Os inúmeros programas de revitalização desenhados, prometidos e, em alguns casos, aprovados na Câmara Municipal não foram suficientes para resolver um sério problema social na região central de São Paulo. A Cracolândia, que chegou a ser rebatizada Nova Luz, segue firme e forte a causar riscos à população, expor crianças abandonadas, proporcionar mercado a traficantes e constranger o poder público. Conhecer a experiência da Comunidade Terapêutica San Patrignano, em Rimini, na Itália, é o próximo passo da prefeitura que, em carta enviada à organização, propõe um trabalho de parceria.
Foi uma entrevista do presidente do Instituto Brasileiro Giovanni Falconi Walter Maierovitch à Fabíola Cidral, no CBN São Paulo, há uma semana, que motivou o prefeito Gilberto Kassab (DEM) a envolver o secretário de Controle Urbano Orlando de Almeida em conversa com dirigentes da comunidade que abriga cerca de 1.800 pacientes. O trabalho lá desenvolvido é recomendado pela União Europeia e ONU, mas desconhecido pelas autoridades paulistanas até então.
As informações também estão na internet, no site da sociedade, podem ser encontradas na Wikipedia, e em relatório da Organização das Nações Unidas.
Maierovitch, com quem tive o prazer de ‘bater bola’ em comentário na CBN, é dos grandes estudiosos em combate ao crime organizado, tráfico de drogas e atuação mafiosa. Quem acredita realmente que estes são temas importantes tem obrigação de consultar o site do Instituto Brasileiro Giovanni Falconi com frequência. Em 2006, por exemplo, abriu um dos seus artigos com o pensamento que resume a filosofia que impera na Comunidade Terapêutica San Patrignano: “Drogados irrecuperáveis não existem, mas também não existem drogas não danosas”. O restante sugiro que você leia por lá e aproveite para colocar o endereço do IBGF e do Blog Sem fronteiras , também assinado por ele, entre seus favoritos.
