Mundo Corporativo: sem confiança não tem venda, diz Ciro Bottini

 

 

“Sem confiança não tem nada. Você pode ser muito bom, um conhecedor técnico do produto, maravilhoso, se não transmitir confiança não vende, não fecha negócio. E a confiança a gente transmiti no olhar, nas palavras, no gestual, tem de transmitir confiança” —- Ciro Bottini, apresentador

Confiança nunca faltou ao comunicador Ciro Bottini. Ao menos é a ideia que se tem depois de mais de meia hora conversando com ele sobre a carreira e técnicas de vendas. Na entrevista ao programa Mundo Corporativo, da CBN, Bottini contou curiosidades vivenciadas ao longo de 24 anos como apresentador do canal de vendas Shoptime. Atualmente, ele também realiza palestras para equipes de vendedores e outros profissionais, mesmo porque entende que todos, em algum momento, temos de saber vender alguma coisa:

“Todo mundo vende; tudo na vida é venda; e todo mundo é vendedor. Somos todos vendedores. Essa é a minha frase, lema: somos todos vendedores. Não é só o vendedor que vende, não. O engenheiro vende, o arquiteto vende, o médico vende, o contador vende. O diretor da empresa vende”.

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no Twitter (@CBNOficial) ou na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo, Guilherme Dogo, Ricardo Gouveia, Debora Gonçalves e Izabela Ares.

Sua Marca: o que você deve aprender com as marcas mais valiosas do mundo

 

 

 

As características que colocam grandes empresas entre as marcas mais valiosas do mundo estão ao alcance de pequenos e médios empreendedores, também.

 

No Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Jaime Troiano e Cecília Russo basearam-se nos critérios usados para a formação do ranking “Best Global Brands”, realizado pela consultoria InterBrand, para identificar as lições que todos os gestores de marca podem implantar em seus negócios.

 

Vamos começar por entender os três critérios da Interbrand para chegar ao valor das marcas:

 

1. Performance financeira;
2. O quanto é importante para a tomada de decisão do cliente;
3. Força da marca para criar fidelidade

 

Com isso, as cinco marcas mais valiosas do mundo, em 2018, foram:

 

1. Apple
2. Google
3. Amazon
4. Microsoft
5. Coca Cola

 

E o que aprender com essa empresas? Jaime Troiano e Cecília Russo destacam cinco lições:

 

1. Consistência
2. Inovação
3. Comunicação
4. Produto ou serviço de qualidade
5. Respeito ao cliente

 

Ser consiste e ao mesmo tempo ser inovador pode parecer um contra-senso, mas não são, explica Jaime Troiano:

 

“As marcas devem ter compromissos com as origens e preservar o essencial na busca do novo”

 

Quanto a comunicação, Cecília Russo lembra que marcas fores são as que trazem mensagens contínuas e usam todos os canais disponíveis para isso:

 

“Não dá para ser uma marca calada”

 

É preciso entender, ainda, que marcas fortes não resistem a produtos ou serviços medíocres nem a desrespeito ao cliente seja na entrega, na forma de se relacionar, no pós-venda e, inclusive, na solução a possíveis problemas que surjam.

 

Levados em consideração todos esses aspectos, o pequeno e médio empreendedor vai provocar nos consumidores e clientes o sentimento que move o valor de todas as grandes marcas: a confiança.

Crise de abastecimento e de confiança

 

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Caminhões bloqueiam rodovia Raposo Tavares/SP em foto de Renata Carvalho/Helicóptero CBN

 

O posto de combustível está fechado. O supermercado está vazio. A feira livre tem apenas algumas barracas. A faculdade suspendeu a aula. O aluno não tem van para chegar na escola. O trabalhador tem pouco ônibus para chegar ao trabalho. O paciente teve o atendimento suspenso. Os clientes não apareceram. Enquanto isso, na estrada, parte dos motoristas de caminhão segue parada a despeito das concessões feitas pelo Governo Federal.

 

Sem força para negociar, Temer entregou o que pode — porque o cargo ele não solta de jeito nenhum. Anunciou redução de imposto, vai controlar o preço do diesel, tabelar o valor do frete, reduzir o pedágio e tirar dinheiro de onde já não havia. Vai aumentar o nosso imposto, também. Mandou as Forças Armadas para liberar estradas e escoltar caminhão de combustível. Investigou empresários que incentivaram a greve e está de olho em líderes de caminhoneiros que se recusam a recuar apesar das demandas atendidas.

 

Na boleia do caminhão tem de tudo um pouco. Motorista que não consegue mais pagar as contas porque o frete está barato e o diesel cada vez mais caro.
Tem empresa que não quer pagar a conta e força a mão para reduzir os custos.
Tem gente que não aguenta mais este governo.
Tem quem não aguente mais nenhum governo.
Tem quem que queira chegar ao governo.

 

Chegamos ao nono dia de paralisação. Alguns já deixaram o caminhão na empresa e voltaram para casa. Outros, entregam o que restou na carroceria. Há os que estão sem rumo, na expectativa que as negociações cheguem a bomba de combustível e ao seu bolso. Apesar de o número de manifestantes ter diminuído, os focos de protestos permanecem — são radicais, baderneiros ou resistentes, depende do seu ponto de vista.

 

No cenário que levou a essa situação, está uma economia que ficou aos frangalhos, tomada pela corrupção e má-gestão. E se o país não cresce, não tem carga para entregar. Sem carga, o frete é pouco e barato. O Governo reluta em cortar gastos, mantém uma máquina muito cara e não encara os problemas estruturais. Para sustentar tudo isso, cobra alto através de impostos na produção, na distribuição, na venda, na compra e na contratação.

 

Tem também o olhar errado — erro histórico — que nos levou a concentrar o transporte de cargas nas rodovias — responsável por mais de 60% do que se leva e traz no Brasil — quando todo país que se preze divide o peso também com ferrovias e hidrovias.

 

O que está descentralizado é o tipo de liderança por trás dos movimentos sociais — e essa característica se transforma em encrenca para quem quer negociar e desafio para a própria sociedade. Por isso, mais uma vez somos surpreendidos com manifestações que surgem nas redes e se espalham pelas ruas — desta vez, pelas rodovias.

 

Assim como em 2013, quando não havia líderes para negociar em nome das massas, em 2018 os líderes negociam sem o apoio das massas. Comandam sindicatos, associações, federações e confederações, mas não lideram as pessoas.

 

A crise no abastecimento é também a crise de confiança — e de liderança.

 

Enquanto chefes discutem no gabinete e assinam acordos, o WhatsApp corre solto de um celular para o outro e se transforma em uma enorme rede de intrigas, sem controle e sem limite. Todos os desejos cabem nas mensagens enviadas, ilusões circulam livremente e salvadores da pátria são elencados.

 

Confia-se muito mais no que circula na rede do que se publica no Diário Oficial.

 

O abastecimento se resolve com caminhão circulando — e não se sabe ainda quando isso voltará a ocorrer com regularidade —; a confiança, por sua vez, vai demorar para chegar — e temo que partidos e políticos estejam prontos para desperdiçar a oportunidade que as eleições desses ano nos abriria para essa mudança de comportamento.

 

Lá vamos nós para o nono dia de greve dos caminhoneiros.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: confiança é o principal atributo para quem vende serviços

 

 

Serviços têm como base uma relação de pessoas com pessoas, portanto a confiança é o principal atributo a ser desenvolvido e praticado. A sugestão é de Jaime Troiano e Cecília Russo que apresentam dicas para cabeleireiros, costureiras, despachantes e outros “vendedores” de serviços, no programa Sua Marca Vai Ser Um Sucesso. Para que esses prestadores de serviço entendam como estão administrando o seu negócio, Troiano e Russo recomendam: peça a algue’m de confiança para que pergunte ao seu cliente se eles indicariam seu nome, sua loja ou seu negócio a um amigo.

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55 da manhã, no Jornal da CBN.

Pesquisa eleitoral: você confia?

 

Young Anonymous

 

A virada de Aécio no último dia, colocando-o no segundo turno, foi um dos temas preferidos nas discussões pós-eleições. Onde se destacaram as críticas sobre as prévias realizadas pelos institutos de pesquisa.

 

No geral, o uso de pesquisa como técnica e ferramenta para uma boa prática de gestão, embora essencial, não é uma unanimidade. A difusão é pequena. Restrita a grandes corporações e entidades, e normalmente com resultados positivos.

 

Na política, e principalmente nas eleições, é bem difundida e aplicada com razoáveis resultados. Observação que neste momento é contestada, pois apenas as tendências foram detectadas. Como ocorreu na disputa à presidência, que sinalizou a progressão de crescimento de Aécio Neves, mas não o apresentou seguramente como segundo colocado.

 

Sob o ponto de vista técnico, que é como se deve analisar uma técnica, as pesquisas têm demonstrado que:

 

– Desde 1989 as pesquisas sempre acertaram os presidentes eleitos.
– A pesquisa tão somente fotografa o momento, de forma que daí até a hora da cabine eletrônica poderá ocorrer mudança do eleitor. Gerada por cognição ou por fatos políticos novos.
– Os levantamentos pesquisam de 2000 a 4000 pessoas para obter o quadro de votação de 143 milhões, isto significa que conhecer eleitores pesquisados não é tarefa fácil.
– Os votos brancos, nulos e a abstenção atrapalham as pesquisas. Segundo o Blog do Milton Jung, em SP e no RJ a abstenção foi de 20%, e dentro dos votantes os brancos e nulos somaram também 20%.

 

Dentre as abordagens técnicas consistentes, matéria da VEJA desta semana, atribui confiança nas pesquisas nacionais e informa o resultado do estudo com 800 pesquisas presidenciais em 37 países, feito pelo instituto francês IPSOS, que apresentou média de erro de 3,2 pontos. A média brasileira variou de 0,9 em 1989 a 1,9 em 2010, para 3,9 pontos agora.

 

Caberá aos institutos de pesquisa neste segundo turno dirimir a questão da confiança ou desconfiança. Estou confiante. E, você?

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

 

A foto que ilustra este post é do álbum de Duda Arraes, no Flickr, publicada conforme licença creative commons

Fora da Área: Felipão joga com as palavras para motivar o Brasil

 

 

A coisa está do jeito que o diabo gosta. Sob pressão, necessitando do resultado a qualquer custo e sem espaço para favoritismo, Luis Felipe Scolari sabe como poucos motivar sua equipe, unir o grupo e tirar 110% de cada um de seus jogadores. Foi Renê Simões, que já treinou algumas equipes no Brasil e a seleção feminina, quem me chamou atenção, em entrevista ao Jornal da CBN: Felipão sabe bem atuar neste cenário. E nós que já torcemos pelos times treinados por ele sabemos mais ainda. Por tudo isso, arrisco dizer que o empate contra o México, semana passada, talvez tenha sido o ponto de partida para o Hexa, que muitos começaram a duvidar após as duas apresentações claudicantes do Brasil, pelo grupo A e, especialmente, pelos primeiros resultados de seleções como Alemanha, França e Holanda. O resultado colocou as coisas nos seus devidos lugares. Desde o título na Copa das Confederações havia um otimismo exagerado em torno da nossa seleção que vale muito mais pelo seu conjunto do que pela excelência individual, exceção a Neymar, único com capacidade de colocar a bola embaixo do braço (ou do pé) e desequilibrar sozinho a partida. O Brasil chegou com uma mão na taça, acreditavam muitos. Um tremendo risco de sairmos com as mãos vazias.

 

Desde o empate, Scolari tem comprado briga nas entrevistas coletivas. Criticou, em tom de ironia, logo após o jogo, de que estava proibido marcar pênalti a favor do Brasil. Nesse domingo, na última fala aos jornalistas antes de a partida decisiva com Camarões, Felipão disse que o técnico Louis van Gall é burro ou mal-intencionado. Foi seu contra-ataque após ouvir o holandês reclamar que o Brasil poderá escolher o adversário na próxima fase pois jogará depois de Holanda e Chile, que decidem primeiro e segundo lugares no grupo B, da Copa. Disse, repetiu e completou: “bem que o Rivaldo havia avisado”. Ou seja, não disse mas deu a entender: o mal de van Gall não é a inteligência, é o caráter. Além de conhecer muito de futebol, Scolari sabe que as palavras, em público e em grupo, são importantes. Podem influenciar o juiz, o adversário e a torcida. Principalmente, podem motivar os jogadores. Ronaldo, o Fenômeno, confidenciou a amigos que nenhum técnico em sua carreira fazia preleção de tanta qualidade e motivação quanto Scolari. Depois de ouvi-lo no vestiário, disse o atacante, os jogadores sobem para o gramado dispostos a matar ou morrer.

 

Nesta segunda-feira, Luis Felipe Scolari, além de repassar a estratégia tática e o posicionamento em campo, usará todos os artifícios para mobilizar novamente seus jogadores na busca pela classificação. Falará das críticas que o time tem recebido, da desconfiança que começa a gerar, da provocação dos adversários, de que todos querem tirar o Brasil da Copa e tudo mais que ele encontrar como motivo para mexer com os brios de nossos atletas. Vai escalar a mesma equipe que começou a Copa, informam os repórteres que acompanharam o último treino. Sua intenção é clara: sinalizar o quanto confia em cada um deles. Aposta que com confiança os volantes terão melhor desempenho, os alas chegarão mais na linha de fundo, o meio de campo articulará a bola com mais qualidade e nossos atacantes, especialmente Fred, deixarão sua marca. Com confiança e futebol, duas coisas que Felipão entende muito.

De censo e bom-senso

 


Por Maria Lucia Solla

Ouça de Censo e bom-senso na voz e sonorizado pela autora

Toda vez que há boa vontade na jogada, o trabalho sai, e sai bem-feito. É batata!mesmo que o trabalho escape do âmbito da roça e da cozinha; mesmo que aconteça na rua, na chuva, na fazenda; ou numa casinha de sapé.

Quando a gente se une em volta de um propósito, mesmo que seja a gente com a gente mesmo, a gente com um amigo, com uma porção-de-outra-gente, ou com uma população inteira, a gente vai em frente, executa, realiza; e a coisa sai. A coisa vai.

Agora, quando não, quando não sai do blá blá blá costumeiro, morre no gogó.

Quando a gente mora na esquizofrenia e delira em vez de se engajar; quando a gente reverbera o nada, que é eco de coisa nenhuma, em vez de as mangas arregaçar; quando se põe apalermado em vez de dar conta do recado; não tem jeito, acaba todo mundo insatisfeito.

Como agora, durante o Censo 2010.

Sábado passado fui entrevistada pelo recenseador Claiton Costa Vieira. Fui avisada logo cedo de que ele ficaria à disposição dos moradores do prédio, até às três da tarde. Eu já conhecia seu rosto e sabia seu nome porque, num trabalho bem-feito pelo IBGE, um folheto tinha sido afixado no elevador, com larga antecedência, contendo informações detalhadas e claras.

Fotografei e publico o folheto, tendo o cuidado de esconder os números de telefone do recenseador, declaradamente, porque não confio mais no outro, como costumava confiar.

Tem por aí muito engraçadinho-de-plantão; muito bandidinho-de-meia-tigela, disfarçado de cidadão.

Este é o censo que espera mapear a população e suas reais necessidades, e este é o país em que vivemos, eu e você que vivemos nos queixando de tudo e de todos. Um país em que o recenseador precisa implorar para que as pessoas respondam simples perguntas. O rapaz chega cheio de respeito e de boa vontade por um bando de gente que quer viver na clandestinidade, quer levar vantagem em tudo e exige ser respeitado como cidadão de bem.

Até agora, hoje é quarta-feira, dia 22 de setembro, na segunda tentativa do jovem, apenas 11, dos 24 apartamentos deste condomínio, deram o ar da sua graça no salão de festas do edifício; e os moradores de dois apartamentos já se re-cu-sa-ram a responder.

Pois é, meu caro leitor, o recenseador não consegue realizar o trabalho a que se propõe porque o povo quer se esconder, e as respostas? se nega a responder.

Triste, muito triste!

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira, realiza curso de comunicação e expressão, escreve no Blog do Mílton Jung aos domingos e contou tudo isso para o Censo.

A difícil arte de confiar

 

Por Abigail Costa

Penso que ninguém escolhe ninguém pra ficar ao lado já com desconfiança.
Isso no caso de pessoas normais.
Ninguém escolhe amigos e desta relação manter o pé sempre atrás.
Entre irmãos o natural é se doar, não renegar.
Mas em todo o momento da vida a pessoa se vê obrigada a fazer escolhas.
Quando acontece alguma coisa fora do esperado, puxamos o breque.

Sempre tive dúvidas em relação a uma traição.
– Dá pra recomeçar sem a desconfiança natural?
– É possível encarar o outro de novo sem fantasmas ?
– Será que vai se repetir ?

Numa relação de intimidade entre amigos, onde se faz tudo junto, se diz tudo despreocupado e se toma uma bola nas costas, por experiências pessoais, nada é como antes
Desculpas são aceitas. Mágoas esquecidas.
Mas dá pra sentar num restaurante e brindar a amizade?

Tenho que melhorar isso com a meditação.
Na família isso é complicadíssimo.
Se tira a pessoa das listas de festas, dos almoços de domingo.
Foge dos telefonemas desagradáveis.
Mas não se deleta do coração.

É um conflito entre a razão e a emoção.
Crescemos lado a lado, dormimos juntos, fizemos planos.
E, agora, cada um para um lado.

Deveria ser assim: O médico prescreve um remédio, alguns meses de tratamento e….
A confiança de volta!
Sem o remédio pra isso, fica o amargo de um sentimento que era, não é mais, e quem sabe se um dia voltará a ser.
Enquanto isso vamos no lema dos que umdia se entregaram ao vício e estão se recuperando.
Pelo menos por hoje vou confiar.

Abigail Costa é jornalista e, confiante, escreve às quintas-feiras no Blog do Mílton Jung