Varejo físico e virtual juntos e na moda

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Um novo formato de loja de moda em que após o processo convencional de escolha e venda o consumidor recebe a mercadoria comprada, em casa, tem despontado como novidade aprovada no varejo.

 

É um sistema que se destaca pela aceitação de um segmento de consumidores e por facilitar alguns itens do processo de comercialização tradicional.

 

O perfil do cliente para esse formato não é único. Ao juntar a experiência física de compra com a potencialidade de alternativas do virtual, serve tanto ao consumidor da geração 4D quanto ao conservador, que requer o contato com o produto e com a vendedora.

 

Sob o aspecto do processo de abastecimento, há um passo significativo para resolver um dos maiores problemas do varejo: a previsão de vendas da loja. A esse respeito, Eliya Goldrat, um dos maiores autores sobre processos industriais e comerciais, coloca o “gargalo” na indústria e a “previsão de vendas” no varejo como os grandes desafios destes processos.

 

Historicamente, esse formato de loja virtual na loja física surgiu há cerca de 20 anos, quando do primeiro boom da internet. Embora sem resultado positivo. Ainda era a época da miopia de marketing em que se dizia que roupa nunca seria vendida pela internet.

 

Da C&A, que foi uma das precursoras deste formato no início deste século até a AMARO, a nova pioneira, e a BASICO.COM tivemos uma evolução, ou melhor, uma revolução de hábitos e tecnologia que explicam o insucesso de ontem e o sucesso de hoje.

 

Para quem aposta nos multicanais e está atento ao “omni-channel” e ao “unified commerce” é aconselhável acompanhar mais este formato.

 

Sem miopia.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung