2009 – Uma odisseia no espaço aéreo

Este filme foi realizado em 1968 pelo cineasta Stanley Kubrick. Com 139 minutos de filme e apenas 40 de diálogo, analisa a evolução do Homem, desde os primeiros hominídeos capazes de usar instrumentos até a era espacial e para além disso. Um dos personagens principais do filme é o computador inteligente HAL 9000, uma das máquinas mais famosas da história do cinema.

Desde a “Aurora do Homem” (a pré-história), um misterioso monólito negro parece emitir sinais de outra civilização interferindo no nosso planeta. Quatro milhões de anos depois, no século 21, uma equipe de astronautas liderada pelo experiente David Bowman (Keir Dullea) e Frank Poole (Gary Lockwood) é enviada a Júpiter para investigar o enigmático monólito na nave Discovery, totalmente controlada pelo computador HAL 9000. Entretanto, no meio da viagem HAL entra em pane e tenta assumir o controle da nave, eliminando um a um os tripulantes.

A aviação, aeronaves, naves espaciais, sistemas de gerenciamento de voo, avançados e sofisticadíssimos computadores de bordo que “chegam até falar com a tripulação”, o GPSW, sistemas de auxílio a navegação o GPS, Global Position System, ao longo dos tempos, vem se desenvolvendo de forma assustadora desde o 14 Bis.

As previsões feitas por Júlio Verne e Leonardo da Vinci parecem que estão sendo cumpridas e realizadas! Ou não?

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Cinema proibido de exigir provas de estudantes

Os estudantes tiveram uma vitória na Justiça contra a rede Cinemark que somente vendia ingressos pela metade do preço se provassem que estavam matriculados, exigindo boleto bancário ou ficha de frequência escolar, além da carteira de estudante.

Decisão em caráter liminar da Justiça do Rio que se estende a toda rede Cinemark proíbe esta prática. Portanto, só a carteirinha é suficiente para pagar meia-entrada, segundo constatou o Procon de São Paulo. O órgão ressalta, também, que com base nesta decisão nenhuma casa de espetáculo ou cinema pode fazer a exigência, apesar da ação movida pelo Ministério Público do Estado do Rio ter como alvo a rede Cinemark.

Na origem desta discussão, a falta de credibilidade das carteiras de estudantes que podem ser obtidas em pizzaria bastando apresentar algo que se assemelhe a ficha de matrícula ou boleto de pagamento para escolas de inglês, informática e afins.

Ouça a entrevista com o diretor de atendimento do Procon de SP Evandro Zuliani

Panteras Negras vão ao cinema na laje

Cinema à céu aberto, na zona sul

A experiência de organização e luta do Partido dos Panteras Negras, na década de 60, é destaque em uma mais importantes experiência de organização e luta da periferia de São Paulo. “Todo poder para o Povo. O Partido dos Panteras negras e além”, documentário de Lee-Lew-Lee, será apresentado no Cinema na Laje, nesta segunda 04.05, às oito e meia da noite. O projeto é criação da Cooperifa que atua na zona sul e a cada 15 dias estende a tela na laje, abre as portas do Bar do Zé Batidão, distribui pipoca e convida a turma a participar de graça de mais esta atividade cultural. O bar fica na rua Bartolomeu dos Santos, 797, Chácara Santana.

UCI atravessa o filme no domingo de Carnaval

São Paulo em domingo de Carnaval pouco se parece com a agitada capital paulista conhecida mundialmente. Há dois dias era destaque no noticiário da noite devido aos cento e tantos quilômetros de congestionamento. Hoje, pouco trânsito, menos gente ainda andando nas ruas do bairro. Restaurantes praticamente vazios. Uma cidade fora do ritmo. Descompassada. Do jeito que gosto.

Aí onde você mora não deve ser diferente daqui. Tem-se a impressão de que todos estão de ressaca do baile da noite anterior, mesmo que se saiba que o número de pessoas que vai para a avenida ou para a balada carnavalesca seja pequeno diante da quantidade de moradores.

Com a noite do Oscar a espera, cinema à tarde é programa bem-vindo. Família reunida, ar-condicionado, pipoca, refrigerante, água e um filme que satisfaça o gosto de todos. No nosso caso, “Sim, Senhor” com o careteiro Jim Carrey, uma comédia. Boa comédia, se levarmos em conta que estávamos em um domingo de Carnaval.

É preciso um bom cinema, também. E fomos as salas da UCI no Shopping Jardim Sul. Muito mais pela distância do que pela preferência. No balcão do bar, tem água, mas só com gás. Tem guaraná, mas só diet. Aceita cartão, mas espera, espera, espera e, por favor, espera mais um pouco porque o “sistema está fora do ar”. Será que o filme me espera ?

Esperou. Cheguei na sala ainda com as luzes acesas. Lugar marcado, e isso é uma vantagem no cinema moderno, foi sentar e aguardar para nos divertimos com a história do homem que insistia em dizer não até que ao participar de um encontro de auto-ajuda se transformou no “Yes-Man”.

Muitos trailers depois, um susto. A tela escurece. Foram alguns segundos até que surgisse à frente de todos o oscarizado “Quem Quer Ser Milionário ?” que se inicia com a cena de tortura de Jamal Malik, o rapaz indiano de 18 anos que disputa o prêmio  do programa de TV.  Crianças gemem, mães se assustam e pais correm a pegar os tíquetes para saber se entraram em sala errada.

Errado estava a UCI que antecipou em sete horas a projeção do filme programado para o pré-lançamento às dez e 20 da noite. Eram ainda três e meia da tarde e o público no local queria apenas se divertir e não sofrer ao lado do garoto. A funcionária que apareceu, adepta de São Tomé, não acreditou na palavra do batalhão de pessoas que a procurou para informar do engano e precisou ir até a sala para ter certeza.

O filme foi retirado da tela pouco antes dos policiais que o torturam ligar a máquina de choque elétrico. Alguns minutos a mais de luz-apaga, luz-acende, som-vai e som-vem até que, mal humorado, aparece na tela Jim Carey no papel de Carl.

Salva-se a família brasileira. E o nosso domingo de Carnaval.