Empresário reclama de falta de apoio à tecnologia verde

 

A falta de incentivo para o desenvolvimento de tecnologia verde é reclamada por um dos sócios da primeira empresa brasileira a produzir painéis e placas solares com a finalidade de produzir eletricidade. Milton Machado, da Solar Solution, explica que o equipamento é feito de material plástico e há necessidade de importar as células fotovoltáicas da China. “O único incentivo que temos é a isenção do ICMS sobre a importação dessas peças, fora isso nenhuma ajuda dos governos federal e municipal”.

Milton escreveu e-mail para o Jornal da CBN após ouvir minha conversa com o Sérgio Abranches, no Ecopolítica, no qual comentávamos sobre a necessidade de se investir em tecnologia verde. Ele queria mostrar as barreiras que ainda se precisa superar para que se desenvolva uma indústria robusta neste segmento, no Brasil.

As placas solares e geradores eólicos, fabricados pela Solar Solution, alimentam baterias estacionárias de 12 volts e, posteriormente, são transformadas em 110 ou 220 volts em corrente alternada para utilização geral. Apesar destas restrições, além das placas de 70 e 140 watts , a empresa também fabrica lâmpadas LEDS.

Kit para o apagão da Eletropaulo

 

Kit sobrevivência

A dificuldade da AES Eletropaulo de prestar serviço de qualidade em um momento de emergência na cidade, não tirou por completo o bom-humor do cidadão. O ouvinte-internauta Rafael Castellar Neves sugeriu incluir no kit de sobrevivência do paulistano um rádio e um lampião – foi assim que ele se virou para enfrentar os dois dias de escuridão na casa em que vive.

Uma atitude mais digna da Agência Nacional de Energia Elétrica cobrando providências da Eletropaulo, a punição da concessionária incapaz de atender a demanda neste período de chuva forte e investimentos no sistema energético de São Paulo pelo Governo do Estado também ajudariam.

Como será o carro do futuro ?

 

Motores mais econômicos, carros mais leves, mais compactos e com materiais menos agressivos ao meio ambiente fazem parte do desenho do carro do futuro. Couro, metal e plástico estão sendo substituídos por produtos oriundos do coco, por exemplo (veja a foto enviada por um ouvinte-internauta sobre o tema).

De acordo com o presidente da Sociedade da Engenharia da Mobilidade do Brasil, Besaliel Botelho, os veículos produzidos atualmente são 10 vezes menos poluentes do que aqueles colocados no mercado na última década. Para o engenheiro, o Brasil está na vanguarda do desenvolvimento de motores mais limpos e o maior exemplo é a criação do carro flex. Segundo ele, enquanto outros países tem a necessidade de investir muito dinheiro na eletrificação ou na tecnologia para veículos híbridos, o Brasil já tem uma solução para a redução do CO2, nos próximos 10 anos, com os motores a etanol e biodiesel.

Ouça a entrevista de Besaliel Botelho, presidente da Sociedade da Engenharia da Mobilidade do Brasil

Máquina transforma lixo em energia

 

Um equipamento capaz de transformar lixo orgânico em energia elétrica, desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Catarina, poderia reduzir a quantidade de material despejado nos aterros sanitários. Só a capital paulista gera 15 mil toneladas de lixo, dos quais 9 mil são resíduos domiciliares. E um dos grandes problemas atuais, nas grandes cidades brasileiras, é a falta de espaço para acumular os dejetos, pois sequer terrenos para aterros sanitários são encontrados.

O processo que já estaria sendo implantado na cidade de Matozinhos, em Santa Catarina, envolve a utilização de um sistema de microondas que pela primeira vez é aplicado para esta finalidade. Saiba mais ouvindo a entrevista do epsquisador Vanner Luiz Jahn, ao CBN SP