Mundo Corporativo: Paula Morais, da Intera, sempre pronta para ‘hackear’ os sistemas

Foto: Divulgaçao/Intera

“Existe sim uma barreira que a gente precisa quebrar. E a gente está nesse processo de quebrar, com o advento de ter cada vez mais mulheres nesse mundo de inovação e tecnologia, e de empreendedorismo”

Paula Morais, intera

Mulher, jovem e empreendedora. No passado, essas três palavras não cabiam em uma mesma frase — aliás, se para você seguem não cabendo, você está ultrapassado. Não significa que as barreiras de gênero tenham caído. Aparecem a todo momento no local de trabalho, nas reuniões de negócios ou  nas discussões corporativas. Muitas vezes de forma inconsciente, como descreve Paula Morais —- mulher, jovem e empreendedora, entrevistada pelo programa Mundo Corporativo da CBN:

“Quando fui falar com um fundo de investimento, em 2019, fui com o meu sócio que é homem. Todos esses fundos, a maior parte é composta por homens. Muitas vezes, eu fazia o discurso, mas a pergunta ao final era para ele e não para mim. É quase que uma descrença no processo”.

Para Paula, fundadora da Intera, que atua no setor de recursos humanos e recrutamento digital de profissionais, esse comportamento é pautado no histórico de uma sociedade machista e patriarcal que influencia na confiança em negócios que são liderados por mulheres. E na confiança da própria mulher em querer ser empreendedora. Acostumada a superar essas dificuldades ou a ‘hackear’ esse sistema — para usar um termo mais apropriado para os negócios em que Paula Morais atua — a recomendação dela é que o foco seja na busca de soluções  para necessidades que existem no mercado — e isso deve servir para quem sofre por questões de gênero, de raça e de idade, também:

“Empreender é resolver problema, então isso é independente de qualquer um desse vieses. Não tem muito a ver com idade. Tem muito mais a ver com a fome que você tem em de fato resolver um problema e trazer uma solução que melhora o mercado do que que com qualquer outro marcador. 

Foi por pensar assim que Paula Morais encontrou o caminho para criar uma série de negócios, a começar pelo primeiro marketplace de aluguel de itens do Brasil. Em 2018, ela fundou a Intera ao lado de Augusto Frazão e Juliano Tebinka: eles desenvolveram tecnologia para desconstruir o modelo tradicional de recrutamento de talentos, tornando o processo mais assertivo e ágil — ou para ‘hackear’ o sistema de recrutamento. A ideia recebeu recentemente um aporte de R$ 2,5 milhões de investidores anjos que permitirá a criação de soluções tecnológicas que poderão ser usadas diretamente pelas empresas, transformando o que hoje é serviço em um produto.

“O Brasil é um grande terreno fértil para empreendedores. Uma vez que nós temos um monte de problemas. Todo mundo me pergunta: “ah, porque você não vai para fora, porque você não mora fora?”. Não tem lugar melhor no mundo, hoje, para você empreender por causa  da quantidade de problemas que a gente tem aqui. Empreender é isso: é você resolver uma dor. Você trazer uma solução que resolve uma dor de alguém. E você cria um negócio a partir disso”.

Na entrevista ao Mundo Corporativo, Paula conta que muito mais do que há cinco anos, o cenário de venture capital —- ou de capital de risco —- que aposta em negócios inovadores cresceu no Brasil. Para aproveitar esse momento é preciso que se considere o que ela chama de ‘market fit’,  ou seja, se a solução que você tem resolve a dor de alguém e se este público está disposto a pagar por isso:

“Muita gente quer colocar uma solução em pé da sua própria cabeça, quando quem tem de dizer é o seu cliente. Meu conselho é ouvir o cliente, testar e  jogar de novo até você fazer o ‘fit’. A gente foi treinado aqui no Brasil pra não errar. A gente tem essa cultura do não-erro. E o empreender é errar. Você erra muito mais do que você acerta, principalmente no começo”

Três características para ser empreendedor, segundo Paula Morais

  • Resiliência — “estar disposto a passar perrengue, a viver um período que não vai ser fácil e ser capaz de sair dele de cabeça em pé”
  • Foco — “para evoluir, se você disser sim para tudo, tentar fazer tudo, não faz nada; tem de saber qual é a sua meta principal”.
  • Verdade — “saber assumir quando você consegue e quando não consegue, porque isso, mesmo que você não ganhe no curto prazo, gera confiança no longo prazo”

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo e em vídeo, no Youtube, no Facebook e no site da rádio CBN, às quartas-feiras, 11 horas da manhã. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN; aos domingos, às 10 da noite; e pode ser ouvido a qualquer momento em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Juliana Prado, Bruno Teixeira, Matheus Meirelles e Priscila Gubiotti.

Mundo Corporativo: inspirar mulheres empreendedoras é a missão de Isabela Ventura, CEO da Squid

 

“Pensar a diversidade dentro da empresa não é só pensar assim: ‘como eu vou trazer mais pretos e pretas ou mulheres em cargos de liderança’. É entender e preparar o ambiente para receber isso” — Isabela Ventura, Squid

A presença de uma mulher no comando da empresa pode ser muita mais transformadora do que se imagina. A influência não se dá apenas pelo exemplo que oferece a outras organizações. Inspira mulheres dentro do próprio ambiente de trabalho, proporciona igualdade salarial e amplia a participação feminina nas decisões. Essa foi a experiência proporcionada pela engenheira Isabela Ventura à empresa de marketing de influência que a convidou para ser CEO, em 2018, quando ela havia se afastado do mercado de trabalho, depois de 15 anos de carreira, em busca de um período sabático:

“Comecei a entender que nunca tinha sido liderada por uma mulher e nunca havia me dado conta disso. Nunca havia tido essa referência e oportunidade de entender por outras perspectivas o que é liderar …. ao ser convidada para ser CEO, entendi que o papel da Isa Ventura, como mulher, empreendedora e líder tinha de ser colocado em prática e deixar de lado o sabático”.

Em entrevista ao programa Mundo Corporativo, Isabela Ventura contou que ao chegar na empresa teve a preocupação de analisar a folha de pagamento dos colaboradores e garantir que houvesse igualdade salarial independentemente do gênero. Sua presença na liderança da empresa, onde havia atuado como conselheira, ampliou de 40% para 50% a participação de mulheres. Ao mesmo tempo implantou o programa “Power to the people” para mostrar a importância das pessoas no negócio: dessa forma, todos são ouvidos em suas ideias, sugestões e projetos, explicou.

A diversidade na startup não se resume a questão de gênero. É preciso que esteja voltada para todos aqueles  grupos de pessoas que costumam ser excluídos, conscientemente ou não:

“Trazer a liderança para perto e entender que essa é uma pauta importante para a empresa, e que a gente precisa fazer este reparo histórico no nosso pais é fazer nosso papel de transformação, que a gente acredita para o mundo”

Pouco antes de assumir o comando da Squid, Isabela havia montado, com outras mulheres, a Tear, uma organização que trabalha para capacitar empreendedoras e lideranças femininas.

“A gente precisa entender que termos mulheres liderando empreendimentos significa aquecer de alguma forma a economia, para que seja mais próspera, que gere de fato mais engajamento do time e reverberar esse centro de criatividade e comunidade criativa — é o que eu acredito”.

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, toda a quarta-feira, às 11 da manhã, no site, no Facebook e no canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN. Colaboraram com o programa: Juliana Prado, Guilherme Dogo, Rafael Furugen e Priscila Gubiotti. 

Conheça três projetos que ajudam profissionais de saúde, empreendedores e pequenos negócios

 

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Imaginar o que haverá pós-pandemia é difícil. Há quem veja um mundo mais solidário. E os que enxergam as fronteiras mais fechadas. Há os que pensam em uma vida mais simples. E os que creem no aumento das desigualdades. Talvez saíamos todos iguais ao que éramos assim que a crise amenizar, a vacina aparecer e o novo coronavírus se transformar em velho conhecido. O que enfrentamos vira memória — história para ser contada. E bola frente. Quem jogava bonito, segue fazendo belezuras. Quem jogava feio, feiúras. Os adeptos do jogo sujo, sujeiras.

 

Melhor, então, olhar para o que acontece agora e identificar quem sabe se comportar diante da regra do jogo e usa de sua criatividade para melhorar o mínimo que seja a vida do outro. Nestes dias, encontrei algumas iniciativas que me chamaram atenção; gente disposta a ajudar gente, a apoiar empresas, manter empregos, acolher quem precisa.

 

 

Começo pelo Projeto Isolar que olha para os profissionais de saúde, muitos dos quais com dificuldade para encontrar um lugar onde possam ficar isolados. É o pessoal que atende nos postos e hospitais, recebe pacientes, trata, cuida, dá carinho, salva. E tem medo de voltar para a própria casa pelo risco de contaminar seus familiares. O Isolar é uma plataforma na qual o médico, o enfermeiro, a recepcionista do hospital, o motorista da ambulância, ou seja, qualquer um desses profissionais que estão no “campo de batalha” se candidatam a um imóvel, próximo ao local do trabalho, que será financiado pelo próprio projeto que se sustenta a partir de doações.

 

A Camila Putignani, uma das idealizadoras do Isolar, conta que ao menos 250 pessoas estão cadastradas e foi possível, até este momento, acomodar 17 profissionais que podem ficar em um apartamento ou em um quarto de hotel, de hostel ou de pousada. O prazo inicial é de 14 dias podendo ser renovado conforme a necessidade do profissional. Além da moradia, as doações servem para comprar produtos de higiene pessoal, limpeza e alimentação.

 

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O outro projeto que também depende da doação é o “Adote um Pequeno Negócio”, criado pelo Claudio Tieghi e o Fabio Fiorini. Na plataforma, o doador escolhe a quem se destina o dinheiro. Os empreendedores escolhidos receberão consultoria para organizar a empresa e terão acesso a uma plataforma que permite controlar as tarefas diárias do seu negócio.

“Para adotar uma empresa, sendo pessoa física, é necessário inicialmente investir R$9,90 ou mais. Em seguida, o investidor recebe um livro (“Manual do micro e pequeno negócio em tempos de pandemia”) para presentear um outro empreendedor, além de ter acesso à plataforma para acompanhar o dia a dia da empresa que adotou. O nome da cada pessoa que fizer a adoção irá aparecer na página dos doadores, além de receber um certificado” Fabio Fiorini.

O terceiro projeto que destaco reúne gente graúda e está sob o comando do César Souza, do Grupo Empreenda, e do Alexandro Barsi, da Verity Group. Com o Movimento #VamosVirarOJogo, eles estão reunindo empresários e gestores dispostos a compartilhar práticas e ideias capazes de ajudar as empresas a superarem os obstáculos impostos pela crise atual. Mais de 300 empresas já assumiram o compromisso de atuar no movimento:

“A frase “Há vida após o Covid-19” nos inspirou a estruturar o movimento. As lideranças empresariais devem compreender que virar o jogo passa, necessariamente, por assumir um verdadeiro compromisso, com muita inovação e criatividade para a reinvenção dos negócios, considerando oportunidades ainda não percebidas. Levando em conta o ecossistema de toda a cadeia de valor das empresas, é necessário que todos deem o melhor de si, com foco em soluções para o futuro e superando medos e angústias naturais em meio às turbulências que vivenciamos. Reinventar á a palavra de ordem”. César Souza.

Todas essas iniciativas nos revelam que existe gente interessada em espalhar o bem. Talvez sejam as mesmas pessoas que sempre atuaram assim, antes da pandemia se apresentar. E sejam as mesmas que continuarão acreditando nestas práticas após a crise passar.

 

A esperança que sempre deposito é que essas ações ao estenderem a ajuda a outras tantas pessoas façam dessas outras pessoas e de todos os que foram impactados, direta ou indiretamente, embaixadores do bem, criando um ciclo virtuoso. É a minha esperança; se esta vai se tornar realidade somente saberemos ao longo do tempo. Prefiro acreditar que sim. Fica mais fácil atravessar o drama que estamos assistindo neste momento.

Mundo Corporativo: Alessandra Andrade, da FAAP, diz como transformar a sua ideia em um bom negócio

 

 

“Quando a gente é louco o suficiente para achar que a gente pode mudar o mundo, a gente realmente pode mudar então se algo não dá para fazer agora, talvez daqui um ano dê porque as tecnologias vão mudando, as fórmulas vão mudando acredite no seu sonho e vai em frente” — Alessandra Andrade, FAAP

É crescente o desejo de jovens em lançar o seu próprio negócio em vez de buscar um emprego no mercado de trabalho —- fenômeno que também se vê em outras faixas etárias. Isso gera necessidades que vão além do conhecimento técnico que se costuma desenvolver dentro das universidades. Para atender a essa demanda, instituições de ensino superior têm criado espaços para a inovação e o empreendedorismo, como é o caso da Fundação Armando Alvares Penteado, uma das mais tradicionais faculdades de São Paulo. O jornalista Mílton Jung entrevistou no programa Mundo Corporativo, Alessandra Andrade, gerente do FAAP Business Hub, um espaço que ela define como sendo “a startup da FAAP”, onde novas ideias são testadas e em que errar faz parte da busca do conhecimento:

“Hoje, mesmo antes de você ter o seu CNPJ, de você abrir a empresa ou não, você vai falar com o cliente, o foco é no cliente. E esse é o mindset, hoje, do mundo corporativo, do mundos dos negócios, do mundo das startups, onde você testa. Hoje, você não precisa mais de escritório, você não precisa mais do cartão de visitas; você precisa é ter uma boa solução”

Na entrevista, Alessandra Andrade identificou três setores que têm criado ótimas oportunidades para startups: o agronegócio, pela capacidade agrícola do Brasil; o financeiro, através do fenômeno das Fintecs que têm ocupado espaço que era de bancos tradicionais; e o varejo, no qual, depois da explosão do comércio eletrônico, as lojas físicas têm ganhado nova relevância como ambiente de relacionamento com os clientes e pontos de coleta de informação e dados.
 

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site da CBN no Facebook ou no Twitter (@CBNoficial). O programa vai ao ar aos sábados, às 8h10, no Jornal da CBN, ou aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo: Guilherme Dogo, Rafael Furugen, Bianca Kirklewski e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: Ricardo Geromel fala dos novos negócios da China

 

 

“Não só ver a China como um mercado para importar produtos baratos e geralmente de baixa qualidade — como era no passado. Mas ver a China como pera aí, o que é que está acontecendo no futuro que ainda não chegou aqui? … e a gente fazer um colar e copiar, tropicalizando ou se inspirando em algumas ideais. E os grandes empresários brasileiros e do mundo inteiro estão fazendo isso” – Ricardo Geromel, empreendedor

A China tem 202 startups avaliadas em mais de 1 bilhão de dólares — são empresas de capital fechado conhecidas pelo nome de unicórnio. Aqui no Brasil, o número de unicórnios não chega a dez.

 

As empresas chinesas levaram, em média, quatro anos para alcançar a essa marca, sendo que 42% delas ganharam o status em menos de dois anos —- um processo que leva, em média, sete anos, nos Estados Unidos.

 

Esses são alguns números que mostram a velocidade com que o ecossistema de startups se desenvolve na China, segundo Ricardo Geromel, CEO da StartSe, empresa criada em Minas Gerais e com escritório em Xangai, articulista da revista Forbes, nos Estados Unidos, e autor do livro “Bi.lio.ná.ri.os”.

 

Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, ao programa Mundo Corporativo, Geromel disse que a boa notícia é que as bilionárias empresas chinesas estão em um processo de internacionalização e interessadas em novos negócios no mundo, o que abre perspectiva de parcerias com empreendedores brasileiros. Ao mesmo tempo, ele chama atenção para a necessidade de se aprender com as estratégias usadas pelos chineses:

“O que eu diria que é o essencial: o chinês tem o tal do yin e yang, ele consegue funcionar a longo prazo executando no curto prazo; então, comece a criar relações com os chineses, eles nunca gostam de fechar negócios na primeira reunião, a primeira reunião é para a gente se conhecer”.

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, pelo Twitter (@CBNoficial) ou na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, domingos, às 10 da noite, em horário alternativo, ou a qualquer momento em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Guilherme Dogo, Rafael Furugen, Bianca Kirklewski e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: Luciano Salamacha diz que as pessoas subestimam o que podem fazer

 

 

“Muitas vezes as pessoas passam a acreditar menos em si mesma diante de uma situação que elas mesmas criam e que quando acordam, quando ressignificam, quando dão um outro significado para aquela mesma situação percebem que estavam se boicotando, que estavam muitas vezes subestimando o que podem fazer” —- Luciano Salamacha, consultor de empresa

As pessoas são seduzidas por problemas a todo instante no ambiente de trabalho, mas a intensidade desses problemas pode ser reduzida consideravelmente desde que o profissional atue de forma planejada e mantenha um nível mental otimista. A constatação é do consultor de empresas Luciano Salamacha, professor da FGV e fundador da Escola do Pensar na ESIC, instituição focada em comportamento humano e gestão.

 

Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN, Salamacha falou fez recomendação às pessoas dispostas a empreender:

“O empreendedor sempre terá o direito e até mesmo o dever de ir contra a regra vigente. Um plano de negócio é uma tentativa de diminuir a margem de erro ou potencializar a margem de acerto, mas vai ter sempre aquela expressão lá do intimo da pessoa em dizer eu vou encarar, porque risco é subjetivo”

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no Twitter (@CBNoficial) e na página da CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo Guilherme Dogo, Ricardo Gouveia, Débora Gonçalves e Izabela Ares.

Mundo Corporativo: Luciano Gurgel, da Yunus, mostra caminhos para viabilizar um empreendimento social

 

 

“O empreendimento … é um grande quebra cabeça. Então, você tem de ter lá uma inteligência jurídica, uma inteligência de marketing, uma inteligência financeira; e quando tudo isso para de pé, você tem um negócio. E a função da aceleração é exatamente isso: prover essas várias habilidades entorno do empreendedor para que o negócio dele possa prosperar” —- Luciano Gurgel, Yunus Negócios Sociais

O empreendedorismo social é aquela atividade econômica que visa impactar positivamente a sociedade e se diferencia de uma ONG, pois tem a necessidade de gerar receita e dar lucro. Hoje, é possível encontrar as mais diversas iniciativas com esse perfil que estão beneficiando milhares de pessoas pelo mundo. Aqui no Brasil, não é diferente. Tem-se desde empreendedores que realizam projetos no setor de moradia até os que se dedicam a melhorar a performance de estudantes de baixa renda nas provas de redação do Enem.

 

O programa Mundo Corporativo foi descobrir como é possível tornar viável um empreendimento social e entrevistou Luciano Gurgel, gestor da área de investimento da Yunus Negócios Sociais. A empresa tem inúmeros programas de apoio a esses empreendedores que podem receber mentoria, informações sobre planos de negócios, criar conexões com fornecedores, parceiros e clientes, além de receber investimento com baixas taxas de juros e prazos mais longos de pagamento:

“O empreendimento se dá dessas várias pecinhas. É um grande quebra cabeça. Então, você tem de ter lá uma inteligência jurídica, uma inteligência de marketing, uma inteligência financeira; e quando tudo isso para de pé, você tem um negócio. E a função da aceleração é exatamente isso: prover essas várias habilidades entorno do empreendedor para que o negócio dele possa prosperar”.

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, com transmissão pelo perfil @CBNOficial do Twitter ou na página da rádio no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN. Colaboraram com o Mundo Corporativo Guilherme Dogo, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Izabela Ares.

Mundo Corporativo: em franquia, é preciso estar pronto para seguir padrões

 

 

“Antes de você empreender, olhe para dentro de si, pergunte se você está preparado. Não para seguir ordens, mas para seguir padrões, porque franquia é isso, eu tenho de seguir padrões” — Sidney Kalaes

A maior parte das lojas que você encontra no shopping center e mesmo nas ruas de comércio é franquia e isso acontece porque esse mercado oferece maior segurança aos empreendedores. A opinião é de Sidney Kalaes — que lidera grupo que reúne cinco marcas de franquia — entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Kalaes identifica características necessárias para quem pretende empreender e chama atenção para a necessidade de os donos de franquias e os franqueados realizarem um trabalho em parceria para que o negócio realmente tenha o retorno esperado:

“Franqueado tem esse papel de colaborar e nós franqueadores temos de ter a humildade de escutar o franqueado, porque muitas vezes o franqueado tem ideias fantásticas e ele tem medo de expor, ou tem medo que o franqueador se apodere dessas ideias e fique para ele”.

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às 11 horas, às quartas-feiras, com transmissão em vídeo no Twitter e no Facebook da rádio CBN. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e está disponível em podcast. Colaboram com o programa Guilherme Dogo, Ricardo Gouveia, Débora Gonçalves e Izabela Ares.

Mundo Corporativo: o planejamento começa antes de você gastar o primeiro centavo, diz Ladmir Carvalho

 

 

 

 

“O planejamento começa antes de você gastar o primeiro centavo no negócio; a primeira coisa que nós temos de de fazer para entender um negócio é entender a dor daquele que você quer atingir. Todo negócio precisa de cliente; então todo, todo cliente tem uma dor, uma necessidade, uma carência …” — Ladmir Carvalho, presidente da Alterdata Software

 

 

Para que o empreendedorismo transforme-se em uma alternativa sustentável é importante que se faça um planejamento que leve em consideração a sua personalidade, a identificação do cliente que você pretende atingir e o estabelecimento de metas, entre outras tarefas. Ao não respeitar alguns desses passos, o risco é que o negócio aberto diante de enorme expectativa e muitas vezes como única alternativa para o profissional se manter no mercado de trabalho tenha o mesmo fim que cerca de 341 mil empresas brasileiras — esse é o número aproximado de empresas que fecharam nos últimos três anos, segundo levantamento do IBGE.

 

 

O Mundo Corporativo entrevistou Ladmir Carvalho, presidente da Alteradata Software, que tem se dedicado a incentivar a abertura de novos negócios, compartilhando o conhecimento adquirido ao longo de sua carreira como empresário e baseado na metodologia Empretec, da ONU, que busca capacitar as pessoas a desenvolver um comportamento empreendedor.

 

 

Em conversa com o jornalistas Mílton Jung, Carvalho fez sugestões aos pequenos empreendedores:

 

 

“O empreendedor pequeno é aquela pessoa que tem de entender um pouco de cada coisa; é completamente diferente do executivo de uma grande empresa, que está muito focado naquilo que ele está fazendo: marketing, finanças … O empreendedor pequeno tem de entender um pouco de cada coisa e aí torna-se a coisa mais complexa”.

 

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site da CBN, na página da emissora no Facebook e no perfil @CBNOficial do Instagram. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10h30 da noite, em horário alternativo.

Mundo Corporativo: não tenha medo de compartilhar sua ideia, recomenda Glauter Jannuzzi

 

 

“Existe um mito talvez não só brasileiro, mas latino, de que se eu contar minha ideia para você, você vai roubar e vai fazer e eu vou ficar na mão. E isso é uma visão totalmente errada porque com isso várias ideias ficam engavetadas a vida inteira e nada acontece” – Glauter Jannuzzi

 

As enormes transformações que o ambiente de trabalho e negócios tem enfrentando exigem uma nova postura dos profissionais e empresas. Para Glauter Jannuzzi, diretor da comunidade de influenciadores da Microsoft, o compartilhamento de ideias e soluções é uma das características que precisam ser levadas em consideração no novo empreendedorismo. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN, Jannuzzi também falou de aspectos que prejudicam o desenvolvimento de projetos quando a visão do empreendedor não se adaptou às mudanças impostas pela economia criativa:

 

“Tem um monte de donos de negócio que não são empreendedores, não tem habilidades de marketing, de vendas; então é aí que esse novo empreendedorismo vem para proporcionar algo diferente para os clientes, uma nova experiência; uma experiência sem atrito, como a gente costuma dizer; uma experiencia que vai encantar”

 

O Mundo Corporativo vai aos sábados, às 8h10, no Jornal da CBN. O programa tem a colaboração de Gabriela Varella, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.