Meu carro, nossa vida !

 

Por Devanir Amâncio
Da ONG EducaSP

A casa é um carro

“Ô cidadão, este carro tem dono!”. Foi assim que o paulistano Juarez José da Silva, 52, popular ‘Moranguinho’, reagiu ao perceber que seu GOL 83, estava sendo fotografado. O mecânico entendeu com simpatia o motivo da visita e até fez uma demonstração de como dorme no carro, ao lado de uma caixinha de ferramentas, e de sua companheira ‘Moranguinha’, Maria José da Silva, 23, uma sorridente pernambucana, que o ajuda no dia-a-dia. “Dividimos juntos o carro e a vida. Estamos aqui há quatro anos” – Rua Santo Antonio, 914, Bela Vista – Centro.

“O nosso maior sonho é conseguir uma casa do Governo…não queremos nada de graça, podemos pagar até R$ 100,00 por mês. Os meus clientes são todos do Centro. O ideal seria ter a moradia próximo ao trabalho. E, além do mais, temos muitos amigos aqui, afinal, são mais de 20 anos que moro na Bela Vista. Já trabalhei 14 anos em uma oficina. Um dia ainda vou ter a minha”, argumenta com empolgação, Moranguinho.

Canto da Cátia: Tempo ruim

 Árvore cai sobre casa

Das diversas árvores que caíram durante o temporal na madrugada uma atingiu a casa de família simples do bairro de Cachoeirinha, na zona norte de São Paulo. Apesar do atendimento recebido no local do acidente, uma mulher morreu. Outra que vivia com ela ficou ferida e teve de ser hospitalizada. A Cátia Toffoletto estele por lá e soube que duas crianças também viviam no barraco, mas teriam sido levadas para a casa do pai na noite anterior.

Canto da Cátia: Mortes na casa

Desabamento 3

Uma obra irregular teria sido o motivo do desabamento de uma casa que matou mãe e filha no bairro de Pedreira, na zona sul de São Paulo, na madrugada, enquanto chovia forte na cidade. A Cátia Toffoletto esteve lá pela manhã e registrou a situação em que ficou o terreno após o acidente. Um muro estava sendo construído no terreno ao lado e teria caído provocando o desmoronamento. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) esteve no local e ao ser entrevistado pela Cátia comentou que a construção era irregular mas imagina que o dono da propriedade estivesse agendo de “boa fé”.

Ouça trecho da reportagem de Cátia Toffoletto