências e aquele que fica obsoleto está na capacidade de aprendizado e adaptação. “O que vai diferenciar o profissional que vai ficar obsoleto do profissional que vai aproveitar a oportunidade que a IA vai trazer é aquele que se abre para aprender como ela pode agregar valor à sua profissão e, inclusive, mudar de carreira”, afirmou.

Habilidades mais valorizadas no mercado digital

Muitos imaginam que dominar ferramentas de IA seja a competência mais valorizada pelos empregadores, mas o que se destaca são habilidades exclusivamente humanas. “O pensamento crítico, analítico e as habilidades socioemocionais são as mais procuradas”, apontou Lucia. Isso significa que saber lidar com emoções, colaborar com colegas e manter um olhar crítico sobre as informações geradas pela IA são diferenças competitivas.

“A IA pode até te ajudar a aprender e a desenvolver essas habilidades, mas ela nunca vai fazer isso por você”, alertou.

Como se preparar para o futuro do trabalho?

Diante da velocidade das transformações, a educação continuada torna-se um requisito fundamental para qualquer profissional. A Microsoft, segundo Lucia Rodrigues, tem investido fortemente na capacitação. “Criamos um programa chamado Conecta IA, uma plataforma de aprendizagem com 42 parceiros, entre eles o Ministério do Trabalho, Sebrae e UNICEF.”

Para quem deseja dar os primeiros passos no aprendizado sobre IA, ela sugere cursos introdutórios que explicam desde os conceitos básicos até o uso prático das ferramentas. “Fizemos um curso chamado Fluência, que conta a história da IA, como ela funciona e como aplicá-la no dia a dia”, por exemplo.

Acesse aqui a plataforma de cursos da Microsoft

Como as empresas estão lidando com a revolução da IA?

As empresas estão em diferentes estágios de adoção da IA, mas a tendência é clara: quem não investir na tecnologia pode perder competitividade. “Vimos que 60% dos líderes não contratariam alguém que não tenha conhecimento de IA, e 89% acreditam que sua implementação é essencial para a competitividade da empresa”, apontou Lucia.

Por outro lado, muitos profissionais estão levando suas próprias ferramentas de IA para o trabalho, o que indica que as organizações ainda precisam investir em infraestrutura e capacitação. “Instrumentalizar as pessoas é fundamental. Não basta dizer que a IA é importante, é preciso criar um ambiente que permita seu uso eficiente e seguro”, ressaltou.

O futuro pertence aos curiosos

Ao final da entrevista, Lucia Rodrigues deixou um recado para aqueles que ainda não sabem como se encaixar nesse novo contexto: “Olhe para a IA como um aliado. Ela pode te ajudar em muitas coisas na sua vida profissional e pessoal. E divirta-se! Teste variadas ferramentas, veja onde elas são mais úteis para você.”

A curiosidade, segundo ela, é uma das chaves para se manter relevante. “Hoje é a IA, amanhã pode ser outra coisa. O que realmente nos torna profissionais preparados para o futuro é a vontade de aprender e se adaptar.”

Ouça o Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast.

Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.

Mundo Corporativo: Tatiane Tieme, do GPTW, fala de liderança humanizada

Tatiane Tieme conversou on-line com o Mundo Corporativo

“O líder que quebra o estereótipo do super-herói e humaniza as relações do dia a dia alcança resultados superiores.”

Tatiane Tieme, GPTW

Diante das transformações no ambiente de trabalho, a figura do líder evolui para lidar com equipes cada vez mais diversas e demandas organizacionais mais complexas. Seja na convivência entre gerações ou na adaptação a modelos híbridos e remotos, os líderes enfrentam desafios que exigem habilidades técnicas e uma capacidade singular de criar conexões humanas. Foi o que destacou Tatiane Tieme, CEO do Great Place To Work Brasil, durante sua entrevista ao programa Mundo Corporativo.

A executiva trouxe à tona questões fundamentais sobre como a confiança, a coerência e a consistência podem impactar diretamente o sucesso das organizações, tornando ambientes mais produtivos e saudáveis para todos os envolvidos.

A confiança como pilar da liderança

“A felicidade resultante desse modelo de confiança impacta diretamente o sucesso do negócio”, afirmou Tatiane. Segundo ela, o papel do líder hoje não se limita à gestão de tarefas. É preciso estabelecer uma relação de confiança com as equipes, criando um espaço onde a vulnerabilidade seja permitida e a colaboração, incentivada.

A diversidade também aparece como um dos grandes desafios. Equipes que incluem diferentes gerações e perspectivas têm o potencial de ser mais criativas e produtivas. Entretanto, sem políticas inclusivas e uma liderança humanizada, essa diversidade pode se transformar em conflito.

“As empresas precisam ir além de contratar grupos diversos; elas devem incluir essas pessoas no dia a dia, escutando suas necessidades e promovendo uma cultura de respeito e reconhecimento”, explicou Tatiane.

Tecnologia e humanização: o equilíbrio necessário

Com a crescente adoção de tecnologias e da inteligência artificial no ambiente corporativo, muitos profissionais se preocupam com o impacto dessas ferramentas em suas funções. Para Tatiane, o papel do líder neste contexto é essencial:

“Essa disrupção digital só aumenta a importância de construirmos relações de proximidade e confiança. É necessário garantir que as pessoas tenham espaço para expressar seus receios e buscar caminhos de desenvolvimento, adaptando-se às novas possibilidades que a tecnologia traz.”

Ela ainda destacou que o modelo de comando e controle — característico de uma era passada — não tem mais lugar nas organizações que querem prosperar. “A gestão deve ser baseada em engajamento e cooperação, não em controle. Isso gera não apenas mais produtividade, mas também uma equipe que inova e cria com mais liberdade.”

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Em defesa do Cabrito Corporativo, porque job não dá leite

Foto de Ruslan Burlaka

Lá no Rio Grande do Sul, onde nasci, “cabrito” nunca foi só um bichinho que salta pelos campos. Quando eu era guri, essa palavra tinha um outro significado. No dia a dia, “fazer um cabrito” era sinônimo de trabalho extra, aquele “bico” que a gente arranjava pra garantir uns trocados a mais. E quem fazia isso, como diziam, era esperto e não reclamava – afinal, cabrito bom não berra. Ou seja, faz o trabalho quieto, sem estardalhaço, e com eficiência. Nem corre o risco de ir para o abate.

Cresci ouvindo essa expressão, que, aliás, se tornou tão parte do vocabulário que, mesmo hoje, quando falo sobre qualquer atividade fora da rotina, o termo aparece. Curioso é que a palavra “cabrito” traz consigo toda uma simplicidade, um jeitão de ser brasileiro. É algo que carrega em si uma certa humanidade, uma proximidade com o chão que pisamos. Nada de firulas, nada de enfeites. Um cabrito é um cabrito. E ponto.

Porém, o tempo passa, e a gente vê a vida se transformar. Convivo com o mundo corporativo e me deparo com uma outra língua. Aqui, qualquer trabalho extra já não é “cabrito”, é “job”. Aliás, tudo virou “job”. O que era uma reunião virou “meeting”, e ao invés de almoço, temos “lunch”. Parece que esquecemos como falar nossa própria língua.

Foi aí que me lembrei de uma crônica do Washington Olivetto, publicada pouco antes de sua morte, em O Globo, na qual ele lamentava o baixo astral nas agências de publicidade, mas, acima de tudo, a dominação dos estrangeirismos. Para ele, as agências tinham deixado de ser brasileiras, se tornaram uma imitação asséptica de algo que não somos. A bronca de Olivetto, eterno defensor da criatividade e do humor na comunicação, me fez pensar: será que é tão difícil valorizar aquilo que é nosso?

O “job” pode até parecer chique, mas não tem o mesmo peso que “cabrito”. O cabrito é suado, feito com a mão na massa, sem maquiagem. Um trabalho que você sabe que vai exigir esforço, mas que, no fim, traz aquele prazer de missão cumprida. O “job”, por outro lado, soa distante, frio. Algo que você faz por obrigação, sem a mesma conexão.

Por isso, sempre que vejo alguém dizer que está “fechando um job”, fico com vontade de responder: “não seria um cabrito?” O cabrito, pelo menos, tem identidade, tem história. O “job” não me diz nada. Ele não carrega o cheiro de café que acompanha as noites em claro, nem o aperto no peito de quem faz o trabalho fora do expediente para pagar as contas. E o cabrito, bom de verdade, vai lá e faz – sem precisar berrar para mostrar serviço.

Enquanto o “job” virou mais um desses termos que importamos sem precisar, o cabrito segue firme, saltando aqui e ali, sempre presente na vida de quem, como eu, acredita que o trabalho é mais do que um termo bonito em inglês. No fim das contas, o cabrito dá leite, alimenta o corpo e a alma. Já o “job”, esse é só mais um estrangeirismo que inventaram pra tentar nos fazer esquecer que o cabrito, ao menos, não precisa berrar para ter valor.

Vamos falar a nossa língua?

Inscreva-se na minha certificação de Comunicação Estratégica em ambiente profissional, que realizo em parceria com a WCES, e vamos aprender a falar a língua das pessoas — essa é uma das maneiras de melhorarmos a nossa comunicação. 

Avalanche Tricolor: estátuas são eternas mas perdem o brilho quando não evoluem

Inter 1×0 Grêmio
Brasileiro – Beira-Rio, Porto Alegre/RS

Foto de arquivo: Lucas Uebel/GrêmioFBPA

No futebol, o técnico é muito mais do que um estrategista tático. Ele ocupa o papel central de liderança, conduzindo um grupo de jogadores com diferentes personalidades e habilidades. Assim como em qualquer ambiente corporativo, a liderança no esporte vai além da técnica e da competência operacional — trata-se de inspirar, engajar e unir a equipe em torno de um propósito.

O líder que faz a diferença é aquele que inspira seus jogadores a acreditarem que podem alcançar mais do que imaginam. Essa inspiração não vem de discursos vazios ou entrevistas mal conduzidas, mas da capacidade de ser exemplo, de se comunicar com autenticidade, de demonstrar compromisso com os objetivos e de entender as necessidades individuais e coletivas do grupo. Esse líder faz seus jogadores acreditarem que o sucesso só é possível quando cada um entende seu papel e colabora com os demais.

No futebol, assim como nas empresas, é fundamental que cada membro da equipe se sinta parte de algo maior. O técnico precisa engajar os jogadores, respeitando suas características e limitações, mas também desafiando-os a superar barreiras e a evoluir. O líder de sucesso não é apenas aquele que dá ordens — ele escuta, ajusta, e cria um ambiente onde todos se sentem essenciais. Ele também participa ativamente do dia a dia do clube, caminhando ao lado de seus liderados.

Outro ponto crucial é a capacidade de unir o time em torno de um propósito comum. O objetivo no futebol é claro: vencer. Mas, para que a vitória seja alcançada, o técnico deve fazer com que cada jogador entenda que o coletivo supera o individual. Um time é forte quando todos remam na mesma direção e estão preparados para jogar coletivamente. O bom técnico, como um verdadeiro líder, constrói uma cultura de coesão, onde as diferenças são respeitadas e as qualidades individuais se somam para alcançar o objetivo comum.

Por fim, o técnico é o arquiteto dessa unidade. Sua liderança vai muito além de distribuir camisas, definir esquemas táticos ou caminhar à beira do gramado com anotações na mão, como se precisasse se lembrar de quem pode contar. Ela está no coração da equipe, motivando, orientando e trazendo à tona o melhor de cada jogador para que, juntos, possam conquistar vitórias e superar desafios.

Além de inspirar e unir, um aspecto fundamental da liderança — tanto no futebol quanto em qualquer outra área — é a capacidade de se reinventar. Mesmo os técnicos que já foram grandes ídolos, reverenciados por suas conquistas, correm o risco de fracassar se acreditarem que podem viver eternamente à sombra de sua fama passada.

O líder que não se atualiza, que não busca entender as novas dinâmicas do jogo e dos jogadores, tende a perder relevância. No futebol, como na vida, o sucesso é passageiro para quem se acomoda. A história está cheia de exemplos de grandes técnicos que, por não acompanharem as transformações do esporte ou por se prenderem ao passado, viram suas trajetórias desmoronarem. O verdadeiro líder sabe que a evolução constante é parte essencial de sua jornada.

Por mais que sua imagem seja eternizada em uma estátua, nenhum líder é eterno se não continuar evoluindo e se adaptando aos novos tempos — a imobilidade da escultura não pode ser refletida na liderança.

Mundo Corporativo: Antonella Satyro fala sobre autoconhecimento e o papel do líder que cura

Entrevista on-line com Antonella Satyro Foto: Priscila Gubiottiu/CBN

“Tudo começa no autoconhecimento. Eu só faço uma transformação na minha própria vida quando sei quem sou, o que trago à mesa e quais são meus talentos únicos.”

Antonella Satyro, consultora e escritora

O ambiente corporativo vive uma era em que o papel do líder vai além da gestão de tarefas. Antonella Satyro, CEO da Universidade Líderes que Curam e autora do livro que leva o mesmo nome, defende que a transformação dentro das empresas deve começar pela autoconsciência dos líderes. Em um cenário de alta pressão e produtividade, muitos líderes se esquecem de algo crucial: reservar tempo para o planejamento estratégico.  “O líder está tão focado no operacional que, muitas vezes, esquece de se preparar com perguntas profundas antes de uma reunião. É esse planejamento que traz resultados exponenciais lá na frente”, afirma Antonella.

No programa Mundo Corporativo, Antonella discutiu como o autoconhecimento e a escuta ativa são pilares fundamentais para uma liderança eficaz e humanizada.

A cura do ambiente organizacional começa pelo líder

Antonella destaca que a liderança não é apenas sobre cargo ou título, mas sim uma habilidade que pode ser desenvolvida independentemente da posição ocupada. “Nós, como líderes, precisamos investir no autoconhecimento para nos autoliderarmos. A liderança não é título, não é crachá. É uma habilidade”, diz ela.

Na entrevista, a CEO também abordou o impacto que a saúde mental tem nos ambientes corporativos. Segundo Antonella, cerca de 30% da força de trabalho no Brasil apresentou sinais de burnout em 2022, o que torna o tema mais urgente do que nunca. Ela sugere que as empresas realizem um diagnóstico para entender a saúde mental dos colaboradores e líderes, destacando que “um líder consciente e saudável cria um ambiente de trabalho mais engajado e produtivo”.

Antonella reforçou que, ao transformar a si mesmo, o líder pode transformar o ambiente ao seu redor. “Eu curo meus liderados quando me curo primeiro. A clareza que ganho sobre mim mesmo reverbera na minha equipe.”

A importância da escuta ativa

Um dos pontos centrais discutidos por Antonella foi a escuta ativa, que ela considera essencial para uma liderança eficaz. “O líder deve ouvir mais do que falar”, afirma. Para ela, saber fazer boas perguntas é a chave para extrair respostas mais profundas e promover uma verdadeira conexão com a equipe. “Quando dedicamos tempo para ouvir genuinamente, empoderamos as pessoas ao nosso redor. Um líder que escuta, antes de tudo, cria um ambiente mais aberto e colaborativo”, completa. Antonella defende que a escuta ativa é uma das ferramentas mais poderosas para fortalecer os laços entre líder e equipe, ampliando o engajamento e a inovação no ambiente de trabalho.

O trabalho da Universidade Líderes que Curam

A Universidade Líderes que Curam, fundada por Antonella, é uma escola de educação corporativa focada no desenvolvimento de lideranças humanizadas. Oferecendo programas de treinamento, workshops e mentorias, a universidade capacita líderes de todos os níveis a promoverem ambientes de trabalho mais saudáveis e produtivos. “Nosso objetivo é ajudar líderes a se tornarem agentes de transformação, impactando não apenas suas equipes, mas também a cultura organizacional como um todo”, explica Antonella.

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Mílton Jung lança curso de comunicação on-line em parceria com a startup WCES, em São Paulo

(Texto produzido por Rovella & Schultz Boutique Press)

Photo by Pixabay on Pexels.com

Evento contará com a participação de Milton Beck, Diretor Geral do LinkedIn para a América Latina e África

 O jornalista Mílton Jung em parceria com a WCES, startup americana especializada em educação e consultoria para empresas, realiza o workshop Comunicação Profissional – Técnicas e práticas para o sucesso no trabalho no dia 26 de setembro, quinta-feira, das 19h às 21h30, no Espaço Olos, em São Paulo. O evento, comandado pelo âncora do Jornal da CBN, ao lado do fundador da WCES, Thiago Quintino, será gratuito, aberto ao público e contará com a participação especial de Milton Beck, Diretor Geral do LinkedIn para a América Latina e África.

Com o tema Comunicação Profissional, Milton abordará técnicas e práticas para o sucesso no trabalho com foco na carreira, na produtividade e na boa relação. “A comunicação é estratégica na vida! Torna nossas relações mais saudáveis e sustentáveis”, afirma Jung. “No cenário corporativo é uma competência que precisa ser desenvolvida para o crescimento profissional, facilitando a relação com colaboradores, parceiros de negócios e clientes”, complementa.

Esse encontro marcará o lançamento do curso online de Comunicação Estratégica para o Desenvolvimento Profissional, criado por Jung e Quintino, que tem a participação de renomados professores convidados como o filósofo Mário Sérgio Cortella, a futurista Martha Gabriel, a fonoaudióloga Leny Kyrillos e o especialista em escutatória Thomas Brieu.

Presente em 15 países e com escritórios em Utah e São Paulo, a WCES se destaca como uma das principais startups do segmento educacional. A parceria com Jung visa aprimorar a comunicação estratégica em ambientes corporativos, abrangendo mercados no Brasil, Europa e Ásia.

Workshop estratégico:

Comunicação Profissional – técnicas e práticas para o sucesso no trabalho

Convidado especial: Milton Beck, Diretor Geral do LinkedIn 

Vagas Esgotadas

Dia: 26 de setembro, quinta-feira 

Horário: das 19h às 21h30 

Local: Edifício Milano | Espaço Olos 

Avenida Mário de Andrade, 1.400, 14º andar, Água Branca/SP 

Informações para a imprensa:

Rovella & Schultz Boutique Press

Marta Rovella Schultz – Roberta Rovella Radichi

Fones: (11) 3039.0777 e (11) 96459.1070

www.rovellaschultz.com.br / @rovellaschultz

Mundo Corporativo: Tatiana Aloia e a integração entre tecnologia e cultura no mercado aeroespacial

Os bastidores da gravação do Mundo Corporativo Foto: Priscila Gubiotti

  “Nós temos diferentes culturas ao redor do mundo, mas o ser humano é o mesmo em todos os lugares.”

Tatiana Aloia, Aloia Aerospace

A liderança de uma empresa global exige mais do que estratégias de mercado, requer uma compreensão profunda das nuances culturais e a habilidade de integrar essas diferenças em um ambiente coeso. Essa foi uma das principais reflexões de Tatiana Aloia, cofundadora e CEO da Aloia Aerospace, em sua entrevista ao programa Mundo Corporativo, da CBN. À frente de uma empresa que atua no setor de reposição de peças aeronáuticas em diversos países, Tatiana destacou a importância de equilibrar a agilidade nos negócios com o respeito às particularidades de cada cultura, sem perder de vista o que é comum a todos: a natureza humana. “Nós passamos muitas horas da nossa vida, praticamente um terço do nosso tempo, trabalhando. Então, tem que ser prazeroso, tem que trazer alegria e bem-estar para todos”, afirmou. 

O aprendizado no início de carreira

Tatiana Aloia iniciou sua trajetória profissional aos 15 anos, movida pela vontade de trabalhar e aprender. Atuando inicialmente no setor automobilístico, ela se especializou em engenharia mecânica e gestão empresarial, o que a preparou para os desafios futuros. Após anos de experiência e aprendizados, tanto com colegas quanto clientes, surgiu a oportunidade de realizar um sonho antigo: fundar sua própria empresa. Em 2015, junto com seu irmão Tobias, Tatiana criou a Aloia Aerospace, levando sua expertise em gestão e atendimento ao cliente, enquanto Tobias contribuía com sua vasta experiência na aviação. “Unimos nossas forças e experiências para construir uma empresa que tem o cliente como foco desde o início”, relembra.

O foco no cliente como diferencial competitivo

A Aloia Aerospace tem se destacado no mercado global de peças de reposição aeronáuticas, não apenas pela eficiência logística, mas também pelo foco no atendimento ao cliente, de acordo com sua fundadora. Tatiana enfatizou que o cliente deve ser a prioridade em qualquer circunstância. “Muitas vezes o fornecedor pode ter falhado, mas nossa missão é resolver o problema do cliente, sem importar o que aconteceu nos bastidores.” 

Esse compromisso, segundo Tatiana, vem se consolidando como um dos pilares da empresa, que tem operações em diversos continentes e atende clientes de diferentes culturas. Calcula-se que existam 600 empresas que integram esse mercado competitivo. Para ela, respeitar as diferenças culturais e, ao mesmo tempo, manter o foco em elementos universais do relacionamento humano — como respeito e feedback constante — é o segredo para garantir um atendimento de excelência. “Temos que respeitar as culturas, mas em todo lugar, resposta rápida e educação são fundamentais.”

Investimento em IA 

A Aloia Aerospace já está implementando o uso de inteligência artificial (IA) em seus processos para otimizar o atendimento ao cliente e melhorar a eficiência na busca por peças aeronáuticas. Tatiana explicou que a IA está sendo utilizada para rastrear, em tempo real, a disponibilidade de peças em todo o mundo, facilitando o trabalho da equipe e agilizando as entregas. “Nosso objetivo com a IA não é substituir pessoas, mas fornecer ferramentas que aumentem a capacidade de resposta e precisão no atendimento. A tecnologia permite que nossa equipe tenha acesso a informações detalhadas e rápidas, o que faz toda a diferença em um setor onde o tempo é crucial”, ressaltou.

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Mundo Corporativo: Alana Leguth, da KondZilla, reforça o valor da autenticidade na comunicação

Alana Leguth em entrevista ao Mundo Corportivo Foto: Letícia Valente

“Se você não fizer o seu produto se destacar de alguma forma, ele vai ser só mais um lá na estante e a estante é bem grande.”

Alana Leguth, Kondzilla

No cenário do funk e nas comunidades das favelas brasileiras, o desafio de comunicar-se com diversos públicos é enorme, mas essencial. Alana Leguth, cofundadora da KondZilla, holding de entretenimento de renome mundial, partilhou sua experiência e estratégias no programa Mundo Corporativo, da CBN. A entrevista revela a trajetória de uma empresa que começou em um quarto no litoral paulista e se transformou em uma potência global de entretenimento.

A KondZilla, que conta com mais de 67 milhões de inscritos no YouTube, ilustra como identificar e abraçar oportunidades, mesmo sem conhecimento prévio, pode levar ao sucesso. “Conforme foram aparecendo as demandas, a gente foi aproveitando as oportunidades, mesmo que a gente não soubesse fazer. A gente aprendia a fazer”, explica Alana. Esse espírito empreendedor permitiu que a empresa se expandisse e se consolidasse no mercado.

Alana e seu marido, Konrad Dantas, criaram a KondZilla em 2011, quando ainda moravam no Guarujá, litoral paulista. Ela formou-se em farmácia, mas não seguiu carreira, pois decidiu apoiar Konrad desde o início do empreendimento.

A autenticidade na comunicação

A autenticidade é um elemento central na estratégia de comunicação da KondZilla. Alana destaca que a conexão verdadeira com o público é essencial: “Se você não souber se comunicar com esse público pode soar forçado, pode soar de forma pejorativa.” A KondZilla se estabeleceu como uma autoridade no meio por entender e respeitar a cultura da favela, comunicando-se de maneira natural e autêntica.

A força dessa comunicação se manifesta em diversas áreas. No mundo da moda, por exemplo, as tendências muitas vezes nascem nas favelas. Segundo Alana, um caso típico desse fenômeno são os chinelos Kenner, populares entre os jovens de favela do Rio de Janeiro e que influenciam a moda mainstream. Essa conexão com o público jovem de classes C e D mostra o potencial econômico que muitas vezes é subestimado.

Dar voz às mulheres do funk

Alana também é a criadora do selo HERvolution, um projeto dedicado a fortalecer a voz feminina na indústria musical. A iniciativa surgiu de uma percepção de desigualdade: “A mesma atenção que era dada aos artistas homens não era dada às artistas mulheres.” O HERvolution oferece oportunidades para artistas mulheres gravarem e distribuírem suas músicas, sem necessidade de contrato de agenciamento.

A trajetória da KondZilla e de Alana Leguth é uma inspiração de como a inovação, autenticidade e capacidade de aproveitar oportunidades podem transformar desafios em grandes sucessos. A experiência dela e de sua equipe oferece valiosas lições para empresas e indivíduos que desejam se destacar no mercado e se comunicar eficazmente com diversos públicos.

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Mundo Corporativo: inovação e adaptação são o caminho do sucesso para o consórcio, diz Tatiana Reichmann, da Ademicon

Tatiana Reichmann no estúdio de gravação do Mundo Corporativo Foto: Letícia Valente

“Nós vendemos um produto que tem 60 anos, mas que é super moderno.”

Tatiana Reichmann, Ademicon

A liderança no mercado de consórcios requer inovação constante e adaptação às mudanças. Tatiana Schuchovsky Reichmann, CEO da Ademicon, sabe bem disso. À frente de uma das maiores empresas do segmento no Brasil, ele enfatiza a importância de estar sempre atualizada e aberta a novas ideias. Na entrevista ao Mundo Corporativo, da CBN, a empresária lembra que o produto que comercializa, apesar de ter 60 anos, é movido por conceitos bastante atuais: “(consórcio) é compartilhar, coisa que recentemente começou a ser feita”.

Transformando a tradição em inovação

Tatiana ressalta que a atualização e o pensamento aberto são cruciais para a evolução no mercado de consórcios. “A gente não pode estar estacionado, a gente tem que estar sempre atualizado, aceitar que as mudanças nos fazem evoluir”, afirma. Com cerca de 200 lojas licenciadas espalhadas pelo Brasil, a Ademicon investe fortemente em treinamento e capacitação de seus consultores, preparando-os para atender de forma eficaz e moderna as necessidades dos clientes.

A CEO também destaca a importância do consórcio como uma ferramenta de investimento, indo além da simples aquisição de bens. “Nós trouxemos a palavra conhecimento para o consórcio e fomos pioneiros em falar de consórcio como investimento”, explica Tatiana, ressaltando que isso ampliou o público-alvo e as possibilidades de uso do consórcio.

Expansão e licenciamento

A expansão da Ademicon tem sido orgânica e Tatiana explica que o licenciamento de lojas é uma estratégia que permite um crescimento sustentável e abrangente. “Nós devemos abrir mais 250 lojas nos próximos cinco anos”, revela. Esse modelo permite que consultores se tornem empresários locais, criando um vínculo mais forte com a marca e oferecendo um atendimento personalizado aos clientes.

Sobre a importância da liderança feminina, Tatiana diz que “me orgulho muito de conseguir ser referência para muitas mulheres e eu busco isto cada vez mais para mostrar que é possível, que é só a gente se dedicar.”

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Mundo Corporativo: Amilcar e Renato Sá, da MC Tintas, falam de como fazer da inovação uma tradição familiar

Reprodução do vídeo da entrevista ao Mundo Corporativo

“Quer ter sucesso? Trate bem o fornecedor, trate bem seu funcionário, muito bem seu funcionário e trate bem o seu cliente.”

Amilcar Sá, MC Tintas

O mundo dos negócios pode ser um terreno árido e desafiador, especialmente para aqueles que desejam empreender e inovar. Entretanto, a história da MC Tintas, que se iniciou há 60 anos, mostra que o caminho para o sucesso pode ser trilhado com uma boa dose de respeito e dedicação aos principais pilares de uma empresa: fornecedores, funcionários e clientes. É no que acreditam Amilcar Sá e Renato Sá entrevistados no Mundo Corporativo, da CBN. Amilcar começou aos 16 anos com os dois irmãos, fundadores da empresa, e Renato assumiu o comando da MC Tintas, em 2020.

Com mais de 220 unidades no Brasil, a companhia faturou R$ 563 milhões, em 2023. Para 2024, a meta é chegar a R$ 680 milhões, com 20% de crescimento no número de unidades. Desde 2017, a marca trabalha no sistema de franquia, uma estratégia que Renato Sá quer ampliar. Atualmente, são 120 franqueados. Entender o potencial de cada um desses empreendedores é importante na construção da rede. Renato ressalta que “o sucesso de um empreendedor depende muito mais dele do que do franqueador”, destacando a importância da iniciativa individual no mundo dos negócios.

Inovação e Crescimento

A inovação sempre foi uma característica da MC Tintas. Uma tradição familia, pelo que se ouve nas histórias contadas por Amílcar e Renato. Desde a criação da empresa, a visão de Amilcar e seus irmãos foi transformar as lojas de tintas em ambientes agradáveis e acessíveis para todos os públicos, especialmente às mulheres, que, tradicionalmente, não frequentavam esses estabelecimentos. Amilcar recorda: “As lojas eram muito pesadas, sujas. Não tinha aquele tratamento gostoso. Nós fomos os primeiros a mudar isso”.

Renato complementa que a empresa continua a se adaptar às mudanças do mercado e do comportamento do consumidor: “Hoje temos muito mais ferramentas do que eles tinham lá atrás. A empresa estuda o novo consumidor, contrata pesquisas e tenta inovar constantemente”. Esse olhar inovador levou a MC Tintas a desenvolver um aplicativo chamado Toc Toc, que conecta consumidores a profissionais de pintura, facilitando o acesso a serviços de qualidade.

Sucessão Familiar e Liderança

A transição de liderança na MC Tintas é um exemplo de como a sucessão familiar pode ser bem-sucedida. Amilcar enfatiza que a preparação foi fundamental: “Não foi porque o Renato é meu filho que ele se tornou CEO. Ele foi apontado como a pessoa mais adequada por uma consultoria externa”. Renato, por sua vez, destaca a importância do preparo e da contínua busca por conhecimento: “Liderar é não parar nunca. É estudar, fazer cursos e ter vontade de passar a cultura da empresa”.

A relação pai e filho dentro da empresa é um equilíbrio de aprendizado e liderança compartilhada. Renato reconhece o papel crucial de seu pai como mentor: “Tenho uma grande oportunidade de ter meu pai do meu lado, meu espelho, e meu mentor”.

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