Promessa descumprida II: Nada de praça

 

Praça da Câmara sem reforma

Lixo espalhado, iluminação ausente, quadra esportiva e pista de skate sem manutenção. Foi assim que o ouvinte-internauta Marcos Paulo Dias encontrou a praça ao lado da sede da Câmara Municipal de São Paulo. É a segunda vez que a prefeitura não cumpre o prazo estabelecido para realizar a reforma que custaria cerca de R$ 800 mil. Em setembro do ano passado, quando a obra já teria de estar concluída, o gerente de obras da Emurb Norberto Duran disse que o atraso se devia ao fato de a prefeitura ter sido surpreendida com a necessidade de remover árvores frutíferas. Prometeu em entrevista ao CBN SP que em dezembro estaria tudo pronto (ouça aqui). Faltando apenas uma semana para se encerrar o ano, voltamos a cobrar da Empresa Municipal de Urbanização e ouvimos da assessoria de comunicação que até o dia 31 de dezembro a reforma seria entregue. Como você pode ver nas fotos feitas pelo Marcos, neste fim de semana, a situação não mudou em nada: “e tudo isso acontece diante dos olhos dos vereadores, será que eles não olham pela janela” – pergunta.

Vereadores cobram de diretora da Emurb críticas à Câmara

 

Convocada pela Comissão de Política Urbana da Câmara Municipal para falar sobre a publicidade nos relógios digitais, a diretora da Emurb e mentora do programa Cidade Limpa, Regina Monteiro, foi cobrada por vereadores pelas críticas que fez a aprovação de projeto de lei que permite a “pichação eleitoral”, na campanha de 2010.

Em agosto, quando o projeto foi aprovado, Regina Monteiro falou ao CBN São Paulo e discordou da opinião de vereadores que haviam saído em defesa da lei que autorizava a propaganda eleitoral em muros e fachadas de prédios (Leia post neste blog). A opinião dela causou constrangimento principalmente na bancada do PSDB que havia publicado apoio as mudanças que tornariam mais frágeis as regras do programa Cidade Limpa, o mais significativo da gestão Gilberto Kassab (DEM).

Regina Monteiro "enquadrada" na Câmara (Foto: site da CMSP)

Segundo fontes da Câmara, desde lá alguns vereadores queriam “enquadrar” Regina Monteiro e teriam decidido fazê-lo através da convocação para a comissão de política urbana sob a justificativa de discutir a lei que permitirá publicidade nos relógios digitais. O ressentimento em relação as críticas da diretora do Emurb ficou evidente já na fala do vereador tucano Juscelino Gadelha que não escondeu seu incomodo com a entrevista concedida ao CBN São Paulo. Outros colegas também entraram no tema com a intenção de justificar o projeto de lei aprovado há três meses.

Sobre o mobiliário urbano, algumas informações com base no que foi publicado no site da Câmara Municipal:

“A diretora da Emurb revelou a intenção de aumentar o número de relógios digitais instalados no município. Hoje, existem 330 unidades instaladas ao longo das ruas e avenidas; a intenção é chegar a mil. Segunda Regina, o objetivo é ter informações de trânsito, de alagamento e de clima. “A finalidade é ter mais tecnologia, que possa ser de interesse público; queremos ver se a publicidade nestes equipamentos pode arcar com os custos”, disse.

Ela ainda ressaltou que existe a intenção da Emurb em debater um Plano Diretor de Paisagem Urbana, com o intuito “de apresentar um diagnóstico da cidade para informar o que a população espera de seu município em relação ao urbanismo.”

Emurb diz que árvores atrasaram obra na Câmara

 

Praça da Câmara Municipal de São Paulo

Árvores frutíferas que exigiram cuidados especiais foram a justificativa da Emurb para o atraso nas obras de “requalificação paisagística no entorno da Câmara Municipal”. O gerente de obras da Emurb Norbeto Duran não foi capaz de explicar, porém, o motivo de o projeto de compensação ambiental não ter sido estudado antes da assinatura de contrato para execução da obra. Na entrevista ao CBN SP, ele disse que a responsabilidade pelo trabalho de compensação é da Subprefeitura da Sé que não teria feito a parte dela.

A denúncia sobre a falta de manutenção do local e da paralisação da obra de mais de R$ 800 mil foi feita pelo colaborador do Blog do Milton Jung, Marcos Paulo Dias, em post publicado nessa terça-feira. Apesar do dinheiro que está sendo investido pela prefeitura, a praça poderá sofrer novas modificações assim que o projeto de renovação do prédio da Câmara Municipal for autorizado.

Ouça as explicações de Norberto Duran, da Emurb

E mais Paulista

Placas na Paulista

A nova sinalização na Avenida Paulista atende a demanda de pedestres que reclamavam da dificuldade para identificar o nome das ruas. A placa ficará nos protetores de ferros colocados nas esquinas, conforme imagem acima. “Aproveitamos e inserimos as primeiras plaquinhas em braile com todos os dados da rua”, explica Regina Monteiro, da Emurb. Segundo ela o projeto é um antigo sonho do órgão que pretende estender à toda cidade de São Paulo