Aviso aos navegantes e carnavalescos, também

Terça-feira de Carnaval não é feriado oficial. Não quer dizer que você terá de se apresentar no escritório de terno e gravata. Mesmo porque se o fizer talvez dê de cara na porta. Mas se for convocado para trabalhar, será obrigado a tirar a fantasia e não vai receber o dia trabalhado em dobro. Quem afirma é Ana Palmira Arruda Camargo, chefe da fiscalização da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Estado de São Paulo.

A turma do amém

Por Abigail Costa

Alguns ditados são como aquele pretinho básico: batido, quase todas usam, mas nunca é cafona,  estão sempre no auge…

Um dos meus preferidos é:  ninguém é perfeito!!!!! E não é mesmo!!!!

Embora quase todos os mortais que conheço se julguem  absolutamente perfeitos,  eles não erram, podem no máximo pensar que…. me atrapalhei, também com tanta responsabilidade….

Me incomoda e muito  aqueles que falam, ditam regras e pronto. Não aceitam uma outra idéia, vale a dele e pronto. Principalmente, quando isso vem de um superior.

Mais irritante do que o dono da perfeição,  são os seguidores do “ser perfeito”, e pode apostar: normalmente eles fazem parte da classe do “Amém”.

É como voltar nas brincadeiras de criança e aceitar a pergunta do líder: “Fará tudo o que o seu mestre mandar?”

Mas hoje não se trata do mestre-do-faz-de-conta, e não está aqui nenhuma contestadora de opiniões gratuíta. Não condeno que fulano tenha que aceitar certas “sugestões” para garantir o emprego.

Fico constrangida quando percebo uma situação que alguém deveria ter gritado antes: Ei!!! O Rei está nú!!!!

Alguns até tentam, quase  nunca diretamente. A maioria diz amém. Uma covardia “compreensível” quando se trata de garantir o ganha pão. Cá entre nós, coitados!!!!

Alguém pode até pensar, até mesmo dizer: escrever, falar, tudo isso é fácil, quero ver alí na situação cara-a-cara….

Caros pode até parecer difícl, mas tente. A sensação é de alívio. Você poderá até ser obrigado a fazer, executar, só que de consciência limpa.

Eu falei..

E pode ter certeza você será diferente. O “seu superior” vai pensar  a respeito. No dia seguinte vai te olhar diferente, não mais como um seguidor de idéias, mas como uma idéia a mais.

O melhor disso tudo: é chegar em casa e olhar  para seus filhos de cabeça erguida.

Abigail Costa é jornalista e toda quinta-feira mostra aqui no blog que não faz parte da turma do amém.

Liberar demissões para aumentar admissões

Por Carlos Magno Gibrail

Reduzir benefícios trabalhistas para aumentar empregos e salários. São proposições que poderiam ficar como utopia capitalista ou liberal, não fosse a Dinamarca.

Melhor ambiente de negócios do mundo, menor corrupção do mundo, menor taxa de desemprego do mundo ” quase o sonho do pleno emprego ” 1,5% , maior flexibilidade do mercado de trabalho do mundo. Seguro-desemprego de 2.000 euros durante quatro anos, apoio total ao novo empreendedor durante um ano e meio. Se não der certo, a empresa é fechada sem nenhum ônus.

Não existe salário mínimo, garantias ou benefícios no emprego e a demissão pode ser feita a critério da empresa. Não há contribuições sobre a folha de pagamento dos salários.

O primeiro-ministro dinamarquês Anders Fogh Rasmussen está em seu terceiro mandato, e cada vez mais popular está convicto que o livre mercado é bom para todos.

Com meta de inflação em 2%, sendo que ela sempre fica abaixo, com cautela em relação à burocracia da UE e crítica permanente ao excesso de medidas, com redução da dívida pública, que hoje esta em 23,2% do PIB, e em rota decrescente, e com
superávit nominal e receitas superando as despesas em 7%, caminha para uma invejável posição de liderança.

É a passagem do “estado bem-feitor” para o “estado possibilitador”.

Economia forte, com sindicatos e empresas fortes, governo atuante , gerando trabalhadores qualificados e muito paparicados pelas companhias recrutadoras.

O presidente Lula esteve o ano passado em Copenhagen, pela segunda vez, talvez para estudar um pouco mais o fenômeno nórdico, embora especialistas considerem difícil a exportação para o Brasil devido a diferenças quantitativas e qualitativas.

A população é de 5 milhões contra 190 milhões, os impostos são da ordem de 50%, embora os dinamarqueses, dada a quantidade dos benefícios sociais, estejam satisfeitos com o seu peso.

A cultura também é diferente, são pessoas muito ligadas ao meio ambiente, com muita consciência sustentável, preocupadas com o coletivo. A mão de obra é qualificada e se concentra em design, logística, comunicação e em novas fontes de energia, principalmente a eólica.

De todo modo Erik Nielsen, conselheiro para assuntos internacionais da LO, a central sindical que Lula visitou, disse que os trabalhadores não devem temer as reformas trabalhista ou sindical ” desde que elas venham para fortalecer a posição de empregados em uma economia mais flexível. “Esse tipo de reforma não é ruim”

Diferenças à parte, é claro que vale a pena estudar o fenômeno dinamarquês. Pelo menos fica evidenciado o acerto do sistema aberto com suporte do governo garantindo os benefícios sociais de emprego, escola e saúde.

Ponto crucial nem é a diferença, que pode receber adaptação, mas o início. Ovo ou galinha? Tostines?

Com certeza a partida não será o “homem grávido”, mas a liberação para desagravar os encargos trabalhistas e mudanças na justiça do trabalho. Que visitem mais a Dinamarca!

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda, escreve toda quarta-feira aqui no blog e ainda não visitou a Dinamarca, mas já viajou na idéia dele.

O veneno que mata é o que cura


Por Carlos Magno Gibrail

A mordida de uma cobra venenosa se cura com o próprio veneno. É a natureza bem interpretada pela sabedoria do homem dando uma lição de inteligência. Um “benchmarking” deste “case” pode resolver infinitos problemas atuais, cujas soluções requerem apenas a mesma lógica e inteligência usada por Vital Brasil.

O automóvel, cujo veneno polui e congestiona, é um dos mais óbvios candidatos à taxação através do pedágio urbano. Entretanto, é solução ao mesmo tempo rejeitada pela própria população contaminada e temida pelos governantes.

O aumento da arrecadação de impostos passa pelo caminho mais fácil da redução dos mesmos, entretanto, está para nascer um Governo que aposte no óbvio, e faça o certo, isto é, diminua a carga tributária.

Para aumentar os empregos é preciso diminuir as garantias do mesmo, pois empresas e empreendedores teriam menos restrições a admissões de novos trabalhadores. Aí, vem o Sr. Chinaglia e levanta o que nem o Governador da Califórnia conseguiu fazer em Holywood, o homem grávido.

Diante deste tipo de propostas é que se questiona a profissionalização dos políticos. Um cidadão normal, não-político e, inserido no mundo real, dificilmente apresentaria um projeto destes.

Para baratear os alimentos, não podemos permitir a utilização de processos predadores da natureza. Muito menos anistiar agricultores que desmataram rios, encostas e morros. Reinhold Stephanes e a famosa bancada ruralista pretendem abaixar os preços aumentando as chances das distorções climáticas. Para reduzir os preços, que se aumentem as exigências ecológicas e as punições aos predadores.

Para decrescer ou eliminar o desmatamento, os créditos de carbono devem ser eliminados. 20% da emissão anual de gases-estufa vêm do desmatamento tropical.

O governo do Brasil é contra usar florestas para gerar créditos de carbono e propõe que o UN-Redd (Programa da ONU para redução de emissões por desmatamento e degradação) seja alimentado por doações voluntárias. Entretanto, Eduardo Braga do Amazonas acordou com Schwarzenegger investimentos no Brasil, e o seu Estado assinou com a rede Marriott.

Redução do desmatamento não pode gerar licença para poluir, muito menos acelerar o próprio desmatamento para possibilitar maior volume de recursos a negociar. “Existe uma preocupação com o saldo de desmatamento, em que a derrubada de uma parte da floresta é compensada com a conservação ou expansão de uma outra.” Joseph Zacune.

Para abater o desmatamento abatemos o crédito para poluir.

Para reduzir o risco advindo de economistas que fazem previsões erradas é necessário usar outros economistas e não, restringi-los ou ignorá-los, como pretende Clovis Rossi.

Nelson Barrizzelli, economista, não tem dúvidas que economistas notáveis e economistas militantes em organizações financeiras, consultados permanente e exclusivamente pela mídia, têm gerado as distorções ora evidenciadas.

“As previsões se equivalem a dos jogadores de búzios” segundo Rossi.

De acordo com Barrizzelli, dos notáveis, surgem previsões que os demais não as confrontam. Dos militantes, idem, e como a Economia vive de expectativas, os agentes econômicos passam a tomar decisões baseadas nestes cenários, muitas vezes distorcidos. E, exemplifica, que um empresário do mercado de luxo vai reduzir em 20% os números para 2009, em função das informações gerais, embora este ano continuasse crescendo 30%. Perguntado por que, respondeu que está seguindo a expectativa geral.

Portanto, para curar previsões comprometedoras o remédio é consultar economistas que estejam com a “barriga no balcão”, para usar uma expressão do varejo, que significa estar atento ao mercado no próprio mercado.

Para eliminar as bactérias poluentes do lago do Ibirapuera em SP é preciso inserir quantidade planejada das mesmas bactérias. É a biotecnologia criando um “blend” específico de microorganismos para melhorar a eficiência do sistema natural e despoluir o meio confinado.

Omar Grecco, diretor da Superbac, empresa nacional expertise de ponta, é quem nos concedeu estas informações. Grecco disponibiliza ainda esta tecnologia a São Paulo, gratuitamente, no ensejo de aproveitar a visibilidade deste lago e expor a sustentabilidade.

Valores em reais baixos e valores reais altos, este é um projeto esperto. Que tal executivo e legislativo de SP Capital ?

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e toda quarta-feira está aqui no blog oferecendo mais veneno para curar nossa falta de criatividade.