Sua Marca: para conquistar as mães é preciso uma história consistente e legítima

 

 

 

“Mães são exigentes e marcas que ganham o coração das mães são aquelas que de forma legítima, contribuem para que os filhos tenham uma experiência positiva. Ou seja, estão alinhadas ao propósito das mães” — Cecília Russo

 

As mulheres são responsáveis pela maior parte das decisões de compra no mercado e, portanto, um dos grandes esforços dos gestores de marcas é criar estratégias capazes de conquistar o coração delas. Sabe-se, porém, que apenas algumas empresas, produtos e serviços conseguem alcançar esse objetivo. No programa Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Cecília Russo e Jaime Troiano falaram dos aspectos que levam essas marcas a terem a preferência feminina.

  

 

No programa, Russo apresentou dados de uma pesquisa desenvolvida pela consultoria Data Miners, em 2017, que identificou quais as marcas que melhor conseguem traduzir o conceito de maternidade:

 

  • Johnson & Johnson
  • Pampers
  • Natura
  • Nestlé

 

E o que fazem essas marcas terem sucesso entre as mulheres, especialmente às mães?
 

 

 

De acordo com Troiano, o essencial é que as marcas construam uma história consistente e autêntica, demonstrando que essa relação com a mulher é permanente. Aproveitando a proximidade do Dia das Mães, alertou para o risco de se criar uma campanha oportunista: “não faça isso porque você vai pagar caro por essa estratégia”.

  

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55, no Jornal da CBN, e tem apresentação de Mílton Jung

Varejo deverá ter um dia das mães como elas merecem

 

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

 

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As quedas comparativas do varejo de anos anteriores serão provavelmente substituídas por crescimento acima de 3% em relação ao ano passado. Para o IDV Instituto do Desenvolvimento do Varejo, formado por 60 redes, prevê-se 3,8%.

 

Um grupo de grandes operadores, estudado pelo jornal Valor Econômico e objeto de comentário no Jornal da CBN de ontem, terá provavelmente um aumento maior, tendo em vista que no primeiro trimestre em ascendente desempenho mensal, alcançou 14,8%.

 

 

A análise realizada por Adriana Mattos e Thais Carrança considerou o balanço de nove grupos de empresas de capital aberto:

 

 

Pão de Açúcar, Via Varejo (Casas Bahia, Ponto Frio), Restoque (Le Lis Blanc, Dudalina, John John, Individual, BO BÔ, Rosa Chá, Base), Multiplan (18 Shoppings Center), Profarma.

 

 

Eles tiveram o referido aumento de 14,8% no primeiro trimestre do ano, quando passaram de 22,43 bilhões de reais para 25,76 bilhões de reais. E o lucro líquido de 78,8 milhões foi para 506.1 mihões de reais. Aumento de 175%.

 

 

Esses números positivos refletem as melhoras na gestão das empresas, ao controlarem os custos operacionais, e a reação positiva da economia, em função da redução de juros e queda da inflação. Há também a considerar a liberação de 16,6 bilhões do FGTS.

 

 

É um cenário altamente favorável ao movimento dos próximos dias para incentivar o consumidor às compras do Dia das Mães. Com a ajuda de mais 10 bilhões de reais a serem distribuídos através de nova rodada do FGTS depois de amanhã. Sem esquecer o provável adicional da meteorologia, que deverá comparecer com o frio para animar o varejo, que, renovado, irá aquecer as comemorações desta data tão especial.

 

 

Feliz Dia das Mães a todos!

 

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Dia das mães: informações sem técnica

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

Manchetes

 

Segunda-feira, poucas horas após o dia das mães, parte da mídia apresentou dados sem a mínima técnica estatística e jornalística.

 

Algumas manchetes:

 

“Shopping tem pior dia das mães em sete anos” ALSHOP
“O crescimento ficará entre 0,5% e 1% nos 800 shoppings e 100 mil lojas” ALSHOP
“O preço médio dos presentes foi de R$ 57 contra R$ 65 de 2014, sem descontar a inflação” FECOMÉRCIO.
“Vendas do Dia das Mães têm primeira queda em 13 anos” Serasa
“Comércio reclama, mas vendas do dia das mães crescem 18% em 2015”. Priscila Peres, Campo Grande News.

 

A ALSHOP precisaria explicar como chegou aos dados que foram divulgados na manhã de segunda-feira antes da abertura das lojas.

 

O preço médio dos presentes apresentado pela FECOMÉRCIO deve ter sido calculado através de metodologia que precisaria estar contida nas matérias.

 

O SERASA não tem dado de venda, mas de consulta, o que não é a mesma coisa. Portanto, a chamada não condiz.

 

O dia das mães, por ser a data mais importante do calendário do varejo no primeiro semestre e a segunda de todo o ano, requer informação mais precisa. É exatamente pela sua proeminência que está mais sujeita a interferências, que necessita de mais profissionalismo por parte das fontes e dos jornalistas. E, neste ponto, ressaltamos mais a função do jornalista, pois cabe a ele se aprofundar nas informações, para evitar maniqueísmos e manipulações. Afinal de contas o jornalismo serve bem quando produz para nortear e não desnortear o leitor, seu consumidor.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Avalanche Tricolor: o café da manhã, o sorriso sem-vergonha e o empate na estreia

 

Grêmio 3 x 3 Ponte Preta
Brasileiro – Arena Grêmio

 

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Jogar domingo cedo muda alguns hábitos e ainda provoca estranheza, apesar de ter gostado do horário novo das 11 da manhã. Antecipei a missa matinal para o sábado à noite, quando encontrei, na paróquia da Imaculada Conceição, o padre José Bertolini, que já foi motivo de conversa nesta Avalanche, por ser gaúcho e gremista. Assim que me viu, deu um sorriso sem-vergonha (se é que padres fazem isso). Está rindo de mim, padre? – perguntei. Rindo da nossa situação, respondeu em referência ao Grêmio. Achei um pouco de exagero dele, mas quem sou eu para contestar o padre na porta da Igreja. E pensar que Bertolini estava antevendo o que aconteceria na manhã seguinte.

 

Falava, porém, com você sobre a mudança de hábito. Domingo gosto de ficar um pouco mais de tempo na cama para compensar o fato de madrugar durante toda a semana. Hoje, me organizei para o omelete, o café e as torradas estarem prontos antes da hora. Não queria perder nenhum minuto da nossa estreia no Campeonato Brasileiro 2015. Sem contar que era um dia especial, era Dia das Mães, e fiz questão de servir o café na cama, uma estratégia que sempre dá bons resultados (e não estou me referindo ao futebol).

 

Aliás, por ser Dia das Mães, este domingo provocava ainda outras mudanças, pois o almoço em família seria depois da partida e não antes como estávamos acostumados. Como a festa seria em casa, porque nos negamos a sair para almoçar nestas datas, precisávamos acertar as agendas com os convidados. E antecipo-lhe que deu tudo certo (ou quase). Organizamos almoço: mulher, sogra e cunhada eram as homenageadas em torno de uma mesa onde foi servida galinhada, prato que tem a galinha caipira como vedete e um sabor maravilhoso. O vinho era italiano e parecia ter sido escolhido a dedo, haja vista a boa vontade com que os convivas se fartaram da bebida. Inclusive o autor deste texto. O bate-papo foi divertido, com boas lembranças de um tempo em que a maioria ali em volta da mesa usava calça e saia curtas. A conversa correu tão solta que quase esqueci a frustração que havia sentido minutos antes com o empate aos 49 minutos do segundo tempo.

 

Estava tudo tão intenso – o sabor da comida, o paladar do vinho e a diversão do encontro – que não resisti: fui dormir. Era para ser apenas um cochilo, mas se estendeu por boa parte da tarde deste domingo, quando geralmente dedico ao futebol. Ao acordar para escrever esta Avalanche, parecia que tudo que havia acontecido na Arena já era passado distante. Antes fosse, pois assim não precisaria perder meu tempo tentando explicar como fomos capazes de ceder duas vezes ao empate. O dois a zero que começou a ser construído no primeiro tempo e se confirmou no início do segundo dava a ideia de termos a partida dominada. Precisaríamos apenas administrar o resultado como costumam dizer os comentaristas de futebol. Só faltou combinar com o adversário.

 

Os dois gols de Yuri Mamute ratificaram as qualidades técnica e física do nosso atacante e a ideia de que ele não pode ficar fora do time titular. É mais incisivo do que qualquer outro jogador que temos no elenco. A lamentar que a seleção brasileira o levará embora por sete rodadas. É incrível como a CBF consegue ser tão perniciosa com os clubes brasileiros. Todos na pindaíba e com dificuldade para manter jogadores, e a instituição, durante a mais importante competição que realiza, confisca seus principais craques.

 

Curiosamente, outro jogador que se destacou de forma positiva hoje, Marcelo Grohe, passará pela mesma situação. Pior ainda, pois ficará à disposição da CBF, na reserva da seleção, com chances mínimas de jogar na Copa América. Fará pouco por lá e nada por aqui. Os gols que levou, neste domingo, não foram responsabilidade dele. Antes do empate se concretizar, Marcelo já havia nos salvado algumas vezes, o que também mostrou nossa dificuldade em segurar o assédio do adversário. Quando o goleiro é obrigado a aparecer de mais, alguma coisa está errada na frente dele.

 

Mesmo após levar dois gols rapidamente, conseguimos pressionar e retomar a vantagem no placar com uma bola empurrada para dentro da goleira em jogada que teve a participação de Douglas e Matias Rodriguez, dois jogadores que passaram pela mesma situação: haviam perdido o lugar no time titular, mas acabaram sendo chamados para mudar a partida quando já demonstrávamos preocupante fragilidade.

 

Foi um empate amargo, na estreia, em casa, contra adversário que não é cotado para disputar o título e depois de termos a vitória duas vezes nas mãos. Resultado que não tem nada a ver com o fato de a partida ter sido disputada às 11 da manhã de domingo e no Dia das Mães. Tem muito mais a ver com o sorriso do padre Bertolini.

Avalanche Tricolor: amor de mãe é Imortal

 

Chapecoense 1 x 2 Grêmio
Brasileiro – Arena Condá (SC)

 

 

O Domingo do Dia das Mães começou onde sempre começam meus domingos, na capela da Imaculada Conceição, tão próximo de onde moro que deixo para sair de casa quando o sino chama. Pequena para a quantidade de famílias que a procuram especialmente em datas importantes como essa, assisti ao início da cerimônia em pé e do lado de fora. Somente quando o padre José Bertoloni já iniciava sua dinâmica de conversar com os fiéis, exercício que faz para agregar e tornar mais confortável a presença de tantas pessoas no interior da capela, consegui um pequeno lugar para sentar e me proteger do frio que começa a tomar conta de São Paulo neste meio de Outono. Vê-lo no altar foi uma satisfação especial, pois soube que esteve incapacitado de rezar a missa devido a forte gripe que o deixou na cama, semana passada. Pela idade que apresenta e os sinas de uma doença incômoda, fico sempre torcendo, ou melhor, fico sempre rezando pela saúde dele e para que no domingo seguinte volte a encontrá-lo. Bertoloni, que já foi personagem desta coluna, é conterrâneo e gremista, mas nesta manhã, em nossa conversa de despedida, quando costumamos trocar rápidas palavras entre um cumprimento e outro, nosso coração estava muito mais voltado para a lembrança de nossas mães que já se foram do que do time que jogaria logo mais à tarde, no interior de Santa Catarina. Foi um cumprimento silencioso e cúmplice. Eu perdi minha mãe, a Ruth, muito cedo, morta por um câncer fulminante, mas convivi com ela tempo suficiente para muitas lições e ótimas memórias. Eu e meus irmãos, tenho dois, o Christian e a Jacque, e uma prima irmã, a Anelise, soubemos tocar a vida em frente, sempre contando com o apoio do nosso pai, o Milton, que você costuma ler às quintas-feiras aqui no Blog e se aproveitando das muitas coisas que ela nos ensinou. Dia desses, quase sem querer, encontrei sua última carteira de identidade, entre várias fotos dos meus tempos de atleta e alguns recortes de jornal, curiosamente na véspera do aniversário dela que é comemorado no dia 25 de março. Se viva, estaria hoje com 77 anos e, com certeza, orgulhosa do caminho que cada um dos filhos tomou e disposta a nos embalar no primeiro sinal de fraqueza, como sempre fez quando precisamos. Entre nós e conosco, realizou alguns desejos como oferecer à filha e à sobrinha/filha uma linda festa de debutantes; conseguiu nos manter em uma das melhores escolas da cidade, mesmo diante de dificuldades financeiras que enfrentamos; viu todos os filhos se formarem na faculdade, pois sabia como a educação era fundamental; e, pouco antes de morrer, abriu uma creche onde exerceu o sonhado papel de professora. Não preciso dizer que minha mãe também torcia pelo Grêmio, apenas não lembro se era fanática como o pai e seus filhos. Lembro, porém, que era capaz de entender o meu sofrimento diante de alguns resultados negativos e permitir que eu ficasse até mais tarde na cama em troca de atividades externas onde, certamente, iria me deparar com torcedores adversários.

 

Pode parecer curioso que dedico este espaço, por costume preenchido com os feitos gremistas e do futebol, a falar de minha mãe em lugar de exaltar os dois gols de Barcos nesta tarde, em Santa Catarina. O primeiro saiu após uma virada rápida quase na área pequena em bola que sobrou de cobrança de escanteio e o segundo foi com drible e conclusão precisa, após troca de passes entre ele, Dudu e Luan, que entrou apenas no segundo tempo. A vitória em um estádio lotado – que o pessoal teima em chamar de Arena – e campo acanhado já coloca o Grêmio em seu devido lugar, na disputa do título e de vaga na Libertadores. Ou seja, havia bons motivos para escrever sobre o Grêmio, mesmo considerando que este campeonato ainda não me empolgou como deveria, talvez pela interrupção que teremos devido a Copa do Mundo e as desclassificações recentes. Mas, convenhamos, o dia ficou mesmo tomado pela força da data comemorativa, já que depois da missa era momento de se preparar para o almoço com as mães que estão em nosso entorno: mulher, sogra e cunhada. Sem contar que no instante em que parei para assistir ao jogo, o locutor da televisão informou que a última partida entre Grêmio e Chapecoense havia se realizado em 1978 e lá fui em buscar na minha memória os bons momentos que vivia com a Dona Ruth, há 36 anos.