Filas no caixa prejudicam experiência do consumidor e fragilizam propósito da loja

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

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Nas lojas da Apple não existem caixas e o próprio vendedor faz a cobrança

 

Experiência de Compra e Propósito são efetivamente as demandas principais do varejo pós-NRF — somadas ao arsenal tecnológico que se intensifica. Foi o que, entre outras coisas, a Cecilia Andreucci lembrou no programa Mundo Corporativo, da CBN, há uma semana.

 

Entretanto, diante de tanto avanço, é injustificável que o varejo físico atual dependente crescentemente das datas comemorativas; e,  disputando o mercado cada vez mais com os players virtuais, ainda deixe o seu cliente em grandes filas de caixa. Situação que inviabiliza tanto a Experiência de Compra quanto o Propósito da empresa.

 

Supondo na realidade física que a Experiência de Compra tenha sido boa para o consumidor até o atendimento do vendedor. A seguir ele espera na fila do caixa e depois estará diante de uma outra pessoa, que não é de vendas e não tem nada a ver com o processo da Experiência de Compras.

 

Supondo ainda que a caixa tenha sido gentil com ele, olhando-o ao receber o pagamento e agradecendo a compra, e até sorrindo. Ainda assim ficará claro que o sistema foi interrompido. De propósito e sem Propósito.

 

A Teoria das Filas —  sim, existe uma teoria matemática no ramo da Pesquisa Operacional — demonstra que as filas surgem pelo desequilíbrio entre o número de vendedores, de caixas e do fluxo de clientes.

 

A prática das filas ensina que para resolver esse desequilíbrio nas lojas em que há vendedores, eles devem exercer a função de caixa, também. Nas lojas onde não há vendedores é preciso colocar os caixas-vendedores em quantidade suficiente.

 

As lojas que começaram a perceber essa necessidade e identificaram a facilidade – afinal hoje os sistemas de pagamento são automatizados – de atribuir ao vendedor a função de caixa, estarão possibilitando o processo da Experiência de Compra. De propósito, para também possibilitar que o Propósito do cliente bem atendido possa ser real.

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Truman Capote e o propósito do varejo

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Cena do filme Breakfast at Tiffany’s (Bonequinha de luxo)

 

Em pauta, ainda com as lições emitidas na NRF Big Show 2019, um dos temas mais recorrentes foi a questão do propósito do varejo físico, embalado pela pesquisa da WD Partners, apresentada por Lee Peterson, que demonstrou que 30% dos clientes não querem mais ir a unidades físicas. E os que ainda desejam exigem algo além da compra de produtos.

 

O propósito na verdade deve ser decomposto em dois segmentos. Um, de ordem material e outro de aspecto conceitual.

 

A propósito, nesse contexto, é preciso lembrar de Truman Capote com seu icônico livro Breakfast at Tiffany’s*, lançado em 1958 e adaptado ao cinema em 1961. Livro e filmes tornaram-se marcos literários e cinematográficos. Dois Oscar e cinco Grammy.

 

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Blue Box Cafe, em Nova York (Imagem do site da Tiffany)

 

A Tiffany da quinta avenida, que já era reconhecida, tornou-se definitivamente um endereço emblemático de Nova York — mesmo sem aproveitar a dica para fazer um café da manhã na loja, embora o sentido fosse metafórico. A personagem visitava as vitrines toda manhã em busca da imagem de riqueza e beleza que nutria pela exposição. A verdade é que foi oportunidade perdida, tendo em vista o histórico que indica as solicitações de clientes para marcar breakfast na loja.

 

A mesma Tiffany  & CO, que não usufruiu no passado com o insight de Capote, agora surge com o BLUE BOX CAFÉ e aparece como exemplo de ação para fazer com que os consumidores procurem o seu espaço físico.

 

Dentro desse novo conceito, conhecido por varejo MULTIPROPÓSITO,  surge também a Starbucks com a RESERVE ROASTERY, com um cardápio variado e uma extraordinária viagem pelo mundo do café — que já conta com lojas em Nova York, Seattle, Milão e Xangai. Muito além do tradicional existente.

 

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Reserve Roastery, em Seattle (foto do site Starbucks)

 

O segundo segmento do propósito, deve-se ao sentido social e ecológico. Boa parte das apresentações do tema se referiram a missão e valores das empresas.

 

Convenhamos, que nada mal para um setor que emprega intensivamente, serve a multidões e economicamente é um dos principais setores do PIB dos países.

 

Salve o varejo multipropósito!

 

Em tempo: *Breakfast at Tiffany’s foi traduzido por Bonequinha de Luxo; e o filme está no Telecine.

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

 

O futuro dos shoppings não deve ser visto sob ameaça, pois soluções são visíveis

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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O fechamento de grande número de Shopping Centers nos Estados Unidos ao mesmo tempo em que existe aqui uma taxa de ocupação abaixo do padrão, têm precipitado previsões pessimistas quanto ao futuro de nossos empreendimentos.

 

A realidade é que o futuro não deve ser visto sob ameaça, pois as soluções estão visíveis.

 

A inevitável adaptação ao mundo eletrônico e a absorção do omnichannel não é mais desconhecida. Separar os dois canais não é mais cabível. De outro lado, a ordem é ofertar produtos e serviços mais aderentes ao mundo físico que preencham as novas necessidades do consumo.

 

Isso foi constatado tanto no Congresso da ALSHOP, há uma semana em São Paulo, quanto na RECon The Global Retail Real Estate Convention da ICSC International Council of Shopping Centers, em Las Vegas, de 20 a 23 de maio.

 

No caso americano, os empreendimentos foram instalados em áreas suburbanas. Hoje, para atender aos “millennials” precisam se deslocar para áreas urbanas. Esse passado dá uma vantagem aos Shopping Centers brasileiros, que desde a origem procuraram centros de população adensada.

 

De acordo com Luiz Marinho, em artigo de Mercado & Consumo, que cobriu o evento de Las Vegas, 90 Shopping Centers investiram U$ 8 bilhões em revitalização, trocando produtos por experiência. Foram instaladas áreas de descanso, paisagismo, música agradável, com o intuito da maior permanência do consumidor sem a preocupação exclusiva do comercial. E até os nomes começaram a mudar. De “Shopping” ou “Mall”, para “Town Center” ou “Village”.

 

No Brasil, onde temos a incontestável aprovação do formato Shopping Center pela população e a vantagem da localização urbana desde a origem, não será difícil enfrentar as novas necessidades da demanda. Implantar o omnichannel, mudar o mix de lojas, focar no lifestyle e enfim passar de “produtos” para “experiência”.

 

Talvez nem pense em outro nome. Embora a Eliana Tranchesi, visionária, pensasse no conceito e na marca. Era a Vila Daslu.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

NRF2018: as melhores práticas do maior evento de varejo

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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O Varejo, um dos setores mais importantes na economia global, tem na NRF National Retail Federation o seu maior evento mundial. Para trazer o que de mais significativo ocorreu na 107ª NRF buscamos a palavra da CEO da AGR Consultores, Ana Paula Tozzi:

 

BMJ – Qual o maior destaque da NRF 2018?

 

APT – O retorno da valorização das pessoas e equipes como diferencial competitivo foi o grande destaque deste ano. A capacidade de construir um time motivado e unido em torno dos mesmos valores e da mesma missão é o diferencial para atingir resultados.

 

Nada novo concorda?
O que mudou?

 

O desafio atual tem sido acompanhar as mudanças com a “agilidade de uma startup” somada à robustez financeira e de gestão de uma empresa estabelecida.

 

Katie Finnegan líder do Wal-Mart Loja #8 (unidade de inovação do Wal-Mart) entende que os times devem ser construídos com perfis baseados na diversidade. Eu concordo com ela. Jovens empreendedores, seniores administradores, estatísticos, marqueteiros, arquitetos… enfim, a composição do time que conseguirá romper barreiras e criar inovações que serão testadas e implementadas.

 

Parece que voltamos ao ponto em que pessoas são o diferencial competitivo dos nossos negócios. Na verdade, agora falamos: o(s) time(s) é (são) o diferencial competitivo!

 

BMJ – Encontrou alguma novidade que pudesse implantar de imediato?

 

APT – Vimos o painel do carro da GM com interação direta a Starbucks, por exemplo. O motorista pode desde localizar a loja mais próxima quanto comprar e pagar no caminho da loja, passando apenas para buscar o produto. Vimos as compras online de varejistas de vestuário com o ”pick-up” em lojas de conveniência ou em fábricas. Aumentando o fluxo da loja física e unindo operações não tão óbvias. Encontrar os parceiros estratégicos, já que o relacionamento é de longo prazo, e suar para integrar sistemas, processos de negócio e consumidores entre as empresas são as tarefas mais complexas deste projeto.

 

Outra iniciativa que o varejo deve abraçar rapidamente é a implementação das soluções de Chatbot. O atendimento eletrônico realizado por robô evoluiu substancialmente com a fusão da Inteligência Artificial. A possibilidade de oferecer serviços customizados, facilitar a integração de serviços, a simplificação de processos, a melhor experiência de uso e o melhor apoio ao cliente, fizeram esta tecnologia ser preferida dos executivos.

 

A NRF|2018 destacou o desafio do varejo em encantar uma audiência extremamente fragmentada e que, para tanto, tem que ser um varejo dinâmico e adaptável. Ou seja, acompanhar esse mercado requer constantes questionamentos e muita criatividade, tarefas difíceis de serem executadas se você estiver exclusivamente submerso nos problemas do dia-a-dia.

 

Convido você a participar do nosso Pós-NRF que acontecerá no dia 21 de fevereiro, das 8 às 11 horas, na sede da AGR Consultores em São Paulo.

 

Acesse o link e inscreva-se!

 

Sugiro que aceitem o convite da Ana Paula e identifique o BLOG DO MILTON JUNG para inscrever-se DE GRAÇA.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.
 

Mundo Corporativo: Mário Pacheco Fernandes, há 70 anos inovando e criando no mercado de trabalho

 

 

“Houve um fato novo que mudou tudo, que foi o computador, mas os executivos não mudaram muito na sua maneira de ser”. A avaliação sobre como evoluiu o mercado de trabalho é de Mário Pacheco Fernandes, que há 70 anos se dedica ao ambiente corporativo como empresário, executivo, empregado e, atualmente, orientando novos profissionais. Fernandes foi entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no Mundo Corporativo, da rádio CBN, quando contou curiosidades da sua carreira desde que começou trabalhar com 15 anos.

 

Hoje, Mário Fernandes está com 84 anos e na retrospectiva que fez falou de ações inovadoras adotadas ao longo do tempo antecipando tendências como o uso do merchandising e o marketing de guerrilha, além de mudar a forma de remuneração de vendedores.

 

Na entrevista, Fernandes conta a experiência que foi montar, vender e promover, no Brasil, a Romi-isetta, na segunda metade da década de 1950. Ele trabalhava para a fábrica de tornos Romi que decidiu investir na versão brasileira do carro originalmente criado na Itália, a Isetta. Apesar de já estar fora de linha há cerca de 60 anos, a Romi-isetta tem clubes de fãs até os dias de hoje.

 

 

Mário Pacheco Fernandes lançou o livro ”25.555 dias na estrada, o que aprendi administrando empresas”.

 

O Mundo Corporativo é gravado às quartas-feiras, 11 horas da manhã, e pode ser assistido no site cbn.com.br e pela página da CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados no Jornal da CBN.

Palazzo Ralph Lauren, em Milão: alto luxo e experiência única

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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A americana Ralph Lauren, famosa por ter como um de seus principais ícones a camiseta pólo com um cavalinho, é das poucas grifes que se mantém no auge do desejo do consumidor. E estamos falando de  marca que atua desde o luxo acessível até o altíssimo nível de suas coleções de edição limitada.

 

A luxuosa loja inaugurada no ano passado em Milão é apenas um dos exemplos que mostram como a marca se preocupa em oferecer a seus clientes mais do que produtos – e sim, experiências! Palazzo Ralph Lauren, em plena Via San Barnaba, é um “Invitation-Only Club”, ou seja, uma espécie de clube com acesso somente a convidados.

 

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Em seus mais de 1000 metros quadrados, sofisticadamente decorados, a  Ralph Lauren recebe seus convidados com visitas marcadas para almoço ou drinques no terraço ou no salão do Milan Palazzo, antiga residência construída nos anos 1940. A grife possui um Chef para cuidar de cada detalhe das experiências gastronômicas.

 

O local é  para clientes de alto poder aquisitivo e celebridades, que durante suas compras, podem mergulhar inteiramente em uma experiência Ralph Lauren. A unidade reúne peças da linha Collection (feminina), ou seja, peças desfiladas nas semanas de moda, e a Purple Label, linha masculina com peças de edição limitada.

 

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Como no mercado do luxo a customização é essencial, no Palazzo Ralph Lauren não poderia ser diferente. Ali, clientes da marca tem a opção de customizar acessórios e peças sob medida para homens e mulheres. Engajar cada vez mais seus clientes – de maneira pessoal e encantadora tem sido um dos principais desafios para as marcas de luxo se manterem relevantes no mundo globalizado.

 

Ricardo Ojeda Marins é Coach de Vida e Carreira, especialista em Gestão do Luxo pela FAAP, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. É também autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Viagens de luxo, experiências inusitadas e desejos realizados

 


Por Ricardo Ojeda Marins

 

Nova York, Miami, Paris, Milão, Londres. Essas são cidades que, certamente, nos vêm à mente quando pensamos em viagens de luxo. São destinos visitados por muitos consumidores de alto poder aquisitivo, viajantes que buscam muito além de hóteis elegantes, destinos urbanos e serviços especiais. Eles desejam viver experiências inusitadas que podem ser roteiros exóticos ou de aventura, contato com a arte, gastronomia e novas culturas. Visitas privativas a ateliês de costura ou a museus, fotógrafo particular para registrar, com qualidade, cada momento da viagem, jantares em restaurantes estrelados, aulas com experts e, claro, carros de luxo à disposição, são alguns itens que devem constar nesse cardápio.

 

O Estudo Global de Intenções de Viagem Visa 2013, realizado pela empresa Millward Brown, mostra um crescimento generalizado no turismo internacional e o Brasil é o país que apresenta percentualmente a maior aceleração entre os pesquisados. O turista brasileiro está entre os cinco que mais gastaram na última viagem, com valor em torno de USD 2.956, acima da média global, que foi de USD 2.390. E espera aumentar em 52% o valor desembolsado com a próxima viagem. Mesmo assim os valores são modestos se comparados com o que gastam os turistas de alto poder aquisitivo: em média USD 20 mil por viagem, de acordo com o World Travel Market Trends Report, da Euromotor.

 

No Brasil, cresce o número de agências de viagens especializadas no setor de luxo. Teresa Perez, PrimeTour, Matueté e Queensberry são algumas dessas que fazem parte do Virtuoso, seleta rede que reúne agências de viagens e hotéis de luxo ao redor do mundo. Os cartões de crédito também estão presentes no mercado ao dispor a seus clientes benefícios e atendimento especializado. A bandeira American Express tem o Platinum Travel Service, agência de viagens exclusiva apenas para os associados do cobiçado The Platinum Card. Clientes do cartão são atendidos e recebem ajuda na elaboração de suas viagens e contam com benefícios nos hotéis da rede Fine Hotels & Resorts, tais como café da manhã, late check-out e upgrade de acomodação. Já o Visa possui o Visa Luxury Collection, serviço exclusivo para associados dos cartões Visa Platinum e Visa Infinite em hotéis conveniados, oferecendo amenidades como café da manhã, status de hóspede VIP, late check-out e outros. A bandeira Mastercard também oferece aos portadores do cartão Mastercard Black alguns desses benefícios, além de crédito para uso em serviços no hotel. (Conheça outros benefícios oferecidos pelos cartões de crédito no artigo “Cartão de Crédito: a exclusividade transforma plástico em ouro”, que escrevi no Blog do Mílton Jung, em setembro)

A palavra-chave para atender as demandas desses clientes é customização. Cada um tem necessidades e gostos peculiares e busca algo feito sob medida, diferente de pacotes ou roteiros prontos. Com o aperfeiçoamento das agências especializadas, o consumidor elevou suas expectativas e se tornou ainda mais exigente. Há quem deseje, por exemplo, durante a viagem, alterar seus planos, como sair de Nova York para ir a uma festa no Caribe, ou, simplesmente, alugar uma residência privativa na Toscana. A agência deve estar preparada para não apenas atender, mas entender as necessidades dele. O relacionamento do cliente com sua agência de viagens é fundamental, pois é possível aprofundar-se nos interesses individuais de cada um e atendê-los de forma personalizada, tornando a viagem perfeita e uma experiência inesquecível. O viajante de luxo hoje busca o diferente, o inusitado, o “poder fazer”, o “feito sob medida” para as suas necessidades e desejos específicos, sempre com segurança, privacidade e conforto.

 

Ricardo Ojeda Marins é Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Atualmente cursa MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Mundo Corporativo: A economia da experiência

 

A Era da Convergência pede produtos multifuncionais e profissionais preparados para transitar bem por diferentes temas e áreas da organização. O consultor Carlos Hilsdorf explica que este é um momento de integração entre os modelos industriais – da velha economia – com a Era do Conhecimento – da nova economia. Em entrevista ao Mundo Corportivo, da rádio CBN, ele também alerta que para conquistar o novo consumidor é preciso praticar os fundamentos da economia da experiência na qual os produtos e serviços têm de sensibilizar seu público-alvo em todos os cinco sentidos: olfato, audição, paladar, tato e visão.

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da Rádio CBN (www.cbn.com.br), com participação dos ouvintes-internautas pelo Twitter @jornaldacbn e e-mail mundocorporativo@cbn.com.br. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN

Senadores mais jovens em 2010

 

Por Antonio Augusto Mayer dos Santos

Este ano haverá eleição para 2/3 das cadeiras do Senado Federal. Não se pode invocar o adjetivo “renovação” para estas 54 disputadas e atrativas vagas porque tradicionalmente os Senadores são reeleitos. Porém, ante a escassez de projetos convincentes e ainda diante dos últimos escândalos que macularam a Casa, está na hora dos cidadãos promoverem uma alteração na sua composição a partir de um elemento sutil: a idade de seus integrantes.

Atualmente, para concorrer ao Senado Federal, o cidadão ou cidadã precisa ter 35 anos no dia da sua posse. Todos os pretendentes deste ano, em todos os Estados, assim precisarão documentar sua idade na Justiça Eleitoral. Todavia, tramita na Câmara dos Deputados, sob apoio de respeitados e respeitáveis parlamentares, a Proposta de Emenda Constitucional nº 20/07 visando reduzir de 35 para 30 anos a idade mínima para os candidatos aos cargos de Presidente e Vice-Presidente da República e Senador. Segundo sua autora, a deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), a exigência de 35 anos corresponde a um “conceito ultrapassado de que experiência está vinculada à idade”.

Oportuna e bem fundamentada, esta PEC, embora desconhecida da maioria, reflete coerência à última edição da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (PNAD) cujo resultado concluiu pelo cadastramento de 40 milhões de eleitores brasileiros com idade entre 16 e 30 anos. Este fator é significativo e merece ser considerado porquanto diz respeito ao universo eleitoral do país.

Ao questionar conceitos tradicionais, supostamente intocáveis, a proposta, que ameaça feudos e Gabinetes inteiros por conta de suas projeções, traz um texto que desconstitui o conhecido truísmo assentado na (falsa) máxima de que a experiência, necessariamente, está vinculada à idade. Logo surge a indagação: como se mensura a experiência de alguém para a política? “Ter experimentado muitas coisas ainda não quer dizer que se tem experiência”, já ponderava Marie von Ebner-Eschenbach no início do século XX. Se a um ângulo ninguém ou nenhuma instituição, salvo extravagância, despreza a experiência como fator estratégico em qualquer ramo de atividade, por outro, a frase da escritora austríaca se insere num contexto quando o assunto diz com o exercício de cargos eletivos.

Evidenciando o cabimento da PEC, uma rápida consulta a recentes projetos formulados por Senadores com mais de 35 anos vai revelar a presença de erros gramaticais e justificativas confusas ou inconsistentes, ainda que suas excelências tenham exercido mandatos anteriores como Vereadores, Deputados ou Governadores.

Neste sentido, a proposta também potencializa a neutralização de duas anomalias: a feudalização de bancadas ou mandatos e a protelação do ciclo natural de renovação das lideranças políticas e partidárias.

Por outra, está cientificamente comprovado que é antes dos 30 anos que o ciclo de plenitude da vitalidade mental e intelectual inicia sua ascensão mais vigorosa. Prova disso e, conseqüentemente, da adequação da PEC são, por exemplo, as estatísticas de aprovação em concursos públicos e a consolidação de importantes instituições voltadas ao estudo e desenvolvimento de diversos setores impulsionadas por profissionais com idade inferior a da faixa etária da PEC.

É essencial que prevaleça uma distinção entre experiência e senso de responsabilidade. Ora, enquanto aquela está vinculada ao acúmulo de vivências, conhecimentos e práticas, o outro independe da idade para o exercício de atribuições ou mandatos. Tanto assim que se pode ter responsabilidade sem experiência quando esta não consolidar aquela, salvo se, apenas na Argentina e nos EUA, onde se exige dos candidatos à Presidência e ao Senado a idade dos 30 anos, mencionados conceitos sejam distintos dos daqui.

Eleger Senadores e Senadoras mais jovens neste outubro de 2010 é uma ação que projeta renovações e rompe arcaísmos impregnados de mitos e estereótipos. Congressistas probos, desvinculados de passados nebulosos e mais dinâmicos ou produtivos certamente oxigenarão o Senado Federal.

Antônio Augusto Mayer dos Santos é advogado especialista em direito eleitoral e autor do livro “Reforma Política – inércia e controvérsias” (Editora Age). Às segundas, escreve no Blog do Mílton Jung.

Chamada geral ao Conhecimento

Por Carlos Magno Gibrail

Procura-se excelência e abre-se porta para seniores.

O CRA, Conselho Regional de Administração de São Paulo, sai na frente com um projeto de criação, desenvolvimento e difusão de conhecimento de Administração. Na busca de excelência e resultado Premium, abre a possibilidade principalmente para os administradores seniores. Embora o processo seja democrático e admita administradores ou não, desde que qualificados e jovens, maduros, ou seniores, que estejam dispostos a elaborar conhecimento.

É uma fábrica de talentos ordenadamente montada para executar em sua linha de produção, utilizando matéria-prima abundante e sustentável, ou seja, Grupos de Excelência, conhecimento Premium.

“Os Grupos de Excelência são heterogêneos, multidisciplinares, constituídos por profissionais voluntários das diversas áreas, que transformem matéria em excelência”. CRA.

Como objetivo dos GE Grupos de Excelência, o CDDCR Centro de Desenvolvimento e Difusão do Conhecimento e Relacionamentos estabeleceu “Gerar e difundir conteúdos e conhecimentos relativos ao campo da Administração por meio de estudos de tendências, consolidação de conceitos e formação de fóruns de discussão”.

O resultado deste processo resultará em Índices de referência, Pesquisa de Mercado, Geração de artigos, Edições de livros, Lançamento de livros e Eventos.

Visão e Missão dos GE
Difundir conhecimentos e experiências sobre a
teoria e prática das melhores realizações
mundiais sobre Estratégias e Planejamentos
Empresariais,colaborando efetivamente para o
aprimoramento das decisões em Administração
de Negócios,buscando excelência de
procedimentos e resultados,desenvolvidos através
de projetos e programas avançados sobre as
novas tendências envolvendo pessoas, os novos
métodos e tecnologias.
Ser um fórum permanente de captação,
criação,desenvolvimento,debate,divulgação e
intercâmbio de idéias e informações para
procedimentos dos administradores, com elevada
qualificação para o eficaz sucesso das Gestões
empresariais.

“É essencial o administrador mostrar os caminhos seguros, para onde ir e de que forma seguir. Esse é o papel do líder. Mas entendam: liderança não pode ser confundida com heroísmo. Neste momento, o administrador deve ouvir racionalmente as pessoas, pensar inteligentemente, abertamente sobre o que elas dizem e apresentar respostas convincentes para que o processo do esforço coletivo seja contínuo, com entusiasmo e verdadeiro como garantia para ser bem sucedido. Confio no desempenho dos autênticos administradores profissionais Premium”. Prof.Walter Lerner, Coordenador Geral do Grupo de Excelência em Estratégia e Planejamento de Administração.

Se você é administrador ou um profissional com pertinência aos conhecimentos de Administração e tem disponibilidade para adentrar a um processo de estudos voluntariamente, pode se candidatar a um dos GE e se engajar como um trabalhador Sênior em busca de resultados Premium. Ou, se você precisa de informações sobre temas de Administração para aplicar em seu trabalho, negócio ou empreendimento futuro dirija-se aos GE que podem ter a orientação que necessita. De graça.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e, às quartas-feiras, escreve com conhecimento de causa no Blog do Mílton Jung