Mundo Corporativo: marketing de gentileza põe o ser humano no centro da relação, diz Laíze Dasmaceno

 

“Marketing não é sobre enganar as pessoas, ofender as pessoas, é simplesmente a gente criar estratégias para que a gente chegue ao objetivo” — Laize Damasceno, empreendedora

Levar a relação humana para o centro da discussão impulsiona empresas e pessoas a agirem com empatia e gentileza, e isso pode ser transformador nos negócios. Foi a partir dessa ideia, que a empreendedora Laíze Damasceno desenvolveu o conceito do que ela caracteriza como sendo o marketing humanizado, tema da entrevista que concedeu ao programa Mundo Corporativo da CBN:

“Ser gentil, ser bom e ser ético, vai me levar muito mais longe, vai me fazer muito mais sustentável do que eu ter picos de venda custe o que custar”.

Para Laíze, a pandemia fortaleceu ainda mais o conceito com o qual trabalha em cursos e consultorias, pois  demonstrou que empresas que tinham o respeito no relacionamento com o consumidor se saíram muito melhor diante da crise econômica. Ela destaca que marketing é entender a necessidade do público e atendê-lo com algo que seja útil, além de rentável a quem oferece.

“Em tempos de crise, aplicar a gentileza, a empatia e fazer o marketing genuíno e verdadeiro tem muito mais pontos positivos e isso não compete com a ideia de lucrar”.

A forma como a empresa se comunica ajuda na construção desse relacionamento, por isso a criadora da MDG Academy recomenda que se tenha atenção ao vocabulário usado nos diálogos com os diversos públicos:

“O vocabulário das marcas é um dos pontos que ensino no passo da humanização … por exemplo, como ter uma comunicação não-violenta; a gente pode falar a mesma coisa de diversas maneiras … podemos fazer críticas para construir, para somar, para chamar o outro para uma conversa”.

Um dos projetos lançados recentemente por Laíze Damasceno foi a comunidade digital Marketing de Gentileza, uma rede social colaborativa sobre marketing e negócios para conectar pessoas interessadas em troca de conhecimento, ideia e experiência.

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo e em vídeo, às quartas-feiras, 11 horas, no canal da CBN no You Tube, no Facebook e site da rádio CBN. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e está disponível em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Izabela Ares, Guilherme Dogo, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Priscila Gubioti.

Mundo Corporativo: Nancy Assad fala de como usar o marketing de conteúdo

 

 

“Quando você faz propaganda é meio que você está empurrando para o teu consumidor, o teu produto o teu serviço; quando você faz o marketing de conteúdo é como se fosse um namoro, então você se aproxima, você envolve, você engaja, é você presta um serviço, você dá alguma coisa que ele precisa, então é muito mais respeitoso”. A opinião é de Nancy Assad, especialista em comunicação corporativa, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Ela é empresária na área de comunicação, diretora da N.A. Comunicação e Marketing e autora do livro “Marketing de Conteúdo – como fazer sua empresa decolar no meio digital”.

 

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, no site http://www.cbn.com.br, quartas-feiras, 11 horas, e também na página da CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e tem a colaboração de Alessandra Dias, Carlos Mesquita e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: Luiz Carlos Dutra, da FSB Consumo, fala como as marcas podem engajar consumidores

 

 

Para engajar o consumidor, que às vezes é consumidor e às vezes é cidadão, o desafio das empresas é desenvolver conteúdo e de maneira integrada. Esta transformação se deu, especialmente nos últimos cinco anos,com a evolução das redes sociais. A opinião é de Luiz Carlos Dutra, sócio-diretor da FSB Consumo, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Dutra fala, também, das mudanças na estratégia de comunicação para as empresas que atuam no setor B2B.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar, às quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br. Os ouvintes participam pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Menos rádio em casa, mais ouvintes nas cidades

 

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A PNAD, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, divulgada semana passada, trouxe a informação (que não precisou ser revisada) da queda no número de moradias com rádio, que passou de 80,9% em 2012 para 75,8% para 2013 – queda decorrente das mudanças tecnológicas, segundo o IBGE. O índice 5,1 ponto percentual menor não significa que estamos ouvindo menos rádio, apenas que estamos ouvindo a programação de rádio em outros equipamentos e formatos, como escrevi recentemente ao ser convidado a falar sobre mudanças percebidas no decorrer dos últimos dez anos:

 

Nas redações, as notícias chegavam em grande velocidade já impactadas pela tecnologia digital. A internet fazia parte do nosso cotidiano apesar de a maioria dos veículos ainda estar tateando as possibilidades que estas ofereciam. Os portais de notícias, mesmo insustentáveis financeiramente, já eram realidade com suas redações tomadas de jornalistas, desenvolvedores de conteúdo, designers, técnicos em mídias digitais e outras especialidades. Sabia-se pouco mas se arriscava muito. Foi em 2004 que fui trabalhar no Portal Terra apresentar o Jornal do Terra, onde o investimento em jornalismo de internet era grande e a experiência de jornalistas das mídias tradicionais se misturava a de profissionais nascidos na era digital.

 

Rádio, televisão, jornal e revista experimentavam soluções na internet em um momento no qual as redes sociais ainda eram desconhecidas. O já falecido Orkut, a primeira rede a proporcionar o relacionamento de milhões de internautas e a dar oportunidade para a construção de comunidades digitais, estava se iniciando, foi inaugurado em janeiro de 2004. Naquele momento, as revistas semanais já percebiam a necessidade de estar presente nos computadores dos brasileiros pois não havia mais espaço para guardar notícias para o fim de semana. As emissoras de televisão migravam seus conteúdos para a internet, mas transmissões ao vivo neste meio não eram comuns como atualmente.

 

Ouvir rádio na internet já era comum, no celular ainda não. Conectava-se algumas emissoras no computador de mesa ou no notebook, porém a mobilidade ainda não estava presente no dia a dia do brasileiro. A conexão do rádio no celular acontecia apenas em aparelhos que captassem sinal de FM. A transformação do celular em rádio porém estava se iniciando e me permitia enxergar que ali estaria nosso futuro. No livro Jornalismo de Rádio, lançado em 2004, pela editora Contexto, já previa a disseminação desse aparelho que atualmente bate a casa dos 50 milhões, no Brasil. 50 milhões de smarthphones. 50 milhões de rádios. Também percebíamos que não bastava mais ter apenas programação no ar, tínhamos de oferecer produtos em podcast, colocar câmeras dentro do estúdio e produzir programas em vídeo. Foi, naquele ano, que ouvi do jornalista Alberto Dines me dizer, na redação do Portal Terra, que “o rádio é mídia do futuro”. O rádio estava começando a viver o seu futuro. E eu me transformei com ele.

 

Em tempo: dados coletados pela Jacob Media, nos Estados Unidos, mostram que a quantidade de ouvintes de rádios AM e FM, que escutam uma hora ou mais de rádio por dia, caiu 2%, enquanto os ouvintes que acessam os mesmos programas pela internet semanalmente aumentou 16%.