Tenho uma ótima notícia para compartilhar com você – especialmente se estiver em Brasília. No dia 13 de junho, às 19h, estaremos lançando, em parceira com a ENAP, o livro “Escute, Expresse e Fale! Domine a comunicação e seja um líder poderoso” (Editora Rocco), e tenho certeza de que será uma ferramenta valiosa para aprimorar suas habilidades de comunicação e liderança.
O livro foi escrito por mim, juntamente com meus colegas António Sacavém, Leny Kyrillos e Thomas Brieu. Nossa intenção é compartilhar ideias e estratégias práticas para ajudar você a se destacar nesses aspectos tão importantes no mundo atual.
Para celebrar o lançamento, estarei presente no evento para uma palestra sobre o tema central do livro: comunicação e liderança, ao lado de Thomas Brieu. É uma oportunidade única para trocar ideias e aprender com as experiências compartilhadas.
Vale destacar que a Biblioteca do Futuro (BdF), um projeto da Enap, está por trás dessa iniciativa. A BdF busca transformar o conceito tradicional de biblioteca, tornando-a um espaço de colaboração, construção de conhecimento e inovação. A crença que move seus organizadores é que cada pessoa é um acervo de sabedoria, e é com base nessa premissa que promovem a discussão sobre o futuro das bibliotecas.
Gostaria muito de contar com sua presença no evento e de compartilhar esse momento especial com você. As vagas são limitadas, então não deixe de se inscrever o quanto antes. Faça sua inscrição aqui e garanta o seu lugar.
Logo após nosso bate-papo, teremos uma sessão de autógrafos para aqueles que desejarem comprar um exemplar do livro “Escute, expresse e fale!” e ter um momento de interação pessoal com os autores.
A data do evento é 13 de junho, terça-feira, às 19h, na Biblioteca da Enap, em Brasília.
Tenho certeza de que será uma noite inspiradora e enriquecedora.
Lendo o livro Escute, expresse e fale! – Domine a comunicação e seja um líder poderoso (Rocco, 2023), dos amigos Mílton Jung e Leny Kyrillos, em coautoria com os comunicadores António Sacavém e Thomas Brieu, no capítulo “No virtual, atenção à palavra propriamente dita” (p. 269), encontrei uma citação do poeta de Alegrete, Rio Grande do Sul, Mário Quintana (1906 – 1994), que não conhecia e que ilustra, com propriedade, o texto da obra.
“A gente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra e o leitor entende uma terceira coisa… e, enquanto se passa tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi propriamente dita.”
Em tempos de WhatsApp, a máxima anda fazendo estragos, alguns irreparáveis. Li a mensagem três vezes. Bebi água e aproveitei, fui ao banheiro. Não levei o celular. Tenho evitado fazer isso. Na volta reli, novamente, o imbróglio: longa, estranha e confusa. Na hora, confesso, tive saudade do telefone de fio e do papo olho no olho, quando sentávamos, inteiros, no banco da praça. Liguei de volta, mas a pessoa não atendeu. Escrevi: “Me liga, por favor. Não entendi a mensagem. Perdão!”. Meia hora depois, recebi um “OK” como resposta. No final do dia – tinha até esquecido – quando a dona da mensagem retornou a ligação, com mensagem de texto pelo WhatsApp. “Oi, tudo em paz? Olha, já resolvi, tá, muito obrigada!” E desligou. Rápido assim, sem mercurocromo. Foi aí que fiquei “cabreiro”. Fiquei nas nuvens, sem saber do que, de fato, tratava a sua estranha mensagem.
No livro Escute, expresse e fale!, uma nota sobre o assunto: “Boa parte da troca de informações no cotidiano digital tem duas características que precisam ser examinadas: a primeira, é que o recurso verbal tem sido mais explorado do que o vocal e a segunda é que a comunicação sincrônica (simultânea) perdeu espaço para a comunicação assincrônica.”
Não satisfeito, curioso que sou, até além da conta, até mesmo para validar o que aprendi de novo lendo o livro, liguei de volta – dessa vez pelo telefone fixo – e perguntei, na lata: “Poderia, por favor, me explicar a mensagem que você enviou?”. “Qual mensagem?”. “A mensagem de hoje cedo, pelo WhatsApp”. A moça – não a conheço pessoalmente –, da cidade gaúcha de Porto Alegre, autora de um livro de poesias publicado pela Scortecci Editora, respondeu: “Foi engano. Não era para você! Era para um amigo que trabalha com conserto de panelas de pressão!”. Depois desligou. Foi aí que reli a mensagem, fixando-me na parte em que ela dizia assim: “a danada não está pegando pressão, o que faço?”
A comunicação escrita depende exclusivamente do valor da palavra; não há ênfase, entonação ou gestos para se fazer entender. É o preto no branco! Guardei a mensagem – depois apago, talvez – e procurei por Quintana, na estante, no “Eu passarinho”, ali na janela do dia, quase sol, cantando possivelmente um voo, de distâncias e horizontes. Gosto dos amigos que – pacientemente – explicam-me tudo, até com o silêncio, ou um olhar, com brevidade e sincronia poética.
“Eu costumo dizer que o networking é uma maratona não é uma corrida de 100 metros”
Mara Leme Martins, BNI Brasil
Há muito tempo que a construção de relacionamentos profissionais e de negócios vão além da troca de cartões de visita. Não que essa prática tenha sido deixada de lado, haja vista o surgimento de novos modelos de cartões que surgiram no mercado permitindo que troca de contatos possa ser feita por meios eletrônicos, com o uso de QR code, por exemplo. O fato é que ainda existem pessoas que resumem sua estratégia de networking a esse hábito que provavelmente foi criado pelos chineses no século XV — eles desenvolveram cartões telefônicos e entregavam às pessoas que tinham a intenção de visitar.
Diante da complexidade dos relacionamentos e da diversidade de contatos que se tem à disposição, ficou evidente que a prática de networking precisa ser planejada e repensada, a começar por se afastar a ideia de que o negócio é só fechar negócio — com o perdão do jogo de palavras. No Mundo Corporativo, da CBN, Mara Leme Martins, vice-presidente do BNI Brasil — Business Networking International mostra a executivos que a missão que têm é muito maior:
“Acho que um grande erro é focar só na parte do business, na parte de negócios; ou seja, fez um negócio: “próximo, por favor, próximo, porque eu preciso vender mais, enfim, eu tenho metas”. Isso é pobre para o ser humano, isso não satisfaz”.
O BNI se dedica a criar oportunidade para que empresários façam networking, compartilhem contatos e referências de negócios, a partir de encontros presenciais e implantação de metodologia própria. Além disso, oferece cursos e treinamentos com o objetivo de ajudar a desenvolver habilidades relacionais e confiança. Essa, aliás, é palavra-chave, segundo Mara:
“Sobre relacionamento, eu poderia falar várias coisas, mas eu vou pontuar na confiança. Os relacionamentos se formam de maneira ocasional, os relacionamentos de trabalho, etc, mas ele se firmam na questão da confiança”.
Para que a confiança surja, a recomendação é que não se entre diretamente no modo de vendas, pulando etapas importantes como a da criação de visibilidade e credibilidade. É preciso considerar ainda o que Mara chama de “efeito borboleta”: a possibilidade de um contato —- sem interesse comercial — levar a outros que podem se transformar no fim das contas em um grande negócio. Ter consciência de que a velocidade com que as coisas acontecem atualmente não pode ser justificativa para a criação de relações fugazes também é importante:
“Nós somos agricultores, não somos caçadores. A confiança, traçando um paralelo, se faz através de uma agricultura … o agricultor vai cultivando, vai cuidando da terra. Tem o tempo de espera”.
De acordo com vice-presidente do BNI Brasil, jamais devemos perder a perspectiva de que, a despeito de os empresário representarem empresas, a negociação é entre pessoas:
“Os princípios do ser humano — lealdade, afetividade, solidariedade — é isso que, daqui a algum tempo, vai sobrar”
Para entender as estratégias que podem ser usadas para a construção de relacionamentos confiáveis, assista à entrevista completa de Mara Leme Martins, no programa Mundo Corporativo, da CBN.
O Mundo Corporativo tem as participações de Renato Barcellos, Bruno Teixeira, Priscilla Gubiotti e Rafael Furugen.
Comunicação é a ação de tornar comum uma ideia, um pensamento, uma impressão. É resultado da atuação conjunta de três grupos de recursos: verbal, não verbal e vocal ou, na simplificação que os peritos do tema me permitirão fazer, palavra, corpo e voz. É a partir da coerência com que esses três recursos se expressam que a nossa mensagem se fortalece e influencia positivamente o outro. Na vida pessoal e profissional podemos nos considerar bem-sucedidos na nossa comunicação quando conseguimos inspirar e motivar os outros a colaborarem conosco. Algo essencial diante do ambiente polarizado que vivemos e da consciência de que a violência começa sempre que as palavras falham.
Um consórcio de pesquisas de Harvard, em 2006, constatou que pessoas com problemas de comunicação praticam e sofrem mais violência. A conclusão foi fruto da observação do comportamento comunicacional de presos de alta periculosidade e de vítimas de violência. Observou-se que a porcentagem de problemas de comunicação nesses dois grupos era maior do que na população em geral. Quando nos comunicamos mal geramos mais mal-entendidos. O ato da comunicação pressupõe aproximação. Nos sentimos melhores, mais felizes, quando somos capazes de explicitar para o outro o que queremos, o que necessitamos e o que esperamos dele. Quando esse processo é prejudicado, corremos o risco de não ter o retorno desejado, o que aumenta o nível de infelicidade.
Portanto, a boa comunicação nos faz mais felizes e, também, é o antídoto à intolerância que contamina as relações na sociedade atual. Seu aprimoramento permite que nos aproximemos de grupos que não pensam e não agem como nós, chamados de “insuportáveis” pelo psicólogo Luis Meirelles (que infelizmente nos deixou muito cedo), a medida que facilita a identificação de pontos de convergência.
Essas são algumas das ideias que defendemos no livro “Escute, expresse e fale! Domine a comunicação e seja um líder poderoso” (Editora Rocco), escrito com a fonoaudióloga Leny Kyrillos, o doutor em gestão e especialista em comunicação não verbal, o português António Sacavém, e o especialista em escutatória, o franco-brasileiro Thomas Brieu.
A mal-entendida regra 7-38-55
Logo nos primeiros capítulos do livro, fazemos um alerta: cuidado para não ser levado por uma avaliação inconsistente e superficial, que distorce o clássico estudo do professor emérito de psicologia na Universidade da California, em Los Angeles, Albert Mehrabian. Em 1967, ao lado de colegas da UCLA, o professor Mehrabian identificou que quando o significado da palavra contradiz a atitude comunicada, a mensagem é julgada segundo a atitude. Ou seja, o não verbal prevalece sobre o verbal. Foi além no estudo e entendeu que se prestava atenção uma vez e meia mais à expressão facial do que ao tom da voz. No fim das contas, concluiu que as pessoas comunicavam apenas 7% das informações por meio das palavras, 38% pela voz e 55% pelo corpo.
Infelizmente a regra 7-38-55 passou a ser usada de forma distorcida, dando a entender que a palavra tinha pouca importância na comunicação. O próprio Mehrabian se esforçou em alertar que não era essa a intenção dele, mesmo porque estava ciente das condições em que havia realizado sua pesquisa e dizia que havia situações em que, certamente, a palavra se sobrepunha ao corpo e a voz, por exemplo quando se trata de dar instruções para alguém. Veja que curioso, um especialista em comunicação sendo mal entendido a partir da forma como se comunicou!
Tenha consciência do seu comportamento
Daí vem uma outra lição essencial: comunicação não é o que eu digo, é o que o outro entende. Entre o que eu digo e o outro entende — entre emissor e receptor — há uma série de fatores que interferem, tais como vocabulário, tom da voz, gestos, a roupa que uso, o preconceito que tenho e que o outro tem de mim. É isso mesmo, a minha comunicação muitas vezes depende do outro, da disposição que ele tem em receber a mensagem, da confiança que ele tem em mim, por isso esse é sempre um processo complexo.
Um dos erros mais comuns dos executivos ao se comunicar, em especial diante de seus colaboradores, é a falta da consciência de como esse processo da comunicação funciona. Prepotentes ou autossuficientes, acreditam que basta falar, e falar o que bem entendem. Aos outros, cabe entender o que foi dito. E “tenho dito!”.
Falhas deixam funcionários instatisfeitos
Para se ter ideia, após ouvir 1.300 analistas, coordenadores, gestores, supervisores, gerentes e diretores, a consultoria de recursos humanos DMRH encontrou um resultado incrível tanto quanto preocupante: 47,9% dos profissionais brasileiros estavam insatisfeitos com a qualidade da comunicação no trabalho. Metade das pessoas reclamou da falta de clareza dos executivos de sua empresa. Pior: 60% disseram não saber quais eram suas metas. Trabalham sem ter ciência de onde a empresa e seus líderes querem que eles cheguem! Podemos concluir que esses, infelizmente, não são liderados, apenas cumprem ordens.
Essas falhas de comunicação afetam no relacionamento, na produtividade e na saúde mental dos colaboradores. A revista britânica The Economist, a partir de pesquisa com 403 executivos americanos, descobriu que mais da metade deles (52%) entendem que barreiras da comunicação contribuíram para ao aumento do estresse. Instruções pouco claras dos superiores, reuniões inúteis e outras situações de descontrole, impactaram os negócios como atraso ou falha na conclusão de projetos (44%), no baixo moral da equipe (31%), nas metas de desempenho não alcançadas (25%) e nas vendas perdidas (18%) — algumas no valor de centenas de milhares de dólares.
Assim como erramos nas mais diversas línguas — nos casos que citei, em português e inglês —, percebe-se nos dois estudos, a despeito de terem focos e metodologias diferentes, que estamos evoluindo muito lentamente no tema da comunicação nas empresas. A primeira é de 2007 e a segunda de 2017. Atente-se: ambas, antes da pandemia, que, certamente, impactou ainda mais a forma de nos comunicarmos na empresa.
É preciso ter atenção com a voz
Se não temos consciência sobre o processo de comunicação e, por isso, erramos, também não nos atentamos a como nossa voz é produzida e como impacta os outros. E, portanto, muitas vezes incomodamos. Ou corremos o risco de incomodar. O tempo, a melodia, a pausa, o ritmo e o volume da nossa voz, entre outros fatores, influenciam as nossas relações e constróem a nossa imagem, ensina a Dra Leny Kyrillos. Por exemplo, quando direcionamos o trabalho de projeção da voz para a garganta, geramos uma sobrecarga, enrijecemos a musculatura dessa região do corpo, a laringe fica mais elevada e a voz agudizada. Não bastasse o risco de transmitirmos uma imagem infantil, ainda tendemos a elevar o pescoço e gerarmos uma expressão de prepotência. A turma na empresa diz que o chefe tem o “nariz em pé” e se afasta. Tudo se resolveria com um ajuste vocal.
Não somos bons ouvintes
Há um erro bastante comum entre os executivos que é a dificuldade em escutar o outro. Thomas Brieu, que se dedica a linguagem colaborativa, costuma dizer que se nascemos humanos, não somos bons ouvintes. Pode ser chocante, mas é verdade. Durante bilhões de anos, nossa escuta foi orientada apenas para a nossa sobrevivência, para discernir o que é risco e o que é oportunidade. A escuta de ideias complexas por meio da linguagem é algo muito recente para o nosso cérebro. Se não escutamos, não sabemos qual é a necessidade do outro, o interesse dele naquela conversa ou se ele está aberto para receber a nossa mensagem. Temos o triste hábito de ouvir para responder e não para aprender.
A aplicação de um programa educacional de escutatória em uma empresa de callcenter, aqui no Brasil, redesenhou o planejamento da conversa dos atendentes com os clientes. Deixou de ser sobre o que a empresa queria falar e passou a ser sobre o que a empresa queria ouvir do cliente. Ganhou-se qualidade e bem-estar entre os funcionários, porque as conversas ficaram menos estressantes, e ganhou-se tempo. Com o uso de perguntas abertas e provas de escuta, um dos principais indicadores de desempenho do setor, o TMA (Tempo Médio de Atendimento) diminuiu ou ficou igual.
Use a palavra certa
Como escutamos pouco, aprendemos pouco. E por pouco que aprendemos temos um vocabulário limitado que atrapalha a comunicação. Sem repertório torna-se mais difícil precisar o que pensamos e desejamos. Como liderar pessoas se temos dificuldade em expressar com as palavras para onde eles devem caminhar? Aumenta a possibilidade de usarmos as palavras de maneira imprópria, causando desentendimento, e nos impede de termos versatilidade no vocabulário, prejudicando a conversa com os diversos públicos com os quais interagimos. Jargões do setor em que atuo podem fazer sentido no diálogo com os meus liderados, que estão na mesma área, e serem completamente inúteis e desastrosos quando me relaciono com os meus clientes.
Líderes também erram
Falta de consciência sobre como funciona o processo de comunicação. Falta de atenção com o padrão vocal e como influencia o outro. Incapacidade de escutar o seu interlocutor, e vocabulário restrito. Essas são falhas comuns entre executivos. Porque executivos, líderes e gestores também erram! Como erramos todos. E aqui vai um erro final e fatal: os líderes têm medo de errar e de admitir seus erros. Com isso mantém distância dos liderados e não oferecem espaço para que eles ajudem, sugiram mudanças e façam correção de rota em projetos. Prejudicam assim a comunicação. Por isso, António Sacavém, que ensina inteligência não verbal e emocional a executivos, defende a presença de líderes nas empresas que se permitam algum grau de vulnerabilidade. Líderes que não queiram ser vistos como robôs ou como exemplos de perfeição, mas como seres humanos, que têm pontos fortes, que o levaram até aquela função, e fracos, que exigem a colaboração da equipe.
Lançamento do livro
Você é convidado a participar do bate-papo e sessão de autógrafos, com a presença dos quatro autores do livro “Escute, expresse e fale!”(Editora Rocco), que se realizará nesta quinta-feira, dia 9 de fevereiro, às 19h, na Livraria da Travessa, do Shopping Iguatemi, de São Paulo. O livro já está à venda nas principais livrarias e nas plataformas eletrônicas, no formato impresso e digital.
Em entrevista ao jornal SC no Ar, na TV Record de Santa Catarina, nossa colega e fonoaudióloga Leny Kyrillos falou do lançamento de “Escute, expresse e fale!” (Editora Rocco). Na conversa com a âncora Márcia Dutra, Leny destacou a importância da harmonia nos três grupos de recursos da comunicação: o verbal, o não verbal e o vocal. E, também, apresentou sugestões importantes para quem tem de encarar as reuniões virtuais na empresa.
Assista à entrevista completa:
O lançamento de “Escute, expresse e fale!” será nesta quinta-feira, dia 9 de fevereiro, às 19 horas, na Livraria da Travessa, no Shopping Iguatemi de São Paulo. Na primeira meia hora do encontro, os quatro autores — Leny, António Sacavém, Thomas Brieu e eu — compartilharemos com os leitores alguns dos temas em destaque no livro que trata de comunicação e liderança.
Com direito a Júnior no sobrenome, o que muito me orgulha, o lançamento do livro Expresse, escute e fale! ganhou destaque, nesta semana, no Coletiva.net, portal de notícias e revista digital, dedicado a assuntos relacionados a carreiras e negócios nas áreas de Marketing e Comunicação, no Rio Grande do Sul:
A seguir, reproduzo alguns trechos da entrevista:
Comunicar-se de forma efetiva, seja pessoalmente ou virtualmente: essa é a proposta do novo livro do jornalista gaúcho Mílton Jung Jr.
“O livro pretende ajudar as pessoas a terem uma comunicação poderosa nas relações pessoais e profissionais”, explica Mílton.
Ainda de acordo com ele, os quatro autores são unidos pelo “sonho de fazer da habilidade, a competência que nos capacite a sermos humanos evoluídos em um mundo melhor”. Vocabulário, escuta, abertura para o outro, identificação de emoções e o uso da voz são algumas ferramentas exploradas pela obra.
Embora a estreia da produção esteja marcada primeiramente para a capital paulista, o objetivo é poder lançar, também, em Porto Alegre.
Junto com o gaúcho, estão os escritores António Sacavém, doutor em Gestão e especializado em comunicação não verbal, e Leny Kyrillos, fonoaudióloga da TV Globo de São Paulo, da rádio CBN e pesquisadora da voz. Além deles, assina a obra, também, o prático em escutatória, comunicação verbal e padrões de linguagem colaborativos, Thomas Brieu.
Após dois estudos realizados por empresas que atuam no setor de recursos humanos e de educação corporativa indicarem a comunicação como a principal competência a ser desenvolvida em 2023, o jornalista Jacílio Saraiva, do jornal Valor Econômico quis saber como devemos agir para estarmos mais bem preparados para essa demanda do mercado corporativo. A reportagem completa você lê no site do jornal:
Como aperfeiçoar a comunicação, principal competência de 2023
Segundo pesquisas, saber se comunicar é uma das habilidades mais valorizadas este ano cinco dicas para se destacar
Por Jacílio Saraiva, Para O Valor
A boa comunicação com pares e liderados é considerada a competência mais importante deste ano, segundo estudos de marcas de recrutamento de executivos. A ZipRecruiter, por exemplo, listou as habilidades mais requisitadas em sua plataforma, englobando os empregos disponíveis no site que solicitam essa competência. Saber se comunicar bem está presente em 6,1 milhões de empregos. A Robert Half, em parceria com a escola de educação corporativa The School of Life Brasil, também aponta a habilidade como essencial, aparecendo em quase 100% das vagas.
Na visão do comunicador Milton Jung, âncora da rádio CBN e coautor – com Antônio Sacavém, Leny Kyrillos e Thomas Brieu – do livro “Escute, expresse e fale!” (Editora Rocco), que acaba de ser lançado, profissionais interessados em uma melhor interação devem saber que a comunicação vai além da fala.
“Ela é o resultado da atuação conjunta de três grupos de recursos: verbal, não verbal e vocal ou, simplificando, a palavra, o corpo e a voz”, explica o jornalista ao Valor. A partir da combinação desses ativos, as mensagens se fortalecem e influenciam positivamente os outros, diz.
Nessa linha, Jung cita um estudo do professor emérito de psicologia da Universidade da Califórnia (EUA), Albert Mehrabian, que identificou, ainda nos anos 1960, que quando o significado da palavra contradiz a atitude comunicada, a mensagem será julgada segundo a postura de quem fala. Ou seja, o não verbal prevalece sobre o verbal e as pessoas prestam mais atenção à expressão facial do que ao tom da voz, explica Jung. O trabalho de Mehrabian conclui que as pessoas comunicavam apenas 7% das informações por meio de palavras, 38° pela voz e 55% com a ajuda do corpo.
Diante desses números, continua Jung, vem mais uma lição sobre o tema: a comunicação não é o que eu digo, é o que o outro entende. “Entre o que eu falo e o que você escuta, há muitos fatores que interferem no diálogo, como o vocabulário, o tom da voz, os gestos e, até, a roupa que uso na ocasião”, afirma. Segundo ele, muitas vezes, a comunicação dependerá da disposição que a pessoa que ouve apresenta ao receber a mensagem e da confiança que tem em você.
Jung lembra também do peso da comunicação na costura de relações mais saudáveis e empáticas. “A empatia define o tipo de conexão que estabelecemos e é fundamental para construirmos, nas empresas, equipes cada vez mais diversas e inclusivas”, destaca. De acordo com ele, tem a ver com a forma como ‘embalamos’ as informações que damos, com a maneira como as transmitimos e, principalmente, com o exercício da escuta ativa.
Jung lista cinco orientações para quem deseja se comunicar melhor:
1. Invista no autoconhecimento
É importante entender como nos comunicamos. Tente perceber a maneira como projeta a sua voz e impacta as pessoas ao entorno.
2. Escute
Exercite a “escutatória” ou a preocupação de ouvir mais e melhor. Isso inclui identificar os interesses do outro, deixar o celular ou o computador de lado quando está diante de um interlocutor, prestar atenção às palavras e argumentos, além de manter uma postura “aberta”, de curiosidade e atenção.
3. Identifique o seu público
Saiba com quem vai falar. Assim, poderá escolher qual vocabulário usar durante o diálogo, as abordagens mais apropriadas e o que esperar, de possíveis respostas, da audiência.
4. Planeje a mensagem
Identifique as informações que pretende transmitir e as separe, no discurso, por ordem de importância. É possível ilustrar a fala com histórias, metáforas, números e pesquisas. Busque também saber o tempo que terá disponível para que a conversa tenha início, meio e fim.
5. Fale claramente
Seja simples e direto. Adote expressões que as pessoas dominam, prefira frases mais curtas e seja claro sobre os objetivos da conversa.
“Menos é mais e isso vale também aqui para marcas”
Cecília Russo
Qual a nossa capacidade de observação e retenção das informações que recebemos ao longo dia? Partindo desta dúvida, a Millward Brown, dedicada a fazer pesquisas de mercado, expôs um grupo de pessoas diante de quatro cenários. Em um deles, havia um comercial com apenas uma mensagem, em seguida outro com duas, três e quatro mensagens. O resultado não surpreendeu, mas serviu para certificar o que muitos profissionais de branding têm defendido há algum tempo: ser simples gera melhores resultados.
De acordo com a pesquisa, o público que foi exposto ao comercial com quatro mensagens reteve de 24% a 42% das informações transmitidas. Em contrapartida, o potencial de retenção daqueles que estiveram à frente do comercial com apenas uma mensagem chegou a quase 100%.
Com base nesse trabalho, Jaime Troiano e Cecília Russo, alertam para o risco de as empresas cairem na tentação de criarem peças publicitárias ou material de divulgação com mensagens técnicas, detalhadas e minuciosas sob a justificativa de deixarem seu cliente bem informado. No Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, nossos especialistas em branding lembraram que quanto mais congestionado for o mercado, mais meios e mensagens tivermos à disposição, mais precisamos ser concisos em nossas mensagens:
“Ninguém consegue apreender várias mensagens de uma marca”.
Cecília Russo
Para comunicar de forma mais eficiente é preciso fazer um exercício de depuração das mensagens, identificando aquela que seja a mais importante, contendo a ambição de querer falar tudo. É a mensagem-chave que precisará ser comunicada, e para fazer essa escolha é importante entender muito os dois lados:
“Saber tudo de seu produto para saber o onde colocar o holofote e conhecer profundamente seu consumidor, para que a mensagem tenha relevância para ele”.
Jaime Troiano
O que os números não mostram, mas é importante para que essa mensagem-chave seja realmente absorvida pelo público-alvo é a forma de transmitir a informação. Ter um bom storytelling é uma maneira interessante de dar vida a mensagem única que se quer comunicar.
Na nossa conversa, Jaime lembrou de um diálogo do filme “Amigos, sempre amigos”, de 1991, quando o personagem representado por Bruno Kirby pergunta a um companheiro:
— Sabe o que uma vida simples significa?
— Não?
Do alto de seu cavalo, Kirby mostra com o dedo:
— One thing (uma coisa)!
— E como saber qual é a uma coisa?
— Você tem de descobrir!
Com marcas é exatamente isso, uma mensagem relevante e você é que tem de descobrir qual é essa mensagem.
Ouça o comentário completo do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso que foi ao ar no último fim de semana do ano:
Nesta semana que se vai, nosso novo livro “Escute, expressse e fale!” já apareceu nas principais plataformas de venda eletrônica em pré-venda para o modelo e-book. O livro impresso estará nas livrarias em 27 de janeiro. E o lançamento oficial será em 9 de fevereiro, na Livraria da Travessa, do Shopping Iguatemi.
Publicado pela Editora Rocco, o livro foi escrito com Leny Kyrillos, Thomas Brieu e Antònio Sacavem — colegas que têm dedicado suas trajetórias profissionais ao tema da comunicação, assim como eu.
Reproduzo a seguir, o texto de apresentação do livro em plataformas tais como Amazon, Livraria da Vila , Skeelo e outras:
“Se há um sonho que une a nós quatro neste projeto é o de fazer da comunicação a competência que nos capacite a sermos humanos melhores em um mundo melhor.”
Um comunicador, uma doutora em voz, um doutor em gestão e um especialista em escutatória se reúnem para ajudar, tanto nas relações pessoais quanto profissionais, no desenvolvimento de uma comunicação eficiente e poderosa.
Se você tem dificuldades em se conectar com os outros para além da conversa fiada ou fica sem palavras frente a certas pessoas e situações, saiba que esse desconforto é bastante comum e, mais importante ainda, solucionável. Melhorar suas habilidades comunicativas é a chave para normalizar ideias e pensamentos, aproximar pessoas, diminuir diferenças e produzir diálogos saudáveis e relações sustentáveis.
António, Leny, Mílton e Thomas concentram táticas e estratégias de comunicação para estabelecer trocas eficientes — seja nos diálogos internacionais ou nas conversas locais; seja no escritório da empresa ou na mesa de jantar.
Este livro é sobre estabelecer vínculos conjugando empatia e atividade, aprimorar a sua voz e avançar para o aprendizado de como se colocar frente ao interlocutor. É sobre conhecer a si próprio e entender o outro, ser genuíno, generoso e eficiente. E, ainda, aprender com exemplos vivenciados e experiências desastradas. Trata de tudo isso e muito mais, e pretende preparar o leitor para os desafios da expressão e comunicação.
Em 2 de dezembro, o colega jornalista Lauro Jardim, um dos colunistas mais importantes do País, publicou em seu blog informação inédita sobre nosso livro que será lançado em 2023. Reproduzo nota aqui para você:
Em tempos de intolerância, o remédio para superar desavenças pode estar em uma comunicação eficaz. É sobre isso que se debruça o livro “Escute, expresse e fale! – Domine a comunicação e seja um líder poderoso”, que será lançado em janeiro pela editora Rocco.
A obra foi escrita por quatro autores apaixonados pela arte da conversa: Milton Jung, âncora da CBN; a fonoaudióloga e comunicadora Leny Kyrillos; o professor António Sacavém, que ensina inteligência não-verbal e emocional a líderes empresariais e governamentais; e Thomas Brieu, pesquisador de escutatória e padrões de linguagem cooperativa.
Juntos, eles concluem: o bom uso da voz, o acolhimento a partir da escuta e a abertura para o outro são algumas das ferramentas disponíveis para melhorar relações interpessoais.