“Questão de ordem”. Você já deve ter ouvido a expressão. Aposto, porém, que jamais iamginou que o uso desta daria direito a vereadores ficarem sem votar até setembro e recebendo salário. O fato ocorreu na cidade de Cotia, região metropolitana de São Paulo, informou o Diário da Região.
A base governista aprovou questão de ordem do vereador Cabo Givaldo (PP) e assim trancou a pauta por 20 sessões ordinárias. Somando-se as férias de julho – que eles chamam de recesso – e o feriado de Tiradentes, os projetos só voltam ao plenário daqui cinco meses.
No segundo semestre do ano passado, os vereadores já haviam conseguido adiar as sessões e praticamente anteciparam as férias para não ter de votar a criação de Comissão Especial de Inquériro que investigaria os contratos de merenda escolar que poderiam encrencar o ex-prefeito Quinzinho Pedroso (ex-PSDB). Sem contar que havia eleição municipal.
Neste ano, a intenção era investigar os contratos da prefeitura com a empresa privada de segurança Capital Vigilância para quem estão destinados R$ 22 milhões no Orçamento do Município, o dobro do que a prefeitura pagará para manter a Guarda Civil Metropolitana.
Cada um dos 12 vereadores da cidade de Cotia recebe R$ 6.192,03 por mês. Até a próxima votação, a população de Cotia terá desembolsado mais de R$ 360 mil para sustentar a turma que estará de folga. Ou quase.
Ouça a entrevista com o vereador Antonio Kalunga (PT) ao CBN São Paulo (entrevista publicada em 02.04 às 15h00)