Secretário aceita plebiscito para discutir Pacaembu

A proposta de realização de um plebiscito para discutir o processo de concessão pública do estádio do Pacaembu, em São Paulo, para o Corinthians, foi bem-vinda pelo secretário municipal de Esportes Walter Feldmann, que tem patrocinado o debate sobre o tema. Feldmann se esforça para convencer o público de que não pretende influenciar a decisão da cidade, pois entende que a palavra final tem de ser do cidadão, mas fica evidente que a ideia da concessão é defendida por ele, também.

No CBN São Paulo, o secretário de Esportes explicou como seria feita a concessão, quais as restrições que seriam impostas ao Corinthians e os riscos ao patrimônio público caso o negócio não seja realizado.

Ouça a entrevista com o secretário Walter Feldmann ao CBN SP

Leia outras opiniões sobre o assunto clicando aqui.

Pacaembu ‘corinthiano’: Plebiscito, sim e não

Ouvir o paulistano em plebiscito para saber se a prefeitura deve promover a concessão do estádio do Pacaembu para o Corinthians foi a proposta do economista e atual presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Beluzzo, um dos entrevistados sobre o tema no CBN São Paulo.

O diretor de marketing do Corinthians, Luiz Paulo Rosenberg, claro, defendeu o negócio e aceita explorar apenas o estádio de futebol, deixando o Museu e o clube esportivo por conta da cidade ou qualquer outras solução que apresentem.

Já Ienedes Benfatti, da Associação Viva Pacaembu, segue firme no discurso contrário a exploração pelo Corinthians. A entidade luta há muito tempo para impedir a ampliação das atividades futebolísticas, culturais e religiosas no estádio, devido ao transtorno que estes eventos geram à vizinhança.

Nessa terça-feira, voltaremos ao tema com o secretário municipal de Esportes Walter Feldmann

Ouça as entrevistas de hoje e deixe a sua opinião:

Entrevista de Ienedes Benfatti, da Associação Viva Pacaembu (SOU CONTRA)

Entrevista de Luiz Paulo Rosenberg, diretor de marketing do Corinthians (SOU A FAVOR)

Entrevista de Luiz Gonzaga Beluzzo, presidente do Palmeiras (MUITO ANTES PELO CONTRÁRIO)

Palco da final faz aniversário e pode ser ‘vendido’

Estádio do Pacaembu fotografado por Andre di Lucca, no Flickr

“A inauguração oficial do Estádio Municipal de São Paulo, que se realizou na tarde morna e luminosa de ontem, constituiu um espetáculo de inédita beleza e sadio entusiasmo, enchendo de alegria e legítimo orgulho os olhos e o espírito de toda a multidão ali presente às cerimônias de abertura da majestosa praça que lhe dá a primazia na América do Sul, em mais esse setor.”

Com este texto, o jornal O Estado de São Paulo abriu a reportagem sobre a inauguração do estádio municipal Paulo Machado de Carvalho, apelidado Pacaembu, devido ao nome do bairro onde foi construído e inaugurado, em 27 de abril de 1940. O futebol só chegou ao gramado no dia seguinte, pois à festa de abertura reservou-se cerimônias oficiais com desfile de 10 mil atletas, entoar de hinos e discursos, com destaque a fala de Getúlio Vargas, presidente da época, e pouco querido na terra dos bandeirantes.

O aniversariante da semana voltará a sediar uma final de Campeonato Paulista de Futebol, domingo que vem, na qual o Corinthians, que não apenas jogou na inauguração como foi o time que mais vezes disputou partidas por lá, tem ampla vantagem sobre o Santos.

Não é desta final, porém, que pretendo escrever agora. Mas do Pacaembu, transformado em uma espécie de segunda casa (ou seria a primeira ?) do Corinthians ao não ter um estádio próprio capaz de receber partidas de futebol. Há 69 anos tem sido assim. E por uma dessas desavenças da administração não-profissional do futebol brasileiro, o será mais uma vez no fim de semana. Os 40 mil lugares serão poucos para abrigar o entusiasmo corinthiano embalado pela presença de Ronaldo com a camisa 9 e a proximidade do título estadual.
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Corinthians e Santos, O Grande Jogo

Capa de O Grande JogoNão é nenhuma previsão para a final do Campeonato Paulista, mesmo depois dos resultados do fim de semana. Até porque São Paulo e Palmeiras precisam apenas vencer Corinthians e Santos pelo tal placar simples de 1 a 0. Uso o “tal simples”  pelo fato de que nem sempre é tão simples assim marcar um gol, principalmente em clássico. E contra dois times que tem a tradição dos alvi-negros paulistas.

“O Grande Jogo”, que você lê no título deste post, é o nome que batizou livro escrito pelos jornalistas Celso Unzelte e Odir Cunha,  a ser lançado nesta terça 14.04, no Museu do Futebol, às sete da noite, em São Paulo. No livro, está transcrita uma conversa entre os dois  fanáticos torcedores, o corintiano Celso e o santista Odir. Sim, dialogar com o adversário é possível e, às vezes, o resultado final é bastante interessante, como promete o livro que fala daquele que Pelé disse ser “o maior clássico do mundo”.

O CBN São Paulo reuniu os dois nesta segunda-feira para ter ideia do que iremos encontrar em “O Grande Jogo”.

Ouça a entrevista com Celso Ulzete e Odir Cunha

Avalanche Tricolor (extra): Corinthians é tricolor (gaúcho)

O azul da Batavo na camisa do CorinthiansCom o patrocínio que vai lhe garantir o ano, o Corinthians assume as cores do tricolor gaúcho. E foi o próprio patrocinador quem chamou atenção para o fato, certamente interessado em valorizar a camisa corinthiana: “A camisa ficou muito bonita, preta, branca e o azul da nossa marca”, disse José Antônio do Prado Fay, diretor-presidente da Batavo, que se declarou torcedor do Grêmio. Já tem o Mano, já tem o Willian, já tem o mosqueteiro como símbolo. Agora com a camisa “tricolor”, quem sabe o Corinthians chega a Libertadores.