No aniversário de SP, uma galeria de fotos para destacar a beleza da cidade

 

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(texto e foto de divagação)

 

A cidade de São Paulo tem uma galeria só para ela e que fica na loja 22 da área comercial do símbolo da cidade, o histórico edifício Copan, projetado por Oscar Niemeyer.

 

São fotografias do skyline da Avenida Paulista, aéreas do centro, prédios históricos como o Martinelli, o Itália, o Altino Arantes (antigo Banespa), o São Vito (demolido em 2011), o Teatro Municipal, a Catedral da Sé, além de vistas do Copan, que também é retratado pelas lentes do premiado fotógrafo RenattodSousa (dois Nikon Photo International e dois Prêmios Abril de Jornalismo).

 

A foto galeria exibe uma exposição permanente de imagens de São Paulo, impressas e montadas em diferentes materiais como canvas (tela de algodão), metacrilato, molduras tradicionais, echarpes, entre outros.

 

No aniversário de São Paulo a galeria estará aberta. A visitação é gratuita.

 

Serviço

 

RenattodSousa Foto Galeria
Endereço: Avenida Ipiranga, 200, loja 22, edifício Copan.
Telefone: (11) 3237-0056
Funcionamento: de 2ª a sábado, das 11 às 19 horas.
Visitação gratuita.

Conte Sua História de SP: rodei o mundo e vivo no Copan

 

Por Edyr Sabino
Ouvinte-internauta da rádio CBN

 

 

Eu era pequeno quando vim à São Paulo pela primeira vez. Foi há 50 anos. Eu tinha apenas 7 anos de idade. Minha família havia comprado nosso primeiro apartamento na Capital. O termo metrópole estava começando a fazer sentido para mim. Nossa vida no interior, Penápolis, era bem mais tranquila. Eu não me lembro muito bem da viagem de lá para cá, pois dormi a maior parte do tempo. Acho que me deram algum remédio para dormir durante a viagem e não vomitar. Mas me lembro do dia quando cheguei aqui pela primeira vez na minha vida. A cidade de São Paulo era grande. Era década de 1960.

 

Atravessar a Av. Ipiranga era um desespero. Minhas tias Elmaza e Geni apertavam as minhas mãos, dizendo que era para eu não escapar. Elas não contavam que estavam com medo de atravessar a rua sem serem atropeladas. Elas eram músicas e acho que já haviam ouvido Adoniram Barbosa cantar sobre uma moça chamada Iracema, que morreu atropelada num esquina ali perto, na Av. Sao João. Eram aqueles ônibus Mercedinho, azul e creme, que passavam.

 

Eu gostava do que via. O Edifício Copan ainda tinha andaimes, ainda estava em obras, e nos já tínhamos apartamento quitinete no bloco B, 8º andar. Aquele monte de botões nos elevadores me impressionavam. Ver aquelas rampas que sobem ou descem naquele bloco e o corredor enorme e tortuoso, cheio de portas uma ao lado da outra. Parecia ter uns 20 apartamentos por andar, com muito eco. Tínhamos que caminhar em silêncio, senão poderia chamar a atenção dos outros moradores. Mas não tinham muitos moradores ainda. O prédio ainda não havia sido oficialmente inaugurado. Meus tios pisavam forte e minhas tias, bastavam chinelos. Som que gerava um eco inconfundível.

 

A cidade era cinza. Foi quando eu aprendi o termo garoa! Terra da Garoa!

 

Não nasci em São Paulo. Adoraria sair desta cidade, mas é nela que vim morar e é nela que eu vivo. Rodei o mundo, e vivo no Copan, na cidade de São Paulo até hoje

 


Edyr Sabino é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio.