Alunos usam bicicleta para ir a escola

Bogotá tem sido exemplo para a melhoria do espaço urbano desde que a cidade assumiu o compromisso de melhorar a qualidade de vida dos seus moradores. A presença de entidades civis cobrando do poder público medidas coerentes e sustentáveis fez, por exemplo, que por lá se desenvolvesse projeto que incentiva o uso da bicicleta para as crianças irem a escola.

A ideia foi apresentada a diretoria do Colégio Véritas, em Sorocaba, pelo ativista André Pasqualini, um dos organizadores da Bicicletada, que ocorre toda última sexta-feira do mês, na avenida Paulista. Soube pelo Blog FelizCidadeFeliz, do ouvinte-internauta Roberto Neumann que, nesta semana, o programa foi lançado na cidade que fica próxima da região metropolitana de São Paulo:

Hoje, o colégio Véritas, em Sorocaba, provou isto ao lançar o projeto “Caminho para a Escola”. Agora, os alunos têm a opção de ir para a escola pedalando, acompanhado por monitores que fazem um itinerário – como as vans – e vão encontrando com os alunos e suas bikes pelo caminho. Na hora de ir embora é a mesma coisa: um itinerário, um monitor e a crianças com suas magrelas percorrendo o trajeto até a porta de casa. Para os pais mais corujas e superprotetores é possível acompanhar o filhote. Pedalando, claro! (trecho reproduzido do blog FelizCidadeFeliz)

As peruas da fila dupla

Com o retorno da garotada às aulas, o trânsito se complica na cidade. Muito mais carros deixando suas casas mais cedo e ao mesmo tempo. Nas ruas próximas das escolas a movimentação é intensa. E o desrespeito, também. A jornalista Paula Calloni Do Blog Jabuticaba Brasil descreve a experiência de uma mãe que leva os filhos no colégio de carro e quer cumprir a lei. Reproduzo o texto aqui no blog e o convido a visitar o trabalho da Paula lá no Jabuticaba Brasil que tem um “olhar atendo as pequenos detalhes da vida”:

Começa mais um ano escolar e com ele, entram em cena novamente as peruas da fila dupla.

Explico: todos os dias busco meus filhos na escola onde estudam, em Moema. Há anos cumpro essa rotina, mas ainda não me conformei com a falta de sensatez e civilidade de certos pais, que pagam por uma educação particular, mas na frente dos próprios filhos, dão péssimos exemplos de cidadania e civilidade.
A escola deles provê um esquema de fila de carros, autorizada pela CET e que dá a volta na quadra. Seguranças se comunicam por rádio. Anunciamos os nomes das crianças e a saída deles é autorizada, assim que nos aproximamos do portão principal.
Isto não significa que eu deva parar EM FRENTE ao tal portão, porque meus filhos são capazes de andar um metro e meio ou dois pra chegar ao carro. Mas alguns pais, mães, principalmente, não pensam assim. Muitas vezes os filhos já são marmanjos de pernas peludas, adolescentes, mas os pais insistem em parar seus carrões último tipo em frente ao portão, geralmente em fila dupla, atravancando todo o trânsito já complicado de Moema. Grosseiramente berram o nome do filho, não sem antes arremessar suas bitucas de cigarro na calçada.

São as “peruas” da filha dupla: cabelo tingido, blusa de oncinha, brincos dourados enormes, óculos escuros idem. O carro quase sempre importado. Nada contra a ostentação…não é problema meu. Mas parece que a falta de educação tem sempre a mesma imagem peruesca, comprovando a tese de que educação nem sempre tem a ver com classe social.

Sou turrona: na minha frente, ninguém fura fila. Não deixo mesmo. Não acho justo.

A CET não dá refresco. Mas já que não pode ajudar mais, poderia ao menos não atrapalhar. No segundo semestre de 2008, ampliou as áreas onde é proibido estacionar e nós, pais que agimos direito, ficamos sem alternativa. E dá-lhe fila.

Tenho sugerido à escola que chame estes tipos de pais para uma conversa. Afinal, civilidade vem de berço, como dizia a minha avó. Se as tais “peruas” continuam assim, certamente seus “peruzinhos” seguirão o mesmo caminho.

Conselho de Alimentação já havia denunciado problema na merenda escolar

Com visitas às escolas da rede municipal, o Conselho de Alimentação Escolar já havia constatado problemas na qualidade da merenda escolar servida pelas empresas contratadas pela prefeitura de São Paulo, no ano passado. Na época, teria sido demonstrado que as escolas que mantinha serviço de merenda próprio ofereciam alimentação melhor aos alunos. Além disso, as merendeiras nas escolas onde o atendimento é terceirizado eram incentivadas a economizar na comida e ganhavam um bônus das empresas. Segundo o vice-presidente do conselho, José Ghiotto Neto, o que surpreendeu agora foram as denuncias de fraude feitas pelo Ministério Público do Estado.

Ghiotto, que representa os professores no órgão, lembra que o levantamento feito em 2008 foi levado à Câmara Municipal mas os vereadores não deram importância aos dados coletados. Ele reclama, também, da falta de estrutura e participação no Conselho de Alimentação Escolar.

Ouça a entrevista de  José Ghiotto

Reforma meia-boca incomoda comunidade escolar

POR FORA BELA VIOLA,

Escola meia-boca

POR DENTRO PÃO BOLORENTO

Escola meia-boca

Velho ditado que quase se aplica as condições da Escola Estadual Doutor João Ernesto Faggin, na Vila Clara, na zona sul de São Paulo, segundo o ouvinte-internauta Everaldo Gaspar. Digo quase, porque as imagens só puderam ser feitas da fachada do prédio e das demais paredes nas partes lateral e de trás. Por dentro, não havia como fotografar já que a escola está fechada. A reforma foi feita no segundo semestre para que a escola estivesse pronta na volta às aulas, neste mês. Foram gastos pouco mais de R$ 198 mil no local.

De acordo com Everaldo, já houve pedido à Fundação Para o Desenvolvimento da Educação – FDE para que explicasse porque “ os serviços foram executados de qualquer modo”, mas até agora não recebeu nenhuma informação.

Agora o outro lado

A Secretaria Estadual de Educação, de São Paulo, enviou a seguinte resposta:

“Sobre a reclamação enviada ao Jornal da CBN desta segunda-feira pelo ouvinte Everaldo Gaspar, sobre a escola Doutor João Ernesto Faggin, a Secretaria de Estado da Educação esclarece que no segundo semestre de 2008 a unidade passou por ampla reforma no valor de R$ 198 mil (lista abaixo). A unidade está em perfeito estado para que os estudantes sejam recebidos em 11 de fevereiro. Nesta semana a escola iniciará pintura, com mais R$ 7 mil de investimentos. A unidade foi totalmente reestruturada e está à disposição da equipe da CBN e do ouvinte. Este mesmo ouvinte já tem reunião agendada com a direção da escola para a próxima sexta-feira, na qual receberá informações sobre as obras. A escola não está fechada – seus funcionários estão trabalhando, mas sem movimentação de alunos, que estão em férias.

O que foi reformado na escola

 Instalações elétricas, substituição de telhas, desentupimento da rede de esgoto, troca de piso e portas dos banheiros, substituição de vidros, reforma da quadra com substituição de equipamentos esportivos (travas e tabelas), reconstituição parcial de muro de fechamento, instalação de alambrado no pátio, entre outros.”

Notas do jornalista:

Três imagens foram enviadas anexas a mensagem, nenhuma delas desmente o que foi registrado pelo ouvinte-internauta Everaldo Gaspar;

Causa estranheza saber que a escola dará início a pintura com gastos de mais R$ 7 mil, pois aparentemente já foi pintada em algumas paredes, inclusive naquelas em que há pedaços de ferro à mostra;

A expressão a “escola estava fechada” foi usada por este escrivinhador e não pelo reclamante. Este disse, em mensagem, que ele não tinha tido acesso ao interior da escola;

Que este ouvinte e todos os demais pais e estudantes sejam sempre atendidos como promete a Secretaria Estadual de Educação.