Taxistas abusados ocupam vaga de deficiente

 

Ponto de táxi ilegal

Motoristas de táxis transformaram as vagas para pessoas com deficiência em ponto fixo, no supermercado Carrefour, na avenida Giovanni Gronchi, no bairro do Morumbi, em São Paulo. Quem reclama é nossa colunista dominical Maria Lucia Solla que chegou a alertar funcionários do supermercado, que não parecem tão interessados assim em resolver o problema. Sem solução, resolveu registrar em foto a irregularidade e o desrespeito com o cidadão.

Prefeito veta lei que garante acesso a cegos em lan house

 

Uma lei vetada e outra a espera da palavra decisiva do prefeito Gilberto Kassab (DEM) levaram a vereadora Mara Gabrilli (PSDB) a questionar o compromisso da administração municipal com a causa da pessoa deficiente. Descartada, foi a proposta de obrigar as lan houses a adaptarem computadores e ambiente para cegos; no aguardo, o projeto que cria o censo da inclusão e pretende mapear onde vivem as pessoas com deficiência ou restrição de mobilidade.

Mara Gabrilli foi secretária municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida na administração Serra/Kassab, por isso o tom de sua crítica durante entrevista ao CBN SP surpreendeu e revelou o quanto ela está incomodada com as atitudes tomadas até aqui pelo prefeito, ao menos em relação ao tema.

Na conversa, além de explicar a que se prestam as duas leis aprovadas na Câmara, a vereadora tucana também falou sobre regras que estão em vigor há algum tempo mas não estão sendo cumpridas na capital: uma de 1988 que obriga tornar acessível todas as calçadas no entorno de prédios públicos; outra, mais recente, que exige a recuperação de cerca de 3 mil km de calçadas localizadas em rotas estratégicas do município.

Ouça a entrevista da vereadora Mara Gabrilli (PSDB)

Em tempo: a lei que obriga as lan houses a se adaptarem para clientes cegos, é de autoria da vereadora Gabrilli e do vereador Ricardo Teixeira (PSDB).


Agora o outro lado
(atualizado 12:30 de 23/12)

O secretário municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marcos Belizário, disse que não sabe os motivos ténicos que levaram a prefeitura a decidir pelo veto ao projeto de lei que prevê acessibilidade de cegos a lan houses. Em entrevista ao CBN SP, apesar de ter explicado que o parecer da secretaria dele havia sido favorável,
ressaltou que donos de lan houses teriam alegado dificuldades técnicas para a implantação do sistema exigido.

Ouça a entrevista com o secretário Belizário que falou também sobre os problemas das calçadas não-acessíveis

Para pessoas com deficiência, São Paulo sempre para

 

Ao mesmo tempo em que milhares de paulistanos se lamentavam por não conseguirem se deslocar na cidade devido as enchentes, nesta terça-feira algumas dezenas de pessoas estavam no auditório do WTC, em São Paulo, onde discutiam temas ligados a questão da acessibilidade, no Encontro Internacional de Tecnologia para Pessoas com Deficiência.

Nos corredores, a caminho do plenário, uma série de equipamentos expostos chamavam atenção dos visitantes. Cadeiras de roda dos mais variados modelos e para distintas doenças, móveis compostos por uma complicada engenharia capaz de oferecer autonomia ao usuário com restrição nos movimentos e demais traquitanas desenvolvidas para dar mais conforto em casa ou no tratamento de pessoas com deficiência.

Todos estes produtos surpreenderam um dos convidados para o debate, Aílton Brasiliense, conhecedor dos males provocados pelos acidentes de trânsito. “Somos capazes de desenvolver estas máquinas para ajudar pessoas com deficiência assim como para deixá-las com sequelas ou matá-las”, comentou em referência ao número de motociclistas mortos no País: 10 mil, no ano passado.

No painel para o qual fui convidado a mediar, “Transformação: uma cidade para todos”, Brasiliense descreveu cenas comuns dos pedestres na capital paulista e repetiu a tragédia que se transformou nosso trânsito – não pelos congestionamentos, mas pelos assassinatos.

Calçadas sem prumo, piso irregular e todo tipo possível e imaginável de obstáculos que o ambiente urbano, da maneira como foi construído por nós, impõe ao cidadão também foram destacados. E soluções para este cenário, apresentadas. Lá estiveram, ainda, prefeito, vice e secretário de três cidades paulistas (Jaú, São José dos Campos e capital, respectivamente) que dedicaram seu tempo a mostrar tecnologia e políticas implantadas em seus municípios. Nada muito além daquilo que já conhecemos e identificamos como necessidade na busca de uma cidade inclusiva.

A vereadora Mara Gabrilli, de São Paulo, foi quem mais chamou atenção para recursos tecnológicos que podem facilitar a comunicação de pessoas com deficiência. Um microfone que a conecta com o sistema de som de qualquer plenário, a máquina que lhe permite votar na câmara apenas pelo piscar do olho e a necessidade de as emissoras de TV implantarem sistema de audiodescrição, são alguns dos exemplos.

A mim coube a tarefa de responder uma pergunta do meu colega de programa, Cid Torquato: “Uma cidade inclusiva é possível ?”. Fui o mais pessimista dos participantes ao dizer que não tenho esta ilusão, não neste momento, apesar de me orgulhar de fazer parte da geração que inicia esta construção de consciência cidadã.

Repito aqui o que disse logo na abertura do evento: o dia para o debate – apesar de muitos terem se ausentado pelos problemas no trânsito – foi simbólico. Boa parte do paulistano, ilhada, não teve acesso ao trabalho, a escola ou ao lazer por quase um dia inteiro. Direito castrado de centenas de pessoas com deficiência por quase toda a vida. Que faça desta experiência motivo de reflexão sobre o quanto precisamos investir em conhecimento e inteligência para transformarmos o ambiente urbano em um espaço para todos.

Vai encarar ? Nós já encaramos

O título é provocativo mesmo. E a intenção é levar o leitor a reflexão. “Vai Encarar ? A Nação (quase) invisível da pessoa com deficiência”, da jornalista Cláudia Matarazzo e a vereadora Mara Gabrilli (PSDB),  foi lançado nesta semana, pela Editora Melhoramentos. A história contada por pessoas com deficiência ajuda Cláudia a costurar temas importantes que servem de orientação para o cidadão. Até hoje muitos ainda se confundem quando se deparam com um cadeirante, um cego ou surdo. Não sabem como se comportar, ficam constrangidos ou são preconceituosos. O livro pretende ajudar nesta relação.

Ouça a entrevista com a jornalista Cláudia Matarazzo

Com o livro vem um audiolivro narrado pela jornalista.  Bibliotecas públicas e entidades interessadas em adquiri-lo poderão faze-lo gratuitamente encomendando-o diretamente ao Instituto Vivo que apoia a confecção e distribuição desse material.

No CBN SP, às segundas-feiras, logo após o Repórter CBN das 11 da manhã, você ouve o programa Cidade Inclusiva, apresentado por Cid Torquato.

 

Moda inclusiva ganha destaque na televisão

Cid Torquato

O comentarista do quadro Cidade Inclusiva Cid Torquato foi personagem de reportagem publicada pelo Jornal da Record, segunda-feira, inspirada em tema discutido no CBN São Paulo, há duas semanas. A moda inclusiva, foco de concurso promovido pela Secretaria Estadual da Pessoa com Deficiência,  de São Paulo, ganhou espaço de destaque no principal telejornal da emissora. A necessidade de estilistas desenvolverem roupas para cadeirantes ou agregarem informações em braile nas etiquetas para facilitar a vida dos deficientes visuais foi relatada no depoimento do Cid e demais convidados.

Ouça a estréia de comentário sobre cidade acessível

O mergulho, na Croácia, em 2007, que o deixou tetraplégico foi um dos assuntos de Cid Torquato na estréia do quadro Cidade Inclusiva, que vai ao ar toda segunda-feira, logo após às 11 da manhã, no CBN SP. O comentarista chamou atenção para o fato de que muitas pessoas sofrem graves traumatismos em  acidentes banais como o dele.

Ouça a estréia de Cid Torquato, em Cidade Inclusiva

Para conversar com o Cid escreva para cidadeinclusiva@cbn.com.br