Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: quando a comunicação em excesso vira incômodo

Foto de Czapp u00c1rpu00e1d on Pexels.com

A exposição constante pode enfraquecer uma marca. Quando a comunicação ultrapassa o limite, ela deixa de gerar lembrança e passa a provocar rejeição. Esse foi o ponto de partida do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, no Jornal da CBN, com Jaime Troiano e Cecília Russo.

A ideia de que “quanto mais aparece, mais forte a marca fica” ainda circula no mercado. A prática mostra outra coisa. A superexposição gera cansaço. “Quando uma marca não sai da sua frente, ela não vira lembrança. Vira incômodo”, alertou Cecília. O consumidor não se sente lembrado; sente-se invadido. Alerta no celular, e-mail, SMS, WhatsApp e redes sociais ampliaram os canais, mas também ampliaram o risco de excesso.

O efeito aparece no comportamento cotidiano. Silenciar marcas nas redes, desativar notificações ou bloquear mensagens virou hábito. “Hoje, silenciar uma marca virou uma forma de auto-respeito”, disse Jaime. O gesto protege o tempo e a atenção — dois recursos escassos. Nesse cenário, branding deixa de ser disputa por visibilidade a qualquer custo e passa a ser construção de respeito.

Outro ponto sensível é a intimidade artificial. Marcas que tentam se passar por “amigas”, adotam gírias e simulam proximidade forçada costumam gerar estranhamento. A confiança não nasce de emojis ou de excesso de informalidade. Ela se constrói com coerência, eficiência e consistência. Nem toda marca precisa ser próxima; muitas precisam, antes, ser claras e confiáveis.

Há, também, o outro extremo. A ausência total de comunicação causa estranheza. Na pandemia, marcas que desapareceram do radar foram sentidas. Comunicação, no seu sentido básico, informa o público sobre o que é relevante. O desafio está no equilíbrio. Não é entupir nem deixar no vácuo. É dosar.

O caminho proposto é simples e exigente ao mesmo tempo. Não é falar mais, é falar melhor. Não é estar em todo lugar, é ser legítima onde está. Não é automatizar tudo, é colocar intenção em cada contato. A metáfora do coquetel ajuda a entender: quem fica parado é visto; quem gira freneticamente vira distração. Marcas que exageram acabam parecendo “mosca de padaria”, pulando de um espaço a outro sem propósito.

A marca do Sua Marca

Marca forte não grita. Respeita. Presença sem propósito vira ruído e não constrói valor. Cuidar da atenção das pessoas, gerando valor em cada contato, é o aprendizado central do comentário.

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo.

A insuportável intensidade

Por Nina Ferreira

@psiquiatrialeve

Ilutração criada por Dall-E

Muita alegria, muita energia, muito prazer.

Muita tristeza, muita raiva, muita dor.

Tudo que é intenso… machuca.

O cérebro não suporta o “muito” por longos períodos ou com muita frequência.

Independentemente se o sentimento é positivo ou negativo, o “muito” cansa os neurônios, mata sinapses, fadiga o cérebro.

Comece a treinar a satisfação na temperança.

Moderação, tendência ao equilíbrio…

Percebeu os excessos?

Pondere. Puxe de volta para o centro e encontre a alegria de estar na sobriedade e no desapego.

Quem comanda é você. Não são as emoções que te dominam – é você que decide como agir.

Mostre quem manda. Ponha ordem na casa. Eduque seu cérebro como se educa uma criança que não tem limites, que vive tudo no “muito”.

Qual a recompensa?

Felicidade. Aquela sensação duradoura de um bem-estar que ninguém te rouba…

A intensidade é insuportável – não se sustenta.

Queira a felicidade.

E a felicidade mora na serenidade.

A Dra. Nina Ferreira (@psiquiatrialeve) é médica psiquiatra, especialista em terapia do esquema, neurociências e neuropsicologia. Escreve a convite do Blog do Mílton Jung

A receita para aplicarmos um detox nas coisas de casa e da vida

 

Ver no Medium.com

 

[…]

Entrei nesse papo, na verdade, pois acabo de ser levado a pensar sobre a quantidade de coisas que tenho dentro de casa, a partir do livro “Stuffocation”, do jornalista James Wallman, que questiona o comportamento do consumidor contemporâneo e defende a tese de que temos muitos mais do que necessitamos. Tão mais que chegamos a nos sentir sufocados pelas coisas ou “suffocated by stuff”, sensação que leva Wallman a criar o neologismo que batiza o livro.

[Leia o artigo completo na minha página no Medium.com – é só clicar na imagem acima]

Excessos e faltas nas comunicações

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

how-i-met-your-mother-70651

 

“Não vá com tanta sede ao pote” ou “quem nunca comeu melado, quando come se lambuza”. Excelentes e oportunos alertas da cultura popular aos excessos. E se aplicam muito bem aos usos e abusos que estão impregnando as atuais comunicações. Pessoais e empresariais.

 

Diante de tantas facilidades de comunicação com o advento de meios eletrônicos, mais e mais alternativos e dinâmicos, estamos exagerando.

 

Como pessoas físicas, os recursos dos equipamentos móveis e seus aplicativos têm facilitado em muito o nosso dia a dia. Casa, filhos, trânsito, compras, diversões, etc. Ao mesmo tempo o conforto e o prazer dos modernos aplicativos têm sido interrompidos ou corrompidos pela mesma facilitação. O celular no clube, no carro, no restaurante, no cinema, no teatro, no aeroporto, no avião é, algumas vezes, cômodo e incômodo para nós e, sempre, desagradável para os vizinhos. E, definitivamente, para os acompanhantes. Cenas em restaurantes em que se veem todos conversando ao telefone estão se tornando comuns. Colocando os ausentes como presentes e os presentes como ausentes.

 

Entretanto, o fato é mais grave no âmbito empresarial. Além da dificuldade há muito existente quando se procura os serviços de atendimento ao cliente e se fala apenas com gravações, surge hoje uma tendência nos sites corporativos em omitir o telefone para contato. Se você quiser um contato comercial, é obrigado a seguir o canal único do e-mail. Falar com o gravador é para o SAC; sobre negócios, apenas o e-mail. Único. Para o bem dos burocratas e a infelicidade geral da nação que apanha em produtividade. Sem emoção.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.