“Abaixo a tirania dos carros”

 


Profa. Elisabet Gomes do Nascimento
Ouvinte-internauta

Aí vai minha sugestão, para diminuir o aquecimento global: A cidade de São Paulo precisa atacar várias frentes para reduzir a poluição atmosférica, sonora e os congestionamentos, como por exemplo: Investir seriamente em trens de superfície, metrôs, corredores de ônibus, nesses coredores fixar os horários, reduzir o preço da tarifa de ônibus. Proibir estacionar carros em vias públicas, estimular a carona solidária no ambiente de trabalho e entre vizinhos, o uso de bicicleta como meio de transporte e o pedágio urbano, (qdo estivermos um transporte público decente),como foi adotado em Londres, por exemplo.

Investir em campanhas educativas para que as pessoas motorizadas e os motoristas de ônibus respeitem os ciclistas, que possuem os mesmos direitos que eles de utilizarem as vias públicas.
Precisamos desenvolver uma cultura de solidariedade e de convivência civilizada no espaço público. O habitante de São Paulo precisa se “tocar” de que a cidade é de todos e portanto, todos precisam colaborar.
Acredito que medidas como essas, vão estimular o cidadão á deixar o carro em casa e usar o transporte público.

Vamos humanizar as ruas e avenidas. Abaixo a Tirania dos automóveis nas cidades já!

Mude a cor do carro, do asfalto

 

Carlos Roberto Silveira
Ouvinte-internauta

Qualquer empresa que produz um automóvel pode fazer a diferença em defesa do meio ambiente, por conseguinte a redução do aquecimento global.

Se vocês pararem de produzir carros na cor preta, estarão contribuindo com um menor aquecimento no solo da terra.

Simples parem de produzir carros nesta  cor.

Por exemplo no Brasil o carro com  a menor área tem( 6 metros quadrados)  pra receber  calor dos raios solares,   com isto   diminuiria  o gasto com ar condicionado  e  outros gastos  até de energia para o corpo humano.

O outro passo e diminuir a área de asfalto da cor preta ..  que  são bilhões de quilômetros quadrados  de área  a atrair  mais calor a terra.

Não é possível que ainda não se tenha tecnologia para trocar a cor do asfalto…

Seguradoras negam uso de peças de segunda mão em conserto

As seguradoras não tem interesse em enganar o cliente obrigando oficinas a usar peças não-originais ou recondicionadas pois estaria colocando em risco seu próprio negócio ao permitir o aumento do risco de acidentes de carros. Quem diz é o diretor executivo da Federação Nacional de Seguros Gerais Neival Freitas em resposta a denúncia do Sindicato da Indústria de Funilaria e Pintura do estado de São Paulo feita no CBN São Paulo desta segunda 06.04.

A Fenseg também diz não haver lógica as seguradoras tomarem medidas que estimulem o roubo de carros, pois isto reverteria contra as empresas, que teriam gastos maiores em indenizações.

O dirigente da Federação, no entanto, não foi claro ao explicar como o consumidor pode ter a garantia de que a peça usada no reparo do carro seja original.

A Assembleia Legislativa tem investigado o mercado na CPI das Seguradoras.

Ouça a entrevista do diretor executivo da Fenseg Neival Freitas

Inspeção veicular alerta a turma da última hora

O aumento na adesão ao programa de inspeção veicular em São Paulo é percebido pela Controlar, empresa contratada pela prefeitura para prestar este serviço, a partir do número de veículos com placa final 2 e 3 agendados, até agora. No entanto, a preocupação ainda é grande em relação aos proprietários  de carros com placa final 1 que tem até 30 de abril para passar por um dos centros de inspeção.

Mais da metade dos veículos fabricados a partir de 2003 que teriam de ser submetido ao teste não agendaram o serviço e podem ter problemas para encontrar data e local mais apropriados antes do fim do prazo. O diretor da Controlar Eduardo Rossin, entrevistado pelo CBN SP, não nega a possibilidade de haver ampliação no horário de atendimento, apesar de defender a ideia de que os centros trabalham abaixo de sua capacidade.

Neste mês de abril, além dos carros com placas final 1, podem fazer a inspeção os de final 2 e 3. O agendamento é feito na página da Controlar e o pedido de restituição da taxa paga pelo serviço deve ser feito no Portal da Prefeitura.

Ouça entrevista com Eduardo Rossin, da Controlar

Até a pé nós iremos

Após ler “Cidade tem de estar comprometida com mudanças”, publicado neste blog na terça 24, o ouvinte-internauta Zizzo Bettega enviou a mensagem que você lê a seguir. Ressalto que ao  falar de diferenças geográficas, entre São Paulo, capital, e Estocolmo, apenas pretendia levar para o texto justificativa que se ouve frequentemente na cidade. Concordo com ele que a principal mudança tem de ser prioridade. Mas vamos ao textoque já me conquistou pelo título (refrão do hino do Imortal Tricolor):

Em tese a vantagem de Estocolmo sobre São Paulo para o ciclismo está somente em que a cidade nórdica não requer obrigatoriamente bicicletas com câmbio, como fica claro ao observar a topografia e a respectiva frota local.

Se não deixamos de priorizar o automóvel aqui, lógico nunca teremos os índices da cidade nórdica e por conseqüência um ar minimamente respirável. O que por si só incentivaria a adesão espontânea de novos ciclistas.

O fato de São Paulo requerer uma bicicleta com câmbio; como as mountain-bikes; preferencialmente não afeta em muito aquela sustentável fórmula básica do ciclista em comparação com o pedestre que é válida para as duas cidades, grosso modo:

  • 10 vezes mais rápido
  • 10 vezes mais longe
  • 10 vezes menos esforço

Mesmo quando se fala nas nossas subidas e descidas metropolitanas, requerendo tão somente o mínimo de técnica e intimidade com o câmbio moderno que acredito é o maior obstáculo para uma gama mais abrangente de novos ciclistas no nosso caso. Não em vão o câmbio moderno foi inventado nos Alpes italianos pelo atleta Campagnolo, Algo até certo ponto desnecessário para o ciclismo em cidades insulares como é o caso de Estocolmo.

Já os dados para a “apressada” São Paulo quanto à velocidade média como era de se esperar continuam praticamente os mesmos: 22km/h para os carros cerca de 25km/h de média para as bicicletas. Imaginem houvessem aqui verdadeiros eixos cicloviários!

O que muda drasticamente em relação às duas cidades; creio eu; é que o custo para uma vaga de estacionamento na zona urbana de Estocolmo deve ser proibitiva, enquanto que em São Paulo; o paraíso do homo motorisadus;  esta mesma vaga é quase que subsidiada indiretamente pelas municipalidades metropolitanas em prol dos impostos que lhes rendem a indústria automobilística que mata e sufoca lentamente o cidadão e acidifica rapidamente nossos oceanos que são quem verdadeiramente produz o oxigênio que respiramos e que é filtrado pelas florestas remanescentes.

Há tempo de reverter esta lógica perversa ainda?

Enquanto a letárgica maioria motorizada aproveita a lentidão da via para sonhar com sua solução na forma de um panorâmico jeep urbano ledo desejo de superioridade por sobre os demais. Nós Desnudos Quixotes Vitruvianos marchamos contra os nada imaginários moinhos de gente da cidade insana.

Saudações cíclicas,

Zizzo Bettega”

Foto-ouvinte 2: Carro à deriva

Imagens do ouvinte-internauta Luis Felipe DelacasaUm veículo navegando nas águas do Córrego do Menino causou medo e surpresa entre as pessoas que passavam pela estrada das Lágrimas, em São Caetano do Sul, região do ABC, no fim da manhã desta quarta 19.03. A imagem foi feita pelo ouvinte-internauta Luis Felipe Delacasa que registrou o fato no seu telefone celular. O motorista do Fiar Idea perdeu o controle do carro devio a água que encobria a pista e foi parar dentro do córrego.

Foto-ouvinte: Carros velhos nem sempre anônimos

Kombi HeródotoEm São Paulo, existem 2 milhões de carros circulando irregularmente e em condições precárias. fato lembrado nesta semana pelo secretário municipal do Verde e Meio Ambiente Eduardo Jorge. A informação faz parte da justificativa da prefeitura para explicar porque apenas os carros fabricados a partir de 2003 estão obrigados a fazer a inspeção veicular ambiental. A maioria dos ilegais é mais antiga e, portanto, não passaria pelos centros de análise de poluentes na capital.

Chama atenção, também, para a necessidade de que se desenvolva estrutura de fiscalização capaz de identificar estes veículos que são um risco a vida e a saúde da população.

Há cacarecos que ao rodarem pelas vias de São Paulo escancaram a falta de controle à frota na capital. Poderiam, quem sabe, se transformar em peça de museu como ocorre com esta kombi, totalmente desmontada, que expõe suas vísceras, compondo instalação no terceiro andar do Tate Modern Gallery, em Londres, na Inglaterra.

Foi o ouvinte-internauta Antonio Athayde quem descobriu esta “obra de arte” na galeria britânica e lembrou não dos carros velhos e anônimos que andam em São Paulo: “ Veja na foto anexa o valor insuspeitado que tem a Kombi de nosso amigo Heródoto Barbeiro!”

A obra que vemos é de Joseph Beuys (1921 – 1986), batizada The Pack e datada de 1969

MP quer mais rigidez no controle à poluição veicular

Os índices de poluição usados para avaliar os carros que passam pela inspeção veicular ambiental são da década de 90. Com isso, o programa desenvolvido na cidade de São Paulo não seria eficiente para combater os problemas ambientais provocados pela maior frota de veículos do país. A opinião é do promotor do meio ambiente do Ministério Público de São Paulo José Eduaardo Lutti que promoveu audiência pública para discutir o tema, nesta semana.

Para Lutti, a partir do próximo ano, a prefeitura tem de exigir índices atuais, compatíveis com a qualidade dos motores produzidos, para impedir que os carros continuem a provocar os altos índices de poluição registrados nos últimos anos na capital paulista. Além disso, o Ministério Público pretende forçar o Governo do Estado a aderir ao programa, implantando o serviço de inspeção veicular em todo o Estado.

Um dos motivos que mais causaram indignação nos participantes da audiência pública foi o critério usado pela prefeitura para definir a frota de veículos obrigada a passar pela inspeção, apenas os fabricados a partir de 2003. No entanto, Lutti concorda com a justificativa da administração municipal.

Na conversa de hoje, o promotor José Eduardo Lutti também explicou a ação civil pública exigindo que a Petrobrás distribuida o diesel S-50, menos poluente, em todo o Estado de São Paulo.

Ouça a entrevista com o promotor José Eduardo Lutti, do Ministério Público de São Paulo

Carro mata mais pela poluição do que em acidente

Calcula-se que 20 pessoas morram por dia, na região metropolitana de São Paulo, vítimas da poluição área provocada pelos automóveis, motos, caminhões e ônibus.  Isto representa cinco vezes mais do que o número de pessoas vítimas de acidentes no trânsito, na capital paulista.

A situação tem -se agravado com o aumento da frota de veículos e a má-qualidade do combustível consumido, principalmente o diesel, disse ao CBN São Paulo, o doutor Paulo Saldiva, das maiores autoridades médicas do País no estudo dos efeitos da poluição no ar. Ele acaba de concluir estudo sobre os riscos à saúde por situações ambientais para o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia, órgão do Conselho Nacional de Pesquisas (CNPQ). No trabalho indentificou-se que São Paulo perde até U$ 1 bilhão em vidas prejudicadas pela qualidade do ar.

Triste saber, também, que o quadro se agravou depois de a cidade ter alcançado avanços no combate a poluição do ar, conforme análise feita em 2004. Saldiva defende a melhora da qualidade do diesel, a intensificação da inspeção veicular e o investimento em transporte público.

Ouça a entrevista com o médido Paulo Saldiva, do Laboratório de Poluição da USP