Observatório avalia desempenho dos vereadores de São Paulo

 

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Um desafio das organizações sociais é a criação de critérios objetivos para monitorar a qualidade do trabalho legislativo, especialmente quando o foco é a cidade, ou seja, a câmara municipal e os vereadores. Em São Paulo, tenho assistido a esse esforço desde os primeiros rankings publicados pela ONG Voto Consciente —- que deixaram de ser realizados pela falta de concordância nos elementos que se deve levar em consideração no momento da avaliação.

 

Semana passada, foi a vez do Observatório Social do Brasil — São Paulo, que apresentou os primeiros dados levantados pelo projeto Monitoramento do Legislativo, criado pelos professores Humberto Dantas e Luciana Yeung. A metodologia desenvolvida pelo Observatório —- ou pelos observadores —- indica se o legislador cumpre sua função a partir de quatro eixos:

 

Promovedor, quando exerce seu papel de legislar

 

Cooperador, quando aprova temas de interesse da Prefeitura favoráveis à cidade

 

Fiscalizador, quando fiscaliza o Poder Executivo

 

Transparente, quando permite que o cidadão tenha atuação e proximidade com o parlamento.

 

O ideal é que o vereador atue bem nas quatro áreas, propondo leis, votando projetos de interesse da cidade, cobrando informações da prefeitura e oferecendo suas informações ao cidadão.

 

De forma geral, a Câmara de São Paulo, nos dois primeiros anos desta legislatura, teve melhor desempenho nas funções fiscalizadora e de transparência—- mesmo que não tendo atingido a área de excelência na pesquisa. O pior resultado ficou na execução de seu papel de promovedor, curiosamente a função talvez que o cidadão mais reconheça no vereador.

 

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Em 2018, 47% das propostas se enquadraram como sendo de baixo impacto, que são projetos que se referem a datas comemorativas, homenagens e nomes de rua. Um padrão nos legislativos municipais em todo o Brasil.

 

Poucas propostas tiveram como objetivo a transparência e o combate à corrupção, foi o que constatou o levantamento. Poucas mesmo: apenas 17 no caso de transparência, apenas 26, no combate à corrupção.

 

No somatório de projetos apresentados, independentemente da complexidade, houve uma queda pela metade no número de projetos apresentados entre o primeiro (1.638 projetos) e o segundo ano (885 projetos) do mandato. Uma explicação possível: no primeiro ano de legislatura, os vereadores, especialmente os novatos, apresentam uma quantidade enorme de projetos de lei que serão discutidos e votados (ou não) ao longo dos quatro anos —- o que levaria a redução no ritmo de proposições no restante do mandato.

 

A apresentação de dados na semana passada foi marcada por discussão com especialistas e interessados no tema, além de ter contado com a presença de apenas dois dos 55 vereadores de São Paulo: José Police Neto e Soninha Francine. E eis aqui mais uma coisa que não me surpreende em todo este tempo que acompanho a política municipal. Geralmente são sempre os mesmos parlamentares que aceitam participar dessas discussões sobre a qualificação do legislativo. É uma pena, pois a colaboração dos demais vereadores ajudaria e muito a melhorar o desempenho da Casa e, especialmente, a inspirar o cidadão no acompanhamento do trabalho legislativo — o que me parece não é do interesse da maioria deles.

 

Diante das discussões realizadas, o Observatório anuncia, em seu site, que decidiu complementar a apresentação com elementos de análise dos números levantados pela equipe mas que apresentará o estudo completo ainda neste mês e outubro.

 

Vale muito olhar com cuidado esse trabalho. Ano que vem, tem eleição municipal. E esses vereadores que aí estão vão correr atrás do seu voto. Será que eles merecem? Você decide.

Conte Sua História de São Paulo 465 anos: muito frio, pouca roupa e uma tremenda vontade de ser alguém na vida

 


Por Edileide Koller
Ouvinte da CBN

 

 

Tenho um orgulho danado de ser umbuzeirense. Nasci em uma casa bem grande, onde da metade para trás pertencia a Pernambuco e da metade para frente, a Paraíba. De Umbuzeiro, minha família e eu, com 4 anos, fomos morar em Orobó, cidade mais próxima e totalmente pernambucana, para que meus irmãos mais velhos pudessem estudar no ginásio. Quando eu tinha 9 anos, fomos morar em Recife — novamente por conta dos estudos dos meus irmãos que deveriam fazer faculdade para “ser alguém na vida”.

 

A partir daí, segue essa história que sempre me faz derramar um líquido salgado pelo rosto. Um típico exemplo de desigualdade no Brasil, pelo tanto de força e determinação que eu tinha para “vencer na vida”. Na época não entendia bem isso. Como é bom às vezes não entender bem o que se passa a nossa volta. Eu só tinha a certeza de que tudo dependia de mim, que se eu me esforçasse bastante, muito mesmo, eu conseguiria. Infelizmente, não é bem assim. Precisamos de oportunidade também. Faltou! Chorei agora. Literalmente chorei muito.

 

Pois bem, foi no Recife que comecei faculdade de Economia na UNICAP – Universidade Católica de Pernambuco e, no 3º ano, decidi morar em São Paulo a convite do meu querido irmão Walmir, que lá morava. Cheguei em 1987, com 22 anos.

 

São Paulo do frio, da garoa, do consolo. Cidade grande, linda, cheia de cinemas, teatros e parques. Cada dia mais a cidade me encantava e me seduzia. São Paulo sempre foi palco de grandes movimentos, sede de multinacionais e renomadas universidades. Me empolguei.

 

Sabe aquela guerreira nordestina, que sabia o que queria? Vencer na vida! Consegui uma transferência da faculdade para a PUC, de manhã. Não tinha como pagar. Consegui uma transferência para a FMU, à noite.

 

Comecei a trabalhar na primeira chance de emprego. Recepção.

 

Mas estava em São Paulo. Quantos queriam estar…

 

Um dia, em plena Avenida Paulista, voltando da faculdade para casa, o termômetro marcava 10 graus. Muito frio, pouca roupa. Muita fome, pouco dinheiro. E eu me perguntei se não era melhor estar no calor da casinha da minha mãe, tomando sopa de feijão e com a barriga cheia, lá no Recife. Realmente um dilema, porque só vivendo isso para saber.

 

Mas estava em São Paulo. Quantos queriam…

 

Somente em São Paulo, percebi o quanto era limitada, o quanto não sabia das coisas, o quanto tinha que correr contra o tempo para conquistar meus objetivos. O quanto tinha que ler, estudar, acordar cedo, dormir tarde e me privar de fazer lanches no meio da manhã e no meio da tarde. Mas as oportunidades eram maiores. Mesmo relativizando porque os salários em São Paulo são maiores, mas o custo de vida também. Tem mais empregos, mas a demanda por emprego é maior.

 

E eis que, no meio disso tudo conheci Celso. 1989.

 

Ufa!!! Um namorado. Pelas nossas diferenças, não sei como ficamos juntos. Devo ter conquistado aquele coração alemão pelo tanto de amor que tinha para dar e faltava a quem. E enchi o homem de amor. Até hoje, quase 30 anos.

 

E em São Paulo posso dizer que vivi os melhores momentos da minha vida. Me formei, trabalhei, casei, construí uma família linda, ganhei minhas duas meninas, Beatriz e Letícia. Conquistei coisas importantes da vida.

 

Pois bem, essa é a resumidíssima história sobre minha chegada a São Paulo. O tempo muda nossas perspectivas, nossos pensamentos e hoje não somos o que éramos há um ano, quanto mais há 30 anos. Mas mantive um pensamento que tenho desde pequena, desde sempre. O conhecimento é a principal riqueza. Através dele você faz conquistas e as mantêm. Durante todo esse percurso que acabei de contar, tentei aprender o máximo que pude, dentro das minhas possibilidades. E aprendi que nunca é tarde para isso. Eu não paro.

 

Ah, São Paulo! Quantos queriam…

 

Edileide Koeller é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Participe desta série especial de aniversário: envie seu texto agora par contesuahistoria@cbn.com.br

Varejo internacional no Brasil: fracasso e oportunidade

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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As grandes marcas do varejo mundial de moda não passam por um momento de sucesso no mercado brasileiro.

 

A consultoria SONNE Consultoria apresenta estudo sobre as principais operações internacionais e seus desempenhos, em reportagem publicada no Blog “O negócio do varejo”:

 

C& A, desde 1976, hoje baixa os preços e anuncia fechamento de 12 lojas.
Zara, que começou em 2000, oferece produtos para as classes A e B, enquanto no exterior atende B e C.

 

Kate Spada ficou 5 anos e fechou as 8 lojas.

 

Gant começou em 2008 e findou em 2014. Planejava abrir 20 unidades.

 

Topshop abriu sua primeira loja em 2012 e com problemas de custo de ocupação saiu em janeiro deste ano fechando as 3 unidades.

 

Gap veio em 2013 tendo o Gep (Cori e Luigi Bertolli) como máster franqueado. Está em Recuperação Judicial culpando o alto custo da importação.

 

Forever 21 chegou em 2014 e, hoje, se especula que apresenta baixa rentabilidade.

 

H & M abriu empresa em São Paulo, em 2014, e desistiu alegando altos custos de instalação, manutenção e importação.

 

A Sonne Consultoria, através de seu diretor Maximiliano Bavaresco, afirma que o ambiente no Brasil dificulta a operação do grande varejo:

 

“esses modelos de negócios dependem de uma cadeia de produção e de um sistema de logísticas muito eficientes, com capacidade de entrega e adaptação a mudanças na demanda que não temos”.

 

“Se optam pela importação o problema é maior, pelo câmbio, pelas tarifas e pela burocracia”.

 

Acredito que falta uma questão: será que além de neutralizar os entraves apontados, operacionais e burocráticos, essas empresas não deveriam se adaptar ao consumidor brasileiro?

 

O português José Neves, CEO da Farfetch, um e-commerce de sucesso global, entrevistado por Jorge Grinberg no mesmo blog afirma:

 

“O comportamento do consumidor brasileiro é muito distinto, aqui ele demanda muito mais serviços como compras parceladas, personal shoppers, entre outros”.

 

À observação de Neves, podemos acrescentar o exemplo nativo da Renner, que se transforma em varejo responsivo às demandas do consumidor atual, com sortimento, preço adequado e serviços.

 

Culpar o mercado que se quer conquistar em vez de estudá-lo certamente não é o caminho do sucesso.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Jovens não acreditam em aposentadoria e desafiam mercado de trabalho

 

 

Em arquivos pessoais, guardados em um dos muitos discos rígidos que mantenho em casa, encontro gafe cometida em entrevista à TV Câmara pelo então presidente da Casa, deputado Severino Cavalcanti. Diante da acusação de irregularidades cometidas por ele, acabara de se reunir com líderes dos partidos e sacado da maleta um pacote de medidas para o País, aquilo que os políticos costumam chamar de agenda positiva. Das medidas que Cavalcanti listou durante a entrevista, antes de sofrer um “apagão”e interromper a conversa ao vivo com o jornalista da emissora, estava a necessidade de o Brasil fazer a reforma da Previdência.

 

A gravação é de 2005 e pouco tempo depois Cavalcanti renunciou ao cargo para escapar da cassação por cobrar propina de R$ 10 mil por mês do dono de um dos restaurantes da Câmara dos Deputados. Pouco mais de 10 anos depois do ocorrido, o ex-deputado está com 84 anos e afastado da política. E a reforma da previdência segue sendo uma promessa não cumprida.

 

Com o governo em exercício de Michel Temer, o tema voltou à pauta. E sofre os mesmos ataques: mudanças nas regras não podem prejudicar quem já está dentro do sistema; aumento da idade mínima não resolverá as contas da previdência; o combate a fraudes e desvios seria suficiente para equilibrar o caixa; e mais uma série de afirmações que são usadas para que tudo fique como está.

 

Gente de primeira linha já mostrou por A + B que a previdência não resiste por muito tempo se não houver mudança no cálculo da aposentadoria e países – mundo afora – já deram mostras da encrenca que se aproxima aqui no Brasil. Prefiro, porém, deixar para quem entende profundamente do tema que use os argumentos mais apropriados para que a reforma avance.

 

Estou aqui lembrando do assunto pois leio, em O Globo, que 12% dos jovens entre 20 e 34 anos esperam trabalhar até morrer, segundo pesquisa feita pelo Manpower Group e pela Reputation Leaders, com 19 mil millennials (a geração que nasceu a partir de meados da década de 1980).

 

O Japão é o país com a maior porcentagem de entrevistados que não esperam se aposentar. São 37%, pouco mais de duas vezes o índice do segundo colocado, a China (18%). A Grécia, que deixou-se quebrar para depois fazer mudanças radicais nas regras da previdência, aparece em terceiro lugar, com 15% – informa a reportagem que você pode ler aqui.

 

O Brasil, diz a pesquisa, ocupa a 12a colocação: 10% dos jovens acreditam que vão trabalhar a vida toda, sem conseguir se aposentar. Um dado interessante é que de 60% a 69% dos millennials brasileiros estão confiantes ou otimistas com as perspectivas de suas carreiras.

 

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Vale a pena ler a pesquisa completa pois há outras informações importantes sobre o comportamento dos millennials em relação ao mercado de trabalho

 

O resultado deste estudo, em relação a perspectiva de aposentadoria, nos aponta para algumas verdades.

 

A primeira, e mais óbvia, é que há descrença quanto as regras da previdência pública, pois poucos acreditam que poderão contar com o dinheiro da aposentadoria para se manter.

 

A segunda é que precisaremos urgentemente pensar como o mercado de trabalho será capaz de acolher essa mão de obra. Se os jovens acreditam que terão de trabalhar até ficarem velhos (na melhor das hipóteses, muito velhos), onde estarão os empregos para os mais jovens que continuarão chegando a esse mercado?

 

Definitivamente, a discussão do Trabalho e da Previdência não tem mais espaço para gafes, esquecimentos e manobras nem pode ficar refém de políticos sem compromisso com o futuro.

Quem somos, para onde vamos? O que será?

 

Por Julio Tannus

 

 

Nos anos 1980 participei de um estudo, coordenado pela França e com tecnologia desenvolvida pelos franceses, sobre tendências socioculturais. A Europa e alguns países da América do Norte e do Sul foram objeto deste estudo, para responder a seguinte questão: quem somos e para onde vamos? Na França, François Mitterrand, e na Argentina, Raul Alfonsín, ambos candidatos à presidência de seus respectivos países, utilizaram dos resultados para planejar a comunicação de campanha.

 

No Brasil, várias empresas multinacionais pautaram suas estratégias de comunicação seguindo as linhas sugeridas pelo estudo. A partir da questão proposta, o cerne de nossa personalidade foi caracterizado como “individualista expressivo”. E assim explicado porque nossas instituições não davam conta de nossas realidades.

 

Conforme já citei aqui, para o autor João Cruz Costa, em seu livro “Uma Contribuição à História das Ideias no Brasil”, nossa questão institucional remonta aos anos 1.500. Em seu pensamento, o Brasil desde sempre se vê envolto nessa mesmice: “as instituições brasileiras não dão cabo de sua realidade”. Em seu esforço de compreensão dessas dificuldades conjectura se elas não seriam consequência das razões de nossa origem brasileira, ou seja, pelo fato de a fundação de nossa nacionalidade ter sido cunhada sob a égide de fatores puramente mercadológicos – o nome Brasil vem da exploração de pau-brasil.

 

A única instituição que razoavelmente dava conta de nós, nessa ocasião, era o emprego. Os tempos se passaram, e o mundo mudou. Hoje, como nos diz o sociólogo Zygmunt Bauman, experiência e maturidade que eram garantias no emprego, não tem mais vez. O que vale é “o aqui e agora”. Assim, qualquer um, a qualquer momento, pode estar sendo descartado de seu emprego.

 

E aí eu pergunto: o que será esse movimento nacional de protestos? Será que finalmente acordamos? Será que iniciamos um movimento para reivindicar instituições que abarquem nossa coletividade? Instituições que efetivamente reflitam o que somos e o que reivindicamos?

 


Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada e co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier). Escreve no Blog do Mílton Jung às terças-feiras.

A gente não quer carro, quer se deslocar

 

Este texto foi escrito, originalmente, para o Blog Adote São Paulo, da revista Época São Paulo

 

Ônibus atrasado, passageiro no ponto

 

Ter carro próprio é sonho que se equivale ao da casa própria, com a vantagem de que os governos sucessivamente criam políticas que facilitam o acesso ao automóvel. O garoto próximo de completar 18 anos já vislumbra ganhar um modelo zero quilômetro do pai se passar no vestibular. A marca e os acessórios podem significar ascensão social no grupo em que vive e mudar seu relacionamento com os amigos (e amigas, principalmente). Esta cultura que impera no Brasil tem peso significativo na nossa qualidade de vida com a piora da poluição ambiental, doenças pulmonares graves e riscos à vida. O ambiente urbano está entupido, cenário que não se resume às grandes cidades. Médias e pequenas também enfrentam esta dificuldade e ouvem reclamações de seus moradores que pedem mais investimento em avenidas, pontes e asfalto.

 

Pesquisa do Instituto Akatu, que prega o consumo consciente, porém, revela mudança de comportamento no cidadão, talvez pelo esgotamento do modelo anterior. Ao ouvir cerca de 800 pessoas, de todas as classes sociais e em diversos Estados, descobriu que antes de ter um carro, o brasileiro quer mesmo é ter o direito de se deslocar pelas cidades com segurança, conforto e flexibilidade. Em uma escala de 0 a 10, a mobilidade alcançou índice de 7,9, enquanto ter carro próprio, 4,9. De acordo com os dados, até mesmo para quem não usa carro próprio em seu cotidiano (82% dos entrevistados), a preferência é fortemente em favor da mobilidade (7,7). “O resultado da pesquisa é uma prova do equívoco que são as políticas públicas que priorizam os carros. As pessoas podem ter carro, mas antes de serem proprietárias de automóveis, elas querem eficiência no transporte”, me disse o diretor-presidente do Akatu, Hélio Mattar.

 

A implantação de corredores de ônibus e faixas exclusivas para o transporte público, medidas de baixo custo que reduzem o tempo de deslocamento e oferecem mais conforto aos passageiros, têm de ser prioridade. Importante, também, dar mais velocidade aos projetos de ampliação das redes de metrô e trem, para atender a demanda crescente da população. Nessa quinta-feira, em Brasília, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunatti (PT), que assumiu a Frente Nacional dos Prefeitos, defendeu a união dos governos federal, estadual e municipal no sentido de desonerar o setor de transporte e aumentar os investimentos, tornando as passagens de trem, metrô e ônibus mais acessíveis.

 


Conheça a pesquisa “Rumo à Sociedade do Bem-Estar”, do Instituto Akatu