Conte Sua História de São Paulo: o homem que tinha um relógio no meio da praça

Por Joaquim Alessi

Ouvinte da CBN

foto do autor

Conheci e trabalhei com o homem que tinha um relógio no meio da praça e inovou na publicidade. Pode parecer história de maluco, mas é história real. Não via a hora de contar essa passagem com o senhor Octávio de Nichile.

Dos 15 aos 18 anos, gerenciava a HJ Contabilidade do meu saudoso cunhado Hélio Horta, em sociedade com o José Armando, de São José dos Campos. Entre as dezenas, mais de uma centena, de empresas colocadas aos meus cuidados, uma chamava particularmente a atenção: De Nichile Publicidade.

Minha função era emitir, à mão, a nota fiscal todo mês, com suas três vias, duas em papel carbono, e datilografar a guia do ISS — Imposto Sobre Serviços a ser recolhido à prefeitura de São Paulo.

E quais eram os serviços prestados pela De Nichile?

Simples, o senhor Octávio herdara do pai um inovador relógio instalado desde 5 de abril de 1935, na Praça Antônio Prado, centro da capital paulista. 

O relógio ficava no alto de uma imponente coluna clássica, e entre ela e ele havia placas de publicidade. Recordo que uma das anunciantes era a então famosa Botica Ao Veado D’Ouro.

Ao longo dos anos, o escritório mudou várias vezes de endereço. Primeiro na Vila Maria, em uma sala do depósito de areia César Toscano. Depois, mais chique, na rua Tabapuã, em prédio novinho no Itaim Bibi — uma sala linda. Na sequência, Avenida Jabaquara, quase esquina com a rua Luís Góis. E quando a grana não dava mais para suportar o aluguel, o porão da casa dos meus pais, na rua Protocolo, quase esquina com estrada das Lágrimas, em São João Clímaco, periferia do Ipiranga.

Em todos esses endereços, mês a mês, o senhor Octávio ia até a gente. Guardávamos seu talão de notas fiscais, as quais preenchíamos rigorosamente dentro da lei a cada 30 dias, e entregávamos a Guia do ISS para o recolhimento.

No Jabaquara, ficávamos muito perto dele, que morava próximo à Praça da Árvore. Um pulinho, ou voo, fosse um passarinho. A Rua Protocolo era mais distante, mas ele, todo mês, pegava o ônibus e ia até lá, protocolarmente, cumprir seu dever de empresário responsável.

Nessa época, eu já cursava o primeiro ano de Jornalismo. Era 1976, eu com 17 anos de idade, e muitas vezes chegava de madrugada em casa. E ele, logo às oito da matina, estava no portão, esperando para eu abrir a porta do porão, que ficava na parte de frente da casa, e providenciar seus documentos.

Não se importava em esperar, e me falava: “jovem é assim mesmo, precisa dormir um pouco mais, pois quando a gente fica velho tem mania de acordar cedo…”

Eu entregava tudo na hora exata, na hora marcada pelo relógio hoje tombado da Praça Antônio Prado.

 Joaquim Alessi e o relógio de Nichile são personagens do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é de Cláudio Antonio. Seja você também personagem da nossa cidade. Escreva seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: branding, o verbo que transforma marca

“Branding é verbo, precisa de movimento”.

Cecília Russo

Branding é verbo? Então, tem movimento. E essa ideia precisa estar presente na estratégia dos gestores de marcas. É algo tão candente que nossos comentaristas Jaime Troiano e Cecília Russo, no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, arriscam dizer que uma marca está sempre em movimento, mesmo quando parece estar parada:

“… porque as outras se mexem e o tabuleiro, que é o mercado, vai se transformando”.

Jaime Troiano

Para Jaime, o branding é mais do que uma mera definição estática de uma empresa. Ele compara o movimento de uma marca ao movimento da Terra ao redor do sol, destacando que o contexto e as mudanças no mercado influenciam continuamente a percepção da marca. Enfatiza a importância do posicionamento claro para uma marca. Sem um posicionamento determinado, as forças do mercado podem moldar a percepção da marca de maneira indesejada. O branding, segundo ele, exige continuidade para evitar desaparecer da lembrança do mercado.

Diálogo Constante: O Novo Paradigma do Branding

Cecília ressalta a mudança do monólogo para o diálogo na era do branding. Marcas e consumidores agora estão engajados em uma conversa contínua, em que todos participam. Ela destaca a importância das redes sociais como um espaço onde as marcas devem se movimentar e se envolver ativamente. Os apresentadores discutem exemplos de marcas que souberam se movimentar durante a pandemia, mantendo o diálogo com seus clientes. Eles também mencionam campanhas de sucesso, como a da Volkswagen, que geraram discussões e envolvimento da comunidade.

“Há pouco tempo, a VW lançou a campanha com a Maria Rita e a Elis Digital. Muito pouco gente que viu ficou calada. E o fato mais importante é que a conversa, as discussões não eram entre consumidores e o anunciante. Era de todos com todos”. 

Cecília Russo

Pequenos Gestos, Grandes Movimentos: Aplicação no Dia a Dia

Jaime incentiva os gestores de marca a aplicarem a ideia de movimento às suas próprias marcas, independentemente do tamanho do negócio. Eles mencionam pequenos gestos, como a forma de receber os clientes em uma loja, que também podem fazer parte do branding em movimento. Ele também fez  uma alusão histórica, comparando a marca em movimento à jornada de Galileu Galilei. Assim como Galileu desafiou a visão geocêntrica do mundo, as marcas precisam desafiar o status quo e adotar um posicionamento em constante evolução.

Ouça o comentário completo no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, que vai ao ar aos sábados, às 7h50, no Jornal da CBN:

Mundo Corporativo: Luciano Amaral, da Benx Incorporadora, e as três características do empreendedor

Gravação do Mundo Corporativo com Luciano Amaral, da Benx Foto: Priscila Gubiotti

“Tem gente que gosta e continua sendo engenheiro de obra e acho espetacular, mas eu eu não queria ser um engenheiro de obra para sempre. Eu gostaria de ser um empreendedor e apareceu uma oportunidade para eu vir para São Paulo”

Luciano Amaral, CEO da Benx

Um metrô cruzou o caminho do campo de golfe que seria a maior atração do empreendimento imobiliário; um embargo judicial interrompeu o negócio que seria um dos maiores do setor na América Latina; e dois anos de pandemia criaram uma série de barreiras para o empreendimento avançar. Foi em meio a essa sequência de desafios que Luciano Amaral, CEO da Benx Incorporadora, testou sua resiliência e habilidade de empreendedor, em São Paulo, onde está à frente da construção do Parque Global, em uma área de 218 mil metros quadrados, na zona sul da cidade. Ele foi entrevistado do programa Mundo Corporativo, na série sobre empreendedorismo.

Luciano Amaral iniciou sua carreira como engenheiro civil, formado pela Universidade Federal da Bahia, e chegou a São Paulo em 1991 com o desejo de se tornar um empreendedor. Antes disso, dentre outras iniciativas, aceitou o convite para liderar uma companhia que se transformou na maior empresa de tratamentos de resíduos industriais do Brasil, a Essencis Soluções Ambientais, hoje uma das três maiores do mercado. 

Ao ser perguntado sobre os desafios de empreender em diferentes setores, Luciano ressaltou que, apesar das particularidades de cada área, características como resiliência, perseverança e criatividade são fundamentais para qualquer empreendedor, independentemente do campo de atuação.

“Temos que pensar fora da caixa, o empreendedor é uma pessoa que ele tem que estar sempre se reinventando eu acho que essa é uma característica muito grande do empreendedor. Ele tá sempre tentando enxergar lá na frente para que ele possa ter sucesso, pode possa empreender com sucesso, você tem que realmente pensar fora da Caixa”. 

Integração de Sustentabilidade nos Negócios

Com sua experiência no setor ambiental, o CEO da Benx Incorporadora, explicou como a preocupação com o meio ambiente influenciou suas decisões na área imobiliária. Ele destacou a importância de avaliar os terrenos do ponto de vista ambiental, bem como a implementação de práticas sustentáveis nas obras e na gestão de resíduos. Essas ações reduzem o desperdício e combatem uma máxima do setor: a cada três prédio um é jogado fora. Além disso, ele mencionou o trabalho da empresa em certificar ambientalmente seus empreendimentos, visando atender a demandas de investidores internacionais que valorizam a sustentabilidade.

Desafios de Empreender em Grandes Cidades

Luciano abordou o cenário de empreendedorismo em grandes cidades e destacou que, embora muitas vezes pareça haver pouco espaço para construção, ainda existem oportunidades. Ele enfatizou que o maior desafio é o custo, especialmente devido à alta taxa de juros e à falta de mecanização no setor de construção. O empresário mencionou a importância de inovar e buscar soluções fora do convencional para enfrentar esses desafios.

O Projeto Parque Global

O maior empreendimento que já liderou é o Projeto Parque Global, ao lado da Marginal Tietê, que pode ser visto como uma espécie de bairro novo, com cinco torres residenciais de alto padrão, um shopping center, um centro médico e hospitalar, hotel, escola bilíngue e um edifício de apartamentos de médio padrão para locação. O Parque Global é um empreendimento de oito anos com um Valor Geral de Venda previsto de 12 bilhões de reais. Foi esse projeto que lhe impôs o maior desafio da carreira até aqui, pois teve de devolver o dinheiro a todas as pessoas que tinham investido em imóveis, diante da necessidade de interromper o empreendimento que foi embargado pela Justiça, em agosto de 2014, principalmente por problemas ambientais e urbanísticos.

Após os imbróglios jurídicos terem sido resolvidos, Luciano mais uma vez foi testado em sua determinação empreendedora. Ao contrário do que defendiam sócios estrangeiros, decidiu fazer um relançamento mais suntuoso do que o lançamento original, construiu um estande de vendas que tem espaços de exposição de arte, adega para degustação de vinho entre outros atrativos —- ou experiência como ele acentua. Mais do que isso, Luciano se comprometeu a trazer de volta ao menos 30 dos compradores anteriores. Disse que já dobrou essa meta. 

Cuidado com os Colaboradores e Liderança Inspiradora

Os empreendimentos imobiliários não são feitos de prédios, mas de pessoas. É o que Luciano deixa evidente na preocupação que diz ter em relação aos colaboradores da empresa, aos parceiros de negócios e aos clientes.  Ele explicou como a empresa criou um comitê de Recursos Humanos para se concentrar no bem-estar e no desenvolvimento dos funcionários. E também ressaltou a importância de ser um líder inspirador e adaptar-se às expectativas das diferentes gerações no ambiente de trabalho.

“Eu quero sempre estar com esse foco de inspiração, e de cuidar de pessoas.Ter pessoas, hoje, é um dos maiores desafios da liderança”.

Assista à entrevista ao Mundo Corporativo

A entrevista completa do Mundo Corporativo, com Luciano Amaral, CEO da Benx Incorporadora, faz parte da série sobre empreendedorismo e está disponível no YouTube. O Mundo Corporativo tem as participações de Renato Barcellos, Letícia Valente, Rafael Furugen e Priscilla Gubiotti.

Conte Sua História de São Paulo: meu “escritório” é o verde da Unidade do Sesc de Interlagos

Por Giuliana Pereira Agnelli Estrella

Ouvinte da CBN

Foto de arquivo da Unidade do Sesc de Interlagos cedido pela autora do texto

Pensar a cidade é pensar o todo, a junção do cinza com o verde.

Desde pequena sempre fui muito apaixonada pela “Selva de Pedra”, identificando suas belezas mesmo nos locais onde muitos não a encontravam, o que, com certeza, me fez vir a cursar arquitetura e urbanismo. O centro da cidade – o antigo e o novo, como costumam identificar – sempre me fascinou.

Foi minha mãe Maria Amélia que instaurou o hábito de frequentar as “áreas verdes” de São Paulo, me levando quase que diariamente ao parque. Na verdade, meu primeiro contato foi com a Praça Polidoro, no bairro da Aclimação, onde ia diariamente tomar meu banho de sol, ainda no carrinho de bebê.

Depois migramos para o Parque da Aclimação, local lindo lá no fiM dos anos 70, com seu lago central e a concha acústica; e, mais tarde, na juventude, para o Parque do Ibirapuera, onde, além de ter o privilégio de um respiro verde na cidade, ainda se unia ali a possibilidade de participar de atividades culturais e de lazer.

Seja para fazer uma caminhada, socializar, ficar de bobeira mesmo, curtindo um ‘ócio criativo’, nada melhor do que uma área verde, onde nos reconectamos e nos mimetizamos (ou tentamos) com a natureza, sempre tendo em mente a importância de um convívio respeitoso e de troca.

Nos últimos 8 anos de minha vida profissional, tenho tido o privilégio de trabalhar num ‘pulmão verde’ no extremo sul da Zona Sul da Cidade – a linda Unidade do Sesc Interlagos.

A área de 500 mil metros quadrados está às margens da represa Billings, um dos maiores mananciais em área urbana do mundo. No nome Interlagos, há referência à sua localização entre dois grandes lagos artificiais, as represas Billings e Guarapiranga, importantes reservatórios de abastecimento de água da cidade, mas que enfrentam graves problemas com o despejo de lixo e esgoto. Construídas com a finalidade de geração de energia, atualmente estas duas represas são responsáveis pelo abastecimento de bairros da região Sul e Sudoeste da capital, além de municípios da região metropolitana de São Paulo.

A Unidade vem desenvolvendo um processo de recomposição das suas matas ciliares através do reflorestamento das áreas que são contornadas pela represa Billings. O objetivo é garantir a proteção das nascentes e a produção de água.

Show de Roberto Carlos na inauguração/Foto cedida pela autora do texto

O espaço, que antes era uma fazenda, nos idos de 1975 foi aberto ao público como Unidade, inaugurada com um show do Rei Roberto Carlos, em uma área verde incrível. Essa área passou por muitas mudanças, espaciais e programáticas e tem caráter de parque, além de abrigar quadras para prática físico-esportiva, piscinas, quadras de tênis, ginásio, teatro, área de exposições, carreta BiblioSesc, entre tantos outros equipamentos culturais, socioeducativos, de lazer e saúde. À época de sua inauguração, na década de 70, a cidade ainda estava longe; ao ver os registros de imagens aéreas da época é visível como a cidade veio avançando e, a certo ponto, ‘passou’ a Unidade.

E esse caráter de “Parque” que tem foi o diferencial durante a pandemia, sendo uma das primeiras unidades do Sesc a reabrir as portas ao público, justamente num momento tão delicado, em que as pessoas estavam trancafiadas em casa, sem um espaço para tomar sol, caminhar, sentir a brisa e, literalmente, respirar…

É justamente esse local que me dá o orgulho de diariamente atravessar a cidade, e ver o impacto positivo que o contato com a natureza promove na vida das pessoas, e que está no cerne do trabalho do Sesc: a promoção do bem-estar. Realmente é um privilégio aqui estar, trabalhar para o lazer e cultura do público, ver cada criança maravilhada com um espaço tão rico e encantador, com uma vasta amostra das plantas nativas da mata Atlântica.

Um lugar onde, além de curtir e apreciar a paisagem, é possível discutir os conceitos e as possibilidades para o maior contato das pessoas com a natureza, a construção de hábitos saudáveis e, principalmente, a importância da conservação e entendimento sobre as áreas verdes.

Fica aqui minha declaração de amor à cidade de São Paulo em seu aniversário, e meu convite aos queridos e queridas radialistas da CBN, que sempre me acompanham no caminho de ida e volta do trabalho, e ao público em geral – venham conhecer e respirar o ar puro em Interlagos!

Giuliana Pereira Agnelli Estrella é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é de Cláudio Antonio. Seja você também um personagem da nossa cidade. Envie seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos, visite agora o meu blog miltonjung.com.br

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: provérbios e branding, uma conexão inesperada 

“Essa é uma das inspiradoras heranças do meu pai, o João Batista Troiano e, também, da família mineira que eu pertenço: os provérbios entraram na minha vida desde muito pequenininho quase como uma conexão sanguínea”

Jaime Troiano

Já se perguntou como os antigos provérbios podem iluminar nossas estratégias modernas de negócios? Frases que ouvimos de nossos avós transformam-se em ensinamentos eternos que aplicados nas mais diversas áreas nos permitem refletir sobre comportamentos e ações a serem adotados ou evitados. No caso de Jaime Troiano e Cecília Russo, nossos comentaristas do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, o hábito de usar provérbios para ensinamentos em gestão de marcas vieram de seus pais, um do interior de São Paulo e outro da Itália.

Cecília lembra de ouvir seu pai repetir com frequência e forte sotaque calabrês: “cu vaci cu zoppu”. Hoje, a tradução pode causar constrangimento diante dos cuidados que a linguagem inclusiva nos exige, mas em bom português, significa “quem vai com o coxo, aprender a mancar”: 

“Em branding, acontece muito, infelizmente. É o caso de empresas e marcas que preferem seguir fazendo algo parecido com o que outras fazem. E nem sempre com os mesmos resultados.”

Cecília Russo

A Pressa e o Branding

Uma das antigas sabedorias lembradas no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: “A pressa é inimiga da perfeição”. Jaime argumenta que o branding exige um entendimento profundo do público consumidor tornando-se impossível fazer isso da noite para o dia, sem amadurecer o que aprendemos convivendo com as pessoas.

Ouvindo o Consumidor

“A voz do povo é a voz de Deus”, um provérbio que reforça a importância de escutar o consumidor. Jaime comenta sobre o perigo da “vaidade corporativa”, em que as empresas pensam saber tudo e não dão espaço para feedback externo.

Diferenciação no Mercado

Em um mercado saturado, o provérbio “à noite todos os gatos são pardos” ressoa. O desafio é fazer com que sua marca não seja apenas mais um entre tantos gatos. É preciso oferecer algo único e diferenciado. 

“Não posso ser só uma tinturaria, alguma coisa que ofereço aos meus clientes tem que ser mais do que só roupa limpa. Minha padaria não pode só dizer que faz um pão francês fresquinho e crocante. Talvez um trigo diferente”.

Jaime Troiano

Aparência x Realidade

Há provérbios que se complementam nas lições que oferecem aos profissionais de branding, destaca Cecília. Considerando que a marca deve refletir genuinamente o que a empresa representa, evoca-se o popular “nem tudo que reluz é ouro” — um alerta importante para quem ainda acredita na ideia que a marca se sustenta mesmo sem que tenha um bom produto ou serviço a oferecer:

“Afinal, marca não é um belo tapume que esconde a empresa do lado de dentro. Aliás, isso me lembra de outro provérbio  muito conhecido: ‘por fora bela viola, por dentro pão bolorento’”.

Cecília Russo

Extensão de Marca e DNA

Ao mencionar o provérbio “filho de peixe, peixinho é”, a discussão gira em torno da extensão da marca. Se o fabricante que levar a sua marca para atuar em outra área de mercado é como se fosse um peixinho, filho do peixe. Ela tem de preservar o mesmo DNA paterno. Não pode deixar de ser vista como uma membro desgarrado da família. 

“Um produto Bauducco tem cara de Bauducco, tem amarelo e vermelho de Bauducco, tem algo a ver com trigo de Bauducco”

Cecília Russo

Cultivar a Marca Desde o Início

Pra fechar a sequência de provérbios pedagógicos para o branding, Jaime encerra a conversa com “é de pequenininho que se torce o pepino”, ressaltando a importância de cuidar da marca desde o seu início, pois uma estratégia mal planejada por ser fatal para a longevidade da marca.

Você conhece um provérbio que pode ajudar no seu negócio?

Como dissemos, o uso dos provérbios pode ser aplicado nas mais diversas áreas. Caso lembre-se de algum que ajude no seu negócio, compartilhe com a gente aqui no blog e se inspire ouvindo o aqui o comentário completo do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, que vai ao ar, aos sábados, às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN:

Mundo Corporativo: Patrícia Chacon, CEO da Liberty Seguros, destaca o papel do empreendedorismo na transformação da indústria do seguro

Foto de Pricila Gubiotti

“Somos uma companhia de mais de 100 anos e mais de 3 milhões de clientes, mas o DNA é empreendedor porque a gente entende que  tem que reinventar nosso negócio a cada ciclo para atender aquele cliente que está mudando”.

Patrícia Chacon, Liberty Seguros

Construir uma visão empreendedora nas suas equipes de trabalho é uma das soluções que grandes empresas têm encontrado no sentido de dar maior autonomia aos colaboradores. Aplicado esse mesmo conceito na relação com os parceiros de negócio, cria-se um ambiente de colaboração e compartilhamento de conhecimento. É no que acredita Patrícia Chacon, CEO da Liberty Seguros, entrevistada do terceiro episódio da série sobre empreendedorismo, no programa Mundo Corporativo, da CBN.

Na nossa conversa, Patrícia detalhou a importância da parceria com os corretores, o papel do empreendedorismo na transformação da indústria de seguros e como a visão empreendedora está sendo incorporada dentro da própria empresa. Esse olhar tem forte ligação com a história da própria executiva que saiu de Quito, no Equador, aos sete anos e foi estudar nos Estados Unidos, onde se formou em Economia. Ainda durante o curso superior, Patrícia foi para Gana, na África, atuar em projetos de empreendedorismo feminino ajudando as microempreendoras a se desenvolverem. Ao se formar, retornou ao Equador e trabalhou em projetos de apoio a pequenos agricultores para capacitá-los nas negociações com grandes empresas, o que se transformou em inspiração para ela quando assumiu cargo executivo na Liberty.

Parceria com corretores

Patrícia destacou que os corretores desempenham um papel crucial na distribuição dos seguros da Liberty Seguros, e a relação vai além de apenas parceria comercial. A empresa não apenas compartilha produtos, mas também colabora na criação de soluções personalizadas, baseadas em tendências e necessidades identificadas pelos corretores. Essa co-criação resultou em produtos como a marca de seguro “Aliro”, com valores mais baixos, a medida que os corretores percebiam que havia dificuldades financeiras que impediam os clientes de renovar ou fazer um novo seguro. A marca foi lançada em conjunto com os corretores e alcançou grande sucesso:

“A Aliro já vendeu na Liberty mais de 1 milhão de apólices e 50% dos clientes não tinham seguro antes”

Empreendedorismo como transformação

Para a CEO da Liberty Seguros o empreendedorismo, que hoje faz parte da essência da empresa com mais de 100 anos, envolve constantemente resolver as necessidades dos clientes e a capacidade de reinventar o negócio para atender às mudanças do mercado. Ela compartilhou exemplos de como a empresa se adaptou rapidamente a desafios, como a inflação, usando a metodologia ágil para capturar tendências e reagir de maneira eficaz.

Metodologia ágil e cultura empreendedora

A implementação da metodologia ágil na Liberty Seguros começou com treinamento intensivo da liderança. Patrícia explicou que o processo envolveu a criação de equipes multifuncionais, chamadas de “squads”, que têm autonomia para definir metas e soluções, com a liderança dando suporte e removendo barreiras. Essa abordagem, embora desafiadora, permitiu uma maior agilidade na adaptação às mudanças do mercado.

Visão empreendedora interna

A visão empreendedora não se limita aos corretores, mas também é aplicada internamente, de acordo com Patrícia. Ela ressaltou que os colaboradores são incentivados a ter essa mentalidade empreendedora, identificando desafios e oportunidades de negócios, e contribuindo para a inovação da empresa. A liderança fornece direção clara e metas, enquanto os times empoderados trabalham juntos para encontrar soluções e impulsionar o crescimento.

“A gente tem assim a grande satisfação de, em 2022, termos sido nomeadas como uma das dez melhores empresas para se trabalhar no Brasil. Isso é motivo de muito orgulho para nós porque veio com o resultado financeiro, também. Então, acho que uma combinação que faz sentido”.

Em dez anos, a seguradora triplicou o seu tamanho passando de um faturamento de R$ 1 bilhão para R$ 3,3 bilhões — resultado registrado no primeiro semestre deste ano. O lucro líquido cresceu 15 vezes e está em R$ 320 milhões, o que, segundo Patrícia, permite que a empresa invista até R$ 100 milhões em tecnologia, o que tende a trazer mais benefícios aos corretores e clientes.

Iniciativas para empoderamento

A Liberty Seguros também implementou iniciativas para apoiar o crescimento dos corretores e seus negócios. Patrícia mencionou a importância de fornecer conhecimento e ferramentas, como treinamentos sobre tendências digitais e tecnologias de marketing. A empresa desenvolveu ferramentas que permitem aos corretores venderem nas mídias sociais e até mesmo oferecer cotações de seguros de vida através de links no WhatsApp.

Diversidade e empoderamento feminino

A presença de uma mulher no comando da empresa inspirou ações afirmativas como o programa “Mulheres Seguras”, iniciado em 2015. A intenção é apoiar as mulheres no mercado de seguros, incentivando o empreendedorismo e a liderança. A CEO ressaltou a importância de ter mais mulheres em posições de destaque, servindo como inspiração para outras e contribuindo para a evolução do mercado.

Uma dos desafios do “Mulheres Seguras” foi mudar uma realidade identificada em diversos estudos de que mulheres gostam menos de entrar em negociações o que impacta nos resultados que buscam. 

“Estudos mostram que (a mulher) quando começa numa negociação começa pedindo 30% a menos. A gente começou a apresentar fatos para as corretoras de como elas podiam quebrar um pouco dessas barreiras. O “Mulheres Seguras” foi crescendo e a gente impactou já mais de 5 milhões de pessoas com eventos e conteúdo”.

Outro aspecto destacado por Patrícia é que 45% do corpo executivo da Liberty é formado por mulheres que ocupam cargos de liderança em áreas como tecnologia, talento e assistência. Além disso, ela diz ter orgulho em saber que existem grupos de homens que são aliados neste projeto de fortalecimento feminino.

Você assiste a seguir à entrevista completa com Patrícia Chacon, CEO da Liberty Seguros. Toda quarta-feira, o Mundo Corporativo apresenta, ao vivo, no canal da CBN no YouTube, um entrevista inédita. Colaboram com o programa Renato Barcellos, Letícia Veloso, Priscila Gubiotti e Rafael Furugen. 

Conte Sua História de São Paulo: um beijo na elegância do aeroporto de Congonhas

Por Elizabeth Figueiredo

Ouvinte da CBN

Arquivo: Werner Haberkorn/Wikipedia

São Paulo é conhecida como capital da moda e da diversidade, prova do quanto esta cidade é acolhedora e favorável a todo tipo de liberdade com responsabilidade, respeito e criatividade, a começar pela indumentária que tanto mudou ao longo dos tempos.

Meu primeiro beijo aconteceu no Aeroporto de Congonhas. Sou mineira e apaixonada pela capital paulista e, à época conhecendo o que esta megametrópole já oferecia, meu primeiro namorado me levou ao Aeroporto de Congonhas e, acreditem, as pessoas frequentadoras daquele ambiente se vestiam como se estivessem indo para uma festa.

Outro lugar que também chamou minha atenção à época foi o  Jockey Club pela elegância com o que os frequentadores se vestiam.

E, na sequência visitei o Museu do Ipiranga, que agora preciso revisitar para certificar se está tão magnífico quanto era antes da reforma.

Parabéns Senhora São Paulo npor acumular tanta ousadia e riquezas culturais, imagino que inspiradas à partir da Semana de Arte Moderna de 1922.

Elizabeth Figueiredo é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Daniel Mesquita. Seja você também personagem da nossa cidade. Envie seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br. Para conhecer outros capítulos da nossa cidade visite o meu blog miltonjung.com.br ou o podcast do Conte Sua História de São Paulo

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: o fator X das marcas

“Nome se constrói evitando erros de origem, o que pode impedir esse nome de um bom desenvolvimento, mas principalmente se constrói na gestão do dia a dia, nas múltiplas camadas de significado que vão sendo construídas, pouco a pouco”

Cecília Russo

No cenário digital em constante evolução, as marcas enfrentam desafios para se reinventar e acompanhar as demandas de um público em constante mutação. Duas recentes mudanças de nome ganharam destaque tanto no cenário nacional quanto internacional, levantando questões sobre o poder das marcas e o impacto de decisões tão audaciosas. Jaime Troiano e Cecília Russo, no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, analisaram as estratégias de Elon Musk que trocou o consagrado Twitter pelo nome “X”e do Banco Central ao lançar a moeda digital “Drex”.

A ousadia de Elon Musk

O Twitter, uma das redes sociais mais reconhecíveis e utilizadas globalmente, surpreendeu ao anunciar sua mudança de nome para “x”. Essa mudança, comandada por Elon Musk, chamou atenção tanto pela ousadia quanto pelos questionamentos que levanta sobre a importância da identidade e do significado na construção de uma marca.

Cecília, destaca que a alteração do nome do Twitter parece mais um resultado da vontade pessoal de Musk do que uma estratégia de posicionamento de marca madura. A mudança, que substituiu um nome icônico e reconhecível por uma designação genérica, gerou críticas por perder parte da identidade da marca. O “passarinho azul” associado ao Twitter, por exemplo, tornou-se uma memória, substituído por um nome mais impessoal e menos relacionável:

“Em sua lógica, manter Twitter seria permanecer algo sem sua marca pessoal, sem o seu DNA. Mas a meu ver isso é um grande equívoco porque jogou fora o bebê junto com a água do banho. Matou algo que tinha identidade, cor, cara, o passarinho, uma marca que estava no dicionário, o tuitar, por algo genérico, batido, com significados ruins que é a marca X”

Cecília Russo

O Banco Central criou a marca Drex

No contexto brasileiro, outra mudança de nome também chamou a atenção: o Banco Central lançou sua moeda digital com o nome “Drex”. Para Jaime Troiano, essa mudança é uma estratégia mais sólida. Antes, o projeto era chamado de “moeda digital brasileira”, uma nomenclatura genérica que não carregava uma identidade própria. Com a criação do nome “Drex”, o Banco Central alinhou a moeda digital à família de marcas relacionadas ao “Pix”, uma iniciativa já bem estabelecida.

“A meu ver, a lógica da criação do nome traz bons aprendizados que a marca PIX conseguiu construir. Por ser da mesma família, ela segue dois direcionamentos que começaram com o PIX. Um nome curto, agora com 4 letras e com o X em sua última letra. O X, tanto em PIX como em DREX traz uma força e personalidade ao nome que são interessantes”.

Jaime Troiano

Além disso, Jaime enfatiza que o processo de construção da marca não se limita apenas ao nome, mas envolve uma narrativa que se desdobra com o tempo, incorporando símbolos, cores e comunicação.

Cada qual com seu X

As duas mudanças de nome – a do Twitter para “x” e a criação da moeda digital “Drex” pelo Banco Central – ilustram diferentes abordagens no mundo das marcas digitais. Enquanto uma mudança parece basear-se em uma visão mais personalista e arrojada, a outra busca alinhar-se a uma estratégia já consolidada. O significado e a identidade de uma marca são ativos valiosos que devem ser cuidadosamente considerados em qualquer movimento de mudança. O tempo dirá qual abordagem se provará mais bem-sucedida, à medida que essas marcas enfrentam o desafio de manter uma conexão sólida com seus públicos em um mundo em constante transformação.

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso:

Conte Sua História de São Paulo: uma manifestação de amor que começou em 2013

Por Carlos Eduardo Pinto Vergueiro Filho

Ouvinte da CBN

Jovens concentrados com bandeiras, faixas e gritos de guerra em frente ao Teatro Municipal, o mesmo marco histórico da Semana de 22 e a mesma juventude que dois anos depois pararia o Brasil. Mas não é de passe livre, Black Blocks e 20 centavos esta história. É sobre amor. 

Foi na passeata que subiu a Consolação, virou na avenida Paulista e terminou no Paraíso que dois jovens se encontraram. Foi em um bar de esquina com a 13 de Maio que se apaixonaram. 

Foi na Vila Madalena que namoraram. Foi no Jaguaré que se casaram. Foi na Cupecê que tiveram um filho. 

E é saindo da estação Vila Sônia do metrô que conto essa história que funde amor entre duas pessoas com as ruas, bares e o subterrâneo da cidade das tensões, São Paulo do nosso coração!

Parabéns terra da garoa, das multidões, das manifestações e da multiculturalidade. Que a sua história seja lembrada também pelos amores que fez nascer, tal como o nosso que completa 12 anos.

Carlos Eduardo Pinto Vergueiro Filho e Kraly de Castella Camolez Machado são personagens do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Seja você também personagem da nossa cidade. Envie seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br. Para conhecer outros capítulos da nossa cidade visite o meu blog miltonjung.com.br ou o podcast do Conte Sua História de São Paulo

Mundo Corporativo: Alder Lima, da Metamazon, constrói oportunidades e vira referência no empreendedorismo negro

 “Em São Paulo, me encontrei. Eu pude entender o que significa carregar o peso de ser um homem gay e o peso de ser um homem preto no país empreendendo. Eu podia  olhar para o lado e ver várias pessoas iguais a mim”.

Alder Lima, Metamazon Solutions

Que a vida do empreendedor é difícil no Brasil, todos sabemos. E muitas dessas histórias já foram contadas no próprio Mundo Corporativo, programa que apresento na CBN. O desafio de ser um empreendedor negro e gay, porém, torna tudo mais complicado e precisa ser superado com coragem e resiliência. É o que faz Alder Lima, fundador e CEO da Metamazon Solutions, uma startup que alia a tecnologia à construção e venda de imóveis. Conversei com ele na série de entrevistas sobre empreendedorismo quando contou de sua trajetória, das barreiras para montar o próprio negócio, do preconceito que se expressa cotidianamente no Brasil e de que como foi capaz de, a despeito de tudo isso, seguir em frente e servir de referência para outras pessoas negras e LGBTQIA+ dispostas a empreender.

Desafio: empreendedor negro e gay no setor de tecnologia 

A jornada de Alder como empreendedor se inicia em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, onde começou vendendo cocada nas ruas para ajudar sua família. Passou por Minas, Acre e Fortaleza, onde mora atualmente. Foi em São Paulo, porém, que encontrou ambiente propício para desenvolver sua ideia inovadora no campo da tecnologia — um setor em que a diversidade ainda é limitada, principalmente em cargos de liderança.

A falta de negros à frente de empresas de tecnologia leva a situações que servem para reforçar ainda mais o preconceito estrutural que existe na sociedade. Os softwares, processos e algoritmos são criados a partir de vieses raciais. É esse mecanismo que, por exemplo, impede reconhecimento facial de pessoas negras em determinados serviços ou distorce o resultado nos programs de buscas de informação:

“Enquanto a gente não tiver pessoas pretas nesses cargos de liderança, o algoritmo não contribuirá para pessoas pretas. Então, pessoas pretas precisam também estar envolvidas em projetos como esses para que a gente tenha menos chance de ser impactado dessa forma. É muito profundo! É importante ocupar espaço!” 

O empreendedorismo negro, de acordo com Alder, vai além de ideias de negócios; é um movimento para mudar realidades e quebrar paradigmas. Ele ressaltou a importância de estudar e se capacitar para se destacar em qualquer área, especialmente quando se trata de empreendedorismo. Alder também enfatizou o papel crucial da coragem na jornada empreendedora, lembrando a todos que enfrentar os medos é essencial para atingir os objetivos. Destacou projetos como o Afro Cubo, desenvolvido dentro do programa de incubadoras de startups do Itaú, que o apoiou na construção da Metamazon Solutions. 

“A gente não consegue fazer nada sozinho e para você tirar uma ideia do papel, você precisa ter essas pessoas que já passaram por isso. E sabem como funciona esse sistema. Então, ninguém consegue fazer nada sozinho. Precisa realmente de ajuda de pessoas qualificadas”.

Diversidade nas empresas: da conscientização à ação

Alder abordou o tema da diversidade no ambiente corporativo, observando que a conscientização sobre sua importância tem crescido, mas ainda há muito a ser feito. Ele mencionou o papel de instituições como o Pacto de Promoção Equidade Racial, e ações afirmativas para impulsionar a inclusão de pessoas negras em posições de liderança. Alder também falou da necessidade de empresas desenvolverem governança e estratégias para tornar as equipes mais diversas e representativas da população do país.

A experiência dele mostra bem o impacto que a diversidade oferece na ambição das pessoas negras ou que sofrem pelos demais tipos de preconceito. Conta que foi criado por seus pais em um ambiente que naturalizava aquela condição de “vassalo”. Ainda hoje, percebe o estranhamento das pessoas pelo espaço que ocupa. Como se não fosse um direito oferecer soluções, por exemplo, para o público A e B no setor de construção de prédios e venda de imóveis:

“Causa impacto porque você costuma ver que a maioria das pessoas pretas nessas construtoras estão no papel braçal, não no papel de liderança. Ontem fizeram uma pergunta: quantos donos de construtoras incorporadoras pretas você conhece? Eu particularmente, Alder Lima, nunca vi uma pessoalmente”. 

A jornada empreendedora: estudo, coragem e inovação

Alder enfatizou que a jornada empreendedora requer mais do que boas ideias: exige estudo, coragem e ação. Ele incentivou os aspirantes a empreendedores a buscar conhecimento, capacitar-se e enfrentar seus medos. Contando sua própria experiência, demonstrou a importância de ousar, fazer diferente e inovar.  Alder também compartilhou os detalhes de sua startup, a Metamazon Solutions, que opera no setor da construção civil. Ele explicou que a empresa busca transformar a maneira como os empreendimentos imobiliários são apresentados aos clientes, usando realidade virtual e inteligência artificial para proporcionar experiências imersivas e econômicas para os construtores e compradores.

“Fazer diferente hoje é você olhar o mercado, ver o que ninguém tá fazendo e você ter ousadia de buscar lacunas dentro desse espaço para você pensar: poxa, aqui existe um nicho de trabalho que eu posso fazer a diferença”.

A entrevista com Alder Lima ofereceu uma visão valiosa sobre o empreendedorismo negro, a importância da diversidade nas empresas e os elementos essenciais para construir um negócio de sucesso. Sua história de resiliência e inovação serve como um lembrete inspirador de que o empreendedorismo é uma ferramenta poderosa para a mudança e o progresso.

Assista à entrevista completa com Alder Lima, da Metamazon Solutions, no Mundo Corporativo, que tem as colaborações de Renato Barcellos, Letícia Valente, Priscila Gubiotti e Rafael Furugen: