Conte Sua História de SP: a controvérsia na poesia da nossa cidade

 

Por Gercyvania Lucia Fernandes Lima

 

 

Como uma boa paulista paraíbana, minha homenagem a esta linda e rica cidade que me acolheu e me ofereceu o de melhor e pior, onde vivo sorrio, canto e encanto, minha história contarei em versos, pois em todas controvérsias encontradas, nunca desistirei desta linda São Paulo que hoje com orgulho a chamo de minha Cidade!

 

São Paulo Controvérsia

 

São Paulo é assim,
Onde se vive,
Onde se deixa de viver,
Cidade que não para,
Não para de crescer.

 

Cidade dos sonhos,
Sonhos dos desiludidos,
Desilusão dos que sonham,
Dos que dormem e não acordam,
Dos que simplesmente não dormem.

 

Cidade dos que vivem sem tempo,
Dos que não tem tempo para viver,
Dos que esperam para ir,
Dos que são empurrados para vir.

 

Cidade de idas e vindas,
Dos que buscam a felicidade,
Dos felizes que buscam,
Dos que procuram o encontro,
Dos que encontram o que procuram.

 

Cidade dos que foram encontrados perdidos,
E dos perdidos que foram encontrados,
Dos que sabem o que procuram,
Dos que procuram o SABER.

 

Mesmo na controvérsia,
Da cidade dos que não mais procuram,
Dos que não sabem mais o que buscam,
Em que nos desencontros encontrados,
Foram perdidos, foram achados.

 

Mesmo na controvérsia,
Não mais sabem qual a felicidade,
De se viver nessa cidade.

 


O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar aos sábados, logo após às 10 e meia da manhã, no programa CBN SP e tem a sonorização do Cláudio Antonio

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: “seja um voyeur social”

 

 

No lançamento do livro “Sua Marca Vai Ser Um Sucesso”, uma coletânea do quadro que apresento aos sábados, que tem como protagonistas Jaime Troiano e Cecília Russo, realizamos talk-show, no Teatro Eva Hertz, na Livraria Cultura, do Conjunto Nacional, em São Paulo. Neste segundo vídeo que publico no blog, Jaime e Cecília falam da importância de se trabalhar a marca do seu produto, empresa ou negócio. E como devemos estar atentos ao nosso cotidiano para compreender as estratégias a serem adotadas: “seja um voyeur social”, diz Troiano.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: a comunicação das marcas

 

 

Como as marcas se comunicam é o foco deste vídeo, trecho de talk show que realizei com Jaime Troiano e Cecília Russo, protagonistas do quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, que vai ao ar aos sábados, 7h55, no Jornal da CBN. Nossa conversa foi durante lançamento do livro que é uma coletânea dos nossos bate-papos na CBN e você pode baixar, ler e aprender aqui.

Conte Sua História de SP: o nhoque recheado que reuniu amigos em volta da mesa

 

Por Valmir Basso
Ouvinte-internauta da rádio CBN

 

 

Definir um conteúdo pressupõe saber, antes de qualquer coisa, a origem, o início, o princípio daquilo que se envolve, ou daquilo que se fará acontecer. Um livro e seu conteúdo define-se, ou assim pretende-se, por sua capa, por suas cores, pelo perfil de seu autor, por suas obras ou mesmo por seu objetivo prefácio. Conteúdo pressupõe enchimento, essência, recheio, volume, surpresa e expectativa.

 

Assim parece-me uma casa também ou, melhor que isso, um lar. Um lar onde possa haver um família e esta, recheada de histórias, transborde conteúdos.

 

Assim parece-me também grupos de colegas e amigos que compartilhem de mesmas idéias, conceitos, credos e crenças, alma e espírito, gostos e ideais.

 

O conteúdo dos encontros destes, sempre serão recheados de variadas temáticas, risadas, sorrisos, contos e crônicas vividas ou inventadas. Serão sempre motivo de novos encontros e novos momentos para compartilhar e receber doses, frações ou mesmo volumes totais, extravagantes de alegria, felicidade, satisfação e demonstrações contínuas de afeto, carinho e porque não amor.

 

Um dia então, nem importa definir o tempo pois aqui o tiquetaquear nem irá me afligir, emergiu-se a vontade de fazer algo diferente, de comer algo diferente e oportunamente descobrir novos lugares, novos ares, cenários e grupos de pessoas.

 

Um casal então em busca de um jantar apenas, convida um outro casal para um jantar apenas. Poderia ser uma torta, um canelone, um temaki, uma lasanha ou até mesmo uma simples coxinha ou  pastel.

 

Alimentos preparados e certamente com conteúdo e recheios variados e apetitosos, independentemente de gostos e desgostos. Um dia qualquer, numa noite qualquer, num bairro, vila e cidade frequentada por ambos. Mas indelevelmente e como se não bastasse a vontade ampla e escancarada de todos os quatro por ser feliz, esse jantar apenas não poderia ficar marcado por ser um jantar apenas.

 

Bastou-se então um voucher comprado com antecedência de um pequeno restaurante de São Paulo estar com seu prazo próximo do vencimento.

 

Bastou então um rápido filtrar de nomes de amigos entre aqueles contados na palma de uma mão.

 

Bastou então uma querência constante de querer sempre o entorpecer-se cada vez mais de viver a vida.

 

Bastou então um quase nada e, “boralá”, assim se fez a magia:

 

Aquele nhoque, que recheado porque assim ele permitiu-se parecer en-can-ta-do, permitiu então um conhecer, um aproximar, um unir e agigantar a amizade de quatro pessoas e fazer de suas vidas um testemunhar de contínuas e valorosas experiências de vida, um rechear de sabores e néctares de sorrisos e porque não, gargalhadas cúmplices e extravagantes de alegria e felicidade, nesta São Paulo. 
 

Mundo Corporativo: Marcela Lima, da Hult, fala do ensino no exterior e o impacto na sua carreira

 

 

Ter um MBA no exterior pode ser um grande diferencial para quem está disputando vaga no mercado de trabalho, além de abrir oportunidades de emprego lá fora. Por isso, o Mundo Corporativo foi saber qual a estratégia que você deve usar para planejar seu curso fora do Brasil e o quanto isso pode impactar no desenvolvimento da sua carreira. Nossa entrevistada, é Marcela Lima, da Hult International Businesse School: “eu acho que o brasileiro também busca muito esta interação com outras nacionalidades, então é importante dentro da carreira a pessoa ter sempre em mente que ela vai ter uma interação global porque não tem como fazer negócios com um único país”

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site cbn.com.br. O quadro é reproduzido aos sábados, a partir das 11 horas, no Jornal da CBN, e tem a colaboração de Paulo Rodolfo, Douglas Matos e Débora Gonçalves

Conte Sua História de SP: Caetano que me desculpe, mas esta esquina é a da turma de Avaré

 

Por Antonio Carlos Nogueira

 

 

Lembrar dos anos de 1960 leva-me de volta aos tempos da esquina da Ipiranga com a São João, em frente ao Bar do Jeca, famoso na época. Do outro lado da avenida, o Bar da Brahma.

 

Todos os finais de semana, eu e os amigos de Avaré, interior paulista, nos reuníamos para apreciar as garotas que passeavam pelas calçadas, faziam a volta pela Barão de Itapetininga, Dom José, passando ao lado de cinemas e cafés.

 

Que bom recordar essa época: amigos como o Flavinho, o Ximbica, Marcelino, Hadel Aurani (campeão de judô) Paulinho Curiati, e outros que já partiram como o Mauricio – o Gordo, Valdir, Wellington – o Urutu … era o ponto de encontro da turma de Avaré, gente que fez o ginásio juntos, o curso científico no Coronel João Cruz, a escola de técnico de contabilidade do Padre Celso, Instituto Sede Sapience tudo lá em Avaré.

 

Depois todos foram para capital para continuar os estudos em faculdades e também trabalhar, pois os empregos no interior erram escassos e faculdades não existiam na maioria das cidades com até 50 mil habitantes.

 

Essa esquina, a Ipiranga com a São João, veio ficar famosa pela música de Caetano Veloso e hoje, quando ouço, me traz muitas lembranças dessa época, pois vivo em Fortaleza, Ceará, e, graças a internet, posso continuar o contato com esses amigos que não vejo, ao vivo, há 40 anos.

 

Conte Sua História de São Paulo: a primeira pizzaria da cidade

 

Por Elmira Pasquini

 

 

Nasci no Paraíso, em Janeiro  de 1927. Com  10 meses, meus pais mudaram para Itaquera, subúrbio da cidade de São Paulo, a apenas 45 minutos de trem. Naquele tempo, um lugar lindo e gostoso  de se viver.   As ruas eram de terra, não havia luz elétrica nem água encanada. Nossa água de poço era uma delícia, pura, leve e sempre geladinha, muito bem cuidada por papai que era caprichoso em tudo que fazia.  Nossa chácara era à esquerda  da ladeira que saía da estação do trem e terminava no alto onde havia uma igreja católica. Ficava no centro da segunda grande quadra,  sem vizinhos em volta, Tinha um belo jardim, uma gostosa casa, quintal todo cultivado, com horta, pomar e um grande galinheiro, onde até peru tínhamos. Havia muitas chácaras  espalhadas  e uma grande colônia de japoneses, que cultivavam e ainda cultivam flores.

 

Para irmos a cidade dependíamos da Maria Fumaça que descia a ladeira chegando de São Paulo, apitando lá em cima do morro: PIiiiiiiiiiiiiiiiiiiii  … anunciando que estava  pronta com seus vagões para deixar ou pegar passageiros na estação. Quando subia a pequena mas íngreme ladeira puxando o comboio, ia gemendo: “muito peso, pouca força, muito peso pouca força”… e mais lenha na caldeira era colocada.

 

Quando crianças, nossas idas à cidade eram raras, porém anualmente,  uma delas sempre foi marcante. Era na semana entre Natal e Ano Novo. Era um passeio muito aguardado. Papai trabalhava no jornal ” As Folhas” onde, após 36 anos, se aposentou. Quando o bonde que nos trazia da estação do Norte chegava no ponto final, papai já nos aguardava ao lado do relógio da Praça da Sé. Meus dois irmãos e eu vestidos para a ocasião especial, felizes ao lado de mamãe, o procuramos. Ele sempre estava lá, sempre elegante, feliz e sorridente. Por toda nossa vida, isso sempre nos deu muita segurança.
Toda essa expectativa era para, em família, saborearmos uma bela pizza na famosa Cantina do Papai, que era a primeira e única pizzaria de São Paulo na época. Nos acomodávamos, observando tudo ao nosso redor. Pessoas chegavam, saiam e o ambiente era sempre agradável.  Pizza só havia de mussarela,  com ou sem aliche. Estas eram um pouco maiores do que as grandes pizzas de hoje. Papai sempre pedia meio a meio. Era tão saborosa… Para beber, só havia Guaraná e Soda Limonada.

 

Era tão bom ver a família reunida, alegre e feliz. Saboreávamos sem pressa, pois sabíamos que papai voltaria no trem para casa conosco. A festa era completa por tê-lo conosco. Aliás, ele e  mamãe eram lindos e seus rostos transmitiam muita paz.

Mundo Corporativo: Rodolfo Araújo, da Edelman, mostra resultado de pesquisa global sobre inovação

 

 

A relação das pessoas com inovação está muito ligada a solução de problemas contemporâneos, então é para isso que as empresas precisam prestar atenção. A constatação é de Rodolfo Araújo, líder de conhecimento e pesquisa da Edelman Significa, agência que realizou pesquisa com 10 mil pessoas em 10 países, inclusive o Brasil, para entender a cabeça do consumidor diante do tema inovação. O resultado deste trabalho você encontra na entrevista ao jornalista Mílton Jung, no Mundo Corporativo, da rádio CBN. Araújo disse que,apesar de algumas empresas serem inovadoras não são boas divulgadoras, pois os investimentos na transformação de produtos e serviços não são percebidas pelo público.

 

O Mundo Corporativo pode ser ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br. O quadro é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e tem a colaboração de Paulo Rodolfo, Douglas Matos e Debora Gonçalves.

Conte Sua História de SP: assistindo ao passeio das lambretas

 

Por Pedro Paskauskas
Ouvinte-internauta da CBN 

 

 

Meu pai não comprava brinquedos para nós, no entanto as firmas em que trabalhava davam bons brinquedos que eram cuidados por nós como pepitas de  ouro. Como eram poucos, a gente curtia muito eles.

 

E com poucos brinquedos, buscávamos outras atrações: observávamos o que havia a nossa volta para se distrair.  Por exemplo, os cavalos da polícia.A gente escutava o trotar e corria até o portão para ver os cavalos passarem. Passavam dois a dois levando um policial cada um.    

 

Outra diversão era ver o carro de coleta de lixo puxado  por cavalos.É! Eu sei, a gente era doido por cavalos. Naquela época havia poucos carros e a opção eram os cavalo. Seis deles puxavam o carro de coleta de lixo. Haja força para puxar tanto peso!

 

A gente curtia muito era a noite quando nosso pai chegava do serviço, pedíamos para nos levar à praça: o Largo da Vila Zelina próximo onde morávamos. Queríamos ver o “dlim dlim dlim” passar. Naquela época, começo dos anos 1960, era moda todos terem lambreta e o som das buzinas era esse: “dlim dlim dlim”. Parece besteira? Para nós,não era. A gente curtia muito ver o desfile das lambretas.

 


A sonorização do Conte Sua História de São Paulo é do Cláudio Antonio. Os ouvintes-internautas colaboram com histórias enviadas para milton@cbn.com.br