Avalanche Tricolor: deixe-me ser feliz ao menos até o apito final

 

Inter 0 x 1 Grêmio
Campeonato Gaúcho
Centenário/Caxias do Sul-RS

 

 

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Foto de Lucas Uebel/GrêmioFBPA

 

 

O futebol é um negócio estranho. Faz da gente criança. Faz perder a lógica. O senso.

 

Tem quem prefira desdenhar. Intelectualizar. Contextualizar.

 

Sou do primeiro time: dos sem noção quando a bola rola. Já fui pior. Brigava. Sofria. Chorava. Hoje, brigo com a minha razão. Sofro do meu coração. E só choro na emoção da alegria ou quando busco na memória as experiência passadas.

 

Havia assumido o compromisso de que só voltaria a assistir aos jogos e a escrever esta Avalanche quando a pandemia passasse. Retornar aos campos com tanta gente sofrendo não faria nenhum sentido. Expor profissionais à prática do esporte e centenas de tantos outros que dependem dele, seria um risco à saúde. E jamais poderia ser conivente com tal situação.

 

Pois bem, o futebol voltou. E quando digo futebol, digo o Grêmio voltou, porque é ele quem me faz criança, perder a lógica, e o senso, por mais razoável que queira parecer. E voltou no maior clássico da Terra —- da minha terra ao menos. Uma provocação a qualquer das minhas convicções. Quase que a desafiar minha índole e a reputação que tento preservar diante da família.

 

Inventei para mim mesmo que só veria a partida para entender a dinâmica de um jogo na pandemia e sem torcida; ser apresentado aos protocolos sanitários em um campo de futebol; analisar a insensatez de cartolas e autoridades. Por isso sentei no sofá diante da TV com cara de constrangimento, olhando de revesgueio os primeiros movimentos — como se tudo aquilo não me pertencesse.

 

Queria enganar a quem?

 

O futebol me pertence, sim. Faz parte da minha vida. Nele amadureci, de criança virei adolescente para me transformar em adulto, forjei minha personalidade e vivenciei alguns dos momentos mais felizes ao lado de meu pai — e tenho saudade daquela vivência que o tempo e a saúde me tiraram.

 

Por que sentir vergonha pelo que meu coração insistia em sentir sempre que o Grêmio partia para o ataque? Dos dribles de Matheus Henrique, Jean Pyerre e Everton? Pela satisfação do passe bem passado e da bola bem rolada? Pelo orgulho de ver Geromel e Kannemann sendo gigantes, tão gigantes quanto imaginamos que eles sejam?

 

Às favas!

 

Gritei pelo pênalti bem marcado. Lamentei a cobrança mal feita. Vibrei com o desarme do setor defensivo e comemorei o gol enviesado de Jean Pyerre.

 

Mesmo sabendo que nenhuma dessas reações fossem suficientes para apaziguar meu coração que tem estado triste pelas mortes e descalabros que vivemos no Brasil, dei-me o direito de ser feliz ao menos por 90 minutos de um jogo bem disputado apesar de mal jogado.

 

Era só isso que eu queria: um naco da felicidade que nos foi roubada nesses mais de quatro meses de confinamento. E o Grêmio me ofereceu mais este momento de vida.

 

Não me julgue! Só me deixe ser feliz nem que seja até o apito final, porque nunca saberemos quando este final cruzará nosso caminho.

 

Fique tranquilo: minha felicidade não é suficiente para tirar meu senso, minha razão e meu olhar crítico a tudo que está acontecendo neste país.

 

Fique em paz, cuide-se e busque a sua felicidade onde ela estiver — mesmo que esteja correndo atrás de uma bola de futebol.

Mundo Corporativo: Luiz Gaziri diz como a ciência da felicidade pode transformar sua relação com o trabalho

 

“As pessoas tem de ter uma consciência do que é verdadeiramente felicidade. Os cientistas definem como felicidade a alegria que a gente sente antes, durante ou depois de praticar certa atividade, especialmente atividades que usam os nossos pontos fortes” —- Luiz Gaziri, professor

Ser feliz no ambiente corporativo é meta impossível de ser alcançada para muitos profissionais, especialmente levando em consideração a tensão, a cobrança e a competitividade que encontramos nas empresas. A barreira, porém, pode estar não nas características do mercado de trabalho que vivemos mas nos aspectos em que depositamos nossos esforços em busca da felicidade

 

Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, o consultor Luiz Gaziri chama atenção para o fato de que este sentimento, ao contrário do que se costuma acreditar, não depende de dinheiro, reconhecimento ou pensamento positivo”

“A relação do dinheiro com a felicidade está muito mais na forma como você gasta o seu dinheiro e muito menos relacionado com o quanto você ganha …”

“O reconhecimento também cai nesta parte da adaptação hedônica, porque chega em um certo momento em que a gente se acostuma a receber reconhecimento das pessoas então ele não traz efeito positivo ..”

“A gente acreditar que pensar positivo vai fazer o mundo, o universo conspirar ao nosso favor, não vai funcionar, porque a gente precisa de ação para fazer as coisas acontecerem na nossa vida”

No livro “A ciência da felicidade —- escolhas surpreendentes que garantem o seu sucesso” (Faro Editorial), Gaziri sugere que se use o dinheiro para ajudar outras pessoas ou para experiências que serão guardadas para toda a vida; que não se dependa do que o outro pense de nós, e, sim, se reconheça o valor das outras pessoas; e, finalmente, que se pense negativo, ou melhor, que se identifique os pontos negativos e os perigos que podem impedir que se alcance nossos objetivos.

 

Seis variáveis que podem ser usadas como meta para aumentar a nossa felicidade:

 

  1. Saber gastar o nosso dinheiro bem
  2. Ser grato, lembrar das coisas boas que se tem na vida
  3. Reconhecer os outros
  4. Ajudar as pessoas
  5. Cultivar emoções positivas
  6. Quando você estiver com alguma pessoa, esteja de verdade com ela (relacionamentos são previsor número 1 de felicidade)

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no Twitter (@CBNoficial) e na página da CBN, no Facebook. O programa vai ao ar, aos sábados, no Jornal da CBN e tem as colaborações de Gabriela Varella, Arthur Ferreira, Rafael Furugen, Izabela Ares, Debora Gonçalves e Priscila Rubiotti.

De felicidade

 

Por Maria Lucia Solla

O que pode nos fazer felizes é um número infinito de combinações e de possibilidades, ou de ‘dependes’. Depende do dia, da hora, da situação, da conta bancária, do trânsito, da saúde, da família, de amigos e amores, do cabelo, de tempo e do tempo, da fome e de sede.

 

Quanto tempo passamos, por dia, fazendo o que nos faz felizes?
Depende das nossas escolhas, mas deixemos que o LEXIGRAMA apresente a Felicidade.

 

FELICIDADE

 

Felicidade tem ALÍCIA, (αλήφεια, ας), que em grego quer dizer ‘verdade’, ‘realidade’, e traz Cleide (κλειδί, ioύ), que quer dizer chave. Faz sentido?

 

FELICIDADE tem MALÍCIA, tem ELE e ELA, DELE E DELA, tem FEDIDA e tem FIEL. Tem FIDEL, mas só com IDA, porque a volta faltou.

 

Tem CIDADE e tem LEI, o que não é coincidência, vindo dela. Tem FÁCIL, acredita?, e tem FÉ e DELÍCIA. Não falta para ninguém, de qualquer IDADE.

 

Tem CAÍ, mas também tem E DAÍ!

 

Tem CIDA que é apelido de APARECIDA, e que quer dizer ‘a que surgiu, a que faz milagres, tem ELI, o Sumo Sacerdote, o Altíssimo, e tem DÉLIA, mas não tem Carina.

 

Bora descobrir e reconhecer a FELICIDADE, em cada tarefa da LIDA, em todo minuto da vida.

 

Não importando o tamanho do sonho, mas a qualidade e a consciência da escolha.

 

Bom divertimento Lexigramando e formando frases com a palavra FELICIDADE, ou sendo feliz, e até a semana que vem.

 

Alícia
cai
cal
cale
cela
Cida
Cleide
dai
cidade
dedal
defeca
dela
dele
Délia
delicia
dia
dica
ela
ele
Eli
fácil
fale
falei

fedida
fel
fica
Fidel
fiel
fila
ida
idade
ideal
ideia
lacei
lede
Lia
lida

 

Ps: FELICIDADE não tem FELIZ, por um Z.

 

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Somos felizes, mas fazemos de conta que não sabemos

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Muitos ou,quem sabe,muitíssimos de nós somos felizes e,sei lá por que razão,fazemos de conta que não sabemos disso. Estou,confesso com lisura,entre essas pessoas que sempre encontram algum motivo para se queixar da vida. Faço,particularmente,uma força danada para me corrigir. Foram tantos,nos últimos dias,os episódios trágicos que lotaram os meios de comunicação,que me fizeram,no mínimo, repensar minha maneira de ser.

 

Creio que nada pode ser mais terrível do que as forças malignas da natureza. Supertufões, como o Haiyan,que atingiu com violência descomunal o arquipélago das Filipinas,armado de ventos que chegaram a 278km/h e de ondas gigantes,talvez tenha matado 10 mil pessoas,fora as que,se não perderam a vida,ficaram sem suas casas, ameaçadas por doenças e necessitando do socorro de inúmeros países. No Brasil,não sofremos com catástrofes provocadas por furacões,tsunamis e outros que tais,capazes de infernizar, com alguma regularidade, outras regiões do planeta.

 

Menos letais são os problemas enfrentados pela gente pobre brasileira,especialmente aquelas que se obrigam a erguer os seus casebres em terrenos que ficam à margem de rios ou córregos,sujeitos a verem suas residências paupérrimas serem inundadas em consequência de chuvaradas, episódios que ocorrem mais do que uma vez por ano. Exemplo disso está nesta manchete do jornal gaúcho Zero Hora:”Chuva mata,isola e deixa desabrigados no Estado”.

 

Refiro-me ao que aconteceu no início desta semana no Rio Grande do Sul. Olho as fotos publicadas pela mídia e fico a imaginar o desespero dos que perderam,mais do que as suas casinhas,todos os seus eletrodomésticos adquiridos a duras penas. Não bastassem os danos causados pela mãe natureza (ou madrasta natureza), em meu estado,não há semana,principalmente as que tenham feriados prolongados,esses que começam nas noites de quintas-feiras e se estendem até o final dos domingos,em que não ocorram acidentes fatais, nas vias urbanas e nas estradas,envolvendo toda espécie de veículos. Nesse domingo,colisão entre dois carros,um deles com oito pessoas,matou cinco jovens com idades entre 16 e 24 anos. A maioria das vítimas retornava de uma festa. Mas os óbitos não ficaram nisso:nesse final de semana,registraram-se mais 17 mortes,em acidentes de trânsito,no Rio Grande do Sul.

 

Diante desses fatos que acabei de relatar,sou obrigado a me perguntar até quando vou inventar motivos para me queixar da vida. Eu sou feliz. E sei disso!

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Mundo Corporativo: como ser feliz no seu trabalho

 

A satisfação no trabalho é uma utopia possível no século 21 e depende muito mais do propósito que você tem no emprego do que do salário. O jornalista Alexandre Teixeira, entrevistado no programa Mundo Corporativo da CBN, diz que “o componente chave é o proposito, é a pessoa saber porque ela faz o que está fazendo, é achar sentido no trabalho; e propósito é coisa mais difícil de encontrar do que , simplesmente, a remuneração no final do mês”. No livro Felicidade S.A, o autor, através de pesquisas e casos corporativos, lembra que é estratégico para as empresas ter trabalhadores satisfeitos pois, neste cenário, há aumento da produtividade, diminuição da rotatividade de funcionários e redução nos investimentos com marketing.

 

Considerando que salário não é tudo, quanto um trabalho precisa ganhar para se sentir feliz? Assista à entrevista, pois falei com Alexandre Teixeira sobre este assunto, também.

 

 

O livro Felicidade SA será lançado, nesta terça-feira (18/09), na Livraria da Vila do Shopping JK/Iguatemi.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, apenas no site da rádio CBN, quando você pode participar por e-mail (mundocorporativo@cbn.com.br) ou pelo Twitter (@jornaldacbn). O programa é reproduzido aos sábados no Jornal da CBN

Recomeçar é um luxo

 

Por Abigail Costa

 

Eu queria ter na vida
Simplesmente
Um lugar de mato verde
Pra plantar e pra colher
Ter uma casinha branca
De varanda
Um quintal e uma janela
Para ver o sol nascer

 

E segue em frente o poeta dizendo que a busca pela felicidade é um luxo.
E é sobre esse assunto que eu vou comentar de vez em sempre: luxo.

 

De bate-pronto, o que é luxo pra você?
Alguém poderia responder, um jato particular.
Férias no Butão!
Um champanhe aberto em restaurante francês.
Uma semana numa ilha deserta.
Um fim de semana com os meus filhos e o telefone desligado.
Preparar um jantar para meu marido e dizer coisas que em anos não tive tempo de falar.

 

O luxo vai do que o dinheiro pode comprar ao imaterial.
A fé. O carinho. O tempo….
Aprendi dias atrás que o tempo é o luxo imaterial mais cobiçado, hoje em dia.

 

Sempre tive a ideia que quanto mais trabalho, mais produção; mais produção, mais dinheiro; mais dinheiro, mais felicidade?

 

Lembra daquela propaganda do Estadão na qual os amigos subiam numa baita montanha e ao chegar no topo gritavam: -Uhu!!!!! Uhu!!!!!! Depois de assistí-la, sempre me questionava: E agora? A cena parava lá em cima, mas o ponto de interrogação ficava aqui comigo. Eles querem o quê?

 

O que eu não sabia era que o topo era o luxo, naquele momento.
O ápice da felicidade era chegar lá. O resto era recomeço.
Recomeçar é um luxo.

 


Abigail Costa é jornalista e recomeçou a escrever no Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: é possível ser feliz no emprego ?

 

A pergunta deste post pautará nossa entrevista, amanhã, quarta-feira, 5/9, às 11 horas, apenas no site da CBN, com o jornalista Alexandre Teixeira, e terá como base o livro que será lançado, em breve: Felicidade S.A. Alexandre é especializado em Jornalismo de Negócios, passou pela TV Gazeta, Jornal da Tarde, IstoÉ Dinheiro, jornal Valor Econômico e Época Negócios. Desde o início desta semana, abri na rede Linkedin o grupo Mundo Corporativo na CBN para discutir com os ouvintes-internautas os temas que serão abordados no programa. Minha intenção é ampliar e aprofundar as discussões no Mundo Corporativo com a participação em rede e com perguntas enviadas para o nosso entrevistado. Como o grupo que abri ainda está em caráter de teste, pois preciso aprender um pouco mais sobre os recursos oferecidos pelo Linkedin, reproduzo o texto que publiquei por lá e aproveito para convidá-lo a se unir a nós nesta rede profissional, ideal para discutir temas corporativos e ligados a gestão de carreira.

 

O que escrevi por lá:

 

A entrevista com o jornalista Alexandre Teixeira, na quarta-feira, 11 horas, que você assiste apenas no site da CBN, vai discutir se a satisfação com o trabalho é a utopia possível, tema do livro Felicidade S.A que será lançado em breve. Como o livro ainda não está no mercado, estou lendo o “boneco” do trabalho produzido por Teixeira, ex-jornalista da revista Exame S.A, e pela distribuição que fez do texto em 24 capítulos é possível perceber, antes mesmo de acessar o conteúdo, que ele acredita na possibilidade de sermos felizes no emprego. Desde já, confesso a você, que compartilho desta ideia. E sempre que a infelicidade imperou no meu cotidiano, fugi do trabalho como o diabo da cruz.

 

Reproduzo a seguir o sumário de Felicidade S.A e você logo entenderá a minha percepção:

 

Parte I – O QUE NOS FAZ FELIZES (OU INFELIZES) NO TRABALHO

 

1. A caminho do trabalho
2 Motivação, propósito, valores… O que te tira da cama de manhã?
3. O que dinheiro tem a ver com felicidade
4. Metas (e bônus) na berlinda
5. Rebeldes com causa: negócios sociais e empresas com bandeiras
6. Autoconhecimento: Dilbert no divã
7. Liderança: por um mundo livre de babacas
8. Equilíbrio: meu nome não é (só) trabalho

 

Parte II – UMA BREVE HISTÓRIA DA (IN)FELICIDADE NO TRABALHO

 

9. Será que estou falando grego? Origens fiolosóficas do sofrimento dos ocupados.
10.A nova era do que? Transcedência, empatia e outras pequenas rebeldias.

 

Parte III – A GEOECONOMIA DO BEM-ESTAR E NOSSO LUGAR NESTE MAPA

 

11.A copa do mundo da felicidade
12.Felicidade Interna Bruta: o que há para medir além do PIB
13.Uma economia sem crescimento?
14.O homem cordial tipo exportação
15.Do paternalismo da empresa de dono à meritocracia à brasileira

 

Parte IV – UM NOVO MUNDO (MAIS FELIZ) PARA O TRABALHO

 

16.Sem escritório, sem horários … com resultados
17.Enquanto o mundo novo não vem (e o velho não volta)

 

Parte v – EMPRESAS FELIZES

 

18.A transformação do homem transforma a empresa
19.“Tire seu sonho da gaveta”: a história do Laboratório Sabin
20.Funcionário patrão: os donos da Promon são os próprios empregados
21.Felicidade, com nome limpa na Serasa
22.Gestão de palhaços: o caso dos Doutores da Alegria
23.A transformação do homem transforma a empresa II
24.A “desterceirização” da Vivo

 

Epílogo

 

Por que ser feliz é estratégico

 

De estar feliz

 

Por Maria Lucia Solla

Das nuvens

Ouça este texto na voz e sonorizado pela autora

Felicidade é estar com a barriga cheia e o sono em dia, com tudo funcionando como deve: coração batucando legal, rins fazendo a sua função, sem greve, sem rebelião. Felicidade é enxergar bem, respirar o ar da vida e não o da morte, e saber que os que te cercam têm isso também

Estar feliz é poder ir daqui-pra-lá-e-de-lá-pra-cá, principalmente se o daqui for de um canto confortável e gostoso, e se o pra-lá for um lugar que faz o coração batucar, ainda mais forte e mais depressa, animado pela adrenalina que brota da excitação. Felicidade pode ser estar numa cantina num vilarejo escondido na Bolívia, pode ser o sushi do restaurante favorito comido em casa, sentado no chão, apoiado na mesa de centro na frente da TV, assistindo a um programa que faz a gente sorrir feito bobo, ou lendo um livro que não dá para largar e interrompendo a refeição um milhão de vezes para anotar as ideias que não param de chegar, para engolir o que mastigou, para digerir o que leu, para assimilar o que pensou.

Estar feliz é ter confiança nos dirigentes do país, do ônibus, do trem e do carro, sentindo que o barco vai bem conduzido, não faz água e fica longe do perigo. Estar feliz é poder viver com a consciência tranquila e o coração em paz. É saber que ninguém está espreitando atrás da fresta para te pegar no pulo e tirar vantagem de você. É poder receber o que comprou sem precisar lutar na justiça por meses, às vezes por anos, perdendo saúde e sono. É poder ter respeitado o que é seu, oferecendo respeito em troca.

Estar feliz é confiar que o banco cuida do teu dinheiro, que o médico que te atende sabe o que está fazendo, é ter consciência do que está comendo. Felicidade é poder acreditar em quem diz que gosta de você, é não usar o outro até gastar e aí não ter mais, é deixar ir quando o prazo termina, não iludir, não ser manipulado, roubado, emboscado, traído.

Estar feliz é ter mais motivo de sorrir do que de chorar, é ter quem a gente ama gostando de ser amado e se deixando amar. Estar feliz é trabalhar no que gosta, ou ao menos gostar do que faz, e ter a oportunidade de escolher o que fazer. É saber que o ônibus vai chegar, que a gente vai sentar e, a viagem, nem vai perceber. Estar feliz é andar descalço na praia com o sol acariciando o corpo, a brisa desmanchando o cabelo e cara de idiota, chupando um picolé e se sentindo o maioral. Nem que seja uma vez por mês no bate-volta.

Estar feliz é viver intimamente com a arte, é criar, é recriar, não matando o já criado; reinventando, reinventando, reinventando. É garantir cadeira cativa para a ilusão. Estar feliz é aceitar que a gente está aqui e pronto, e a partir daí pavimentar dia a dia o caminho para estar feliz cada vez mais vezes e por mais tempo. É transformar num só conceito de amor, criatura, criação e criador.

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

De bordados da Malú

 

Por Abigail Costa

Domingo é dia de Maria Lucia Solla. Ela volta na próxima semana.
Enquanto isso aproveito pra falar um pouco do que aprendi com ela.

Tem mais ou menos quinze dias que umas amigas me perguntaram quem poderíamos entrevistar no nosso “piloto”. Estamos como umas idéias para um programa, mas isso já é uma outra história.

Pois bem, assim que me deram o perfil, o que queriam, logo pensei: Maria Lúcia Solla! Não só minha professora/tradutora/terapeuta/amiga/conselheira. Uma espécie de faz tudo que me encanta!

Já teve oportunidade de ver as habilidades da Malú (para os íntimos)? Pensa num bordado? Numa bolsa diferente? Num cabide com as sua iniciais (chic!) Num espelho emoldurado com flores! Fico sempre encantada não só pela agilidade com as agulhas e linhas. Me fascina a facilidade como ela me ensinava a saída para meus grandes problemas….

Com ela fiquei sabendo que não preciso me sentir a pior das piores quando a TPM aperta e literalmente “descarrego” em casa. Família é palavra íntima, sinônimo de perdão, então pode falar, desabafar….. Depois da tempestade vem o arco-íris, com ele novos tempos… Com todas as letras, se tem intimidade, se conhece; se conhece….. a tendência é deixar pra lá.

Quanta vezes fui socorrida?
E quantas vezes mudei minhas atitudes depois de ouvir Malú dizendo: “Gato mia; cachorro late!” De vez em quando ainda dou umas derrapadas…. e aí me lembro do gato e do cachorro.

Hoje, Maria Lucia está em Porto Alegre. Com certeza ajudando a botar os pingos nos “is” na vida de outras pessoas. Tenho certeza que voltará pra São Paulo feliz como sempre. Não por ter ajudado mais uma vez, mas poder ter adquirido mais uma estrela na preciosa avaliação de ser a pessoa que pode fazer a diferença. Do outro lado deixará alguém aliviado, com mais força pra seguir em frente.

Semana que vem vou convidá-la para gravar o nosso programa. O tema será FELICIDADE. É assim que vejo Maria Lucia: Feliz com a vida – com todas as suas quedas e afluentes!

A confiança dela é estimulante.
E pode contar que no final vai dar tudo certo.

Como ela diz,
Pense nisso ou não…
(eu digo: Você me faz falta!)


Abigail Costa é jornalista e já escreveu bastante aqui no Blog do Mílton jung. Voltou neste domingo, com saudade da Malú

A moda da Páscoa é a felicidade

 

Por Dora Estevam

Recebi um e-mail de uma querida amiga sobre a Páscoa. A mensagem me tocou muito. Tocou porque nesta época muitos se esquecem do verdadeiro amor que representa a Páscoa, do verdadeiro motivo pelo qual comemoramos ou celebramos esta passagem – a morte e a ressurreição de Jesus Cristo. Para a igreja talvez este seja o maior milagre da Fé, a Ressurreição.

O marketing das vendas faz o chocolate, o coelhinho, as festas, as viagens e os menus de almoço parecerem mais importantes do que a data que lembra a paixão de Cristo.

Mas devemos lembrar que a vida é maravilhosa e vai além disso. Que, às vezes, não damos o devido valor a ela. Lembramos de celebrar a vida quando estamos em apuros. E, muitas vezes, aprendemos nesses sustos.

Por isso, nesta Páscoa, desejo que você seja feliz e a cesta indicada pela amiga Ana Paula Parra seja uma maneira de dizer às pessoas o quanto elas são importantes e o quanto a amamos:

Cenas de Cristo em Olinda

Em minha cesta de Páscoa, você encontrará muitos desejos para o amor e a felicidade, para a saúde e a prosperidade, para a sabedoria e o conhecimento, e para o prazer e o relax.

Desejo a você saúde, felicidades, alegria, equilíbrio, harmonia e que consiga ir além das etapas ordinárias e descubra resultados extraordinários.

Que continue tentando alcançar suas estrelas. Que realize seus sonhos.

Que reconheça em cada desafio a oportunidade, e seja abençoado com o conhecimento de que tem a habilidade para fazer cada dia especial.

Que tenha bastante riqueza para atender suas necessidades, e sempre lembre que o tesouro real da vida é o amor.

Agradeço o seu carinho e agradeço por todas as maneiras que somos semelhantes e todas as maneiras que somos diferentes.

Agradeço a Deus, do fundo do coração, com um sorriso interno que eu desejaria que todos pudessem ver… A Ressurreição do Mundo. Pois ainda não entendiam a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dentre os mortos… (João 20:9).

Pela lei fundamental da natureza, todas as coisas se renovam constantemente, cumprem um ciclo e se renovam.

Deus deu-nos as estações – cada uma com suas próprias belezas e razão, cada uma significando uma benção, uma alegria, e o sentimento do amor.

Deus deu-nos sonhos – cada um com seu próprio segredo, cada um emitido para dar-nos sentimentos de inspiração, esperança, e tranqüilidade.

Deus deu-nos a luz do sol, o arco-íris e a chuva, a beleza e a liberdade da natureza para ensinar-nos a sabedoria.

Deus deu-nos milagres em nossos corações e vidas, coisas pequenas que acontecem no dia a dia, para nos lembrar que estamos vivos.

Deus deu-nos a habilidade de enfrentar cada novo dia com coragem, sabedoria, e um sorriso de saber.

Saber que seja o que tivermos que enfrentar é mais fácil com Deus habitando em nossos corações.

Sobretudo, Deus deu-nos amigos para ensinar-nos sobre o amor e para guiar– nos através deste mundo, e Ele está sempre disponível para ajudar-nos para uma compreensão maior e compartilhar e dar mais amor.

Eu também acredito que a felicidade está dentro de nós. Por isso, use as ferramentas que ela nos oferece para ser feliz: afagos, carinho, beijo, abraço, lágrimas, gargalhadas, olhares…Tudo isso faz parte deste kit maravilhoso.

Que o espírito da Páscoa lhe traga muita Paz neste dia especial.

Feliz Páscoa!

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo no Blog do Mílton Jung, aos sábados.