De amigos, conhecidos e afins

 

Por Maria Lucia Solla

Vivemos vidas diferentes, mesmo sendo feitos da mesma substância, mas com toda diferença, cada vida merece um olhar generoso, por respeito à vida. Não gostamos de todo mundo, e cada um dá um nome para isso.

 

Eu prefiro comparar pessoas com alimentos. Uns caem bem, outros caem mal, como feijão do dia-a-dia e feijoada com tudo o que é cacareco dentro.

 

Tem gente que você não cansa de gostar e não pode viver sem, como a água. Dá para ver todo dia, combina com tudo, se mistura com facilidade e quando está longe faz uma falta danada!.

 

Outras, dá para degustar uma vez por semana, e já está de bom tamanho. Tem as que pesam, difíceis de digerir, e só descem com muita água. Tem aquelas, feito peru, que só em dia de festa, e nos dias seguintes, até desgostar o paladar,

 

Tem as tão raras e especiais, que são saboreadas feito trufas brancas, ovas de peixe voador, lagosta com molho de manteiga temperada, como preparava minha sogra, a dona Ruth, que é rara e deliciosa como ninguém, e só faz bem.

 

E, é claro, tem as que não dá nem para passar o dedo e lamber, que causam uma alergia de deixar o cidadão de cama, ou levá-lo ao hospital. Isso se não matar. Gente venenosa, de uma forma diferente para cada um, porque alergia é pessoal, e não dá para generalizar.

 

Gosto e alergia não se discutem, mas é importante lembrar que dieta não se faz só na mesa. A principal é a dos salões.

 

E a tua alimentação, como vai?

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung